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Leandro Peres e Donaire abrem protocolo Open de 140 kg

Leandro Peres e Donaire revelam doses, treino, dieta e decisões do protocolo Open de 140 kg, com revisão científica dos riscos.

Um atleta Open com cerca de 140 kg não é construído com “uma dose moderada” nem com uma lista vaga de recursos. Em “Leandro Peres & Donaire - Protocolos Open + Resenha”, Leandro Peres e seu treinador Donaire abriram o off-season atual com números: 750 mg de enantato de testosterona, 450 mg de NPP, 150 mg de MENT, 50 mg de Hemogenin antes do treino, 8 UI de GH por dia e 15 UI de insulina rápida.

A utilidade do caso está menos em copiar a planilha e mais nas decisões ao redor dela. O MENT seria retirado porque Leandro perdeu motivação para tarefas de que gostava. Uma experiência anterior com trembolona a cada 12 horas foi abandonada pelo impacto mental. A comida chegou a subir cerca de 30% sem melhorar o físico. O treino reduziu volume, manteve carga e passou a contar apenas as séries realmente produtivas.

As doses abaixo descrevem um relato de fisiculturismo profissional, não uma prescrição. Testosterona, nandrolona, MENT, oximetolona, GH e insulina em combinação formam um protocolo de alto risco, sem validação clínica para hipertrofia em pessoas saudáveis.

O protocolo atual de Leandro Peres

Donaire leu a programação compartilhada com o atleta e confirmou os seguintes números para o off-season:

Recurso

Quantidade relatada

Como entrou na estratégia

Enantato de testosterona

750 mg por semana

Base androgênica do protocolo

NPP, fenilpropionato de nandrolona

450 mg por semana

Composto que seria mantido no ajuste seguinte

MENT, trestolona

150 mg por semana

Teste interrompido por efeito mental indesejado

Hemogenin, oximetolona

50 mg antes do treino

O total informado foi de 350 mg por semana, o que pressupõe uso diário

GH

8 UI por dia

Com possibilidade de subir para 12 UI em períodos específicos

Insulina rápida

15 UI por dia

Dividida entre pré e pós-treino segundo a explicação

Somando apenas os esteroides com quantidade semanal expressa, o protocolo chega nominalmente a 1.700 mg por semana: 750 mg de testosterona, 450 mg de NPP, 150 mg de MENT e 350 mg de oximetolona. Essa soma não significa equivalência biológica entre as drogas. Um miligrama de MENT não tem a mesma potência nem o mesmo perfil de risco de um miligrama de testosterona.

Também não se trata de reposição hormonal. A diretriz da Endocrine Society reserva testosterona para homens com sintomas e níveis inequivocamente baixos confirmados em exames repetidos. O objetivo clínico é restaurar a faixa fisiológica, não sustentar um conjunto de vários andrógenos em doses suprafisiológicas.

MENT a 150 mg: a perda de motivação mudou o plano

O número mais revelador não foi o que entrou, mas o que saiu. Leandro descreveu redução da vontade de cozinhar e de realizar atividades que normalmente lhe davam prazer. Não relatou agressividade. A sensação foi de apatia e perda de iniciativa. Donaire havia começado com 150 mg por semana e cogitava chegar a 300 mg, mas decidiu interromper o MENT antes de aumentar.

Essa decisão mostra um critério concreto: se o recurso piora o funcionamento mental durante uma fase em que o atleta deveria treinar, comer e viver bem, o ganho de densidade não compensa. MENT, também chamado de trestolona, é um andrógeno sintético potente estudado experimentalmente como contraceptivo masculino. Em um ensaio com implantes, reduziu testosterona endógena em 93%, LH em 97% e FSH em 95% nos grupos de maior exposição. Esses dados não validam o uso de 150 mg por semana para fisiculturismo e deixam claro o grau de supressão do eixo.

A fala não prova que o MENT causou a apatia. O protocolo continha várias drogas e não houve retirada controlada. Mesmo assim, reconhecer a mudança comportamental e recuar foi mais responsável do que normalizar o sintoma.

Trembolona a cada 12 horas: o físico não pagou a conta mental

Uma tentativa anterior usou trembolona a cada 12 horas. O resultado foi considerado ruim porque o estado mental se deteriorou. A avaliação não ficou restrita à percepção do próprio atleta. Pessoas próximas notaram a mudança, enquanto ele dizia estar bem.

