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Imagem sintética e meramente ilustrativa. Não é uma foto real.

Por que fisiculturistas morrem jovens? O risco por trás do shape extremo

Veja os números sobre coração, rim, trombose e exposição prolongada que ajudam a explicar as mortes precoces no fisiculturismo.

Não existe uma única causa capaz de explicar toda morte precoce no fisiculturismo. Infarto, parada cardíaca, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral, insuficiência de órgãos, suicídio e causas sem confirmação pública não podem ser colocados automaticamente na conta de um esteroide. O que existe é um padrão de exposição: massa corporal extrema, anos de anabolizantes, combinações de fármacos, pressão alta, alterações cardíacas, preparação com desidratação e decisões tomadas antes que apareçam sintomas.

Em GET SWOLE AND DIE? Orthopedic Surgeon Explains Why Bodybuilders Are Dying Young, o cirurgião ortopédico Chris Raynor não entrega um ciclo com miligramas. O vídeo de 18 minutos e 30 segundos oferece outros dados concretos: o relato de aproximadamente 10 anos de abuso de PEDs, uma combinação nominal de testosterona, Winstrol, trembolona, diuréticos e insulina e uma série renal em que 9 de 10 fisiculturistas apresentaram glomeruloesclerose segmentar e focal.

Esses pontos permitem uma análise muito mais útil do que dizer apenas que “abusar faz mal”. A pergunta correta não é qual dose mata. É quais exposições se acumulam, quais órgãos mostram dano mensurável e o que os estudos conseguem ou não provar.

Este conteúdo é informativo. Não prescreve esteroides, diuréticos, insulina ou hormônio do crescimento.

Não há um protocolo em miligramas

A primeira conclusão concreta é uma ausência: Chris Raynor não informa doses, frequência de aplicação, duração de ciclo nem proporção entre compostos. Há uma breve menção a fóruns com “melhores ciclos”, sem transformar aquela discussão em protocolo.

Isso impede afirmar que determinado atleta morreu porque usou uma quantidade específica. Também impede reconstruir um ciclo a partir dessa apresentação. Qualquer tabela com miligramas atribuída a Chris Raynor seria inventada.

O que a fonte efetivamente nomeia é uma pilha de cinco elementos:

  • testosterona
  • Winstrol, nome comercial associado ao stanozolol
  • trembolona
  • diuréticos
  • insulina

Hormônio do crescimento também aparece na explicação de que a insulina pode ter efeitos diferentes quando combinada com esteroides ou GH. A lista ilustra polifarmácia. Ela não prova que todos os atletas citados usaram esses itens, nem que o risco de cada um seja idêntico.

Dez anos de exposição são um dado, não um detalhe

Um trecho com Larry Wheels registra que ele vinha abusando de PEDs havia cerca de 10 anos. O total acumulado em miligramas não é informado, mas a duração muda a interpretação do risco.

Pressão arterial elevada durante poucos dias e pressão elevada repetida por anos não representam a mesma carga. O mesmo vale para HDL reduzido, hematócrito alterado, supressão hormonal e remodelamento cardíaco. A exposição acumulada ajuda a explicar por que um usuário pode se sentir bem durante vários ciclos e descobrir dano apenas depois.

O próprio alerta de Wheels é não esperar sintomas para avaliar biomarcadores, especialmente os cardiovasculares. Esse conselho é concreto porque cardiomiopatia, aterosclerose e doença renal podem avançar sem produzir um sinal proporcional à gravidade.

O estudo cardíaco comparou 86 usuários com 54 não usuários

O estudo de Baggish e colaboradores, publicado na Circulation em 2017, avaliou 140 homens experientes em musculação, de 34 a 54 anos. Eram 86 usuários que relataram pelo menos dois anos acumulados de esteroides anabolizantes e 54 não usuários.

Os resultados colocam números no termo “toxicidade cardiovascular”:

  • Fração de ejeção do ventrículo esquerdo: média de 52% nos usuários contra 63% nos não usuários.
  • Relaxamento diastólico: velocidade média de 9,3 cm/s nos usuários contra 11,1 cm/s nos não usuários.
  • Usuários que estavam em uso no momento da avaliação: fração de ejeção média de 49%, contra 58% entre os usuários que estavam fora de uso.
  • Placa coronariana: volume mediano de 3 mm³ nos usuários contra 0 mm³ nos não usuários, com distribuições amplas nos dois grupos.

Fração de ejeção é a proporção de sangue expulsa pelo ventrículo esquerdo a cada contração. Ela não resume toda a função do coração, mas a diferença entre os grupos é relevante. O estudo também encontrou associação entre maior tempo acumulado de uso e maior carga de aterosclerose coronariana.

O limite precisa acompanhar o número. O desenho foi transversal, a exposição foi relatada pelos participantes e não houve randomização. Portanto, os resultados demonstram associação consistente, não a dose exata que produzirá dano em uma pessoa específica.

