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Toxi

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    Toxi got a reaction from Cabralkarina in Ciclo Dianabol em mulher   
    Dianabol é "perigosa" em termo de virilização e toxicidade hepática. Existe uma coisa muito melhor para adicionar massa muscular em mulheres e eu vou lhes dizer o que é, essa droga se chama oximetolona. Pra quem sabe o que faz com a moça isso é maravilhoso.
    Quem fala que os ganhos são todos de água não sabe o que está falando.
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    Toxi got a reaction from Andressa Souza in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
  3. Thanks
    Toxi got a reaction from Befit in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
  4. Thanks
    Toxi got a reaction from Blindão in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
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    Toxi got a reaction from Mariane Souza in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
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    Toxi got a reaction from Cih_Pandora in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
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    Toxi got a reaction from Cih_Pandora in A verdade sobre Silimarina e o Xantinon! (por Luiz Paulo)   
    A verdade sobre Silimarina e o Xantinon!
    Por Luiz Paulo
     
    Primeiro passo, vou citar aqui os 2 remédios mais usados [pra proteção hepática] que são a Silimarina e o Xantinon.
    1°) Silimarina = A silimarina é o nome genérico de um grupo de compostos naturais (silibina, silidianina e silicristina) extraída do fruto da planta medicinal Carduus marianus, reconhecida por sua atividade anti-hepatotóxica. A silimarina impede a peroxidação dos lipídeos da membrana celular e das organelas dos hepatócitos, protegendo, desta forma, a integridade e a função hepática de eventuais substâncias tóxicas, tanto de origem endógenas como exógenas. Age aumentando a síntese de RNA mensageiro, o que acelera a síntese protéica. 
    2°) Xantinon = O Xantinon é composto por dois aminoácidos - metionina e colina - importantes para o metabolismo lipídico e protéico que ocorre no fígado. Os seus componentes ativos atuam na mobilização e remoção do excesso de gorduras do hepatócito, além de fornecerem grupos metila para a síntese de colina no organismo. A formação dos componentes lipídicos das lipoproteínas plasmáticas torna-se, portanto, possível, o que facilita o transporte de gorduras pelo fígado. Os aminoácidos  presentes em Xantinon são, ainda, importantes para o metabolismo lipídico e para a síntese e manutenção das membranas celulares e participam de forma relevante na defesa antioxidante intracelular hepática, uma vez que estudos comprovaram que a repleção destes aminoácidos se opõe ao estresse oxidativo responsável pelo aumento nos produtos de perioxidação celular e de radicais livres e danos nas membranas celulares, restaurando as funções hepáticas.
    Você que está lendo deve estar pensando: "poxa essas drogas realmente são boas, protegem o fígado, melhoram a metabolização das gorduras, etc, vou usar durante meu próximo ciclo".
    Agora vem a realidade: VOCÊ ESTÁ SENDO ENGANADO!!!! BELAS PALAVRAS, NÃO DEVEM INFLUENCIAR TÃO FACILMENTE SUA CONDUTA.
    A indústria farmaceutica não vai jogar limpo com você, ela nao vai fazer a bula de uma forma que todos possam ter discernimento sobre os remédios, quanto mais informação, menos alienação, e isso seria péssimo para eles. E é sobre isso que eu venho falar! 
    NADA, repito, NADA, vai proteger seu fígado durante o ciclo. Primeiro, dependendo do perfil das drogas que forem utilizadas pouca coisa ira mudar na sua função hepática. Segundo, quando o ciclo envolver sobrecarga de drogas orais, o fígado pode ate ser mais penalizado, mas você NÃO vai desenvolver uma hepatite medicamentosa, a menos é claro, que tenha alguma pre-disposição genética para isso, ou ja esteja com problema metabólico, ou na pior das hipóteses, você programou o ciclo de bulk e acha que pode chutar o balde e ingerir qualquer tipo de gordura, seja saturada, insaturada, na quantidade que quiser, nesse caso vc é um forte candidato a desenvolver uma hepatite denominada gordurosa. 
    Os remédios ja citados e usados por muitos marombeiros, tem alguma utilidade ? Claro que tem, ambos PODEM ser usados, mas nao são prioridade, no tratamento de base de certos tipos de hepatites. Mas o que é hepatite ? Tudo que termina com "ITE" representa processo inflamatório, por exemplo, rinite, gastrite, pneumonite, e por ai vai. E hepato se refere ao fígado, mais precisamente ao hepatocito, que é a unidade funcional que compõe o fígado. Logo, hepatite é a inflamação hepática, com acometimento dos hepatócitos. A hepatite pode ter várias origens, por exemplo, por excesso de ingesta de alcool, por dieta rica em gordura, por vírus( tipos A,B e C) e por medicamentos.
    Os medicamentos para os quais a Silimarina e o Xantinon são uteis, NÃO INCLUEM OS ESTEROIDES e até mesmo as indicações das bulas não têm evidencias tão fortes e duradouras. O perigo por tras da utilização dessas drogas é que elas têm o poder de MASCARAR o resultado das principais enzimas hepáticas (TGO e TGP) no exame de sangue.
    Sabe porque isso ocorre ?
    Qdo é usado silimarina ou xantinon, eles criam uma verdadeira barreira em volta dos hepatócitos e impedem que eles liberem na corrente sanguinea suas enzimas, TGO e TGP, mas isso NÃO quer dizer que seu fígado vai bem, que estas drogas fizeram seu ciclo não maltratar o fígado. 
    Na medicina um dos princípios soberanos é: TRATAR O PACIENTE, NÃO O EXAME DELE. 
    Isso quer dizer que se voce usou esteroides pesados no ciclo, usou silimarina ou xantinon dai fez exame no fim e deu tudo certo, NÃO significa que vc esta bem. Os sinais clínicos como, ICTERÍCIA(pigmentação amarelada na esclera do olho, na pele das mãos), URINA COR DE CHÁ MATE, FEZES CLARAS( com aspecto de massa de vidraceiro) SERÃO SEMPRE MAIS IMPORTANTES DO QUE O RESULTADO DOS SEUS EXAMES. SEMPRE!!!!!!!
    Então vc pode perceber, que é possivel vc estar com seu exame de sangue super bonito após o ciclo e mesmo assim estar doente de alguma forma que só o profissional devidamente habilitado vai saber reconhecer. Nao use remédios que mascaram sintomas sem a devida indicação de um MÉDICO.  Até mesmo os antiinflamatórios não devem ser usados de rotina, independentemente de ser esteroidal ou não, mas isso é assunto para um outro texto. Outra coisa importante e bem simples: durante o ciclo, a coisa que vc menos precisa é de mais droga para metabolizar. 
    Resumindo, NÃO se deixe influenciar pelas experiencias das pessoas que usaram esses remedios durante o ciclo e viram que o exame fico bom, agora vcs ja sabem que essas drogas nao resolvem o problema da sobrecarga por esteroides, elas apenas MASCARAM os exames. 
    E se você leu o texto e ficou se perguntando " Ta, mas não existe nada que ajude a proteger o fígado no ciclo ?" 
    A resposta é: existe sim. Equilibre a distribuição dos nutrientes da dieta, não se sobrecarregue de gordura saturada, evites carnes vermelhas, leite integral, não abuse de drogas orais, até porque elas podem prejudicar não so o figado mas tbm o estomago, causando gastrite em pessoas mais sensíveis.
     

