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Johann Schatz e a era Mass Monsters: farmácia, Dorian Yates e a ilusão dos protocolos antigos

Relato de Johann Schatz sobre protocolos antigos, farmácia, Dorian Yates, trembolona e o erro moderno de confundir abuso com método.

Nos anos 1990, o fisiculturismo profissional entrou em uma fase de volume muscular extremo. Dorian Yates virou o símbolo maior dessa virada, e atletas que dividiram palco com ele ajudam a entender uma parte menos glamourosa da história: o uso de esteroides era real, mas não tinha o mesmo desenho caótico, volumoso e permanente que aparece em muitos relatos modernos de academia.

No material "JOHANN SCHATZ ABRE SEM FILTRO OS SEGREDOS DOS PROTOCOLOS DA ERA MASS DOS MONSTERS !", do canal Cortes - Monster Cast, Johann Schatz descreve uma época em que os atletas falavam menos em combinações infinitas e mais em alguns produtos considerados básicos, muitos deles comprados em farmácias europeias ou trazidos de países vizinhos. O ponto mais importante não é copiar a prática. É perceber como uma experiência histórica virou, nas mãos de muita gente, uma justificativa ruim para abuso atual.

A farmácia como retrato de uma época

O relato começa com uma diferença cultural forte. Em vez de laboratórios clandestinos, marcas obscuras e listas enormes de compostos, a memória apresentada por Schatz passa por farmácias, viagens entre países e produtos que circulavam de maneira mais previsível dentro daquele contexto.

A logística era literalmente rodoviária. A testosterona ele comprava em farmácia na própria Áustria, sem dificuldade. A deca vinha da Grécia, e ele descia de carro para buscar. O dianabol vinha da Hungria, também de carro, com a caixa na mala na volta. Ele resume o arranjo como outros tempos, e é exatamente esse acesso balcão que explica a confiança dele na procedência.

Entre os nomes citados aparecem testosterona, primobolan, deca, stanozolol, dianabol e parabolan. A lista mostra uma realidade conhecida do fisiculturismo profissional antigo: os recursos hormonais faziam parte do cenário. Ao mesmo tempo, a fala também desmonta a fantasia de que todo físico extremo nasceu apenas de quantidades absurdas e combinações sem fim.

Schatz é específico sobre a estrutura. Segundo ele, eram 4 produtos considerados os melhores, e a base injetável semanal era 1 ampola de testosterona de 250 mg, 1 de deca de 200 mg e 1 de primobolan de 200 mg, o que fecha 650 mg por semana. Por cima disso entrava dianabol em comprimido, 15 mg por dia divididos em 3 comprimidos, usado na fase de treino. O stanozolol ficava reservado para a proximidade do campeonato.

O teto que ele declara é o dado mais citável do relato: afirma nunca ter passado de 1 grama por semana em toda a carreira. Perto da competição trocava o éster longo por uma testosterona de 25 mg, o propionato, justamente para reter menos água, algo que hoje seria feito com propionato ou blends de éster curto.

A comparação com o presente é inevitável. Hoje, muitos praticantes amadores falam em múltiplas drogas, aplicações frequentes, peptídeos, insulina, hormônio do crescimento, estimulantes e ajustes feitos por tentativa e erro. A complexidade aumentou, mas isso não significa que a inteligência do processo aumentou junto.

Poucos produtos não significam pouco risco

Existe uma armadilha em romantizar a velha escola. Quando um atleta antigo relata um conjunto menor de substâncias, muita gente escuta apenas a parte conveniente: "era simples". O problema é que simples não quer dizer seguro.

Esteroides anabolizantes podem alterar pressão arterial, perfil lipídico, função hepática, fertilidade, eixo hormonal, pele, humor, sono e saúde cardiovascular. A revisão de Bond, Smit e de Ronde resume bem esse ponto: os efeitos anabólicos existem, mas os riscos dependem de dose, tempo de uso, tipo de composto, via de administração, histórico individual e acompanhamento.

O erro moderno é transformar o passado em permissão. Se um atleta profissional usou determinado recurso em uma época específica, isso não vira recomendação para um praticante comum. Contexto competitivo, genética, seleção natural do esporte, acesso médico e tolerância individual mudam totalmente a leitura.

