Pular para o conteúdo
Imagem sintética e meramente ilustrativa. Não é uma foto real.

Leite faz mal? Qual o melhor: pasteurizado, tipo A, A2 ou UHT

Leite faz mal? Para quem digere bem, não. Veja a diferença entre pasteurizado, tipo A, A2 e UHT, se a caixinha tem conservante e quando testar o A2.

Leite faz mal? Para quem digere bem, não: dá para beber leite a vida inteira. Ele causa problema em quem tem intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite, e parte da má fama pode vir de produtos que têm gosto de leite e pouco leite dentro. Para o resto das pessoas, a dúvida que sobra é prática: qual leite comprar entre o pasteurizado da geladeira, o tipo A, o A2 e o de caixinha.

Davi Laranjeira, do canal Enciclopédia da Alimentação, defende sem ressalvas que leite puro pode ser bebido a vida inteira em "Leite faz mal? 3 dicas para não errar ao comprar". Ele bebe leite desde criança, conta que a avó bebeu até os 95 anos e diz que não sentiu diferença nenhuma quando trocou o leite comum pelo A2. As dicas dele são procurar o leite na geladeira do mercado, preferir o tipo A e conhecer o A2. No caminho, ele afirma que a caixinha tem conservante e que a garrafa plástica não solta microplástico, e a lei e os estudos desmentem as duas coisas.

Dica 1: o leite fresco fica na geladeira do mercado

O primeiro passo é ir à parte refrigerada do mercado ou da padaria. Ali fica o leite pasteurizado, o chamado leite fresco, em garrafa ou, em algumas regiões, no saquinho. Ele é aquecido de 72 °C a 75 °C por 15 a 20 segundos, o bastante para eliminar os germes que causam doença sem mudar muito o sabor. Como esse aquecimento não mata tudo, o leite precisa ficar a 5 °C no estoque e chegar à gôndola a no máximo 7 °C.

O leite de caixinha, ou longa vida, é o UHT, sigla em inglês para ultra-alta temperatura. Ele é aquecido a pelo menos 135 °C por 10 segundos, ou até 150 °C por 2 segundos, e vai para uma embalagem esterilizada. Sai dali sem bactérias capazes de crescer, por isso a caixinha fechada fica fora da geladeira até o fim da validade.

Conservante, a caixinha não pode ter. A regra do leite UHT só aceita estabilizantes, os fosfatos de sódio (em quantidade limitada) e o citrato de sódio, e o regulamento de inspeção proíbe qualquer produto químico para conservar leite. Por isso o rótulo de uma caixinha comum diz "leite integral e estabilizantes", e o do pasteurizado traz só "leite integral": no pasteurizado e no tipo A, nenhum aditivo é aceito.

Em nutrientes, o fresco e a caixinha ficam muito perto. Uma meta-análise, revisão que junta o resultado de vários estudos, viu que a pasteurização já reduz um pouco as vitaminas B1, B2, C e o folato em relação ao leite cru, mas o leite tem pouco delas. No UHT, a vitamina B12 não cai e a perda de B1 é limitada. O cálcio e o aproveitamento dele são iguais no leite cru, no pasteurizado e no UHT. O que o fresco ganha é sabor e menos processamento.

A garrafa plástica também não protege do microplástico. Estudos acharam partículas de plástico em praticamente todo leite analisado, inclusive no de caixinha e no leite cru coletado na fazenda logo depois da ordenhadeira. Parte delas parece vir das membranas usadas no processamento. O único estudo encontrado que comparou embalagens, com 30 amostras do Irã, achou até mais partículas na garrafa plástica (24,6 por litro) do que na caixinha (12,2), sem conseguir dizer de onde elas vieram.

Fresco também não quer dizer cru. O leite cru, vendido direto da fazenda sem pasteurização, pode levar os germes que o aquecimento eliminaria. Ele não tem nutrientes a mais e não cura a intolerância à lactose.

Dica 2: o que é o leite tipo A

No leite comum, o caminhão-tanque passa de fazenda em fazenda recolhendo o leite cru, que a norma chama de leite cru refrigerado. Ele chega ao laticínio misturado, de vários rebanhos, e lá é pasteurizado ou vira UHT. No tipo A, tudo acontece no mesmo lugar: a granja tem o próprio rebanho, ordenha, pasteuriza e envasa o leite sem que ele saia da fazenda, num ciclo contínuo.