    Escrito por: Luiz Paulo
    Trabalha na empresa LOTHUC - Liga de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Universitário Cajuru
    Estudou Medicine na instituição de ensino Pontificia Universidade Catolica do Parana - PUC PR

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    Toxi got a reaction from Hawkins in ESTUDO SOBRE HORMÔNIOS E DIETA   
    Aplicações Clínicas das Vitaminas do Complexo B
    Telma Sígolo Roberto
    Médica
    Clínica
    Especialista em Terapia Nutricional
    Responsável pelo serviço de Terapia Nutricional do Hospital São Cristóvão
    Daniel Magnoni
    Médico Cardiologista e Nutrólogo
    Diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN)
    Celso Cukier
    Médico Cirurgião do Aparelho Digestório e Nutrólogo
    Diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN)

    RESUMO
    As vitaminas, especialmente as do complexo B ganham destaque na prática clínica diária. Inúmeros trabalhos ressaltam a necessidade de suplementação, principalmente em grupos especiais ( idosos, gravidez, infância e recuperação clínica de doenças agudas ou crônicas).
    As evidências clínicas apontam que todas as vitaminas do complexo B têm participação fundamental no metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas. Atuam de formas diferentes e em diversos sistemas enzimáticos, mas sempre participam como coenzimas na ativação de inúmeros processos metabólicos.
    As manifestações encontradas nos trabalhos científicos, relacionadas as deficiências de vitaminas do complexo B são, em sua grande maioria, neurológicas, dermatológicas e gastrointestinais. Existem também descrições de situações clínicas em que as vitaminas do complexo B atuam como fator terapêutico, entre elas, destacam–se, principalmente, gestação, lactação e envelhecimento. Nos casos de deficiências severas, naqueles que a atuação de saúde necessita de uma rápida recomposição dos estoques orgânicos, e em grupos especiais, a alimentação regular e/ou orientada não supre as necessidades clínicas. 
    Outro aspecto interessante na suplementação de vitaminas do complexo B reside no manuseio clínico de pacientes operados de obesidade mórbida, cirurgias restritivas e que causam síndromes disabsortivas. Nesses pacientes observa-se a nítida necessidade de suplementação dessas vitaminas, visto que, aumenta a incidência de casos graves de deficiências nutricionais no pós-operatório tardio.
    Existem inúmeras possibilidades de suplementação por via oral, nos produtos comerciais Devem ser observadas as características absortivas do tubo digestivo, explorando as possibilidades de incremento de absorção mediante utilização de intervalos entre as principais refeições.
     
    INTRODUÇÃO
    As vitaminas do complexo B têm como pontos em comum o fato de serem solúveis em água e participarem de sistemas enzimáticos essenciais para o metabolismoenergético de carboidratos, proteínas, lipídeos e ácidos nucléicos. Por serem hidrossolúveis não são armazenadas no organismo de forma
    considerável, de forma que um suprimento diário através da alimentação é fundamental para a prevenção de suas deficiências.
    As principais fontes destas vitaminas são as carnes vermelhas e o fígado. Como estão bastante inter-relacionadas em seus processos metabólicos, a deficiência de apenas uma vitamina do complexo B é rara. Da mesma forma, a ingestão inadequada de uma pode prejudicar a utilização das outras.
    As vitaminas do complexo B não têm valor calórico e são compostas por Tiamina (vitamina B1), Riboflavina (vitamina B2), Niacina (vitamina B3), Ácido
    Pantotênico (vitamina B5), Piridoxina (vitamina B6), Biotina (vitamina B7), Ácido Fólico (vitamina B9) e Cobalamina (vitamina B12).
    A seguir, será descrito detalhadamente a função de cada uma delas, bem como seu metabolismo, sinais clínicos de deficiência, principais fontes alimentícias e recomendações nutricionias diárias.
     
