Alice, boa colocação. Só faria uma distinção importante para não parecer que estamos falando de coisas opostas.
Quando eu falei em frequência alta para panturrilha, não quis dizer falha máxima, volume absurdo e destruição diária. Isso realmente pode virar só dor, fadiga e queda de performance. A lógica é usar frequência maior porque a panturrilha costuma tolerar bem estímulos mais frequentes, mas com dose controlada: algumas sessões mais pesadas, outras mais técnicas/metabólicas, e sempre observando recuperação.
Se a pessoa vai treinar panturrilha até a falha real, com muita carga, amplitude completa e várias séries duras, aí concordo que precisa espaçar mais. Nesse cenário, 5 a 10 séries semanais bem feitas podem render bastante. Agora, para quem faz pouca coisa, sempre no fim do treino, cansado, sem amplitude e sem progressão, colocar mais frequência costuma ajudar porque aumenta prática, qualidade de execução e exposição ao estímulo.
Sobre agachamento e leg press, eles podem contribuir, mas eu não contaria isso como trabalho principal de panturrilha para todo mundo. Depende muito da técnica, amplitude do tornozelo, antropometria e de como a pessoa executa. Para alguns, entra estímulo relevante; para outros, quase nada comparado a uma flexão plantar bem feita.
Então eu resumiria assim: panturrilha não precisa ser tratada como músculo mágico, mas também não dá para fingir que ela sempre responde bem ao protocolo mínimo padrão. O melhor caminho é começar com um volume recuperável, medir evolução de carga, reps e circunferência, e ajustar. Se a performance cai e a dor fica crônica, passou do ponto. Se não há estímulo nem progressão, ficou curto demais.
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Cláudio Chamini , · Postado 20 horas atrás 20 hr
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