Comer 4 ovos por dia não tem prova de dano para um adulto saudável com exame normal, mas também não tem estudo de longo prazo que garanta a segurança dessa quantidade. Os grandes estudos que não acharam mais infarto em quem come ovo acompanharam pessoas que comiam até um ovo por dia. Nos ensaios com mais ovos, o LDL sobe um pouco em média, e bem mais em parte das pessoas. Quatro ovos rendem cerca de 21 g de proteína e 250 kcal. Dá para comer, desde que o resto do prato e o seu exame de colesterol confirmem que eles cabem.
A dúvida ganhou força com “Se você comer 4 ovos todo dia o que será que acontece!”, do canal Dr. Marco Menelau, que recomenda quatro ovos caipiras cozidos por dia e lista sete benefícios, do músculo à visão. Contra o medo do colesterol, o canal cita o experimento de Nick Norwitz, então estudante de medicina em Harvard, que comeu 720 ovos em um mês e mostrou o resultado em “I Ate 720 Eggs in 1 Month. Here's What Happened to my Cholesterol”. As promessas e os números são conferidos a seguir, um por um.
O que tem em 4 ovos
Ovo varia de tamanho, então a conta usa peso. Quatro ovos médios, com cerca de 50 g de parte comestível cada, somam 200 g sem a casca. A tabela compara essa porção cozida e frita em óleo de soja, pelos valores médios da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), da USP:
| 200 g de ovo (cerca de 4 unidades) | Cozido | Frito em óleo de soja |
|---|---|---|
| Energia | 250 kcal | 450 kcal |
| Proteína | 20,8 g | 22,6 g |
| Gordura total | 17,4 g | 38,2 g |
| Gordura saturada | 5,3 g | 8,3 g |
| Carboidrato | 2,8 g | 4,3 g |
| Colesterol | 728 mg | 722 mg |
No frito, o ovo perde água e ganha óleo, por isso a proteína aparece um pouco maior por grama e a gordura passa do dobro. O colesterol fica praticamente igual, porque vem todo da gema.
A proteína oscila mais do que parece. Nas amostras brasileiras usadas pela TBCA, o ovo cozido teve de 7,2 a 13,9 g de proteína por 100 g, com média de 10,4 g. Para os mesmos 200 g, isso dá de 14 a 28 g, conforme a amostra. Ovo também tem carboidrato, pouco, e zero fibra.
A gema concentra colina, vitamina D, selênio, luteína e zeaxantina. A clara tem proteína e quase nada de gordura. Somando os quatro, você chega a cerca de 590 mg de colina e 60 mcg de selênio pela tabela do governo americano, o que já cobre a recomendação diária de um adulto para os dois nutrientes.
Comer 4 ovos por dia aumenta o colesterol?
Para a maioria das pessoas, aumenta pouco. Quando você come colesterol, o intestino libera um hormônio, descrito num estudo de laboratório de 2024, que avisa o fígado para fabricar menos. A conta tende a se equilibrar. Esse ajuste varia de pessoa para pessoa: cerca de 70% da população tem aumento leve ou nenhum quando come muito colesterol, e os outros 30% respondem mais. Nesse grupo, sobem o LDL e o HDL ao mesmo tempo.
O que os estudos mostram, e onde eles discordam
A primeira linha de estudos vem dos ensaios clínicos, em que os pesquisadores controlam quantos ovos cada pessoa come. Eles mostram uma alta pequena do LDL. Uma revisão de 17 desses ensaios, com pessoas saudáveis, achou LDL 8 mg/dL maior em quem comeu mais ovos, com efeito maior nos estudos de mais de dois meses. Para ter uma ideia, num LDL de 110 mg/dL isso é uma alta de cerca de 7%. Outra revisão, com 55 ensaios, calculou de 2 a 4,6 mg/dL de LDL a mais para cada 100 mg de colesterol acrescentados por dia, já descontado o efeito das gorduras. Na revisão da American Heart Association, dietas equivalentes a 3 a 7 ovos por dia elevaram o LDL em 6,7 mg/dL.