    Vitamina B1 - TIAMINA
    A tiamina, também conhecida como vitamina anti – neurítica, é fundamental para o metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras, pois em combinação com o fósforo forma a coenzima tiaminapirofosfato (TPP) que participa da reação de descarboxilação do piruvato a acetato e acetil Coa, substância doadora de energia no ciclo de Krebs. A TPP também participa da descarboxilção de outros alfa – cetoácidos derivados de aminoácidos.
    Por ser essencial ao metabolismo dos carboidratos quando há grande consumo deste macronutriente ou em situações de grande esforço físico, deve – se aumentar o consumo de tiamina para evitar sinais de deficiência. A tiamina também está envolvida nos processos digestórios, participa da manutenção do apetite e da transmissão de impulsos nervosos. É instável em meio alcalino, à radiação e à cocção dos alimentos (com perda de aproximadamente 25% deste nutriente neste processo). Alguns chás , peixes de água doce e moluscos produzem antitiaminases, fatores anti – vitamina B.
    A absorção de tiamina é feita no duodeno proximal e jejuno, na presença de meio ácido. Sua metabolização é feita no fígado e a excreção é renal. Quando a quantidade ingerida ultrapassa a capacidade de absorção, a tiamina é excretada nas fezes. A absorção está prejudicada com o consumo elevado de álcool que interfere no transporte ativo da substância e em situações de deficiências de folatos. O álcool também interfere na metabolização hepática da tiamina e aumenta sua excreção renal. Algumas drogas, principalmente as que causam náuseas e diminuição do apetite e as que aumentam o trânsito intestinal, diminuem a biodisponibilidade da tiamina por efeito antagônico. 
    As outras vitaminas do complexo B apresentam propriedade sinérgica à tiamina. A deficiência franca de vitamina B1 manifesta –se principalmente em pacientes alcoólatras e é denominada beribéri. Os sintomas principais são decorrentes da falta de energia ao sistema nervoso central e manifestam – se como fadiga, depressão, anorexia e instabilidade emocional em casos iniciais (ou crônicos) e na forma aguda levam à confusão mental, incoordenação motora e paralisia de nervo ocular. Podem aparecer também sintomas gastrointestinais e insuficiência cardíaca.
    Os sinais de deficiência de tiamina aparecem quando menos de 70 μg são excretados na urina. As reservas corporais de tiamina concentram – se em musculatura cardíaca e esquelética, fígado, rins e SNC. A mensuração de tiamina pode ser feita pelo sangue (valores de referência: 5 -
    7μg / 100 ml), pela urina (valores de referência: > ou igual a 27μg / g de creatinina) ou pela atividade da transcetalose eritrocitária, enzima que depende de TPP.
    A tiamina em altas doses pode ser tóxica somente em soluções de nutrição parenteral, porém, efeitos colaterais são relatados com a ingestão de doses diárias maiores que 400mg (náuseas, vômitos, prurido, urticária e hemorragia digestiva). A suplementação de tiamina pode ser feita através de complexos
    multivitamínicos orais. Nos casos de beribéri, as doses recomendadas vão de 100mg/dia em casos leves até 300mg / dia nos casos avançados. A polineuropatia alcoólica responde bem com doses de 10 – 15 mg/dia, enquanto no Delirium Tremens, podem ser administradas altas doses, intamuscular ou endovenosa, de tiamina associada com outras vitaminas. Altas doses de vitaminas diárias (100 – 600 mg) podem ser utilizadas para o tratamento de lombociatalgias, neurite trigeminal ou ótica e paralisia facial.
     
    Vitamina B2 - RIBOFLAVINA
    A riboflavina é fundamental no processo metabólico de proteínas, carboidratos e gorduras. Junta – se ao fósforo para formar duas coenzimas, FMN (flavina mononucleotídeo) e FAD (flavina adenina dinucleotídeo) que participam dos processos de oxi – redução celulares e transporte de elétrons, principalmente de hidrogênio. Além disso, a coenzima FMN participa do processo de ativação da piridoxina (Vitamina B6) e a FAD, da conversão do aminoácido triptofano em niacina (Vitamina B3). A riboflavina também está envolvida nos processos de manutenção da integridade cutânea.
    A reação de transformação da riboflavina em coenzima é mediada pelo hormônio tireiodiano tiroxina, de maneira que em situações de hipotireoidismo pode haver deficiência dessas coenzimas, mesmo com suprimento nutricional adequado. A riboflavina é estável ao calor, de forma que a cocção dos alimentos não leva a perdas desta vitamina. Porém, é instável em meio alcalino.
    Sua absorção é feita por difusão facilitada no intestino delgado, onde é fosforilada em FMN, transportada no plasma e excretada pela urina (a ingestão de
    riboflavina superior à dose recomendada deixa a urina muito amarelada devido à pigmentação dessa substância). Fígado e rins podem armazenar riboflavina, porém em quantidades mínimas. O uso de algumas drogas, tais como, clopromazina, imipramina e amitriptilna inibem o metabolismo da vitamina B2. Outras substâncias (zinco, cobre, ferro, teofilina, cafeína, ácido ascórbico, uréia e triptofano) alteram sua solubilidade com conseqüente
    diminuição de sua utilização. Indivíduos alcoólatras também apresentam diminuição da absorção de riboflavina.
    Como fatores sinérgicos à ela, encontramos a tiroxina e a triodotiroxina. Não existe doença relatada devido a deficiência franca de riboflavina,
    normalmente apresenta – se em conjunto com a depleção das outras vitaminas do complexo B. Porém, a deficiência crônica pode levar a alguns sintomas neuropáticos, dermatológicos (estomatite angular, seborréia nasolabial), gastrointestinais (glossite,anorexia) e oculares (fotofobia, ardência, prurido).
    Estes sinais aparecem quando menos de 10% da riboflavina consumida é excretada na urina, ou seja, consumo menor que 0,55μg/dia. Sua mensuração pode ser feita pelo sangue (valores de referência: 20μg / 100ml) ou pela atividade da glutationa redutase eritrocitária, enzima dependente de FAD.
    A suplementação de riboflavina é feita com sua forma fosfatada, em soluções injetáveis ou preparados orais. A FMN também está disponível para comercialização e é bastante hidrossolúvel. Nas deficiências de vitamina B2 as doses orais, diárias, de 5 – 10 mg estão associadas à boa resposta terapêutica. Em casos de absorção ou utilização diminuídas, a reposição deve ser feita por via endovenosa. Em pacientes com úlceras córneas e fotofobias, a utilização de riboflavina está bem indicada.
     