A lei define o leite pasteurizado tipo A como o que é "produzido, beneficiado e envasado exclusivamente em Granja Leiteira". Beneficiar é processar o leite. O envase é feito por máquina, em circuito fechado, e o leite tipo A é sempre pasteurizado, nunca UHT, sem nenhum aditivo. No rótulo, procure "Leite Pasteurizado Tipo A", seguido de integral, semidesnatado ou desnatado.

Como o leite fresco dura pouco, o tipo A vai direto para o ponto de venda e é reposto rápido. Numa marca, a validade é de 15 dias, guardado de 1 °C a 7 °C. Não há estudo mostrando que o tipo A faça mais bem à saúde que o pasteurizado comum. A vantagem dele é o controle da origem e o frescor.

E os tipos B e C? Eles não existem mais na regra atual. A instrução normativa do leite só define três produtos: o leite cru refrigerado, o pasteurizado e o pasteurizado tipo A.

Dica 3: leite A2 é de mais fácil digestão?

A caseína é a proteína que forma a maior parte do leite, e uma das versões dela, a beta-caseína, aparece em dois tipos principais: A1 e A2. Eles diferem em um único aminoácido. O leite A2 vem de vacas com dois genes A2 (A2A2), que só produzem essa versão, e aparece no mercado com o selo "A2" e a promessa de fácil digestão.

A mutação não é recente nem fruto dos cruzamentos modernos. A A2 é a forma original da proteína, e a A1 surgiu de uma mutação em rebanhos europeus há 5 mil a 10 mil anos, segundo uma revisão escrita por autores ligados a uma empresa de leite A2. A beta-caseína do leite materno é do tipo A2, e o leite de cabra e o de búfala só têm A2.

A holandesa, a vaca malhada de preto e branco que mais produz leite, tem muita A1. Raças como a Jersey e a Guernsey têm mais A2, e as zebuínas leiteiras criadas no Brasil também: num estudo com 283 vacas Guzerá de 10 rebanhos, 80% eram A2A2, e Gir e Sindi seguem o mesmo padrão. Para vender leite A2, o produtor testa a genética das vacas, separa as A2A2 e cruza touros e vacas A2 para aumentar o rebanho.

Os estudos mostram que o A2 pode ajudar parte das pessoas. No maior deles, 600 adultos chineses que diziam passar mal com leite tomaram 300 mL de cada tipo. Com o A2, todos os sintomas foram menores, tanto em quem digeria bem a lactose quanto em quem não digeria. Num ensaio americano com 25 intolerantes, o A2 deu menos dor de barriga. Esses estudos foram pagos pela principal empresa de leite A2 do mundo.

Uma revisão independente de 2019, feita antes do ensaio americano, considerou razoável a prova de que a A1 causa mais desconforto digestivo (certeza moderada, na escala usada pelos pesquisadores). Para qualquer outro efeito na saúde, a prova foi considerada fraca.

O A2 tem a mesma lactose do leite comum, a não ser que a embalagem diga "zero lactose". Também continua sendo leite de vaca, com caseína, e por isso não serve para quem tem alergia. Ele faz sentido como teste para quem sente desconforto com leite sem ser intolerante nem alérgico: troque por algumas semanas e compare.

Sorvete com gosto de leite não é leite

A regra brasileira dos sorvetes e picolés, que a Anvisa chama de gelados comestíveis, não exige leite. O produto pode ser feito de qualquer "emulsão de gorduras e proteínas" ou só de "uma mistura de água e açúcares". Isso abre espaço para sorvete à base de gordura vegetal, água, açúcar e aditivos, com pouco leite para dar o sabor.

Por isso, passar mal depois de um sorvete barato não prova que o leite faz mal. A lista de ingredientes mostra se a base do produto é leite ou outra coisa.

Leite faz mal à saúde? O que os estudos mostram

A revisão mais ampla sobre o assunto, de 2021, juntou 41 meta-análises sobre 45 doenças e condições. Cada copo a mais de leite por dia, cerca de 200 mL, apareceu ligado a menos doença do coração, AVC, pressão alta, câncer de intestino, obesidade e osteoporose. Do outro lado, o leite apareceu ligado a um pouco mais de câncer de próstata, Parkinson e acne. Os autores concluíram que o leite faz mais bem do que mal.