A frase mais perigosa: "naquela época era mais puro"

Schatz sugere que os produtos daquela fase tinham qualidade mais previsível. Esse é um ponto historicamente compreensível, porque parte do acesso relatado vinha de farmácia ou de produtos conhecidos em determinados países. Mas essa lembrança não deve virar saudosismo químico.

A frase dele é direta: era coisa muito pura, tudo de qualidade, porque saía de farmácia. Faz sentido dentro do contexto europeu dos anos 1980 e 1990, quando esses medicamentos ainda tinham circulação farmacêutica normal em vários países. O que não se transfere é a conclusão.

Mesmo quando a procedência é melhor, a substância continua tendo efeito biológico forte. Uma testosterona farmacêutica não deixa de suprimir o eixo hormonal por ser farmacêutica. Uma nandrolona de qualidade não deixa de carregar risco cardiovascular, sexual, psicológico e reprodutivo por ter boa procedência. Pureza reduz um tipo de incerteza, mas não elimina o impacto do abuso.

No mercado atual, o problema fica ainda pior. Além dos efeitos próprios das drogas, entram falsificação, subdosagem, contaminação, mistura de compostos e rotulagem enganosa. O praticante acha que está repetindo um passado lendário, mas muitas vezes está usando um produto sem identidade confiável.

O detalhe que separa relato histórico de manual

Schatz fala em quantidades que, segundo ele, ficavam abaixo do que muita gente imagina para atletas daquele nível. Esse ponto precisa ser interpretado com cuidado. A informação tem valor histórico, não prescritivo.

O corpo dele, a carreira dele, a época dele e o ambiente competitivo dele não são transferíveis. O mesmo vale para qualquer comparação com Dorian Yates. O fato de dois atletas dividirem palco não significa que o leitor possa olhar para um relato e deduzir uma fórmula universal.

Fisiculturismo profissional sempre foi um esporte de exceções. O público vê quem sobreviveu, venceu ou ficou famoso. Não vê todos os corpos que quebraram no caminho, todos os atletas que perderam saúde, todos os que não responderam bem e todos os que nunca chegaram perto do palco grande mesmo assumindo riscos enormes.

Dianabol, força e antidoping

Um trecho importante envolve o uso de dianabol para força e a ideia de escolher substâncias que saíssem mais rápido do organismo em contextos com antidoping. Esse tipo de relato mostra como a lógica competitiva influenciava decisões.

O relato tem nome e público. Schatz conta que os strongmen daquela época usavam dianabol precisamente porque as competições já tinham antidoping, e eles precisavam de algo que desse força sem ficar muito tempo no corpo. Ele afirma que o composto saía em 12 horas, e que era esse conhecimento empírico, testado no próprio grupo, que permitia competir em federação com controle.

Vale a ressalva técnica, porque o número não se sustenta hoje. A meia-vida curta da metandienona não equivale à janela de detecção: metabólitos do composto são identificáveis por semanas nos métodos atuais. O que era estratégia possível em 1994 é caminho para punição em 2026.

O problema é que essa lógica não combina com saúde. Escolher uma droga porque ela melhora força ou porque teria uma janela de detecção diferente não torna a escolha inteligente para o corpo. Apenas mostra que o objetivo competitivo pode empurrar o atleta para decisões orientadas por resultado, não por segurança.

Para o leitor comum, a lição é oposta à curiosidade maromba. A pergunta não deve ser qual substância era usada para "funcionar". A pergunta deveria ser por que uma pessoa sem carreira profissional, sem palco de elite e sem equipe médica tentaria imitar uma lógica criada para competição de alto risco.

Trembolona: de coringa antigo a abuso moderno

A parte mais forte do relato aparece quando entra o parabolan, uma forma histórica associada à trembolona. Schatz descreve um uso limitado em fase final e critica o que vê hoje: gente usando trembolona com frequência alta, sem tolerância psicológica e sem entender o custo.

Os números do parabolan também estão lá. Cada ampola tinha 76 mg de trembolona hexa-hidrobenzilcarbonato, e ele usava no máximo 2 por semana. Como o produto só existia na França, comprava uma caixa de 10 ampolas, o que dava exatamente 5 semanas de uso. Eram as últimas 5 semanas antes do campeonato, e ponto final.

A comparação que ele mesmo faz com o presente é grosseira de propósito. Ao ouvir que hoje há quem use trembolona todos os dias, ele chama esses usuários de idiotas e liga o ponto direto ao que vê depois: o sujeito bate na mulher, bate nos filhos, vive brigando. Não é uma tese de literatura, é observação de quem atravessou a época, e coincide com o que a pesquisa sobre agressividade vem apontando.