    Vitamina B3 - NIACINA
    Também chamada de vitamina PP, engloba duas substâncias ativas: a nicotinamida e o ácido nicotínico, sendo que o ácido nicotínico converte – se facilmente em nicotinamida. O aminoácido triptofano é precursor da niacina , portanto, a vitamina B3 pode ser produzida a partir dele na seguinte equação: 60mg de triptofano produzem 1mg de niacina (equivalente de niacina – NE). Esta reação é dependente de vitaminas B1, B2, B6 e de bactérias intestinais.
    A niacina participa da formação das coenzimas NAD (nicotinamida adenina dinucleotídeo) e NADP (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato), responsáveis pela transferência de elétrons e hidrogênio de enzimas participantes do metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas.
    A coenzima NAD é mais ativa em reações de catabolismo, enquanto a NADP está envolvida nas reações de síntese. A niacina é estável ao calor, à luz, ao ar e em meios alcalino e ácido. A absorção ocorre por difusão em estômago e intestino delgado, converte –se em suas formas ativas na circulação sanguínea, rins, fígado e cérebro e é excretada pela urina nas suas formas metiladas. O uso abusivo do álcool leva a diminuição do armazenamento hepático e da conversão da niacina em suas coenzimas. 
    A suplementação de niacina deve ser feita na forma de nicotinamida para evitar os efeitos vasodilatadores do ácido nicotínico.
    Atualmente, existe uma tendência à afirmação de que altas doses de niacina (acima de 3g/dia) podem levar à redução do colesterol sérico em situações de refratariedade ao tratamento convencional, porém, são necessários maiores estudos que comprovem esse uso. Neste caso, é importante lembrar que altas doses de niacina (acima de 1,7g ao dia) podem ter efeitos tóxicos, tais como: arritmia; náuseas; vômitos; diarréia; úlcera péptica; hiperuricemia e aumento das bilirrubinas e das transaminases hepáticas.
    A deficiência de niacina, que se manifesta quando há ingestão menor que 8,8NE/dia, leva à uma doença conhecida como pelagra, a doença dos três “D” – demência, diarréia e dermatite. A mensuração de niacina pode ser feita através de um metabólito seu excretado pela urina , a metilnicotinamida (valores de referência: >1,6 mg / g de creatinina urinária).
     
    Vitamina B5 – ÁCIDO PANTOTÊNICO
    Substância amplamente distribuída entre os alimentos, a vitamina B5 aparece como fator constituinte da coenzima A, essencial para várias etapas do metabolismo celular e para obtenção de energia. Está envolvida na síntese de colesterol, fosfolipídeos, hormônios esteróides e porfirina para hemoglobina.
    É bastante utilizada em produtos cosméticos por sua propriedade hidratante e de reparação tecidual. Pode ser aplicado de maneira tópica e auxilia na cicatrização de feridas, úlceras, inflamações e escaras. É estável ao cozimento e em soluções neutras, porém é perdido em processos de refinamento e processamento.
    A Coenzima A é hidrolisada e absorvida através da veia porta, sendo armazenada no fígado, onde ocorre a ressíntese a coenzima A. A excreção é urinária (60 – 70%) ou fecal (30 – 40%). O álcool diminui sua absorção e o ácido acetilsalicílico é uma droga de ação antagonista. A vitamina B12 tem ação de sinergismo na conversão do ácido pantotênico livre em coenzima A.
    Sinais de deficiência são raros, devido à sua farta apresentação na natureza, mas formigamento em mãos e pés pode indicar falta desta vitamina. A mensuração da vitamina B5 é feita pelo seu nível sanguineo total, sendo que os valores de referência variam de acordo com a situação: adultos - 183μg / dl; gestação - 103μg / dl e lactação - 112μg / dl. Não existe toxicidade relatada, porém, doses maiores que 10g ao dia podem levar à diarréia.
    A suplementação de ácido pantotênico é feita pela suas formas alcoólica (usado em preparações multivitamínicas) ou em sais de cálcio, o pantotenol (utilizado para monopreparações) que estão disponíveis nas formas de soluções para injeção local, aerossóis, comprimidos e cremes. O tratamento para deficiência de vitamina B5 em situações em que a absorção está comprometida é feito com injeções intramusculares ou endovenosas de 500mg ao dia.
    Existe uma tendência a considerar o uso de vitamina B5 em doenças hepáticas, na constipação em idosos e contra calvície.
     
    Vitamina B6 – PIRIDOXINA
    A piridoxina é o nome comum dado à três substâncias interconversíveis entre si, a piridoxina (um álcool), o piridoxal (um aldeído) e a piridoxamina (uma amina). Todas têm como composto ativo a coenzima piridoxal 5- fosfato (PLP). A PLP participa ativamente do metabolismo das proteínas, principalmente pelas reações de transaminação, dissulfidração e descarboxilação dos aminoácidos. A PLP também é fundamental para ativação das enzimas responsáveis pela síntese de neurotransmissores (dopamina, histamina, serotonina e epinefrina), sendo, portanto, fundamental para a manutenção da integridade funcional do cérebro.
    A piridoxina também é catalisadora das reações de transformação do triptofano em niacina e participa da formação do heme das moléculas de hemoglobina. Nas reações metabólicas dos carboidratos auxilia na liberação do glicogênio hepático e muscular para utilização periférica. A vitamina B6 é estável ao calor, mas pouco estável à luz. A absorção se dá em duodeno e intestino delgado por difusão passiva. Na circulção sanguínea é fosforilada em sua forma ativa e circula ligada às proteínas plasmáticas, principalmente a albumina. Sua excreção é renal.
    Algumas drogas têm ação antagonista à vitamina B6, formando complexos com o PLP, desativando - o. Os principais medicamentos que tem essa ação são a isoniazida, a hidralazida, a cicloserina e penicilamina. O álcool diminui o armazenamento hepático e aumenta a excreção urinária de piridoxina.
    Algumas outras situações predispõem à deficiência de piridoxina, nas quais devemos estar atentos para sua dosagem: gestantes e em período de lactação (pelos requisitos adicionais da criança); mulheres em uso de anticoncepcionais orais com alto teor de estrogênio e em situações de elevada ingestão protéica. 
    Não existe nenhuma doença, de sintomatologia específica, que determine a deficiência de piridoxina, porém, em casos de depleção crônica podemos observar irritabilidade, depressão, convulsões, neuropatia periférica e alterações dermatológicas.
    A mensuração da piridoxina pode ser feita pelos níveis séricos de PLP (valores de referência: 37 – 60 pmol/ml) ou pela atividade da aminotransferase eritrocitária, enzima que depende da PLP para sua ativação. Não é relatada toxicidade e mesmo em doses de até 40mg/ dia não se observaram efeitos colaterais.
    A suplementação de piridoxina é feita pela reposição do hidrocloreto de piridoxina, utilizado em preparados orais, cápsulas, comprimidos e ampolas.
    Em situações em que há deficiência genética de piridoxina (algumas anemias e anormalidades no metabolismo de aminoácidos), devem ser utilizadas doses diárias de 40 – 200 mg. Ainda na dose de 40 mg / dia, pode ser usada para o tratamento da hipermese gravídica e para alivia da depressão, principalmente em mulheres que tomam anticoncepcionais orais.
     