Essa é uma lição prática importante para qualquer acompanhamento: alteração de humor pode ser mais visível para quem convive com o atleta. Ensaios controlados com esteroides mostram, em média, um aumento pequeno de agressividade autorrelatada, mas doses e combinações de palco são muito diferentes das estudadas. A literatura também associa uso prolongado a transtornos de humor, dependência e sintomas de abstinência. Não existe base para prever com segurança quem terá uma reação intensa.

Na preparação seguinte, a estratégia foi reduzir a exposição. Uma passagem cita 700 mg por semana, mas não identifica com segurança qual composto estava sendo quantificado. Por isso, esse número não pode ser transformado em dose de trembolona ou de testosterona.

GH de 8 para 12 UI e insulina limitada a 30 UI

O off-season atual usa 8 UI de GH por dia. Donaire relatou períodos anteriores com 12 UI e considerou voltar a esse patamar em momentos específicos. Em outro trecho surgiu 14 UI como máximo, mas a atribuição ficou contraditória sobre quem havia usado essa quantidade. O valor repetido e claramente atribuído ao planejamento de Leandro foi 12 UI.

A insulina rápida está em 15 UI por dia, distribuída entre pré e pós-treino. O maior total já usado com Leandro foi 30 UI por dia, sempre de ação rápida. A proposta seguinte foi evitar o uso diário: aumentar calorias, GH e insulina nos dias de treino de inferiores, prioridade atual do físico, e segurar calorias nos demais dias.

Isso descreve a lógica do treinador, mas não torna a estratégia segura. Insulina rápida começa a agir em aproximadamente 15 minutos. Uma dose maior do que a necessidade pode causar hipoglicemia, confusão, convulsão, coma e morte. Há relato médico publicado de um fisiculturista de 30 anos que chegou em coma por hipoglicemia grave após uso oculto de insulina e precisou de infusões repetidas de glicose.

O GH também não entrega apenas massa magra. Em ensaio randomizado com atletas recreacionais, 2 mg por dia reduziram gordura e aumentaram massa magra, mas parte do aumento veio de água extracelular. Força, salto e capacidade aeróbica não melhoraram de forma significativa. Edema, dor articular, síndrome do túnel do carpo, resistência à insulina e diabetes aparecem entre os riscos prováveis do excesso de GH.

Menos comida funcionou melhor para um físico de 140 kg

Leandro chegou a manter seis refeições com aproximadamente 300 a 350 g de arroz e pouco mais de 200 g de alimento proteico em cada uma. O peso do alimento proteico não deve ser confundido com 200 g do macronutriente proteína. A dieta foi elevada em cerca de 30%, mas o físico não evoluiu na mesma direção.

A resposta foi reduzir a pressão digestiva. No off-season atual, ele continuava perto de 140 kg, com menos comida, menos fármacos e aparência mais sólida. O objetivo deixou de ser simplesmente empilhar calorias. Passou a ser digerir, absorver, treinar bem e preservar o trato gastrointestinal para uma carreira Open.

O treinador relatou exames a cada três meses e investigação das idas frequentes ao banheiro. Esse intervalo é um dado concreto do acompanhamento, mas “exames 100%” não eliminam risco cardiovascular, renal ou psiquiátrico. Em uma coorte dinamarquesa, usuários identificados de esteroides tiveram mortalidade significativamente maior que controles. Outra coorte sueca encontrou o dobro da taxa combinada de morbidade e mortalidade cardiovascular entre homens que testaram positivo para anabolizantes.

Teste de sensibilidade alimentar exige cautela

O acompanhamento incluiu um painel de “hipersensibilidade alimentar” para orientar trocas na dieta. A validade depende do método. Testes de IgG ou IgG4 vendidos como diagnóstico de intolerância não são recomendados pela American Academy of Allergy, Asthma & Immunology. A presença de IgG pode refletir apenas contato ou tolerância ao alimento.

Diarreia, distensão, dor, refluxo ou perda de desempenho digestivo merecem investigação clínica. Isso pode envolver histórico alimentar, exclusões direcionadas, testes validados para condições específicas e avaliação gastroenterológica. Retirar dezenas de alimentos com base apenas em um painel de IgG pode aumentar restrições sem resolver a causa.

Duas ou três séries válidas, não duas séries totais

O treino reduziu o volume em relação ao que Leandro fazia, mas não virou um protocolo minimalista improvisado. Cada exercício inclui várias séries preparatórias de 3 a 4 repetições para reconhecer a carga sem acumular fadiga. Depois entram 2 a 3 séries válidas. No supino descrito, foram aproximadamente 10 a 12 repetições controladas, com ajuda apenas para manter o movimento quando a velocidade começava a cair.

