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Vamos perder essa barriga de uma vez por todas?

Vinicius Idelfonso Tonioli
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A menos que você esteja em gravidez, uma barriga grande não é bem vista por ninguém, não é?

Vocês sabiam que a maioria das pessoas é descontente com o tamanho e forma de sua barriga?

Muitas pessoas tentam de tudo para queimar a gordura localizada no abdomen, usam métodos ineficientes, e não conseguem ter eficácia no processo de definição e queima de gordura abdominal.

Após ler este artigo você vai saber o que realmente fazer pra poder de uma vez por todas sentir-se bem consigo mesmo e dar um up na sua autoestima, além da aparência!

Vamos começar com o que, pra mim, é o principal e mais sensível ponto para você ter criado essa barriga feia e também como arrancá-la daí de uma vez por todas: DIETA!

1- DIETA: "Um tanquinho não se constrói na academia, mas na cozinha"!

Com certeza, se você criou esse mau aspecto na sua região abdominal, seus hábitos alimentares precisam ser mudados. Invista imediatamente em uma dieta com menos calorias, poucos carboidratos e bastante proteína.

Esqueça de vez as guloseimas, os fast-foods, refrigerantes, pizzas. Passe a ingerir menos calorias do que gasta diariamente, e calorias de qualidade! Aposte em ovos, carnes de frango, peixes, carnes bovinas (com moderação), arroz integral, legumes, verduras e frutas.

Troque os pães de forma e franceses por pães integrais, o queijo amarelo pelo branco. Além disso ajudar muito a perder gordura, você estará investindo na sua SAÚDE!

2 – TREINO: "No pain, No gain"!

Ter um abdomen definido e sem gorduras não é fácil. Se fosse, todos teriam. Infelizmente a maioria não opta pelo esforço e escolhem caminhos mais faceis. Mas voce, ah, você está aqui, então sabe que precisa se esforçar de verdade! Vamos lá!

Os exercícios abdomnais são ótimos para hipertrofia muscular, não para perda de gordura localizada. Deve ser tratado como um exercicio de musculação como os outros que você faz para braços, pernas, peitorais, etc.

Como o professor Gabriel Bau disse em seu artigo Sobrecarga para músculos abdominais, tempo de descanso e mitos, o excesso de exercícios abdominais é prejudicial. Não tente queimar gordura localizada, perca a gordura corporal como um todo. Treine pesado como sempre treinou. O treino de hipertrofia ajuda muito na perda de gordura, em conjunto a uma dieta e exercicios aerobicos eficientes.

3 - Exercícios aeróbicos em jejum: Este mito já foi quebrado!

Foi comprovada sua eficiência! O que voce está esperando nesta ótima maneira de perder gordura? Faça exercicios aerobicos em jejum com moderação, procure não passar de 30 minutos e com média intensidade para o seu corpo não usar os seus músculos como fonte de energia.

Logo após o treino, se alimente com bastante proteína e algum bom carboidrato como por exemplo a batata doce. Em poucas semanas a diferença vai ser muito notável, acredite.

4- Álcool: Quer realmente resultados?

Quer se esforçar para cumprir uma meta que só vai lhe beneficiar? Aconselho-os a cortar definitivamente o alcool de suas vidas. 1 grama de alcool possui 7 calorias, e ele só serve pra acumular gordura em você! Livre-se disso!

5- Termogênicos!

Aproveite o inverno e todas as dicas acima, e invista em obter um termogênico de qualidade. São suplementos que aceleram seu metabolismo contribuindo na perda de gordura corporal, ajudando o corpo a usar a gordura como fonte de energia.

6 – NÃO DEIXE DE COMER!

Não confunda dieta com passar fome! Você DEVE comer de 3 em 3 horas ativando seu metabolismo. Só que deve ingerir alimentos de qualidade e de baixa caloria. Recomendo frutas, barrinhas de proteína, shakes protéicos.