    Vitamina B7 – BIOTINA
    Também conhecida como vitamina H ou coenzima RR, a biotina tem a D – biotina como isômero ativo e componente das formulações farmacológicas.
    Participa como coenzima das reações de carboxilação catalisadas pelas enzimas carboxilases, envolvidas em reações de gliconeogênese, síntese de ácidos graxos e do metabolismo dos aminoácidos, principalmente a leucina. É solúvel em água e álcool, estável ao calor e instável à oxidação, luz e radiação.
    A absorção é feita por transporte ativo no intestino delgado e na circulação sanguínea é transportada por proteínas plasmáticas. A excreção é principalmente fecal e uma pequena porção é feita por via urinária. Pode ser sintetizada por bactérias intestinais e é de difícil mensuração em sangue
    e urina.
    Algumas situações predispõem ao aparecimento de deficiência de biotina, a principal relaciona –se ao consumo de ovos crus que contêm avidina, uma glicoproteína que impede a absorção de biotina. Outras situações incluem: cirrose hepática; gestação; antibioticoterapia prolongada, por diminuição da microflora intestinal e conseqüente diminuição da síntese de biotina e nutrição parenteral prolongada por mais de oito semanas.
    A carbamazepina inibe o transporte de biotina pelo trato gastrointestinal. Apesar de serem raros, os sinais de deficiência relacionam – se às situações
    clínicas descritas acima e incluem manifestações dermatológicas (alopecia, dermatites); neurológicas (perda de memória, depressão) e gastrointestinais (glossite, náuseas, anorexia). Podem aparecer algumas alterações não específicas no eletrocardiograma desses pacientes.
    A mensuração da biotina é feita através de seus níveis plasmático (215 – 750pg/ml), eritrocitário (55 – 170pg/ ml) ou sanguíneo total (200 – 500pg / ml).
    Não existe toxicidade relatada, nem efeitos colaterais mesmo em doses de até 40mg ao dia.
     
    Vitamina B9 – ÁCIDO FÓLICO
    Também conhecido como folacina ou folato, participa da síntese de purinas e pirimidina, compostos utilizados na formação do DNA – guanina, adenina e timina. Neste processo, atua em conjunto com cobalamina. O ácido fólico participa dos processos de interconversão de aminoácidos, entre
    eles: catabolismo da histidina à ácido glutâmico, transformação da serina em glicina e conversão da homocisteína à metionina.
    É essencial para maturação das hemácias e dos leucóitos na medula óssea. É instável ao calor e por isso se perde com o processo de cozimento dos
    alimentos. Sua formulação farmacológica é o ácido pteroglutâmico. A forma presente nos alimentos é o poliglutamato que é quebrado em monoglutamato e nesta forma é absorvido por transporte ativo mediado por carreadores pelo intestino delgado.
    Nos eritrócitos transforma – se em metilfolato e no plasma circula livre ou ligado à proteínas plasmáticas, como a beta – globulina. É armazenado no fígado sob a forma de poliglutamato. A excreção é urinária e fecal. Os folatos também podem ser sintetizados por bactérias intestinais. Sua metabolização pode estar prejudicada em pessoas que usam medicações como o metotrexato, trimetropim ou pirimetamina e sua absorção está diminuída em
    pacientes alcoólatras, em uso de contraceptivos orais ou medicação antiácida.
    Algumas situações clínicas levam à deficiência de ácido fólico, entre elas, destacam – se : gestação, pelo aumento da demanda deste nutriente; doenças
    inflamatórias intestinais, por diminuição da superfície de absorção; pacientes com câncer em quimioterapia; queimaduras; doenças hepáticas e nutrição parenteral prolongada. È importante destacar que durante a gestação a suplementação de ácido fólico previne contra má – formações do tubo neural em fetos. 
    Nas situações descritas acima é necessário suplementar folatos para evitar sinais de deficiência.
    A baixa ingestão de ácido fólico leva à anemia megaloblástica em curto espaço de tempo, e os sintomas mais freqüentes desta patologia são: cansaço,
    irritabilidade,perda de peso. Leucopenia no henograma também pode ser um sinal desta doença. Sintomas gastrointestinais também são comuns, entre eles: anorexia, enjôos, diarréia, glossite. Porém, estes sinais não se manifestam até que a concentração hepática de ácido fólico esteja abaixo de 1μg / g de tecido hepático. A deficiência de ácido fólico pode levar a hiperhomocisteinemia que atualmente vem sendo reconhecida como importante fator de risco cardiovascular.
    A mensuração de ácido fólico pode ser feita pela sua concentração plasmática (valores de referência: > ou igual a 6ng / ml) ou eritrócitária (160 – 800ng / ml). Não são relatados efeitos tóxicos, mas a administração de doses superiores a 15mg ao dia leva ao depósito de cristais de ácido fólico nos rins, levando a sua hipertrofia. A suplementação de vitamina B9 é feita por sais de ácido fólico, usado em soluções orais ou injetáveis. O ácido folínico é usado para reposição intramuscular em para contrapor o efeito antagônico do metotrexato. 
    As deficiências de ácido fólico devem ser tratadas com doses de 400 – 500 mg/dia. Na gravidez, a suplementação é feita com doses de 5 mg ao dia.
    O uso de 10 mg ao dia de folatos está indicado para o tratamento de diversas displasias, alterando favoravelmente o curso da doença. Nos casos agudos de anemia megaloblástica, a reposição deve ser feita em associação à cobalamina antes de ser feito um diagnóstico preciso da doença.
     
