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  • Arnaldo Santos.
    Arnaldo Santos.

    Assim parece um ciclo a sério!? Manda bala que vai lá! Deca está bem 2x na semana! Não tem máximo de HCG! Usa o  que é preciso!

  • Arnaldo Santos.
    Arnaldo Santos.

    É isso! Refrigerado, Não congelado! Mas se quiser pode por tudo nas seringas em doses e congelar! O meu ponho apenas no frigorifico.

  • Se você congelar em seringas o hcg com o pó e água que o acompanham fica tranquilo que dura anos!  Agora se você não tiver como congelar 20 seringas no congelador da sua casa (por motivos óbvios)

  • 1 mês depois...
  • 8 anos depois...

@usuariodoidao, o @Arnaldo Santos. te deu orientações boas em vários pontos, e vou dizer quais são para você não jogar fora o que estava certo. Mas existe um erro estrutural no seu plano que ninguém viu, e ele inutiliza a sua terapia pós ciclo inteira.

O erro é este. Você planeja iniciar a pós ciclo vinte e um dias depois da última aplicação de durateston. Só que você não vai usar apenas durateston. Você vai usar decanoato de nandrolona junto, nas mesmas dez semanas.

O que manda no momento de começar a pós ciclo não é o composto principal, é o éster mais lento que você usou. E o decanoato de nandrolona é justamente um dos mais lentos em uso, com meia vida da ordem de seis a doze dias. Vinte e um dias depois da última aplicação, ainda há nandrolona circulando em quantidade suficiente para manter o seu eixo hormonal freado.

O resultado prático é que você tomaria clomifeno e tamoxifeno enquanto o comando continua suprimido por outra substância. Você gastaria a pós ciclo inteira, sentiria que não funcionou, e provavelmente concluiria que precisa de doses maiores na próxima. Para nandrolona de éster longo, o intervalo antes de iniciar a pós ciclo precisa ser bem maior, e a única forma de saber o momento certo é dosar testosterona, LH e FSH em vez de contar dias no calendário.

Esse é o ponto mais importante da minha resposta.

O segundo é sobre o armazenamento do hCG, e aqui a informação que te passaram está errada em dois níveis.

Foi dito que congelar resolve o problema de bactéria, porque em temperatura negativa bactéria não sobrevive. Isso não procede. Congelamento não mata bactéria, apenas interrompe a multiplicação. É exatamente por isso que laboratórios de microbiologia guardam cepas bacterianas congeladas por anos, justamente para mantê las vivas. Ao descongelar, o que estava lá volta a se multiplicar. É a água bacteriostática, com álcool benzílico, que cumpre esse papel, e não o congelador.

E tem o segundo nível, que é mais direto. O hCG é uma glicoproteína, e congelar a solução reconstituída não é recomendado justamente porque os ciclos de congelamento e descongelamento danificam a estrutura da molécula. A orientação de armazenamento da solução reconstituída é geladeira, entre dois e oito graus, protegida da luz, com validade da ordem de trinta a sessenta dias conforme o diluente. Ou seja, você pode perder atividade do produto e ainda achar que o hCG não funcionou.

Nesse ponto, o @Arnaldo Santos. te respondeu certo. Guardar o frasco inteiro reconstituído na geladeira é a conduta correta, e os prazos que ele citou estão na faixa que a literatura de armazenamento indica. A sugestão de separar em seringas e congelar é que era o problema.

Some a isso a parte que você mesmo levantou, de viajar com a seringa congelada e ela descongelar no caminho. Uma solução proteica que descongela sem controle de temperatura e depois é aplicada é exatamente o cenário que se quer evitar. Se precisar transportar, o correto é bolsa térmica mantendo refrigeração, e não congelamento seguido de descongelamento no trajeto.

Terceiro ponto, e este é de segurança do produto.