Aqui a matéria precisa ser direta. Trembolona tem fama de potente, mas potência não é virtude isolada. Em relatos de usuários, ela aparece associada a piora de sono, irritabilidade, ansiedade, sudorese, queda de apetite, alteração de humor e comportamento mais explosivo. A literatura sobre esteroides anabolizantes, de forma geral, também relaciona a exposição a mudanças comportamentais e aumento de agressividade em determinados contextos.

Quando alguém começa a normalizar insônia, raiva, paranoia, conflitos familiares e instabilidade emocional como "parte do processo", o fisiculturismo deixa de ser disciplina e vira desorganização química. O corpo pode até parecer mais duro por um tempo, mas a vida ao redor começa a perder forma.

Uso contínuo e a lógica do atleta profissional

Outro ponto delicado é a defesa de manter uma base contínua em vez de fazer ciclos e parar completamente. A justificativa apresentada é simples: parar faria perder peso, força e aparência, depois seria necessário reconstruir tudo novamente.

A conta dele é explícita. Schatz diz que chegou no máximo a 98 kg e nunca conseguiu ultrapassar os 100 kg. Se parasse, perderia uns 10 kg e depois teria que subir de novo até o mesmo teto que já sabia ser intransponível, então concluiu que não fazia sentido parar. Ele afirma nunca ter interrompido o uso, e defende essa posição até hoje: tomar o ano inteiro, sempre um pouco.

A condição que ele coloca é o exame. Se o sangue está certo, ele mantém a base baixa. Se aparece alteração, descansa. E ele próprio traça a fronteira: isso só funciona com dosagem baixa, porque com dosagem alta parar é obrigatório, já que o corpo não aguenta. Como prova pessoal de que o eixo dele resistiu, cita ter engravidado a mulher mesmo sem nunca ter feito uma pausa.

Essa lógica pode fazer sentido dentro da mentalidade de um atleta profissional que assume o esporte como vida. Mas ela é perigosa quando chega ao praticante recreativo. Uso contínuo significa supressão hormonal prolongada, possível dificuldade de recuperação, impacto reprodutivo e necessidade de monitoramento real.

El Osta e colaboradores revisam como o abuso de esteroides pode afetar fertilidade masculina por supressão do eixo hormonal e prejuízo da espermatogênese. A recuperação pode ocorrer, mas não é garantida no mesmo prazo para todos. Quanto mais longo, intenso e combinado for o uso, maior a chance de o retorno ser complicado.

Para mulheres, a conversa é ainda mais sensível. A fala menciona atletas femininas e menstruação, mas esse tema exige cautela médica. Virilização, alteração de voz, acne, queda de cabelo, mudanças menstruais e efeitos psicológicos podem ser difíceis ou impossíveis de reverter dependendo do caso.

O argumento que ele apresenta é justamente o mais problemático de todos. Falando de atleta profissional, Schatz sustenta que não adianta suspender o primobolan de uma mulher que já parou de menstruar, porque a menstruação não voltaria de qualquer forma, e a suspensão só traria queda de força, frustração e depressão. Ele descreve a cena da atleta que treinava com 25 kg e cai para 18 kg ou 15 kg.

É preciso dizer com todas as letras que esse raciocínio não se sustenta como orientação. Amenorreia induzida por androgênio pode ser reversível em parte dos casos, e tratar a irreversibilidade como certeza serve para justificar a continuidade do uso. Perder carga no treino é um custo trivial diante de virilização permanente, e qualquer decisão desse tipo pertence a acompanhamento médico, não a um relato de vestiário.

Por que Johann Schatz virou referência no Brasil

A parte histórica brasileira também importa. Schatz lembra que, ao chegar ao Brasil, havia poucos atletas profissionais em evidência no país. Ele se via como alguém acessível, "normal" no convívio, capaz de mostrar que um atleta daqui também poderia mirar o mundo.

O quadro que ele descreve tem nomes e contagem. Quando chegou, existiam cerca de 5 atletas brasileiros em evidência, entre eles Wilson Santos, Serafim e Hugo Faria, com Luiz Otávio já morando nos Estados Unidos. Schatz era o único profissional vivendo no Brasil, e diz que o efeito prático era simples: se aquele sujeito acessível e humilde tinha chegado ao Mundial e ao Olympia, os brasileiros também poderiam chegar.