O caminho é este. Não existem atalhos que vão milagrosamente fazer você ter seu tão desejado tanquinho. Sabemos que não é fácil, mas acredite, vale a pena.

E ai, o que estão esperando para melhorar suas aparências e o mais importante: SUA SAÚDE?


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ja ouvi muitas defesas sobre o aeróbico em jejum, uma vez por esquecimento mesmo, quando me dei conta estava na aula de spining em jejum, foi uma m aquele dia, não rendi nada, e nunca mais tentei, tenho ainda grande quantidade de gordura abdominal, apesar de ter perdido 7 kilos em 25 dias que voltei a malhar, é bom fazer spining como aej, ou é melhor fazer um AEJ leve num transport, do que uma aula de spining com uma alimentação pré bem reduzida, tipo 1 yogurte light peq, 170g, e 2 fatias de queijo branco, ou 2 biscoitos agua e sal?

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onde ja se viu fazer spining em jejum?kkkkkkkkkkkk

so e dado o titulo de aerobico mais ele nao passa de 45 a 50% de sua frequencia cardiaca maxima

se ouviu falar muito do aej, deveria saber q isso DEVERIA SER RESPEITADO

nao e a moda bangu, tem uma regra, e esta deve ser respeitada.

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Queria saber se tomando o termogênico não irei perder massa magra ?

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Queria saber se tomando o termogênico não irei perder massa magra ?

Normalmente a redução de massa gorda também implica na perda de massa magra. O ideal é que a proporção de massa gorda perdida seja muito maior do que a proporção de massa magra.

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Queria criar um tópico, mas já existe este então vou contar meu caso. Certa vez, aqui em Belo Horizonte, no centro, marquei de fazer tipo umas massagens com gel para perda de gordura abdominal. A clínica se chama San Derme. Entrei na clínica e já foram me mostrando as instalações. Conversei com uma das mulheres, que é a que fez a massagem em mim, por 2 vezes se dá resultado e ela falou que sim e que o resultado depende de mim (alimentação). Disse que fez em um cara que perdeu alguns centímetros abdominais, mas ela viu ele numa lanchonete comendo pastéis. Então já foi falando que o resultado com este cara "foi por água abaixo" devido aos pastéis.

Fui fazer as sessões. Paguei R$ 400,00. Era tipo assim: passava um creme e depois passava gel, esfregava na barriga e vinha com um aparelho sugador (suga igual desentupidor de pia). Na segunda sessão a mesma coisa. E ela já me deu "o golpe". Falou que eu preciso de muito mais sessões. Contei tudo, ia pagar cerca de R$ 4000,00. Detalhe: as pessoas são sempre assim, você começa um tratamento e depois elas falam que vão precisar de mais sessões. Chato isso.

E eu observei aquilo tudo e via que não ia dar absolutamente nada. Não confiei em nada do tratamento que estava fazendo. Apesar dela ter contado história do cara, mas o cara não é eu. Passar gel e depois ficar com um aparelho que ela passava na minha barriga e sugava forte, não era comigo. Sem contar que iria precisar de muitas sessões. Peguei e cancelei o tratamento. Já tinha pago os R$ 400,00. O que fiz foi: paguei as 2 sessões, o resto do dinheiro eu peguei de volta, mas em cima deles eu paguei multa. Que cocô que eu fiz. Espero que ninguém nunca faça. Passar gel na barriga para perder gordura, hahahaha... Nunca mais.

Hahahahaha... Achei o que eu disse acima em outra oportunidade aqui no site. Já disse isso aqui anteriormente.

https://fisiculturismo.com.br/forum/topic/105844-abdome-deformado-ap%C3%B3s-perda-de-peso-abdominoplastia-ou-treino-e-dieta/#comment-904205

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Em 7/30/2012 em 21:23, PereiraPiercer disse:

posso tomar um termogênico em jejum e fazer um treino aerobico?

Sem dúvida. Inclusive é recomendada a ingestão de cafeína para acelerar o processo.