    Vitamina B12 – COBALAMINA
    É o nome genérico dado às substâncias conhecidas como corrinóides - cianocobalamina, hidroxicobalamina e aquocobalamina, sendo que as três são
    biologicamente ativas. A cobalamina é coenzima fundamental no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas (participa da síntese de aminoácidos). Atua na formação dos ácidos nucléicos e portanto é imprescindível para o funcionamento de todas as células, principalmente do trato gastrointestinal, tecido nervoso e médula óssea. No tecido nervoso seu papel específico é na formação da bainha de mielina dos neurônios. No sistema hematopoiético, é responsável pela maturação das hemácias.
    A vitamina B12 é instável à luz, ácidos, bases, agentes oxidantes ou redutores e por isso é perdida no processo de cocção. É absorvida no íleo, dependente de fator intrínseco gástrico, ácido clorídrico e cálcio. A quebra das ligações peptídicas é feita no estômago pela ação do HCl, daí a
    cobalamina combina –se com o fator intrínseco para ser absorvida no íleo em um processo dependente do cálcio. Na circulação sanguínea liga – se à proteínas transportadoras, as transcobalaminas I, II e III, e pode ser estocada no fígado ou nos rins.
    O estoque corpóreo de cobalamina é mantido às custas da circulação entero – hepática que a recicla e pela produção de bactérias intestinais (principalmente os acitenomices), de forma que as manifestações de deficiência podem demorar até cinco anos para aparecerem. A excreção é urinária ou fecal, nos casos de saturação dos transportadores plsmáticos.
    Na presença excessiva de álcool e em situações de deficiência de vitamnia B6 (que participa da formação do fator intrínseco gástrico) a absorção de cobalamina fica diminuída. Todas as doenças que levam a um estado de má – absorção intestinal que envolvem o íleo e em situações de hipocloridria (Síndrome do intestino curto, Gastrectomias parciais ou totais, Gastrite Atrófica, Doença celíaca, entre outras) também podem diminuir a absorção de vitamina B12.
    As drogas de ação antagonista à cobalamina são: colchicina, neomicina, contraceptivos orais, metformina, cloreto de potássio e barbitúricos.
    A deficiência de vitamina B12 leva à anemia perniciosa (por ausência de fator intrínseco) ou megaloblástica. Podem aparecer sintomas neurológicos associados, posteriores aos sinais se anemia, tais como, perda da memória, perestesias, diminuição da sensibilidade em membros inferiores e em casos avançados, desmielinização da medula espinal. Sintomas gerais como anorexia e perda do apetite, além de diarréia e manifestações dermatológicas também são comuns. Os sintomas relacionados à anemia respondem melhor à suplementação de vitamina B12 do que os neurológicos.
    A vitamina B12, quando convertida em sua forma adenosil B12 na mitocôndrias, participa das reações de catabolismo do ácido metilmalônico, de maneira que em situações de deficiência de cobalamina, pode ocorrer acidúria metilmalônica por comprometimento desta reação, levando à dificuldade de aprendizado e outros sintomas neurológicos. Diante desta situação, a suplementação de cobalamina deve ser feita de forma endovenosa.
    A mensuração da cobalamina é feita através de seus valores plasmáticos (valores de referência: > ou igual à 450 pg / ml), valores abaixo de 200pg / ml indicam deficiência. A dosagem urinária de ácido metilmalônico é um método de maior sensibilidade e especificidade do que a dosagem sérica de cobalamina. Não existe toxicidade relatada à essa substância.
    A reposição de vitamina B12 é feita pela cianocobalamina e pela hidroxicobalamina, disponíveis para uso oral ou injetável. Em pacientes com deficiência de fator intrínseco, a reposição de cobalamina é vitalícia em doses diárias de 150 mg. Nas fases iniciais da doença são dadas doses maiores (até 1000 mg duas vezes por semana). A hidroxicobalamina tem retenção melhor que a cianocobalamina e por isso é preferível para utilização em tratamentos prolongados.
    Outras utilizações terapêuticas para a cobalamina incluem ambliopia tabágica, neurite ótica, acidúria metilmalônica em crianças e como analgésico (em associação com as vitaminas B1 e B6).
     