Uma coorte de 1.189 usuários encontrou até 8,9 vezes o risco de cardiomiopatia

Uma pesquisa publicada em 2025 acompanhou homens sancionados por uso de anabolizantes em academias dinamarquesas. Foram comparados 1.189 usuários com 59.450 controles da população geral, ao longo de uma média de 11 anos.

Depois dos ajustes estatísticos, o uso de esteroides foi associado aos seguintes riscos:

  • infarto agudo do miocárdio: 3,00 vezes o risco
  • angioplastia ou cirurgia de revascularização: 2,95 vezes
  • tromboembolismo venoso: 2,42 vezes
  • arritmias: 2,26 vezes
  • cardiomiopatia: 8,90 vezes
  • insuficiência cardíaca: 3,63 vezes

O maior número foi o da cardiomiopatia, mas “8,90 vezes” é uma razão de risco ajustada, não a afirmação de que 8,9 em cada 10 usuários adoecerão. A pesquisa também não consegue separar o efeito de cada substância, dose, dieta, estimulante ou comportamento associado.

Mesmo com essas limitações, o tamanho da amostra e o seguimento tornam o achado mais informativo do que uma coleção de mortes famosas. Ele mostra que o sinal cardiovascular não depende apenas de relatos isolados.

Um ciclo mediano de 901 mg por semana não provou hipercoagulação simples

O estudo HAARLEM oferece um raro retrato quantitativo de ciclos reais. Cem atletas amadores iniciaram voluntariamente um ciclo e foram acompanhados por dois anos. A duração mediana foi de 13 semanas, com intervalo interquartil de 10 a 23 semanas. A dose semanal mediana somando os anabolizantes foi de 901 mg, com intervalo interquartil de 634 a 1.345 mg.

Esses números descrevem a amostra e não constituem recomendação. Durante o uso, diferentes proteínas de coagulação e anticoagulação aumentaram. A proteína S subiu 22%, o D-dímero aumentou 1,3 vez e o tempo de lise do coágulo ficou oito minutos mais longo.

Apesar dessas alterações, o balanço global não mostrou um estado pró-coagulante simples. Os parâmetros retornaram aos valores basais três meses depois da interrupção. Isso ajuda a corrigir uma simplificação: não basta ver um marcador subir e concluir automaticamente que todo ciclo produz trombose pelo mesmo mecanismo.

Ao mesmo tempo, a coorte dinamarquesa de longo prazo encontrou associação de 2,42 vezes com tromboembolismo venoso. Os estudos respondem a perguntas diferentes. Um mede marcadores durante ciclos de curta duração. O outro observa eventos clínicos ao longo de anos.

O caso renal foi muito mais grave do que “rim sobrecarregado”

A série de Herlitz e colaboradores analisou 10 fisiculturistas com abuso prolongado de anabolizantes. O índice de massa corporal médio era 34,7 kg/m². Os participantes não apresentavam apenas creatinina discretamente elevada por terem muita massa muscular.

Os achados foram:

  • proteinúria média: 10,1 g por dia, variando de 1,3 a 26,3 g por dia
  • creatinina sérica média: 3,0 mg/dL, variando de 1,3 a 7,8 mg/dL
  • síndrome nefrótica: presente em 3 dos 10 participantes
  • glomeruloesclerose segmentar e focal: encontrada na biópsia de 9 participantes
  • atrofia tubular e fibrose intersticial de pelo menos 40%: observadas em 7 biópsias

O acompanhamento médio foi de 2,2 anos em oito pacientes. Um evoluiu para doença renal terminal. Sete interromperam os anabolizantes e apresentaram estabilização ou melhora da creatinina, além de redução da proteinúria. Um voltou a usar e sofreu recaída da proteinúria e da insuficiência renal.

É uma série pequena e selecionada, portanto não mede a frequência desse problema entre todos os usuários. Ainda assim, a melhora após interrupção e a recaída após retomada reforçam a preocupação com sobrecarga adaptativa e possível toxicidade direta.

O caso principal usava 1.000 mg de testosterona por semana

O artigo renal descreve em detalhes o paciente que iniciou a investigação. Era um fisiculturista profissional de 30 anos, com 134 kg, 1,80 m e índice de massa corporal de 41,2 kg/m². Ele relatou mais de uma década de anabolizantes e utilizava testosterona injetável, metil-1-testosterona oral, hormônio do crescimento e insulina.