Esses números vêm de estudos que acompanham o que as pessoas comem, e não de experimentos, e as ligações são pequenas. Uma revisão de 2025 achou risco de doença do coração 3% menor entre quem bebia mais leite e classificou como fraca a maioria dessas ligações. O Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer considera provável que os laticínios protejam contra o câncer de intestino. Para o câncer de próstata, as provas de que eles aumentam o risco são poucas.

A fama de que leite inflama não se confirmou. Uma revisão de 52 ensaios clínicos encontrou efeito anti-inflamatório no conjunto, com uma exceção: quem tem alergia ao leite de vaca. Com a acne, a chance foi cerca de 28% maior entre quem bebe leite, em estudos com falhas que podem exagerar o efeito.

Intolerância à lactose e alergia ao leite

Na intolerância à lactose, o intestino fabrica pouca lactase. A lactose que sobra fermenta no intestino grosso e causa gases, inchaço e diarreia. A alergia é outra coisa: o sistema de defesa reage à proteína do leite, na maioria das vezes no primeiro ano de vida, e uma reação forte pode ser grave.

A capacidade de digerir lactose na vida adulta muda com a origem de cada povo. Manter a lactase é comum em quem tem ancestralidade europeia e em alguns grupos da África, como povos criadores de gado do leste do continente, e é raro no resto do mundo. No Brasil, um estudo com 567 pessoas de São Paulo achou o perfil genético de quem perde a lactase na vida adulta em 62,8% delas. O teste procurou só a variante europeia, e por isso a conta pode sair alta para descendentes de africanos.

Absorver mal a lactose não é o mesmo que ter sintomas. Segundo um painel de especialistas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, a maior parte de quem absorve mal a lactose não tem intolerância de verdade, e muita gente que se acha intolerante digere a lactose normalmente.

Por isso, cortar todo laticínio raramente é necessário. A maioria dos adultos com intolerância aguenta de 12 a 15 g de lactose, o que dá mais ou menos um copo de leite, ainda mais se ele vier junto com a refeição. Iogurte, queijo duro e leite zero lactose costumam descer melhor. A matéria sobre intolerância à lactose em adultos explica por que essa perda de enzima é normal.

Leite para quem treina

Um copo de 200 mL de leite integral traz cerca de 125 kcal, 6,6 g de proteína, 9,4 g de carboidrato e uns 230 mg de cálcio. Para quem treina, é uma proteína barata e fácil de encaixar: na comparação de custo das proteínas, o leite de caixinha desnatado ficou entre as mais baratas por grama. A escolha entre leite integral e desnatado depende das calorias da dieta, e a calculadora de proteína diária mostra quanto o leite cobre da sua meta.

A partir de que idade a criança pode tomar leite de vaca?

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta não dar leite de vaca integral antes dos 12 meses, porque ele tem pouco ferro e zinco e está ligado à anemia em crianças pequenas. O guia do Ministério da Saúde lembra que o bebê que mama no peito não precisa de outro leite e que, para quem não mama, a primeira opção é a fórmula infantil. O leite de vaca pode entrar como ingrediente de receitas a partir dos 6 meses.

Como escolher o leite no mercado

Um roteiro para a próxima compra:

  • Quer o mais fresco: vá ao refrigerado e procure "Leite Pasteurizado Tipo A" ou o pasteurizado comum, com só "leite" na lista de ingredientes.
  • Quer praticidade: o UHT tem a mesma proteína e o mesmo cálcio e dura fechado fora da geladeira.
  • Depois de aberto: a caixinha vai para a geladeira. A Piracanjuba orienta consumir em até 2 dias.
  • Sente desconforto sem ser intolerante: teste o A2 por algumas semanas.
  • Tem intolerância confirmada: prefira o leite zero lactose ou tome porções pequenas junto da refeição.
  • Tem alergia à proteína do leite: nenhum leite de vaca serve, nem o A2.
  • Leite cru: fica de fora, por mais natural que pareça.

Conclusão

Para quem digere bem, leite não faz mal e pode fazer parte da dieta a vida inteira. Os estudos de longo prazo apontam mais benefício do que risco, com associações pequenas nos dois sentidos. Intolerância e alergia são os casos em que ele realmente atrapalha, e a maioria dos intolerantes ainda aguenta um copo.

Na hora da compra, valem as três dicas: o leite fresco na geladeira, o tipo A para quem quer origem controlada e o A2 como teste para quem sente desconforto. A caixinha mantém os nutrientes e a garrafa não escapa do microplástico, então a escolha entre os dois é de sabor e praticidade. Desconfie mesmo do produto com gosto de leite e pouco leite dentro.