A segunda linha diz que o problema está no que acompanha o ovo. Num ensaio australiano de 2025, 61 adultos começaram e 48 completaram três dietas de cinco semanas cada. Duas tinham 600 mg de colesterol por dia: uma com 2 ovos por dia e pouca gordura saturada, outra com só um ovo por semana e muita saturada. A terceira tinha metade do colesterol, nenhum ovo e muita saturada. Com os ovos e pouca saturada, o LDL ficou em 103,6 mg/dL, contra 109,3 mg/dL na dieta de muita saturada com o mesmo colesterol. Cortar o ovo e o colesterol, mantendo a saturada alta, deu 107,7 mg/dL, sem diferença. Nas três dietas, a gordura saturada acompanhou o LDL e o colesterol da dieta não. Há dois poréns: com os ovos apareceram mais partículas pequenas de LDL, o tipo considerado mais nocivo para as artérias, e três autores declararam apoio financeiro do Egg Nutrition Center, dos EUA.
Nos estudos que acompanham milhares de pessoas por anos, o resultado também se divide. Uma análise de 2020 com três coortes americanas e uma revisão de 1,7 milhão de participantes não achou mais doença cardiovascular com até um ovo por dia, e achou risco um pouco menor em populações asiáticas. O estudo PURE, com cerca de 177 mil pessoas em 50 países, também não viu diferença em quem comia sete ou mais ovos por semana. Já uma análise de 2019 com 29.615 americanos achou 6% mais doença cardiovascular para cada meio ovo diário a mais, e 17% mais para cada 300 mg de colesterol na dieta. Quando os autores separaram as duas coisas, o risco ficou com o colesterol: o ovo pesou porque é uma das maiores fontes dele. Quatro ovos somam cerca de 730 mg.
Na prática, as coortes que tranquilizam pararam em um ovo por dia, e quatro ovos todos os dias ficam na faixa dos ensaios em que o LDL sobe. Para quem treina e tem colesterol normal, a alta esperada é pequena e varia de pessoa para pessoa. Ela deve ser menor quando os ovos entram no lugar de linguiça, bacon e queijo gordo, e maior quando entram junto deles. O jeito de saber como o seu corpo responde é medir o colesterol antes e de novo depois de dois a três meses com os quatro ovos. Se o LDL subir, trocar duas gemas por claras (dois ovos inteiros e duas claras) corta pela metade o colesterol da porção. A gordura saturada e o LDL têm uma matéria própria: gordura saturada faz mal? O que o LDL e os estudos mostram.
O experimento dos 720 ovos
O caso circula com números errados, como 20 ovos por dia e 400 ou 500 no mês. Foram 24 ovos por dia, um por hora em média, durante 30 dias: 720 ovos e 133 mil mg de colesterol no mês.
O LDL caiu 2% nas duas primeiras semanas. Nas duas seguintes, ele acrescentou 60 g por dia de carboidrato de frutas (banana, mirtilo, morango e cereja), e o LDL caiu mais 18%. Nessa fase final, comia cerca de 5.000 mg de colesterol e pelo menos 75 g de gordura saturada por dia.
Há um detalhe que muda tudo. Ele já vivia em dieta cetogênica e tem o perfil que os pesquisadores chamam de “hiper-responsivo de massa magra”. É gente magra que, cortando carboidrato, fica com LDL acima de 200 mg/dL, HDL acima de 80 e triglicerídeos abaixo de 70. Nesse perfil, voltar a comer carboidrato derruba o LDL. Num teste anterior, ele comeu 12 biscoitos recheados por dia durante 16 dias e viu o LDL cair 71%, de 384 para 111 mg/dL. No mesmo teste, a estatina derrubou o LDL dele em 32,5%. Outro caso de LDL que subiu numa dieta sem carboidrato e depois caiu está em dieta carnívora por 5 anos.
É um experimento com uma pessoa, sem grupo de comparação, com a dieta mudando no meio do caminho. Ele mostra que, naquele organismo, o carboidrato pesou mais que um volume absurdo de colesterol. Quatro ovos numa dieta comum ficam fora do que ele testou. O próprio autor disse que escolheu o número extremo para chamar atenção e provocar a conversa sobre como mensagens exageradas se espalham nas redes.
Quem precisa de mais cuidado
A American Heart Association diz que pessoas saudáveis podem comer até um ovo inteiro por dia, que vegetarianos podem comer mais e que idosos com colesterol normal podem chegar a dois por dia. A mesma diretriz pede cautela com alimentos ricos em colesterol a quem tem colesterol alterado, principalmente se tiver diabetes ou risco de insuficiência cardíaca. Em três coortes, mais de um ovo por dia se associou a 20% a 30% mais insuficiência cardíaca em homens, e não em mulheres.