No momento da biópsia, o esquema documentado era:

  • testosterona: 500 mg por via intramuscular duas vezes por semana, totalizando 1.000 mg semanais
  • hormônio do crescimento: 4 UI em cinco dias da semana
  • efedrina: 75 mg antes de cada treino
  • cafeína: 600 mg antes de cada treino
  • proteína alimentar: mais de 550 g por dia
  • creatina: 10 g por dia
  • aminoácidos de cadeia ramificada: 1.000 mg por dia
  • glutamina: 10 g por dia

Esse conjunto não é apresentado como “o protocolo que causa FSGS”. É o retrato de um único paciente exposto simultaneamente a grande massa corporal, dieta hiperproteica, anabolizantes, GH, insulina e estimulantes. Não é possível atribuir a lesão renal a apenas um componente.

O desfecho, porém, foi concreto: pressão de 145/80 mmHg, edema nas duas pernas, creatinina de 2,7 mg/dL, albumina de 1,9 g/dL e proteinúria de 26,3 g em 24 horas. A biópsia mostrou glomeruloesclerose segmentar e focal com características graves. O valor desse caso não está em copiar as doses, mas em enxergar o que uma pilha extrema pode esconder atrás de um físico impressionante.

Winstrol coloca o fígado na discussão

O Winstrol citado por Chris Raynor é associado ao stanozolol, um esteroide 17-alfa-alquilado. Segundo o LiverTox, essa classe está ligada a colestase, peliose hepática, adenomas e carcinoma hepatocelular.

A lesão colestática costuma aparecer entre um e quatro meses depois do início, mas pode surgir entre seis e 24 meses. O LiverTox estima colestase aguda em aproximadamente 1% dos pacientes tratados com metiltestosterona, danazol, stanozolol ou oximetolona. Essa estimativa vem de uso médico e não pode ser transferida diretamente para produtos clandestinos ou combinações de fisiculturismo.

Outro detalhe importante é que bilirrubina e sintomas podem estar muito alterados enquanto ALT e fosfatase alcalina permanecem apenas moderadamente elevadas. Exames “não tão altos” não excluem quadro relevante. Tumores hepáticos aparecem sobretudo após exposições longas, frequentemente entre cinco e 15 anos, embora existam relatos mais precoces.

Diurético e insulina acrescentam riscos agudos

Na preparação para o palco, diuréticos são usados para reduzir água corporal e aumentar a definição visual. Produto e dose não são informados. O risco descrito é a perda de sódio e água acompanhada de alterações de potássio, sódio, cálcio e magnésio, eletrólitos necessários à condução elétrica cardíaca.

Insulina aparece como recurso anabólico e de armazenamento de nutrientes. Novamente, não há unidades, horário ou protocolo. Reproduzir essas informações seria especialmente perigoso porque o problema imediato é hipoglicemia.

Os sintomas enumerados são nervosismo, tontura, tremor, suor, fome, fraqueza e palpitação. Casos graves podem evoluir para convulsão, perda de consciência e morte. Quando insulina, diuréticos, desidratação, estimulantes, esteroides e treino intenso se encontram, o risco não é a simples soma de cada item. Uma intervenção pode agravar a consequência da outra.

Infarto e parada cardíaca não são sinônimos

Infarto é um problema de circulação: uma artéria bloqueada impede que sangue oxigenado alcance parte do coração. Parada cardíaca é um problema elétrico: uma arritmia impede o coração de bombear de modo efetivo.

Um infarto pode desencadear uma parada, mas também pode haver parada sem infarto como evento inicial. Essa distinção importa ao interpretar notícias sobre atletas. “Morreu do coração” não identifica mecanismo, substância, dose ou cadeia causal.

Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, desmaio e palpitação acompanhada de mal-estar exigem avaliação urgente. Pessoa inconsciente, sem respiração normal ou apenas com suspiros precisa de acionamento imediato do serviço de emergência e ressuscitação por quem souber realizá-la.

O que monitorar sem fingir que existe ciclo seguro

Larry Wheels defende que usuários não esperem sintomas para verificar biomarcadores. O princípio é válido, mas “fazer exame” não pode ficar abstrato. A avaliação clínica costuma precisar separar diferentes eixos:

  • pressão e ritmo: pressão arterial medida corretamente, sintomas, eletrocardiograma e investigação de arritmias quando indicada
  • estrutura e função cardíaca: ecocardiograma e outros exames definidos pelo risco individual
  • aterosclerose: perfil lipídico e avaliação coronariana quando houver indicação médica
  • sangue: hemograma e hematócrito
  • rim: creatinina interpretada no contexto da massa muscular, urina e quantificação de proteína quando necessária
  • fígado: enzimas, bilirrubinas, sintomas e imagem quando indicada
  • metabolismo: glicemia, eletrólitos e outros marcadores conforme as substâncias usadas

Essa lista não torna abuso seguro e não substitui consulta. Ela mostra por que um único exame normal não absolve o conjunto. Fração de ejeção, placa coronariana, pressão, rim e fígado podem seguir trajetórias diferentes.