Perguntas frequentes

Faz mal beber leite todos os dias?

Para quem não tem intolerância nem alergia, não. Nas grandes revisões, quem bebia um copo a mais por dia teve em média menos doença do coração, AVC e osteoporose. Também apareceram alguns sinais no outro sentido, como acne e câncer de próstata, todos pequenos.

Faz mal tomar 1 litro de leite por dia?

Depende da dieta e da digestão. Pelo rótulo de um leite integral, 1 litro soma cerca de 625 kcal e 33 g de proteína, o que precisa caber nas calorias do dia. Para um intolerante, são cerca de 47 g de lactose, o açúcar do leite, muito acima do que ele costuma tolerar.

O leite faz mal para o intestino?

Depende de quem bebe. Em quem tem pouca lactase, a lactose fermenta e dá gases e diarreia. Na população em geral, o efeito medido foi o contrário: menos câncer de intestino entre quem consome laticínios.

O que o leite faz com o corpo?

Ele entra na dieta como fonte de proteína, de cálcio e de energia. Em estudos de longo prazo, quem bebe mais leite tem em média menos osteoporose, obesidade e pressão alta.

Qual é o tipo de leite mais saudável?

Em nutrientes, quase não há diferença. Proteína e cálcio são iguais no pasteurizado e no UHT, e as perdas de vitamina de cada processo são pequenas porque o leite já tem pouco delas. A escolha fica entre sabor, praticidade e como você digere.

Qual é o leite mais puro?

O pasteurizado, inclusive o tipo A. A lei não aceita nenhum aditivo neles, então a lista de ingredientes traz só leite. No UHT, a lei permite estabilizantes.

Qual marca de leite é a melhor?

Quem decide é o rótulo, e não o nome da marca. Compare a denominação ("Leite Pasteurizado Tipo A", pasteurizado ou UHT) e a lista de ingredientes, que no pasteurizado deve ter só leite.

O leite de caixinha tem conservante ou formol?

Não pode ter nenhum dos dois. Conservar leite com produto químico é proibido pelo regulamento de inspeção, e a caixinha só aceita estabilizantes (fosfatos e citrato de sódio). Conservante ou formol no leite é fraude.

O que é leite UHT e qual a diferença para o pasteurizado?

UHT é o leite de caixinha, o longa vida. Aquecido acima de 135 °C por poucos segundos e fechado numa embalagem esterilizada, ele aguenta fora da geladeira enquanto a caixa estiver fechada. O pasteurizado recebe um aquecimento mais brando e precisa de geladeira o tempo todo, com validade mais curta.

O que é leite tipo A e o que aconteceu com os tipos B e C?

É o leite de uma granja que cria as vacas, processa e engarrafa tudo no mesmo lugar. Os antigos tipos B e C saíram da norma: além do tipo A, hoje existem o pasteurizado comum e o UHT.

Quanto tempo o leite de caixinha dura depois de aberto?

Poucos dias e sempre na geladeira. Na Piracanjuba, o prazo é de 2 dias entre 1 °C e 10 °C, e outras marcas podem indicar outro, então vale o que estiver no rótulo.

Leite de caixinha fechado precisa ficar na geladeira?

Não. Enquanto a caixa estiver fechada, o leite UHT não tem bactérias capazes de crescer até o fim da validade. Depois de aberto, ele vai para a geladeira.

O que é leite A2?

É o leite de vacas com dois genes A2 (A2A2), que só produzem a beta-caseína A2, a forma original dessa proteína. O leite comum mistura A1 e A2. A lactose é a mesma nos dois.

Leite A2 é bom para quem tem intolerância à lactose?

Não resolve a intolerância, porque a lactose é a mesma, salvo nas versões zero lactose. Um ensaio pequeno, pago pela fabricante, viu menos dor de barriga em intolerantes que tomaram A2 numa refeição.

Quem tem APLV pode tomar leite A2?

Não. Na APLV, o organismo reage às proteínas do leite de vaca, e o A2 continua tendo caseína, com diferença de um único aminoácido numa delas.

Leite A2 vale a pena?

Para quem sente desconforto com o leite comum sem ter intolerância ou alergia, vale testar por algumas semanas. Quem bebe leite sem problema não tem motivo para trocar.

Qual vaca produz leite A2?