Você perguntou se pode comprar hCG de uso veterinário, citou o Vetecor, e a resposta foi que sim, com indicação do Chorulon. Vale você saber, porque não foi dito, que os dois são produtos veterinários. Isso importa por um motivo concreto, que não é preconceito com veterinária. Medicamento de uso humano injetável é fabricado sob exigências específicas de esterilidade, de controle de endotoxinas, de teor do princípio ativo e de rastreabilidade de lote, voltadas para aplicação em pessoas. Produto veterinário segue outro conjunto de exigências, e a bula dele não responde por uso humano. Quando algo dá errado, não existe a quem recorrer, e não existe registro sanitário que ampare o uso.

Agora, o que estava certo no tópico e vale manter.

Usar anastrozol apenas se aparecerem sintomas de estradiol alto, em vez de preventivamente, é a conduta correta, e evita que você derrube o estradiol demais. Vale acrescentar que os sintomas de estradiol baixo, que são dor articular, queda de libido, dificuldade de ereção e humor ruim, se parecem com os de estradiol alto, e é por isso que a confirmação por dosagem importa antes de aumentar a dose do inibidor.

O esquema de hCG começando na segunda ou terceira semana e encerrando uma semana antes da pós ciclo também está correto, e o motivo é que o hCG estimula o testículo mas eleva estradiol, o que mantém o comando freado. Por isso ele precisa sair de cena antes de os moduladores entrarem. Manter dose baixa e contínua durante o ciclo é a abordagem que preserva melhor a função testicular, e você percebeu sozinho o problema quando perguntou sobre o estímulo do LH. Boa pergunta.

E fracionar a testosterona em mais aplicações, como o Arnaldo sugeriu, deixa o nível mais estável, porque o durateston tem uma fração de propionato que se esgota rápido.

Sobre a silimarina e a metionina, dois comentários. A evidência de proteção hepática pela silimarina em uso de anabolizantes é fraca, e ela não substitui o único indicador que serve, que é dosar TGO, TGP e gama GT antes, durante e depois. A metionina não tem função definida nesse contexto, e ingestão alta de metionina eleva homocisteína, o que não é o que você quer somar a um protocolo que já mexe com risco cardiovascular. Se não houver oral dezessete alfa alquilado no seu ciclo, o fígado nem é o órgão em maior risco. Se houver, o que protege é limitar dose e tempo, e não suplemento.

Agora as duas coisas que eu diria se você fosse meu paciente, e que ninguém disse.

A primeira é a dose total. Somando quinhentos miligramas de testosterona com quinhentos de nandrolona, você chega a mil miligramas semanais no segundo ciclo, aos dezenove anos, com quinze meses de treino. Isso não é progressão, é salto. E o custo mais previsível disso é hematócrito, porque testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. Hematócrito e hemoglobina precisam ser medidos antes e durante, e valor muito alto é motivo para interromper, e não para ajustar dose.

A nandrolona ainda acrescenta duas questões próprias. Por ser derivada de dezenove nor, ela tem atividade progestogênica e mexe com prolactina, o que produz aquela queda de libido e dificuldade de ereção que aparece mesmo com testosterona alta, e por isso prolactina entra na lista de exames. E o decanoato de nandrolona tem uma das janelas de detecção mais longas que existem em exame antidoping, descrita em até dezoito meses. Se houver qualquer chance de você competir em algo com controle, isso pesa.

A segunda é a idade, e digo isso sem sermão. Aos dezenove anos, o seu eixo hormonal está na fase de maior produção natural da vida, e os relatos de eixo que não recupera se concentram justamente em quem começou muito cedo. Você já fez um ciclo aos dezoito e nunca dosou testosterona, LH e FSH depois dele. Ou seja, você não sabe em que estado o seu eixo ficou, e está prestes a dobrar a carga em cima de um sistema cuja situação atual você desconhece.

Se houver uma única coisa a fazer antes de qualquer aplicação, é essa. Dosar testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina agora, oito meses depois do primeiro ciclo. Se o eixo não voltou, o segundo ciclo não é a decisão que está na mesa, e sim o tratamento disso.

Vale registrar também que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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