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Conhecendo o Estanozolol - Video aula com slides - Dr. João Fonseca

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Fala galera, blz? Sigo no meu projeto "Conhecendo os esteroides anabolizantes e bem estar", com a segunda video aula. Essa aula é sobre o Estanozolol. A gente aborda desde perfil da droga, dosagens, fins terapeuticos e fins esteticos.

Qualquer critica com o intuito de melhorar é bem vinda

 

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  • 3 anos depois...
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Iniciativa boa, e como o @drjoao.fonseca pediu crítica construtiva, vou registrar em texto os pontos que eu consideraria essenciais em uma aula sobre estanozolol. Faço isso por dois motivos. O primeiro é que conteúdo em vídeo hospedado fora do fórum desaparece com o tempo, e o tópico continua sendo encontrado por anos. O segundo é que esses pontos são justamente os que costumam ficar de fora quando se fala dessa substância.

O primeiro deles é o que mais gera confusão no meio. A forma injetável do estanozolol é tão hepatotóxica quanto a oral. Isso é uma exceção entre os injetáveis. A molécula é alquilada na posição dezessete independentemente da via, e é essa modificação que causa o dano hepático, não o fato de ser comprimido. Ou seja, a ideia difundida de que aplicar em vez de tomar protege o fígado está errada especificamente aqui. Quem usa a versão injetável precisa do mesmo acompanhamento hepático de quem usa a oral.

O segundo é o perfil lipídico, que costuma receber menos atenção do que merece e é provavelmente o efeito adverso mais relevante em quem usa por temporadas. O estanozolol está entre os androgênios que mais derrubam o colesterol HDL e elevam o LDL, e esse efeito aparece rápido, em semanas. É um efeito que não produz sintoma nenhum, o que faz com que passe despercebido justamente por ser silencioso. Perfil lipídico antes, durante e depois deveria ser item obrigatório em qualquer protocolo com ele.

O terceiro é a indicação terapêutica, que vale explicar porque ela ensina uma lição de dose. O uso aprovado é na profilaxia do angioedema hereditário, e as doses usadas ali são baixíssimas, da ordem de meio a dois miligramas por dia. Nessas doses, os exames hepáticos costumam se manter dentro da faixa normal mesmo em uso prolongado. As doses usadas com finalidade estética são muitas vezes maiores que isso, e é essa diferença de magnitude, e não a substância em si, que separa uso relativamente seguro de risco real.

O quarto é a queixa articular, que é o motivo mais comum de abandono. Ele não lubrifica menos a articulação por retirar líquido sinovial, como se costuma dizer. O que acontece é redução da retenção hídrica sistêmica e alteração no colágeno e no tecido conjuntivo, com relatos de rigidez e de dor tendínea, além de aumento do risco de ruptura de tendão quando se combina com aumento rápido de força. Vale o alerta para quem entra em fase de carga alta usando.

O quinto, para quem for abordar uso feminino, é que estanozolol é dos piores compostos para mulher, dose por dose mais virilizante do que a testosterona, com efeitos de diidrotestosterona que incluem queda de cabelo, aumento de clitóris e alteração de voz, sendo que os dois últimos tendem a permanecer.

E uma sugestão sobre o formato. Se a aula puder vir acompanhada de um resumo escrito no próprio tópico, com perfil, doses, exames de acompanhamento e sinais de parada imediata, ela sobrevive à quebra do link e fica indexada para quem pesquisa. Aula sobre substância controlada tem esse valor extra quando o material fica acessível sem depender de uma plataforma externa.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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