Qualquer vaca com dois genes A2. Entre as raças, a holandesa tem mais A1, enquanto Jersey, Guernsey e as zebuínas leiteiras, como Gir e Guzerá, têm mais A2.

Leite tipo A ou A2: qual o melhor?

Uma coisa não exclui a outra. Tipo A diz como o leite é produzido (numa só granja e pasteurizado), e A2 diz qual proteína ele tem, tanto que existe leite tipo A que também é A2. O A2 só faz diferença para quem sente desconforto com o comum.

Qual o melhor leite para quem tem intolerância à lactose?

O leite zero lactose, feito para quem não digere a lactose. Iogurte e queijo duro também costumam ser bem tolerados, e muitos intolerantes aguentam um copo de leite comum junto da refeição.

Qual o melhor leite para criança de 1 ano?

Se a criança ainda mama no peito, o leite materno basta, sem necessidade de outro leite. Para quem não mama, a Sociedade Brasileira de Pediatria libera o leite de vaca integral a partir dos 12 meses, e o Ministério da Saúde não indica desnatado nem semidesnatado antes dos 2 anos.

Referências

  1. BORDONI, A. et al. Dairy products and inflammation: a review of the clinical evidence. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, [S. l.], v. 57, n. 12, p. 2497-2525, 2017. DOI: 10.1080/10408398.2014.967385. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26287637/. Acesso em: 19 out. 2026.
  2. BRASIL. Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017: Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). Presidência da República. Brasília, 29 mar. 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/d9013.htm. Acesso em: 19 out. 2026.
  3. BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC nº 713, de 1º de julho de 2022: dispõe sobre os requisitos sanitários dos gelados comestíveis e dos preparados para gelados comestíveis. Diário Oficial da União. Brasília, 6 jul. 2022. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-rdc-n-713-de-1-de-julho-de-2022-413245503. Acesso em: 19 out. 2026.
  4. BRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA. Portaria MAPA nº 783, de 4 de abril de 2025: incorpora a Resolução Mercosul/GMC/Res. nº 13/23, que aprova o Regulamento Técnico Mercosul de Identidade e Qualidade do Leite UAT (UHT). MAPA. Brasília, 17 abr. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inspecao/produtos-animal/legislacao/Port7832025MAPARTLeiteUHT.pdf. Acesso em: 19 out. 2026.
  5. BRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Instrução Normativa nº 76, de 26 de novembro de 2018: aprova os regulamentos técnicos que fixam a identidade e as características de qualidade do leite cru refrigerado, do leite pasteurizado e do leite pasteurizado tipo A. Diário Oficial da União. Brasília, 30 nov. 2018. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/instrucao-normativa-n-76-de-26-de-novembro-de-2018-52749894. Acesso em: 19 out. 2026.
  6. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Ministério da Saúde. Brasília, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_criancas_brasileiras_menores_2anos.pdf. Acesso em: 19 out. 2026.
  7. DA COSTA FILHO, P. A. et al. Detection and characterization of small-sized microplastics (≥ 5 µm) in milk products. Scientific Reports, [S. l.], v. 11, n. 1, art. 24046, 2021. DOI: 10.1038/s41598-021-03458-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34911996/. Acesso em: 19 out. 2026.
  8. HE, M. et al. Effects of cow's milk beta-casein variants on symptoms of milk intolerance in Chinese adults: a multicentre, randomised controlled study. Nutrition Journal, [S. l.], v. 16, n. 1, art. 72, 2017. DOI: 10.1186/s12937-017-0275-0. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29070042/. Acesso em: 19 out. 2026.
  9. ITAN, Y. et al. A worldwide correlation of lactase persistence phenotype and genotypes. BMC Evolutionary Biology, [S. l.], v. 10, art. 36, 2010. DOI: 10.1186/1471-2148-10-36. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20144208/. Acesso em: 19 out. 2026.
  10. JABBARZADEH, N. et al. Microplastic contamination in commercial milk: quantification and polymer identification using SEM-EDS and Micro-Raman spectroscopy. Current Research in Food Science, [S. l.], v. 13, art. 101571, 2026. DOI: 10.1016/j.crfs.2026.101571. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42831038/. Acesso em: 19 out. 2026.