As regras operacionais foram estas:

  • manter carga alta sem sacrificar a trajetória

  • conduzir a repetição, em vez de apenas empurrar o peso

  • contar como volume produtivo as séries próximas da falha

  • reduzir volume quando a recuperação piorar, preservando intensidade

  • na semana final, diminuir inflamação do treino para evitar retenção de água

Leandro relatou ficar sem dor após a mudança. Isso não prova superioridade universal de baixo volume. Meta-análises mostram que chegar à falha absoluta não é obrigatório para hipertrofia e que séries próximas da falha podem funcionar em diferentes faixas de repetição. Para um atleta avançado, o benefício prático foi controlar fadiga e manter qualidade em cada repetição.

Peptídeos citados não faziam parte do protocolo atual

Donaire destacou HGH Frag 176-191 e IGF-1 LR3 como recursos que gostaria de usar se encontrasse procedência confiável. Ele associou experiências pessoais anteriores com IGF-1 LR3 a menor necessidade de insulina. Nenhum dos dois, porém, havia sido usado na preparação atual de Leandro.

Esse limite é essencial. HGH Frag e IGF-1 LR3 circulam em protocolos informais com evidência humana muito menor do que a propaganda sugere. A lista de substâncias proibidas da WADA inclui GH, seus fragmentos e fatores de crescimento relacionados ao eixo GH-IGF-1. Produto clandestino ainda acrescenta risco de concentração errada, contaminação e substância diferente do rótulo.

O que não deve virar protocolo para iniciante

Ao responder sobre um segundo ciclo, os participantes citaram testosterona com Deca de farmácia e lembraram apresentações de 50 mg. Faltaram diagnóstico, dose total, duração, fertilidade, pressão arterial, hematócrito, lipídios, função cardíaca e plano de interrupção. Portanto, essa passagem não sustenta uma orientação segura.

Também houve palpites sobre o que outros atletas usariam, incluindo números extremos. Palpite não é prontuário. Essas estimativas não servem para inferir dose real, resultado ou risco de terceiros e foram excluídas da análise do protocolo de Leandro.

Conclusão

Leandro Peres e Donaire abriram um protocolo raro em nível de detalhe: 750 mg de testosterona, 450 mg de NPP, 150 mg de MENT, 50 mg de oximetolona antes do treino, 8 UI de GH e 15 UI de insulina rápida. Mais útil do que decorar a tabela é observar as correções. O MENT saiu por apatia. A trembolona frequente saiu por impacto mental. A comida baixou depois de um aumento de 30% não produzir evolução. O treino passou a separar aquecimento de séries realmente válidas.

O caso também desmonta a ideia de que acompanhamento e exames transformam doses suprafisiológicas em prática segura. Monitorar pode detectar problemas e orientar recuos. Não apaga os riscos de polifarmácia, hipoglicemia, supressão hormonal, doença cardiovascular e efeitos psiquiátricos. Este material é informativo e não substitui avaliação médica individual.

FAQ

Qual protocolo Leandro Peres relatou no off-season?

Foram citados 750 mg de enantato de testosterona por semana, 450 mg de NPP por semana, 150 mg de MENT por semana, 50 mg de Hemogenin no pré-treino, 8 UI de GH por dia e 15 UI de insulina rápida por dia.

Por que o MENT seria retirado?

Leandro percebeu apatia e menor vontade de realizar atividades de que gostava. O treinador desistiu de subir de 150 para 300 mg e decidiu trocar o composto, porque o desconforto mental não compensava a densidade percebida.

Qual foi o máximo de GH e insulina citado?

O planejamento de Leandro repetiu 12 UI de GH por dia como máximo usado em determinados períodos. A insulina chegou a 30 UI por dia, sempre de ação rápida. No off-season atual, os valores eram 8 UI de GH e 15 UI de insulina.

Como ficou o treino com menos volume?

Entraram várias séries preparatórias de 3 a 4 repetições e depois 2 a 3 séries válidas. No exemplo do supino, Leandro fez aproximadamente 10 a 12 repetições controladas, com carga alta e trajetória conduzida.

Os peptídeos HGH Frag e IGF-1 LR3 estavam em uso?

Não. Eles foram citados como possibilidades futuras e como experiências anteriores de Donaire, mas não faziam parte da preparação atual de Leandro.

Referências

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