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HIPERTROFIA EM HOMENS

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Vcs comem demais...insulina tá sempre no pico e impede a construção de músculo, somente retenção e gordura.

Não se hormoniza acima de 20%de bf.

Drogas orais não funcionam sem uma injetável. Melhor perder o medo de agulha do que dinheiro.

Ciclos não funcionam se for menos de 8 semanas.

300mg/semana de droga é muito pouco. A não ser que vc seja um raquítico de 60kgs.

Creatina sempre.

Progressive Overload deve ser o método de treino.

Remada curvada com barra para construir dorsais grandes. Remada na polia é um LIXO.

Ciclo de carbo ou carb backloading para diminuir insulina e voltar a crescer.

Descansem na quarta feira. Se vc aguenta treinar todo dia é pq o seu treino é fofo.

 

Coach Vinicius Santos

  • 5 anos depois...
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@VINICIUS SANTOS, tópico sem nenhuma resposta em anos e com afirmações fortes o bastante para merecer uma. Concordo com parte da lista e discordo de outra parte, e vou item por item com o motivo.

Começo pelo que está certo, porque é bastante coisa. Sobrecarga progressiva como princípio central do treino: correto, e é a única variável que não tem substituto. Creatina sempre: correto, é o suplemento com mais evidência acumulada e é barato. Remada curvada com barra como construtora de dorsais: excelente exercício, sem discussão. E a ideia de não hormonizar com percentual de gordura muito alto tem fundamento real, porque tecido adiposo aromatiza testosterona em estradiol, e quem está muito gordo converte mais, retém mais e piora perfil metabólico. Como regra prática é boa, embora eu não trataria 20 por cento como uma linha mágica, e sim como faixa em que a conta começa a piorar.

Agora onde eu discordo, e com dados.

Sobre insulina no pico impedindo construção muscular e gerando só retenção e gordura: isso está invertido. A insulina é um hormônio anabólico e principalmente anticatabólico no músculo, ela inibe a degradação proteica e melhora a entrega de aminoácidos. Ela não bloqueia hipertrofia, ela participa dela. O que faz ganhar gordura é excedente calórico, não a presença de insulina. Isso já foi testado em condições controladas: em estudos de câmara metabólica com calorias e proteína igualadas, comparando dieta com pouco carboidrato e dieta com pouca gordura, a diferença na perda de gordura não favoreceu a restrição de carboidrato. Se a insulina fosse o gatilho do acúmulo, isso teria aparecido, e não apareceu. A ideia de "insulina no pico impede crescer" é a versão de academia do modelo carboidrato-insulina, e é justamente esse modelo que não se sustentou nos testes diretos.

Pelo mesmo motivo, ciclo de carboidrato e carb backloading não têm evidência de superioridade para hipertrofia ou perda de gordura quando calorias e proteína são iguais. São ferramentas de adesão, e funcionam para quem gosta delas, mas não porque manipulem insulina de forma vantajosa.

Sobre 300 mg por semana ser muito pouco: essa é a afirmação da lista que a literatura contradiz mais diretamente. No estudo de dose-resposta de Bhasin, publicado em 2001, homens jovens saudáveis tiveram o eixo suprimido e receberam 25, 50, 125, 300 ou 600 mg de enantato de testosterona por semana durante 20 semanas. A massa livre de gordura aumentou de forma dose-dependente, e os grupos de 300 e 600 mg tiveram ganhos expressivos de massa magra, de força no leg press e de potência. Ou seja, 300 mg por semana não é pouco, é dose que produziu resposta robusta e mensurável em ambiente controlado. Vale acrescentar que no estudo anterior do mesmo grupo, publicado no New England Journal em 1996, o grupo que usou 600 mg por semana sem treinar ganhou massa magra a mais do que o grupo que treinou sem usar nada. O que a dose maior traz junto é mais colateral, e é aí que a conversa deveria estar, não em chamar 300 mg de dose de raquítico.

Sobre orais não funcionarem sem injetável: como está escrito, não procede. Oxandrolona isolada produz ganho de massa magra em ensaios clínicos, inclusive em populações debilitadas, e stanozolol e metandienona isolados também produzem efeito. O motivo real para acompanhar oral com uma base de testosterona é outro, e é importante: o oral suprime o eixo e não repõe a testosterona que ele desligou, então a pessoa acaba com androgênio circulante insuficiente para função sexual e bem-estar, e aparece queda de libido e disfunção erétil no meio do uso. É um argumento de qualidade de vida e de segurança hormonal, não de eficácia. Ele fica mais forte quando dito assim, aliás.

Sobre ciclo abaixo de 8 semanas não funcionar: depende inteiramente do éster e do composto. Um ciclo curto com ésteres rápidos, como propionato e acetato, entrega nível estável em poucos dias e produz efeito bem antes de 8 semanas. Com enantato ou cipionato, que levam de 4 a 6 semanas para atingir estado de equilíbrio, aí sim ciclo curto é desperdício. A regra correta não é o número de semanas, é a farmacocinética do que se está usando.

Sobre remada na polia ser lixo: não é. Os estudos que comparam exercícios com volume e proximidade da falha equiparados não mostram exercício "inútil" dentro de um mesmo padrão de movimento. Remada na polia carrega o dorsal em perfil de resistência diferente da barra, com pico de tensão em outro ponto da amplitude e muito menos demanda de estabilização lombar, o que é exatamente a vantagem dela para quem já acumulou volume de terra e remada curvada na semana. Coisas diferentes, não uma boa e uma lixo.

Sobre descansar na quarta e "se você aguenta treinar todo dia seu treino é fofo": aqui o critério é o que me incomoda. Aguentar treinar com frequência alta não é sinal de treino fraco, é sinal de que o volume por sessão está distribuído. Alguém que faz 10 séries por grupo em dois dias se recupera melhor e costuma crescer mais do que quem faz as mesmas 10 séries de uma vez e passa três dias destruído. Dor e devastação não são medida de estímulo. A medida de estímulo é a carga subir ao longo dos meses.

Nada disso é implicância com a lista. É que ela vai ser lida por gente que chega pela busca e leva tudo como regra fechada, e três desses itens, insulina, dose de 300 mg e oral sem injetável, mudam decisão de verdade na vida de quem lê.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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