Essa presença teve efeito simbólico. Quando um profissional que já esteve ao lado de nomes gigantes aparece treinando, convivendo e falando com atletas locais, a distância entre sonho e realidade diminui. O fisiculturismo brasileiro dos anos 1990 e 2000 cresceu muito também por figuras que serviram de ponte entre o palco internacional e a academia comum.

Os pesos ajudam a dimensionar o palco daquela era. Schatz venceu o Mundial pesando 80 kg, em federação com antidoping, o que o obrigou a parar completamente e a ser testado, e ele faz questão de dizer que na final estava natural. Depois disso subiu de 80 kg para 88 kg, e o maior peso de palco da carreira foi 90 kg, um ano após o Mundial. Isso foi em 1994. Perguntado sobre Dorian Yates, ele chuta algo entre 114 kg e 115 kg de palco, quase 25 kg acima.

Essa é uma das partes mais valiosas do relato: a influência não veio apenas do corpo. Veio da convivência, da humildade, da disponibilidade e do exemplo de que um atleta de alto nível ainda podia ser alguém próximo.

O preço físico da carreira

A história não termina apenas em massa muscular. Schatz relata lesões graves, incluindo rompimento de tríceps, cirurgia mal conduzida, perda de simetria, problemas de ombro e prótese de quadril. Esse lado costuma aparecer menos nas conversas sobre protocolos, mas talvez seja o mais honesto.

A sequência é específica e vale ser contada inteira. Depois do Olympia ele ainda fez um Grand Prix na Alemanha, o segundo campeonato como profissional, veio para o Brasil e queria continuar competindo. Rompeu o tríceps empurrando uma máquina na academia, com o pino retirado para aumentar a carga, um detalhe que ele diz lembrar até hoje.

O desastre veio depois. O dono da academia indicou um médico que era especialista em joelho e nunca tinha operado um tríceps na vida. Segundo Schatz, o cirurgião arrancou o tríceps fora, e quando ele tirou o gesso e perguntou o que tinha acontecido, ouviu que a culpa era dos anos de hormônio, que teria sido preciso cortar o tecido. Ele rejeita a explicação por inteiro. A simetria acabou e a carreira competitiva junto.

Ele continuou treinando com Pinduca na academia Fórmula, e é de Pinduca a frase de que Schatz foi o homem mais forte que ele já viu treinar leg press, muita carga com muitas repetições. O preço dessa conta aparece no corpo de hoje: uma prótese no quadril. Perto dos 60 anos, ele diz que competiria de novo se pudesse.

Físicos extremos exigem treino extremo, cargas altas, anos de repetição e decisões que acumulam custo. A lesão não precisa ser causada diretamente por esteroide para fazer parte da conta. Mais força, mais volume muscular, mais expectativa competitiva e mais pressão por performance mudam a relação com o risco.

O glamour do palco dura minutos. A articulação, o tendão e a coluna continuam com o atleta depois que a luz apaga. A velha escola também deixou essa lição.

O erro de copiar sobreviventes

Quando alguém olha para Johann Schatz, Dorian Yates ou qualquer atleta da era mass monster, é fácil cair no viés do sobrevivente. O público enxerga quem chegou ao topo, quem manteve história e quem ainda tem nome. Isso cria a falsa impressão de que o caminho é reproduzível.

Mas os campeões são exceções biológicas e psicológicas. Eles combinam genética rara, resposta ao treino, tolerância a dieta, estrutura mental, ambiente competitivo, acesso a informação e, muitas vezes, capacidade incomum de suportar efeitos adversos. Copiar apenas a parte farmacológica é pegar o pedaço mais arriscado e ignorar todo o resto.

A revisão de Chegeni e colaboradores sobre administração de esteroides e agressividade reforça que efeitos comportamentais não podem ser tratados como folclore de academia. Existem sinais suficientes para levar mudanças de humor, irritabilidade e agressividade a sério, especialmente quando o uso sai do controle.

O que fica da era Mass Monsters

A era mass monsters ensinou que o fisiculturismo profissional pode empurrar o corpo humano para extremos quase inacreditáveis. Também ensinou que esses extremos cobram caro. Dorian Yates virou ícone porque juntou massa, densidade, condicionamento e uma mentalidade brutal. Johann Schatz aparece nessa história como uma testemunha direta de uma fase em que os corpos cresciam, os métodos mudavam e o Brasil começava a olhar para o palco mundial com outra ambição.