    SITUAÇÕES ESPECIAIS – REPOSIÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAS DO COMPLEXO B
    1. Envelhecimento
    Os idosos são candidatos à suplementação de ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12, já que devemos considerar maior predisposição para situações de
    gastrite atrófica e hipocloridria, com diminuição na absorção de folatos e cobalamina, dependentes de meio ácido.
    Outras situações de má–absorção, prevalentes em idosos, tais como: doença celíaca, doenças inflamatórias intestinais e ressecções cirúrgicas, levam a
    menor absorção também. A deficiência destas substâncias está ligada a diversas situações clinícas,
    entre elas, destacam – se:
    - Anemia Megaloblástica: caracteriza – se pela produção de hemácias grandes e imaturas, levando aos sintomas clássicos de anemia, acompanhados de
    manifestações neurológicas que aparecem como parestesias, astenia, pertubações psiquiátricas. Neste caso, indica –se tanto a reposição de ácido fólico quanto de cobalamina.
    - Hiperhomocisteinemia: recentemente descoberto como um fator de risco predisponente para doenças cardiovasculares, a concentração sérica de homocisteína encontra – se aumentada em situações de depleção principalmente de ácido fólico, mas também relaciona – se à deficiência de
    piridoxina e cobalamina. (26) A hiperhomocisteinemia parece estar relacionada também ao desenvolvimento de diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, Parkinson e Alzheimer.
    - Desordens Cognitivas: manifestam – se sem a presença de anemia megaloblástica, podem incluir doenças do tipo Alzheimer que relaciona –se à deficiência de cobalamina e ácido fólico, porém, maiores estudos são necessários para comprovar esta relação.
    2. Gestação
    A gravidez é uma situação clínica especial que requer suplementação de todas as vitaminas do complexo B, devido à maior demanda metabólica e alta renovação celular, algumas delas merecem destaque:
    - Ácido Fólico: deve –se iniciar a suplementação três meses antes da gestação com o intuito de prevenir defeitos de formação do tubo neural, tais como anencefalia e espinha bífida.
    - Cobalamina: a suplementação está indicada devido à maior síntese de aminoácidos não essenciais para o crescimento do feto e à maior síntese de niacina proveniente do triptofano. 
    3. Cirurgias do Trato Gastrointestinal
    Essas cirurgias podem afetar a absorção das vitaminas do complexo B, principalmente de cobalamina. As gastrectomias, procedimento cirúrgico utilizado tanto em pacientes com obesidade mórbida quanto para aqueles que necessitam de ressecção por tumores, levam à diminuição no metabolismo e  transporte da cobalamina pela menor produção de fator intrínseco. As ressecções intestinais que incluem o íleo levam à diminuição na absorção de
    cobalamina.
    Tanto as gastrectomias quanto as ressecções intestinais podem levar a diminuição na absorção de tiamina, levando a síndrome de Wernicke – Korsakoff (19) com todos seus sinais e sintomas típicos já descritos anteriormente. Assim, os pacientes submetidos à estes procedimentos cirúrgicos devem ter seus níveis séricos de vitamina B12 monitorados periodicamente . A reposição está indicada para todos a fim de se evitarem os sintomas relacionados à sua deficiência.
    4. Atividade Física
    Por participarem intensamente dos processos de obtenção de energia do organismo humano, as vitaminas do complexo B podem se apresentar deficientes em indivíduos com atividade física intensa, com alimentação rica em carboidratos e proteínas. É importante observar que em atletas, mesmo com consumo adequado de carboidratos, pode ocorrer acúmulo de lactato se houver deficiência de tiamina. As vitaminas que participam da maturação das hemácias, B3, B6, B9 e B12, também devem ser monitoradas periodicamente. 
    5. Câncer
    A suplementação de folatos (doses acima de 400 mg/dia) de uma forma contínua e por longos períodos, parece estar relacionada à diminuição de câncer colônico, principalmente em pacientes submetidos a longos tratamentos com drogas de ação antagonista à eles, como por exemplo, o metotrexato. Em indivíduos alcoólatras esta relação não se estabelece.
    Existem evidências (18) de que o uso de suplementação com tiamina, riboflavina, ácido fólico e cobalamina inibem o processo de carcinogênese em pacientes com displasia de colo uterino. Algumas evidências não tão fortes, relacionam a ingestão aumentada de ácido fólico à prevenção do câncer de mama
    6. Catarata
    O uso prolongado de suplementação das vitaminas do complexo B, principalmente o ácido fólico, em asociação com a vitamina A, parece ter efeito protetor contra o desenvolvimento de catarata dos tipos cortical e nuclear. (20)
    7. Dietas Hipocalóricas
    A associação de dietas com restrição calórica a um composto de tiamina, arginina, cafeína e ácido cítrico foi efetiva na redução de peso, bem como dos
    triglicerídeos e da insulina plasmática, em pacientes com diabetes mellitus submetidos a esse tratamento (21). Além disso, recomenda – se a utilização de um composto multivitamínico em pacientes seguindo dietas de muito baixa calorias (menos de 800Kcal ao dia), para evitar sinais de deficiência (22).
    8. Suplementação de Tiamina
    Em algumas situações clínicas especias, em que os sintomas neurológicos podem ser predominantes, observou – se deficiência de vitamina B1. Entre elas, as mais importantes são: pacientes com cardiomiopatia em uso de diuréticos (23); pacientes com infecção pelo vírus HIV, independente de estágio da doença, uso de zidovudina ou estado nutricional (24) e em pacientes com anorexia nervosa (25).
    9. Hiperêmese Gravídica
    O uso de piridoxina em doses elevadas pode amenizar os sintomas de vômitos incoercíveis nos primeiros meses de gestação (27).
     