Para quem tem diabetes, o melhor dado vem de um ensaio australiano com 128 pessoas com pré-diabetes ou diabetes tipo 2. Quem comeu 12 ou mais ovos por semana durante um ano, numa dieta que trocava gordura saturada por gorduras insaturadas, teve glicemia, colesterol e peso iguais aos de quem comeu menos de dois. Doze ovos por semana dão menos de dois por dia, então quatro diários ficam acima do que foi testado.
4 ovos por dia ajudam a ganhar massa muscular?
Ajudam, como parte da proteína do dia. A proteína do ovo cozido é bem aproveitada: num estudo com isótopos em cinco pessoas, 91% dela foi digerida e absorvida no intestino. Toda proteína, inclusive a albumina da clara, é quebrada em aminoácidos antes de entrar no sangue.
A conta de que o ovo digere em 30 minutos e a carne em 2 horas não diz nada sobre o músculo. Num ensaio com 10 homens treinados, ovos inteiros comidos logo depois da musculação estimularam mais a fabricação de proteína muscular do que a mesma quantidade de proteína só de claras (18 g nos dois casos). A leucina das claras chegou ao sangue mais rápido, a quantidade absorvida foi igual, e mesmo assim o ovo inteiro venceu. É um estudo pequeno, mas mostra que a proteína mais rápida não foi a que mais ajudou.
O que mais pesa no ganho de massa é o total de proteína do dia. Uma revisão de 49 ensaios com 1.863 pessoas que treinavam musculação viu o ganho de massa magra parar de crescer acima de 1,6 g de proteína por quilo de peso por dia. Para quem pesa 80 kg, isso dá cerca de 130 g por dia, e os 21 g dos quatro ovos cobrem uma parte. Calcule a sua proteína diária e veja quanto falta. Carne, peixe, laticínios e whey completam a conta do mesmo jeito. O whey é questão de praticidade e custo, e o ovo costuma sair barato por grama de proteína, como mostra o ranking de proteína barata por custo e calorias.
Comer 4 ovos por dia emagrece ou engorda?
Depende das calorias do dia inteiro. Quatro ovos cozidos somam cerca de 250 kcal, e fritos chegam a cerca de 450 kcal. É pouca caloria para a proteína que entregam, mas está longe de zero. Quem acrescenta quatro ovos sem tirar nada do prato come mais e pode engordar.
O ovo ajuda quando entra num plano com déficit calórico. Num ensaio com 152 adultos com sobrepeso, um café da manhã com dois ovos, comido pelo menos cinco dias por semana, foi comparado com um café de pão da mesma energia. Em oito semanas, com dieta de 1.000 kcal a menos por dia, o grupo do ovo perdeu 2,6 kg e o do pão perdeu 1,6 kg. Sem a dieta, o café com ovos não fez diferença. A saciedade da proteína ajuda a manter o déficit, mas o déficit continua obrigatório. Para saber de quanto ele precisa ser, use a calculadora de déficit calórico.
Outra promessa comum é a de que o ovo tem adiponectina, um hormônio que faria o corpo queimar gordura. A adiponectina é fabricada principalmente pela gordura do próprio corpo. Na galinha, ela já foi encontrada no aparelho reprodutor da ave, e, como qualquer proteína que você come, é digerida no intestino antes de chegar ao sangue. No ensaio australiano com diabéticos, a adiponectina no sangue ficou igual entre quem comia 12 ovos por semana e quem comia menos de dois.
Ovo caipira ou de granja: o que muda
Para escolher ovo caipira de verdade, leia a embalagem: ela deve dizer que as galinhas são criadas soltas, com acesso a área externa. Imagem de galinha no campo não é garantia.
O medo do ovo de granja tem base fraca. O uso de hormônio na criação de aves é proibido no Brasil desde 2004 por norma do Ministério da Agricultura, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária. O ministério também regula outros produtos químicos para que não sobrem resíduos no alimento, e a regra vale para todos os produtores, do industrial ao caipira. O que diferencia os sistemas é a alimentação da ave e o espaço em que ela vive.
Só o espaço muda pouco a composição. Num estudo americano com 500 galinhas do mesmo lote e com a mesma ração, em que só o acesso à área externa variou, o colesterol ficou em 165 mg (soltas) e 163 mg (gaiola) por 50 g de ovo, e as vitaminas A e E foram iguais. O ovo das galinhas soltas teve um pouco mais de gordura e de ômega-3 (0,17% contra 0,14%). A alimentação é outra história: pigmentos e nutrientes da ração passam para a gema, e a embalagem raramente diz o que a galinha comeu. Quem paga mais pelo caipira paga, com certeza, por bem-estar animal e sabor. As diferenças entre caipira, branco, vermelho e jumbo estão em qual é o melhor ovo para a dieta de hipertrofia.