Em 11/9/2012 em 11:11, ARTUR VIANA disse:

ja ouvi muitas defesas sobre o aeróbico em jejum, uma vez por esquecimento mesmo, quando me dei conta estava na aula de spining em jejum, foi uma m aquele dia, não rendi nada, e nunca mais tentei, tenho ainda grande quantidade de gordura abdominal, apesar de ter perdido 7 kilos em 25 dias que voltei a malhar, é bom fazer spining como aej, ou é melhor fazer um AEJ leve num transport, do que uma aula de spining com uma alimentação pré bem reduzida, tipo 1 yogurte light peq, 170g, e 2 fatias de queijo branco, ou 2 biscoitos agua e sal?

O ideal é fazer atividades de baixa intensidade em jejum, a fim de se evitar desmaios por hipoglicemia.

Em 11/10/2012 em 02:23, O Garoto Destemido disse:

Spinning é aeróbico de baixa ou media intensidade?

 

Não

A intensidade do spinning pode ser alta ou baixa, depende do tipo de aula e ministrada e do desempenho do praticante.

É recorrente a busca pela barriga tanquinho com o uso de esteroides. Todavia, as pessoas ainda não se conscientizaram que a definição muscular pode ser obtida pela dieta. Os esteroides são um catalisador desse processo, não são estritamente necessários. Pode-se obter o tanquinho sem o uso de drogas.

Para complementar esta matéria, sugerimos a leitura dos princípios da dieta cutting:

 