Por que não existe “a dose que mata”

Mortes precoces no fisiculturismo são multicausais. Dose total, anos de exposição, compostos, procedência, tamanho corporal, pressão, apneia do sono, genética, infecção, dieta, estimulantes, desidratação e acesso a atendimento mudam o risco.

Também existe um problema de informação. Muitos casos públicos não possuem autópsia divulgada, toxicologia completa ou histórico confiável. Associar automaticamente uma morte a trembolona, insulina ou diurético pode ser tão incorreto quanto negar qualquer papel da polifarmácia.

A evidência mais forte aparece quando diferentes desenhos apontam na mesma direção: pior função cardíaca em avaliação por imagem, maior incidência de eventos em coortes, lesões renais demonstradas por biópsia e mecanismos compatíveis com dano hepático e instabilidade elétrica.

Conclusão

Não há protocolo, miligramas ou frequência de ciclo na apresentação de Chris Raynor. Há algo mais honesto: aproximadamente 10 anos de abuso relatado, uma pilha que inclui testosterona, Winstrol, trembolona, diuréticos e insulina e o alerta para não esperar sintomas.

Os estudos tornam o risco mensurável. Usuários apresentaram fração de ejeção média de 52% contra 63% em não usuários. Uma coorte encontrou risco 8,90 vezes maior de cardiomiopatia e três vezes maior de infarto. Nove de 10 fisiculturistas de uma série renal tinham glomeruloesclerose segmentar e focal.

Nenhum desses números permite prever quem morrerá ou montar um ciclo “aceitável”. Eles demonstram por que shape extremo não funciona como atestado de saúde e por que tempo, combinações e dano silencioso importam tanto quanto o que aparece no espelho.

FAQ

Chris Raynor revela as doses usadas pelos fisiculturistas?

Não. Não há miligramas, frequência, duração de ciclo ou proporção entre compostos. A fonte nomeia testosterona, Winstrol, trembolona, diuréticos e insulina, mas não apresenta um protocolo reproduzível.

O que significa risco 8,90 vezes maior de cardiomiopatia?

É uma razão de risco ajustada observada em uma coorte. Não significa que 8,9 em cada 10 usuários desenvolverão cardiomiopatia. Significa que o evento ocorreu proporcionalmente mais no grupo exposto durante o acompanhamento.

O estudo HAARLEM recomenda 901 mg por semana?

Não. Esse foi o total semanal mediano relatado pelos participantes, usado para descrever a exposição real da amostra. Não é uma dose terapêutica nem uma recomendação.

Creatinina alta em fisiculturista é sempre consequência de muita massa muscular?

Não. Massa muscular interfere na interpretação, mas proteinúria importante, queda de função renal e alterações na urina exigem investigação. Na série citada, nove participantes tiveram lesão confirmada por biópsia.

Exames tornam o uso de anabolizantes seguro?

Não. Eles podem detectar problemas e orientar intervenção, mas não eliminam os riscos de exposição prolongada, combinações, produto clandestino ou resposta individual.

Referências

  1. RAYNOR, Chris. GET SWOLE AND DIE? Orthopedic Surgeon Explains Why Bodybuilders Are Dying Young. YouTube, 17 jul. 2022. Disponível em: https://youtu.be/BwciAdSGIwE. Acesso em: 31 jul. 2026.
  2. BAGGISH, Aaron L. et al. Cardiovascular Toxicity of Illicit Anabolic-Androgenic Steroid Use. Circulation, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28533317/. Acesso em: 31 jul. 2026.
  3. WINDFELD-MATHIASEN, Josefine et al. Cardiovascular Disease in Anabolic Androgenic Steroid Users. Circulation, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39945117/. Acesso em: 31 jul. 2026.
  4. CAMILLERI, Eleonora et al. Coagulation profiles during and after anabolic androgenic steroid use: data from the HAARLEM study. Research and Practice in Thrombosis and Haemostasis, 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38077826/. Acesso em: 31 jul. 2026.
  5. CHANG, Simon et al. Anabolic Androgenic Steroid Abuse: The Effects on Thrombosis Risk, Coagulation, and Fibrinolysis. Seminars in Thrombosis and Hemostasis, 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30267392/. Acesso em: 31 jul. 2026.
  6. NATIONAL INSTITUTE OF DIABETES AND DIGESTIVE AND KIDNEY DISEASES. Androgenic Steroids. LiverTox, 2020. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK548931/. Acesso em: 31 jul. 2026.
  7. HERLITZ, Leal C. et al. Development of focal segmental glomerulosclerosis after anabolic steroid abuse. Journal of the American Society of Nephrology, 2010. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19917783/. Acesso em: 31 jul. 2026.
  8. AMERICAN HEART ASSOCIATION. What is cardiac arrest? Why is it so deadly? 2025. Disponível em: https://newsroom.heart.org/news/what-is-cardiac-arrest. Acesso em: 31 jul. 2026.

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