A cor da gema depende dos pigmentos da ração. Luteína de flores e astaxantina de algas e leveduras deixam a gema mais alaranjada. A análise de gemas comuns também encontrou cantaxantina, outro pigmento usado na ração das poedeiras e diferente da luteína.
Cozido, frito ou cru: o preparo muda o quê
Ovo cru está fora. A salmonela pode estar na casca e também dentro do ovo, porque contamina a gema ainda dentro da galinha, antes de a casca se formar. Ovo limpo e sem rachadura pode ter a bactéria. Cozinhar até a gema e a clara ficarem firmes resolve, seja na água, seja na frigideira. Grávidas, crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa correm mais risco com ovo mole. E o cru nem seria o ideal: no estudo com isótopos, o corpo aproveitou 51% da proteína do ovo cru, contra 91% do cozido.
O método de cozimento proposto é simples:
- Ferva bem a água numa panela.
- Coloque os quatro ovos só quando a água estiver fervendo forte.
- Conte 8 minutos no cronômetro.
- Jogue fora a água quente e resfrie os ovos com água fria várias vezes, ou numa bacia com água e gelo. O choque térmico solta a casca.
Os 8 minutos funcionam como ponto de partida, porque o tempo exato depende do tamanho do ovo e da temperatura em que ele entra na água. O critério de segurança é cortar um ovo e ver a gema firme.
Sobre a fritura destruir os nutrientes, o dado disponível é sobre os pigmentos da gema. Num estudo canadense, a perda de luteína foi de 22,5% no ovo cozido, 19,3% no frito e 16,7% no micro-ondas, e a perda total desses pigmentos ficou entre 6% e 18%. Nessa medida, cozinhar na água e fritar deram resultados parecidos. O que a frigideira muda com certeza é a gordura: pela TBCA, 100 g de ovo frito em óleo de soja têm 225 kcal, contra 125 kcal do cozido. Óleo de coco ou manteiga ghee também acrescentam gordura, e sem estudo que compare o que acontece com as vitaminas do ovo em cada um.
As promessas para coração, anemia, cérebro, imunidade e olhos
O ovo tem vitamina E, B12, ferro, colina, selênio e luteína, e cada um desses nutrientes tem função no corpo. O que falta é prova de que comer ovo previna ou trate as doenças ligadas a eles.
Coração e câncer
A vitamina E é antioxidante, e a B12 ajuda a baixar a homocisteína, uma substância ligada a infarto. Testados em cápsula, os dois falharam no que importa. No estudo HOPE-TOO, 400 UI de vitamina E por dia durante sete anos não reduziram câncer nem infarto em pessoas com doença vascular ou diabetes, e o grupo da vitamina teve mais insuficiência cardíaca. No HOPE-2, com 5.522 pessoas, ácido fólico, B6 e B12 baixaram a homocisteína e os eventos cardiovasculares ficaram iguais (18,8% contra 19,8%).
Anemia
Um ovo cozido grande tem cerca de 1 mg de ferro. Um comprimido só de ferro costuma ter 65 mg, e a mulher adulta precisa de 18 mg por dia. Quatro ovos ficam muito longe de uma dose de tratamento. Quem tem anemia e recebeu sulfato ferroso deve continuar o remédio e investigar a causa. Folato e B12 do ovo ajudam a fabricar sangue, mas anemia tem causas diferentes, e o ovo não corrige nenhuma delas sozinho.
Cérebro e memória
A colina é um nutriente essencial, que entra na fabricação da acetilcolina, mensageira do sistema nervoso. Um ovo grande cozido tem 147 mg, e a recomendação diária é de 550 mg para homens, 425 mg para mulheres e 450 mg na gravidez. Quatro ovos cobrem isso, bem abaixo do limite seguro de 3.500 mg. Para memória e foco, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) dizem que poucas pesquisas sustentam o benefício, com associações só em estudos observacionais. A promessa de melhorar a memória em um mês não tem estudo por trás. O ômega-3 do ovo comum é pouco, entre 0,14% e 0,17% do ovo.
Imunidade
O sistema de defesa precisa de selênio e zinco para funcionar, e o ovo tem os dois. Um ovo grande cozido tem 15 mcg de selênio, e a recomendação para adultos é de 55 mcg por dia. Corrigir uma falta desses minerais ajuda a imunidade. A promessa de pegar menos gripe com quatro ovos por dia, porém, não tem estudo com ovos que a sustente.