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    • By Matheus Uba Chupel
      A cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, entretanto, deve-se ficar atento aos achados em alguns estudos científicos.
      A Cafeína
      A cafeína, uma possível exceção à regra geral contra a ingestão de estimulantes, continua sendo uma droga controlada/restringida nas competições atléticas. A cafeína pertence ao grupo de compostos denominados metilxantinas, encontrados naturalmente nos grãos de café, nas folhas de chá, no chocolate, nos grãos de cacau e nas nozes da cola, sendo acrescentada frequentemente às bebidas efervescentes e aos remédios vendidos sem prescrição médica (McArdle & Katch, 2002).
      Dependendo do preparo, uma xícara de café fervido contém entre 60 e 150 mg de cafeína. Como elemento de referência, 2,5 xícaras de café coado contém 250 a 400 mg, ou geralmente entre 3 e 6 mg por kg de massa (peso) corporal.
      A absorção da cafeína pelo intestino delgado se processa rapidamente, alcançando concentrações plasmáticas máximas entre 30 e 120 minutos, após a ingestão, para exercer sua influência sobre os sistemas nervoso, cardiovascular e muscular. A meia-vida metabólica da cafeína, de 3 horas, significa que é eliminada pelo corpo com bastante rapidez, certamente após uma noite de sono (Cohen et al 1996).
      Efeitos da Cafeína no Desempenho Esportivo
      Nem todos os estudos confirmam benefícios ergogênicos da cafeína. Entretanto, já foi demonstrado que a ingestão de 2,5 xícaras de café coado, a 1 hora antes do exercício, amplia muito a capacidade de resistência no exercício moderadamente extenuante. Os indivíduos que haviam bebido cafeína se exercitavam por uma média de 90,2 minutos, em comparação com 75,5 minutos durante 1 sessão de exercícios sem cafeína.
      Apesar de terem sido observados valores semelhantes para freqüência cardíaca e captação de oxigênio durante os dois ensaios, a cafeína fazia com que o trabalho parecesse mais fácil.
      Em concordância com seus efeitos estimulantes (característica dos compostos a que a cafeína faz parte – as metilxantinas), foi comprovado que a cafeína proporciona também um benefício ergogênico durante os desempenhos máximos de natação completados em menos de 35 minutos. Em um estudo experimental duplo-cego, sete homens e quatro mulheres nadadores experientes de longa distância (<25 min para 1.500m), consumiram cafeína 2,5 horas antes de nadarem 1.500m. O tempo total de natação foi em média 1,9% menor com cafeína do que sem cafeína (20min 58 segundos vs 21min 21 segundos).
      Uma concentração plasmática mais baixa de potássio antes do exercício e níveis sanguíneos mais altos de glicose no final do ensaio acompanhavam o desempenho com cafeína. Isso sugeriu que o equilíbrio eletrolítico e a disponibilidade de glicose podem ser fatores-chave no efeito ergogênico da cafeína (McArdle & Katch, 2002).
      A Cafeína e o Metabolismo Energético durante o Exercício
      A cafeína afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo que seus efeitos mais óbvios ocorrem no sistema nervoso central (SNC). Quando consumida em baixas dosagens (2mg/kg), a cafeína provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, aumento da respiração e da liberação de catecolaminas, aumento da freqüência cardíaca, aumento no metabolismo e diurese. Em altas dosagens (15mg/kg) causa nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
      Segundo Spriet (1995), existem pelo menos três teorias que podem tentar explicar o efeito ergogênico da cafeína durante o exercício físico. A primeira envolve o efeito direto da cafeína em alguma porção do sistema nervoso central, afetando a percepção subjetiva de esforço e/ ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular.
      A segunda teoria pressupõe o efeito direto da cafeína sobre co-produtos do músculo esquelético. As possibilidades incluem: alteração de íons, particularmente sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE), possibilitando um aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc); efeito direto sobre a regulação metabólica de enzimas semelhantes às fosforilases (PHOS); e aumento na mobilização de cálcio através do retículo sarcoplasmático, o qual contribui para o potencialização da contração muscular (Spriet, 1995).
      A terceira teoria diz respeito ao aumento na oxidação das gorduras e redução na oxidação de carboidratos (CHO). Acredita-se que a cafeína gera um aumento na mobilização dos ácidos graxos livres dos tecidos e/ou nos estoques intramusculares, aumentando a oxidação da gordura muscular e reduzindo a oxidação de CHO (Sinclair, et al 2000).