  11. JIANQIN, S. et al. Effects of milk containing only A2 beta casein versus milk containing both A1 and A2 beta casein proteins on gastrointestinal physiology, symptoms of discomfort, and cognitive behavior of people with self-reported intolerance to traditional cows' milk. Nutrition Journal, [S. l.], v. 15, art. 35, 2016. DOI: 10.1186/s12937-016-0147-z. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27039383/. Acesso em: 19 out. 2026.
  12. JUHL, C. R. et al. Dairy intake and acne vulgaris: a systematic review and meta-analysis of 78,529 children, adolescents, and young adults. Nutrients, [S. l.], v. 10, n. 8, art. 1049, 2018. DOI: 10.3390/nu10081049. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30096883/. Acesso em: 19 out. 2026.
  13. KAMIŃSKI, S.; CIEŚLIŃSKA, A.; KOSTYRA, E. Polymorphism of bovine beta-casein and its potential effect on human health. Journal of Applied Genetics, [S. l.], v. 48, n. 3, p. 189-198, 2007. DOI: 10.1007/BF03195213. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17666771/. Acesso em: 19 out. 2026.
  14. KÜLLENBERG DE GAUDRY, D. et al. Milk A1 β-casein and health-related outcomes in humans: a systematic review. Nutrition Reviews, [S. l.], v. 77, n. 5, p. 278-306, maio 2019. DOI: 10.1093/nutrit/nuy063. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30722004/. Acesso em: 19 out. 2026.
  15. KUTRALAM-MUNIASAMY, G. et al. Branded milks: are they immune from microplastics contamination?. Science of the Total Environment, [S. l.], v. 714, art. 136823, abr. 2020. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2020.136823. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31991276/. Acesso em: 19 out. 2026.
  16. LARANJEIRA, Davi. Leite faz mal? 3 dicas para não errar ao comprar. [S. l.], 30 abr. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vJp7gNclP5E. Acesso em: 19 out. 2026.
  17. MACDONALD, L. E. et al. A systematic review and meta-analysis of the effects of pasteurization on milk vitamins, and evidence for raw milk consumption and other health-related outcomes. Journal of Food Protection, [S. l.], v. 74, n. 11, p. 1814-1832, nov. 2011. DOI: 10.4315/0362-028X.JFP-10-269. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22054181/. Acesso em: 19 out. 2026.
  18. MATTAR, R. et al. Frequency of LCT -13910C>T single nucleotide polymorphism associated with adult-type hypolactasia/lactase persistence among Brazilians of different ethnic groups. Nutrition Journal, [S. l.], v. 8, art. 46, 2009. DOI: 10.1186/1475-2891-8-46. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19799794/. Acesso em: 19 out. 2026.
  19. NATIONAL INSTITUTE OF DIABETES AND DIGESTIVE AND KIDNEY DISEASES. Eating, diet, & nutrition for lactose intolerance. NIDDK. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/lactose-intolerance/eating-diet-nutrition. Acesso em: 19 out. 2026.
  20. NATIONAL INSTITUTE OF DIABETES AND DIGESTIVE AND KIDNEY DISEASES. Symptoms & causes of lactose intolerance. NIDDK. Bethesda, [s.d.]. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/lactose-intolerance/symptoms-causes. Acesso em: 19 out. 2026.
  21. NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM ALIMENTAÇÃO (NEPA-UNICAMP). Tabela brasileira de composição de alimentos: TACO. 4. ed. rev. e ampl.. NEPA-UNICAMP. Campinas, 2011. Disponível em: https://www.nepa.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/27/2023/10/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf. Acesso em: 19 out. 2026.
  22. OLIVEIRA, L. S. M. et al. Do non-bovine domestic animals produce A2 milk?: an in silico analysis. Animal Biotechnology, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 93-95, 2023. DOI: 10.1080/10495398.2021.1935982. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34151728/. Acesso em: 19 out. 2026.
  23. PAL, S. et al. Milk intolerance, beta-casein and lactose. Nutrients, [S. l.], v. 7, n. 9, p. 7285-7297, ago. 2015. DOI: 10.3390/nu7095339. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26404362/. Acesso em: 19 out. 2026.
  24. PESSOA, D. B. M. et al. Kappa and beta-casein alleles in dairy zebu cattle. Animal Biotechnology, [S. l.], v. 34, n. 7, p. 3162-3164, 2023. DOI: 10.1080/10495398.2022.2137677. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36322697/. Acesso em: 19 out. 2026.