Olhos
A luteína e a zeaxantina da gema se acumulam na retina, onde ajudam a proteger a visão. Comer ovo aumenta esses pigmentos no sangue: num ensaio com 38 jovens, dois a três ovos por dia elevaram luteína e zeaxantina em 20% a 31%. A fórmula testada pelo Instituto Nacional do Olho dos EUA em pessoas com degeneração macular, porém, usou cápsulas com 10 mg de luteína e 2 mg de zeaxantina, junto de vitaminas, zinco e cobre. Comer ovo ajuda a ingerir esses pigmentos, mas não equivale a esse tratamento. E, como a cor da gema vem da ração, a gema mais laranja não garante mais luteína.
Como encaixar 4 ovos na dieta
- Conte os ovos no total do dia: eles entram no lugar de outra proteína ou de outra gordura, e não por cima.
- Olhe o que vem junto: ovo com legumes, arroz e feijão é uma refeição. Ovo com bacon, linguiça e queijo gordo soma gordura saturada.
- Confira no exame: faça um lipidograma antes e outro depois de dois a três meses. Com colesterol alto na família, diabetes ou exame alterado, combine a quantidade com o médico antes de começar.
- Se o LDL subir: troque duas gemas por claras ou volte para menos ovos por dia.
- Cozinhe até a gema firmar: cozido, mexido ou na frigideira, sem parte mole, principalmente para grávidas, crianças e idosos.
- Mantenha a variedade: ovo tem zero fibra e não substitui verduras, frutas e grãos.
Conclusão
A defesa do ovo como alimento se sustenta. É barato, tem proteína bem aproveitada, colina, selênio, luteína e vitamina D, e o colesterol da gema pesa menos do que se temia. Para quem treina e tem exame normal, quatro ovos por dia são uma forma prática de bater proteína, com a ressalva de que nenhum estudo de longo prazo testou essa quantidade e de que o próprio exame deve confirmar que o LDL ficou no lugar.
As promessas vão além dos dados. O colesterol sobe um pouco em média e mais em parte das pessoas, e a diretriz americana fala em até um ovo por dia para adultos saudáveis. Ovo caipira e de granja, com a mesma ração, ficam muito parecidos em nutrientes. Nenhum ovo trata anemia, previne infarto ou melhora a memória em um mês. Quem tem colesterol alto, diabetes ou doença cardíaca deve combinar a quantidade com o médico ou nutricionista.
Perguntas frequentes
Comer 4 ovos por dia faz mal?
Não há prova de dano em adultos saudáveis com exame normal, e também não há estudo de longo prazo com quatro por dia. O LDL tende a subir um pouco, e a diretriz americana fala em até um ovo por dia. Por isso vale conferir o colesterol depois de dois a três meses.
Comer 4 ovos por dia aumenta o colesterol?
Um pouco, em média. Nos ensaios, mais ovos elevaram o LDL em cerca de 8 mg/dL, e cerca de 30% das pessoas respondem mais que isso. Em parte dos estudos, a gordura saturada que acompanha o ovo pesou mais que o colesterol da gema.
O ovo aumenta o colesterol bom ou o ruim?
Os dois. Quem responde ao colesterol da dieta vê subir o LDL (o ruim) e o HDL (o bom). Na revisão da American Heart Association, a alta de LDL foi de 6,7 mg/dL e a de HDL ficou em 3,2 mg/dL.
Qual parte do ovo tem colesterol?
A gema. Quatro ovos cozidos somam cerca de 730 mg de colesterol, todo ele na gema. A clara tem proteína e praticamente nenhuma gordura.
Ovo aumenta os triglicerídeos?
Nos ensaios, não. No estudo com 152 adultos com sobrepeso e no ensaio com diabéticos que comeram 12 ovos por semana, triglicerídeos e outros lipídios ficaram iguais aos do grupo com menos ovos.
Quem tem colesterol alto pode comer 4 ovos por dia?
Precisa de avaliação. A American Heart Association pede cautela com alimentos ricos em colesterol para quem tem colesterol alterado. A quantidade deve ser definida com o médico e conferida no exame.
Diabético pode comer 4 ovos por dia?
Quatro passam do que foi testado. Num ensaio de um ano, pessoas com pré-diabetes ou diabetes tipo 2 comeram 12 ou mais ovos por semana sem piora de glicemia, colesterol ou peso. A diretriz americana pede cautela a quem tem colesterol alterado, principalmente se for diabético.