      Muitos estudos sugerem que a cafeína é um poderoso agente modulador do desempenho atlético, que pode ser adaptável aos diferentes tipos de estímulos envolvidos nos mais diversos tipos de exercícios. Atualmente, pesquisadores têm nos demonstrado que a ingestão de 3 a 6 mg de cafeína por kg (massa corporal), melhora a performance em atletas, sem que sejam detectados casos positivos no exame antidoping.
      Pesquisas recentes têm apontado um aumento da força muscular acompanhado de uma maior resistência à instalação do processo de fadiga muscular após a ingestão de cafeína. Ainda não está totalmente esclarecido qual o mecanismo de ação responsável pelo aumento da força muscular; todavia, acredita-se que isso ocorra em maior intensidade muito mais pela ação direta da cafeína no SNC do que pela sua ação em nível periférico (Kalmar & Cafarelli, 1999).
      Isto sugere que a cafeína exerce um efeito ergogênico direto e específico sobre o músculo esquelético durante a estimulação repetitiva de baixa frequência. A cafeína poderia também influenciar a sensibilidade das miofibrilas ao Ca++ (McArdle & Katch, 2002).
      Em relação aos exercícios de intensidades máximas e extenuantes de curta duração, boa parte dos estudos demonstra que a ingestão de cafeína pode melhorar significativamente o desempenho e a performance nas práticas de até 5 minutos.
      O mesmo não se pode dizer com relação a tais exercícios quando precedidos por exercícios submáximos prolongados, quando o desempenho físico parece não sofrer qualquer alteração (Spriet, 1995).
      Nos exercícios físicos prolongados, alguns estudos apontam que o uso da cafeína otimiza funcionamento do metabolismo energético durante o esforço o que, por conseqüência, contribui para a melhora da performance.
      Entretanto, uma explicação precisa para o efeito de aprimoramento do exercício por parte da cafeína continua sendo enganosa. Com toda probabilidade, o efeito ergogênico da cafeína (e de outros componentes correlatos tipo metilxantina) no exercício de endurance de alta intensidade resulta da utilização facilitada da gordura como combustível para o exercício.
      Além disso, o suposto efeito diurético provocado pelo uso dessa substância, acarretando aumento no volume de urina, e portanto uma maior perda hídrica durante o esforço, não tem sido confirmado na prática. Segundo Wemple et al (1994) o comprometimento do estado de hidratação corporal parece estar relacionado somente ao emprego de mega-doses desta substância.
      Concluindo
      Grande parte dos estudos que envolvem a utilização de cafeína, associada ao exercício físico, sugerem resultados que apontam esta substância como um poderoso estimulante para o trabalho físico. Atletas que comumente realizam atividades que envolvem resistência, força e trabalho muscular em intensidades máximas, podem, de alguma forma, se beneficiar da ingestão de cafeína. Contudo, vale a pena citar que alguns fatores, como a dosagem, o estado nutricional, e a sensibilidade do organismo às metilxantinas, podem afetar significativamente os resultados.
      Referencial
      - Cohen , B.S., et al. Effects of caffeine ingestion on endurance racing in heat and humidity. European Journal Appl. Physiology. 73:358, 1996
      - McArdle W. Katch F. Katch V. Fundamentos de Fisiologia do Exercício. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2002
      - Conlee, R.K. Amphetamine, caffeine and cocaine. Em: D.R. Lamb, M.H. Williams. Ergogenics: Enhancement of Performance in Exercise and Sport. New York, Benchmark Press, 1991 p. 285-310
      - Spriet, L.L. Caffeine and performance. International Journal of Sports Nutrition. 5:84-99, 1995
      - Sinclair, C.J.D. & Geiger, J.D. Caffeine use in sport: a pharmacological review. J. Sports Med. Phys. Fitness, 40: 71-79, 2000
      - Kalmar, J.M. & Cafarelli, E. Effects of caffeine on neuromuscular function. J. Appl. Physiol., 87: 801- 808, 1999
      - Wemple, R.D.; Lamb, D.R.; Bronstein, A.C. Caffeine ingested in a fluid replacement beverage during prolonged exercise does not cause diuresis. Medical Science of. Sports Exercise, 26: S204, 1994
    • By Luis Meirelles
      Mercado consumidor de suplementos alimentares gira em trilhões de dólares 
      No mundo inteiro, existem milhares de produtos do mercado, o que totaliza aproximadamente um total de um trilhão de dólares. Somente nos EUA existem 200.000.000 de utilizadores potenciaIs desses suplementos. Acredito que se as pessoas aprendessem a se alimentar corretamente esses suplementos não seriam tão largamente consumidos, pois, esses suplementos são estrategicamente consumidos como um apelo emergencial para a perda de peso rápido.
      Como funcionam os suplementos queimadores de gordura ou termogênicos
      Os queimadores de gordura (termogênicos) atuam no processo de lipólise, que é processo de degradação de triglicérides em ácidos graxos. Esse processo é dependente da enzima Lipase Hormônio Sensível (HS).