  25. PIRACANJUBA. Leite integral Piracanjuba 1 L. Piracanjuba. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.piracanjuba.com.br/produto/leite-integral-piracanjuba-1l. Acesso em: 19 out. 2026.
  26. RAMAKRISHNAN, M. et al. Milk containing A2 β-casein ONLY, as a single meal, causes fewer symptoms of lactose intolerance than milk containing A1 and A2 β-caseins in subjects with lactose maldigestion and intolerance: a randomized, double-blind, crossover trial. Nutrients, [S. l.], v. 12, n. 12, art. 3855, 2020. DOI: 10.3390/nu12123855. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33348621/. Acesso em: 19 out. 2026.
  27. SHARIFAN, P. et al. Dairy consumption and risk of cardiovascular and bone health outcomes in adults: an umbrella review and updated meta-analyses. Nutrients, [S. l.], v. 17, n. 17, art. 2723, 2025. DOI: 10.3390/nu17172723. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40944114/. Acesso em: 19 out. 2026.
  28. SHAUKAT, A. et al. Systematic review: effective management strategies for lactose intolerance. Annals of Internal Medicine, [S. l.], v. 152, n. 12, p. 797-803, jun. 2010. DOI: 10.7326/0003-4819-152-12-201006150-00241. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20404262/. Acesso em: 19 out. 2026.
  29. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. DEPARTAMENTO DE NUTROLOGIA. Manual de orientação: alimentação do lactente ao adolescente, alimentação na escola, alimentação saudável e vínculo mãe-filho, alimentação saudável e prevenção de doenças, segurança alimentar. 3. ed.. SBP. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf. Acesso em: 19 out. 2026.
  30. SUCHY, F. J. et al. National Institutes of Health Consensus Development Conference: lactose intolerance and health. Annals of Internal Medicine, [S. l.], v. 152, n. 12, p. 792-796, jun. 2010. DOI: 10.7326/0003-4819-152-12-201006150-00248. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20404261/. Acesso em: 19 out. 2026.
  31. TEIXEIRA, D. P.; COSTA, R. B.; DE CAMARGO, G. M. F. Guzerat indicine cattle and A2 milk production. Animal Biotechnology, [S. l.], v. 34, n. 2, p. 467-469, 2023. DOI: 10.1080/10495398.2021.1962336. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34370616/. Acesso em: 19 out. 2026.
  32. TISHKOFF, S. A. et al. Convergent adaptation of human lactase persistence in Africa and Europe. Nature Genetics, [S. l.], v. 39, n. 1, p. 31-40, jan. 2007. DOI: 10.1038/ng1946. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17159977/. Acesso em: 19 out. 2026.
  33. U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. Raw milk misconceptions and the danger of raw milk consumption. FDA. Silver Spring, 5 mar. 2024. Disponível em: https://www.fda.gov/food/buy-store-serve-safe-food/raw-milk-misconceptions-and-danger-raw-milk-consumption. Acesso em: 19 out. 2026.
  34. WANG, Y. et al. The impact of thermal treatment intensity on proteins, fatty acids, macro/micro-nutrients, flavor, and heating markers of milk: a comprehensive review. International Journal of Molecular Sciences, [S. l.], v. 25, n. 16, art. 8670, 2024. DOI: 10.3390/ijms25168670. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39201356/. Acesso em: 19 out. 2026.
  35. WORLD CANCER RESEARCH FUND; AMERICAN INSTITUTE FOR CANCER RESEARCH. Meat, fish and dairy products and the risk of cancer. Continuous Update Project Expert Report 2018. WCRF. London, 2018. Disponível em: https://www.wcrf.org/wp-content/uploads/2021/02/Meat-fish-and-dairy-products.pdf. Acesso em: 19 out. 2026.
  36. XANDÔ. Leite A2A2. Xandô. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.xando.com.br/leite-a2/. Acesso em: 19 out. 2026.
  37. XANDÔ. Leite integral. Xandô. [S. l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.xando.com.br/produto/leite-integral/. Acesso em: 19 out. 2026.
  38. ZHANG, X. et al. Milk consumption and multiple health outcomes: umbrella review of systematic reviews and meta-analyses in humans. Nutrition & Metabolism, [S. l.], v. 18, n. 1, art. 7, 2021. DOI: 10.1186/s12986-020-00527-y. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33413488/. Acesso em: 19 out. 2026.

Vídeo no YouTube sobre o tema

Feedback do Usuário

Comentários Recomendados

Não há comentários para exibir.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.