Idoso pode comer 4 ovos por dia?
A recomendação para idosos com colesterol normal é de até dois ovos por dia, segundo a American Heart Association. Acima disso, vale combinar com o médico.
Grávida pode comer 4 ovos por dia?
O ovo é boa fonte de colina, que a gestante precisa em maior quantidade (450 mg por dia). Quatro ovos cozidos chegam a cerca de 590 mg. A regra é gema e clara firmes, porque a grávida corre mais risco com salmonela. A quantidade deve ser combinada com quem acompanha o pré-natal.
Comer 4 ovos por dia engorda?
Só se passar das calorias do dia. Quatro ovos cozidos têm cerca de 250 kcal, e fritos, cerca de 450 kcal. Somados à dieta sem tirar nada, eles aumentam o total e podem engordar.
Comer 4 ovos por dia emagrece?
Ajuda se houver déficit calórico. Num ensaio de oito semanas, o café com ovos dentro de uma dieta de 1.000 kcal a menos fez perder 2,6 kg, contra 1,6 kg com pão. Sem a dieta, o café com ovos não fez diferença.
Quantas calorias têm 4 ovos?
Cerca de 250 kcal cozidos e 450 kcal fritos em óleo, para 200 g de ovo, pela tabela brasileira da USP. Ovos grandes têm mais.
Quanta proteína tem 4 ovos cozidos?
Cerca de 21 g, pela média da tabela brasileira para 200 g de ovo. Conforme a amostra, pode variar de 14 a 28 g.
Comer 4 ovos por dia ajuda a ganhar massa muscular?
Sim, como parte da proteína do dia. Os 21 g dos quatro ovos somam-se às outras fontes até chegar perto de 1,6 g por quilo de peso. Ovo inteiro estimulou mais a síntese muscular do que só claras num ensaio pequeno com homens treinados.
Pode comer 4 ovos fritos por dia?
Pode, desde que a gema fique firme e a gordura entre na conta. Fritos em óleo, quatro ovos chegam a cerca de 450 kcal, com mais que o dobro da gordura total e cerca de 1,6 vez a gordura saturada do cozido. O colesterol é o mesmo.
Qual o máximo de ovos que pode comer por dia?
Não existe um teto oficial. A American Heart Association fala em até um por dia para adultos saudáveis e dois para idosos com colesterol normal. Ensaios de algumas semanas chegaram a quantidades equivalentes a 3 a 7 ovos por dia, com alta média de LDL de 6,7 mg/dL. A conta para hipertrofia está em quantos ovos comer por dia para hipertrofia.
Quais os benefícios de comer 4 ovos por dia?
Cerca de 21 g de proteína bem aproveitada, quase 600 mg de colina, 60 mcg de selênio, luteína e zeaxantina para os olhos e saciedade, por 250 kcal. Prevenir infarto, tratar anemia ou melhorar a memória ficam fora da lista.
Referências
- ANDERSON, K. E. Comparison of fatty acid, cholesterol, and vitamin A and E composition in eggs from hens housed in conventional cage and range production facilities. Poultry Science, [S. l.], v. 90, n. 7, p. 1600-1608, jul. 2011. DOI: 10.3382/ps.2010-01289. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21673178/. Acesso em: 15 out. 2026.
- BERNARDI, O. et al. Adipokines expression in reproductive tract, egg white and embryonic annexes in hen. Poultry Science, [S. l.], v. 102, n. 10, art. 102908, out. 2023. DOI: 10.1016/j.psj.2023.102908. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37478623/. Acesso em: 15 out. 2026.
- CARSON, J. A. S. et al. Dietary Cholesterol and Cardiovascular Risk: A Science Advisory From the American Heart Association. Circulation, [S. l.], v. 141, n. 3, p. e39-e53, jan. 2020. DOI: 10.1161/CIR.0000000000000743. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000000743. Acesso em: 15 out. 2026.
- CARTER, S. et al. Impact of dietary cholesterol from eggs and saturated fat on LDL cholesterol levels: a randomized cross-over study. The American Journal of Clinical Nutrition, [S. l.], v. 122, n. 1, p. 83-91, jul. 2025. DOI: 10.1016/j.ajcnut.2025.05.001. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40339906/. Acesso em: 15 out. 2026.
- CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. Uso de hormônios na criação de aves é mito. Brasília, DF, 22 dez. 2016. Disponível em: https://www.cfmv.gov.br/uso-de-hormonios-na-criacao-de-aves-e-mito/comunicacao/noticias/2016/12/22/. Acesso em: 15 out. 2026.