      Após o consumo dos termogênicos ou Fat Burners, ocorre no metabolismo uma sequência de reações metabólicas que aumentam a termogênese, que é induzida e comandada na fase 1 pela liberação de noradrenalina, que atua como primeira mensageira, seguida pela ativação da AMPc, que atua como segunda mensageira para a cascata de reações químicas que comandam a termogênese. Estes eventos vão ativar a Termogenina (dos genes UCP1).
      O tecido adiposo, mais especificamente a gordura branca, apresenta várias funções como fornecimento de energia. É a maior reserva energética do corpo. Um jovem adulto possui em média de 10 a 15 kg dessa reserva armazenada no corpo, que totaliza um potencial de reserva energética de 140.000 calorias.
      As células de gordura branca regulam o balanço energético do organismo como um todo, ao estocar excesso de calorias ingeridas como Triacilgliceróis (triglicérides) e liberando-as na forma de energia quando esta demanda energética for necessária.
      A termogênese é basicamente um processo de geração de calor.
      As celulas de gordura marrom fazem com que o organismo elimine calorias em excesso através da produção de calor, isso explica o porquê em certas pessoas o excesso de calorias aumentam as reservas de gordura branca e em outras não, sendo que isso é determinado pela genética.
      Logo, enquanto as células de gordura branca estocam triglicerides, as células de gordura marrom (tecido especializado em gerar termogênese) responsável pela fosforilação oxidativa, mobilizam gorduras.
      O potencial termogênico da gordura marrom depende da quantidade de hiperplasia dessas células e da concentração de termogenina gerada por essas células. Essa células são ativadas também pelo grau de estímulo do sistema nervoso simpático.
      A termogenese é classificada em obrigatória (é aquela ativada pela ação específica da ingesta dos nutrientes), e a adaptativa (que é comandada por hiperfagia, genótipo e temperatura ambiente).
      Um mecanismo termogênico defeituoso contribui com a dificuldade de manter o peso desejado e também está correlacionado com todos o modelos de obesidade.
      Origem dos termogênicos
      O uso de estimuladores de lipólise por termogênicos não é de hoje. Nas décadas de 1920, já se conheciam os efeitos do potente Dinitrofenol (DNP) e na décadas de 50 ja se usavam largamente alguns hormônios da tireóide.
      Hoje, alguns desses estimuladores de lipólise que atuam por termogêneses incluem:
      chá verde; citrus aurantium;  guaraná; noz de cola; mahuang; fucoxantina; capsiato. A fucoxantina como termogênico
      A fucoxantina é um dos termogênicos mais recentes e que é é um carotenóide extraído de algas nas profundezas do mar. A fucoxantina age estimulando o fígado a produzir DHA, fazendo com que o Gene UPC-1 ativa a mitocondria dos adipócitos, o resultado disso é um metabolismo basal mais acelerado.
      Capsiato: termogênico da pimenta vermelha
      Outro substância sendo atualmente explorada por suas ações termogênicas é o Capsiato que é um análago da Capsaicina. Esse são encontrados na família de frutas do Capsicum (pimentas vermelhas) que são utilizados a séculos como condimentos para dar estímulos gustativos. Estudos tem demonstrado que essa substância (Capsaicina ) apresenta notórios efeitos estimulante do metabolismo por ação termogênica, agindo por estímulo na liberação de catecolaminas, eleva a temperatura corporal promovendo aumento do gasto energetico em repouso, sendo assim o metabolismo suprime o acúmulo de gordura branca abdominal e visceral.
      Foi comprovado que esses ativos provenientes das famílias das pimentas vermelhas tem ações específicas no metabolismo termoregulador e lipolítico, fazendo com que haja elevação nos níveis de UPC-1, e ativando esses genes na mitocôndria dos tecidos gordurosos. Alguns estudos também apontaram com o uso de substâncias uma Hiperplasia as células de gordura marrom, fazendo que que o ocorra elavação da temperatura corporal e aumento do consumo de oxigênio.
      Porém, alguns estudos também demonstraram que essas substância têm potente ação neurológica se usadas em quantidades altas e com frequência, logo, sua admnistração deve ser em dosagens limitadas e por curtos períodos de tempo.
      Referências:
      Kobata K, Todo T, Yazawa S, Iwai K, and Watanabe T. Novel capsaicinoid-like substances, capsiate and dihydrocapsiate, from the fruits of a nonpungent cultivar, CH-19 Sweet, of pepper (Capsicum annuum L.). J Agric Food Chem 46: 1695-1697, 1998.
      Ohnuki K, Niwa S, Maeda S, Inoue N, Yazawa S, and Fushiki T. CH-19 Sweet, a nonpungent cultivar of red pepper, increased body temperature and oxygen consumption in humans. Biosci Biotechnol Biochem 65: 2033-2036, 2001.
       
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