O problema é transformar essa memória em fetiche de protocolo. A conversa correta não é "o que eles usavam?". A conversa correta é: que preço esse ambiente cobrava, que tipo de atleta conseguia sobreviver ali e por que isso não deve virar cartilha para gente comum.

Conclusão

O relato de Johann Schatz é valioso porque abre uma janela para a velha escola sem maquiagem. Havia esteroides, havia farmácia, havia viagens, havia produtos clássicos e havia uma lógica competitiva própria. Mas também havia lesões, risco, experimentação, perda de saúde e uma seleção brutal de quem conseguia continuar.

Para o leitor, a lição mais inteligente não é copiar a era mass monsters. É entender que até os relatos de uso "menor" pertencem a um universo extremo, profissional e cheio de custos. O físico lendário não veio de um segredo escondido na farmácia. Veio de genética, treino, dieta, obsessão, risco e consequências que quase nunca cabem em uma frase de academia.

FAQ

Johann Schatz usou esteroides na carreira?

Sim. No relato, ele fala abertamente sobre substâncias usadas por atletas da época. Isso deve ser entendido como contexto histórico do fisiculturismo profissional, não como recomendação.

A velha escola usava menos drogas do que hoje?

Em alguns relatos, sim. O próprio Schatz descreve um conjunto mais limitado de produtos e critica abusos modernos. Mesmo assim, menor complexidade não significa segurança.

Produtos de farmácia eram mais seguros?

Produtos de procedência farmacêutica reduzem incertezas de falsificação e contaminação, mas não eliminam riscos hormonais, cardiovasculares, reprodutivos e psicológicos do abuso.

Trembolona é especialmente perigosa?

Ela é tratada no meio como uma droga potente e frequentemente associada a efeitos colaterais intensos. O ponto prático é simples: potência não justifica normalizar insônia, irritabilidade, instabilidade emocional e deterioração da saúde.

Dá para copiar protocolos de atletas antigos?

Não. Relatos de atletas profissionais pertencem a contextos extremos, com genética rara, objetivos competitivos e riscos assumidos. Copiar a parte farmacológica sem o resto é uma decisão ruim.

Quais doses Johann Schatz relata ter usado?

Uma base semanal de 250 mg de testosterona, 200 mg de deca e 200 mg de primobolan, totalizando 650 mg, mais 15 mg diários de dianabol, com parabolan de 76 mg no máximo 2 vezes por semana nas 5 semanas finais de preparação. Ele afirma nunca ter passado de 1 grama semanal. O registro é histórico e não serve de referência para ninguém.

Quanto Johann Schatz pesava no palco?

Venceu o Mundial com 80 kg em federação com antidoping, subiu depois para 88 kg e chegou ao maior peso de palco da carreira, 90 kg, em 1994. Ele estima Dorian Yates entre 114 kg e 115 kg no mesmo período.

Por que a carreira dele terminou?

Por uma ruptura de tríceps em máquina seguida de uma cirurgia feita por um especialista em joelho, que segundo o próprio Schatz removeu parte do músculo. A perda de simetria inviabilizou a competição, e hoje ele usa prótese no quadril.

Referências

  1. CORTES - MONSTER CAST. JOHANN SCHATZ ABRE SEM FILTRO OS SEGREDOS DOS PROTOCOLOS DA ERA MASS DOS MONSTERS !. [S. l.], 7 jul. 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xXAaRP3fYXg. Acesso em: 2 ago. 2026.
  2. BOND, Peter, SMIT, Diederik L., DE RONDE, Willem. Anabolic-androgenic steroids: How do they work and what are the risks? Frontiers in Endocrinology, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9837614/. Acesso em: 12 jul. 2026.
  3. EL OSTA, Rany et al. Anabolic steroids abuse and male infertility. Basic and Clinical Andrology, 2016. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4744441/. Acesso em: 12 jul. 2026.
  4. CHEGENI, Razieh et al. Anabolic-androgenic steroid administration increases self-reported aggression in healthy males: a systematic review and meta-analysis of experimental studies. Psychopharmacology, 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8233285/. Acesso em: 12 jul. 2026.

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