- DEHGHAN, M. et al. Association of egg intake with blood lipids, cardiovascular disease, and mortality in 177,000 people in 50 countries. The American Journal of Clinical Nutrition, [S. l.], v. 111, n. 4, p. 795-803, abr. 2020. DOI: 10.1093/ajcn/nqz348. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31965140/. Acesso em: 15 out. 2026.
- DIMARCO, D. M. et al. Intake of up to 3 Eggs per Day Is Associated with Changes in HDL Function and Increased Plasma Antioxidants in Healthy, Young Adults. The Journal of Nutrition, [S. l.], v. 147, n. 3, p. 323-329, mar. 2017. DOI: 10.3945/jn.116.241877. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28077734/. Acesso em: 15 out. 2026.
- DROUIN-CHARTIER, J.-P. et al. Egg consumption and risk of cardiovascular disease: three large prospective US cohort studies, systematic review, and updated meta-analysis. BMJ, [S. l.], v. 368, art. m513, mar. 2020. DOI: 10.1136/bmj.m513. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32132002/. Acesso em: 15 out. 2026.
- EVENEPOEL, P. et al. Digestibility of cooked and raw egg protein in humans as assessed by stable isotope techniques. The Journal of Nutrition, [S. l.], v. 128, n. 10, p. 1716-1722, out. 1998. DOI: 10.1093/jn/128.10.1716. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9772141/. Acesso em: 15 out. 2026.
- FERNANDEZ, M. L. Dietary cholesterol provided by eggs and plasma lipoproteins in healthy populations. Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 8-12, jan. 2006. DOI: 10.1097/01.mco.0000171152.51034.bf. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16340654/. Acesso em: 15 out. 2026.
- FULLER, N. R. et al. Effect of a high-egg diet on cardiometabolic risk factors in people with type 2 diabetes: the Diabetes and Egg (DIABEGG) Study-randomized weight-loss and follow-up phase. The American Journal of Clinical Nutrition, [S. l.], v. 107, n. 6, p. 921-931, jun. 2018. DOI: 10.1093/ajcn/nqy048. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29741558/. Acesso em: 15 out. 2026.
- HU, X. et al. A gut-derived hormone regulates cholesterol metabolism. Cell, [S. l.], v. 187, n. 7, p. 1685-1700.e18, mar. 2024. DOI: 10.1016/j.cell.2024.02.024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38503280/. Acesso em: 15 out. 2026.
- LI, M. Y. et al. Association between Egg Consumption and Cholesterol Concentration: A Systematic Review and Meta-analysis of Randomized Controlled Trials. Nutrients, [S. l.], v. 12, n. 7, art. 1995, jul. 2020. DOI: 10.3390/nu12071995. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32635569/. Acesso em: 15 out. 2026.
- LONN, E. et al. Effects of long-term vitamin E supplementation on cardiovascular events and cancer: a randomized controlled trial. JAMA, [S. l.], v. 293, n. 11, p. 1338-1347, mar. 2005. DOI: 10.1001/jama.293.11.1338. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15769967/. Acesso em: 15 out. 2026.
- LONN, E. et al. Homocysteine lowering with folic acid and B vitamins in vascular disease. The New England Journal of Medicine, [S. l.], v. 354, n. 15, p. 1567-1577, abr. 2006. DOI: 10.1056/NEJMoa060900. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16531613/. Acesso em: 15 out. 2026.
- MENELAU, Marco. Se você comer 4 ovos todo dia o que será que acontece!. [S. l.], 23 ago. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7ysjKrwOwbY. Acesso em: 15 out. 2026.
- MORTON, R. W. et al. A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and strength in healthy adults. British Journal of Sports Medicine, [S. l.], v. 52, n. 6, p. 376-384, mar. 2018. DOI: 10.1136/bjsports-2017-097608. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28698222/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NATIONAL EYE INSTITUTE. AREDS/AREDS2 Clinical Trials. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://www.nei.nih.gov/eye-health-information/clinical-trials/age-related-eye-disease-studies-aredsareds2/about-areds-and-areds2. Acesso em: 15 out. 2026.
- NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. OFFICE OF DIETARY SUPPLEMENTS. Choline: Fact Sheet for Health Professionals. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Choline-HealthProfessional/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. OFFICE OF DIETARY SUPPLEMENTS. Dietary Supplements for Immune Function and Infectious Diseases: Fact Sheet for Health Professionals. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/ImmuneFunction-HealthProfessional/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. OFFICE OF DIETARY SUPPLEMENTS. Iron: Fact Sheet for Health Professionals. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Iron-HealthProfessional/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. OFFICE OF DIETARY SUPPLEMENTS. Selenium: Fact Sheet for Health Professionals. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Selenium-HealthProfessional/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NIMALARATNE, C. et al. Effect of domestic cooking methods on egg yolk xanthophylls. Journal of Agricultural and Food Chemistry, [S. l.], v. 60, n. 51, p. 12547-12552, dez. 2012. DOI: 10.1021/jf303828n. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23205520/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NORWITZ, N. G.; CROMWELL, W. C. Oreo Cookie Treatment Lowers LDL Cholesterol More Than High-Intensity Statin therapy in a Lean Mass Hyper-Responder on a Ketogenic Diet: A Curious Crossover Experiment. Metabolites, [S. l.], v. 14, n. 1, art. 73, jan. 2024. DOI: 10.3390/metabo14010073. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38276308/. Acesso em: 15 out. 2026.
- NORWITZ, Nick. I Ate 720 Eggs in 1 Month. Here's What Happened to my Cholesterol. [S. l.], 9 set. 2024. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bhUMUCoJOsc. Acesso em: 15 out. 2026.
- SHI, H. et al. Sources, dynamics in vivo, and application of astaxanthin and lutein in laying hens: A review. Animal Nutrition, [S. l.], v. 13, p. 324-333, jun. 2023. DOI: 10.1016/j.aninu.2023.02.008. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37207112/. Acesso em: 15 out. 2026.
- UNITED STATES. DEPARTMENT OF AGRICULTURE. FOOD SAFETY AND INSPECTION SERVICE. Shell Eggs from Farm to Table. Washington, DC, [s.d.]. Disponível em: https://www.fsis.usda.gov/food-safety/safe-food-handling-and-preparation/eggs/shell-eggs-farm-table. Acesso em: 15 out. 2026.
- UNITED STATES. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. What You Need to Know About Egg Safety. Silver Spring, [s.d.]. Disponível em: https://www.fda.gov/food/buy-store-serve-safe-food/what-you-need-know-about-egg-safety. Acesso em: 15 out. 2026.
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. FOOD RESEARCH CENTER. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA): ovo frito, c/ óleo de soja, s/ sal, Brasil (BRD0003J). São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.tbca.net.br/base-dados/int_composicao_alimentos.php?n0REd3kv7e86D%2BViXWYUnQ%3D%3D=SyH5u%2BI%2Biw1RWUR16SEFUA%3D%3D. Acesso em: 15 out. 2026.
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. FOOD RESEARCH CENTER. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA): ovo, galinha, inteiro, cozido, s/ sal, Brasil (BRC0010J). São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.tbca.net.br/base-dados/int_composicao_estatistica.php?n0REd3kv7e86D%2BViXWYUnQ%3D%3D=eLfu6UDeKVunpDwry%2FKA1A%3D%3D. Acesso em: 15 out. 2026.
- VAN VLIET, S. et al. Consumption of whole eggs promotes greater stimulation of postexercise muscle protein synthesis than consumption of isonitrogenous amounts of egg whites in young men. The American Journal of Clinical Nutrition, [S. l.], v. 106, n. 6, p. 1401-1412, dez. 2017. DOI: 10.3945/ajcn.117.159855. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28978542/. Acesso em: 15 out. 2026.
- VANDER WAL, J. S. et al. Egg breakfast enhances weight loss. International Journal of Obesity, [S. l.], v. 32, n. 10, p. 1545-1551, out. 2008. DOI: 10.1038/ijo.2008.130. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18679412/. Acesso em: 15 out. 2026.
- VINCENT, M. J. et al. Meta-regression analysis of the effects of dietary cholesterol intake on LDL and HDL cholesterol. The American Journal of Clinical Nutrition, [S. l.], v. 109, n. 1, p. 7-16, jan. 2019. DOI: 10.1093/ajcn/nqy273. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30596814/. Acesso em: 15 out. 2026.
- ZHONG, V. W. et al. Associations of Dietary Cholesterol or Egg Consumption With Incident Cardiovascular Disease and Mortality. JAMA, [S. l.], v. 321, n. 11, p. 1081-1095, mar. 2019. DOI: 10.1001/jama.2019.1572. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30874756/. Acesso em: 15 out. 2026.
Comentários Recomendados
Crie uma conta ou entre para comentar