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    1. Cukier, C.; Magnoni, D.; Rodríguez, A., B. Micronutrientes, Vitaminas e Minerais. In: Magnoni, D., Cukier, C., Perguntas e Respostas em Nutrição Clínica, Cap. 6. São Paulo: Roca, 2001. pp 37 – 44
    2. Longo, S. Nutrição Esportiva. In: Magnoni, D. , Cukier, C.. Perguntas e Respostas em Nutrição Clínica, Cap. 41. São Paulo: Roca, 2001. pp 331 – 335
    3. Ferrini, M.,T.; Borges, V.,C.; Marco, D.; Aguiar, J.,E.; Bottoni, A.; Waitzberg, D.,L. Vitaminas. In: Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. Cap 6. São Paulo: Atheneu, 2004. pp 95 – 115
    4. Garrido, A., B.; Rodrihues, J., G.; Waitzberg, D., L. Obesidade Mórbida: Tratamento Cirúrgico. In: Waitzberg, D., L. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na prática Clínica.Cap 67. São Paulo: Atheneu, 2004. pp 1041 – 1050.
    5. Recommended Dietary Allowances (RDA). 10th edition. Subcomitte on the tenth edition of the Board Comission on Life. Sciences, National Research Council. Washington: National Academy Press, 1989.
    6. Cruz, M.,R.,R.; Morimoto,I.,M.,I. Intervenção Nutricional no Tratamento Cirúrgico da Obesidade: Resultados de um Protocolo Diferenciado. Rev Nut, Vol 17, No 2 – Campinas, 2004.
    7. Neves, L.,B.; Macedo, D., M.; Lopes, A., C. Homocisteína. J. Bras Patol Med Lab, Vol 40, No 5 – Rio de Janeiro, 2004.
    8. Prioste, R.,N. and cols. Alterações no Metabolismo da Homocisteína induzidas por aguardente de cana de açúcar em alcoólatras. J. Bras Patol Med Lab, Vol 39 No 3 - Rio de Janeiro.
    9. Vannucchi, H.; Jordão, A.,A. Vitaminas Hidrossolúveis. In: Oliveira, J.,E.,D. Ciências Nutricionais, Cap. 11. São Paulo: Sarvier, 1998. pp 191 – 203
    10. Frederico, M.,H.,H.; Snitcovsky,I.,M.,L. Vitaminas e Câncer. In: Waitzberg, D., L. Dieta, Nutrição e Câncer. Cap 20. São Paulo: Atheneu. pp 191 –192
    11. Mahan,L.,K.; Stump S.,E. Viatminas. In: Krause – Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Cap. 6. São Paulo: Roca,1998. pp 94 - 111
    12. Mahan, L.,K.; Stump, S.,E. Nutrição durante a Gravidez e a Lactação. In: Krause – Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: Roca, 1998. pp 187 – 191
    13. Shuman, J.,M. Nutrição no Envelhecimento. In: Krause – Alimentos, Nutrição Dietoterapia. Cap. 14.São Paulo: Roca, 1998, pp193 – 311
    14. Mahan, L.,K.;Stump,S.,E. Nutrição para o Desempenho Atlético. In: Krause – Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Cap 22. São Paulo: Roca,1998. pp 505 – 514.
    15. Burns, B.,L.; Davis, E.,M.,C. Cuidado Nutricional nas Dienças do sistema Nervoso. In: Krause – Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Cap 39. São Paulo: Roca, 1998. pp 883 – 899 16. Frank, A.,A.; Soares, E., A. Vitaminas Hidrossolúveis : Tiamina, Riboflavina e Niacina. In: Nutrição no envelhecer. Cap 9. São Paulo: Atheneu, 2004. pp 129 – 142.
    17. Frank, A.,A.; Soares, E.,A. Participação do Ácido Fólico,Vitamina B6 e B12 na Prevenção de Enfermidades Associadas ao Envelhecimento. Cap 7. São Paulo: Atheneu, 2004. pp 129 – 142
    18. Hernandez, B.D. Diet and Premalignant lesions of the cervix; evidence of a protective role for folato, riboflavin, thiamin and vitamin B12. Cancer Causes
    Control, 14 (9): 859-70, Netherlands, 2003.
    19. Shimura, T.; Mori, E.; Imamura, T.; Yamoshite, H. Development of Wernicke – Korsakoff syndrome after long intervals following gastrectomy. Arch Neurol, 55 (9); 1242 – 5, Scotland, 1998
    20. Kuzniarz, M.; Mitchell, P.; Cumming, R., G.; Flood, V., M. Use of vitamin supplements and catarct: Blue Mountain Eyes Study. Am J Ophthamol; 132 (1): 19 – 26, USA, 2001
    21. Muriyama, K. and cols. Anti – obesity effects of a mixture of thiamin, arginine, caffeine and citric acid in non insulin dependent diabetic KK mice. J Nutr Sci Vitaminol; 49(1): 56 – 63, Japan, 2003
    22. Bowman, S., A.; Spence, J., T. A comparision of low – carbohydrate vs. high – carbohydrate diets: energy restriction, nutrient quality and correlation to body mass index. J Am Col Nutr, vol 21, No. 3, 268 – 274, USA, 2002
    23. Cunha, S. and cols. Thiamin, selenium and copper levels in patients with idiopatic dilated miocardophaty taking diuretics. Arq Bras Cardiol; 79(5): 454 –65, Brasil, 2002
    24. Muri, R., M. and cols. Thiamin deficiency in HIV- patients: evaluation by erytrocite transketolase activity and thiamin phyrophosphatase effect. Clin Nutr;
    18(6): 375- 8, Scotland, 1995
    25. Winston A., P. ando cols. Prevalence of thiamin deficiency in anorexia nervosa. Int J Eat Disord; 28(4): 451- 4, USA, 2000.
    26. De Caterine, R. and cols. New cardiovascular risk factors: homocysteine and vitamins involved in homocystein metabolism. Ital Heart J; 5 Supll 6: 191-245, Italy, 2004.
    27. Smith, C.; Crowther, C.; Wilson, K. A randomized trial of ginger to treat nausea and vomit pregnancy. Obstet Gynecol, 104(4): 639-45, USA, 2004
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    Toxi got a reaction from Hawkins in ESTUDO SOBRE HORMÔNIOS E DIETA   
    Antes de mais nada, o tópico não é de minha autoria, veio de um fórum estilo "GH15". As informações contidas aqui são bem amplas, mas ainda precisam de revisão, tomem este tópico como um guia, mas não como verdade absoluta, sempre questionem o conteúdo que lhes é oferecido.
     
    Mecanismos da Ginecomastia
    Primeiramente, existem 3 tipos de gyno: induzida pelo estrogenio, induzida pela progesterona e induzida pela prolactina. É claro que você pode evitar todos os 3 tipos de gyno ao manter seu estrogênio dentro do normal. O precursor de qualquer tipo de gyno é o estrogênio. Uma vez q vc deixa o estrogenio aumentar de concentração você sinaliza para o seu cérebro que você procriou, não importando se você eh homem ou Mulher. Saiba que neste ponto o seu corpo terá que passar por certos processos para preparar você para a lactação. Em primeiro lugar, o seu corpo irá se apressar em usar o estrogênio e construir tecido mamário (você percebe isso quando aparece o caroçinho) o que eh primordial para o processo de lactação. Uma vez que este estagio seja completo, e se você ainda estiver com uma alta concentração de estrogênio no seu organismo, a sua progesterona irá aumentar (mesmo depois disso a concentração de estrogênio ainda pode permanecer alta) isso é uma tentativa do seu corpo de fazer que o seu tecido mamário fique maior, fazendo que as suas aerolas fiquem maiores (mamilos saltados e sensíveis), isso tudo, novamente, para te preparar para o processo da lactação. O último estagio da gyno é a prolactina/lactação, os estágios anteriores estavam preparando o seu corpo para este momento e agora os seus níveis de progesterona e estrogênio irão diminuir e a sua prolactina vai crescer, aqui é quando você começa o processo de lactação.
    ESTROGÊNIO ESTROGÊNIO ESTROGÊNIO!!
    O hormônio mais desafiador para o usuário de esteróides é, de longe, o estrogênio. Pense, ele é a causa de qualquer mudança nos seus peitos, humor, libido, condicionamento, retenção, pele, próstata, apetite, você escolhe. Em 90% das vezes q vc se sente estranho é por conta de baixo/alto nível de estrogenio.
    Uma vez que você encontrar o seu ponto ideal (em relação ao nível de estrogênio) você vai saber, não tem erro. Você vai se sentir mais feliz, contente, vai meter feito um ator pornô, comer feito um boi, treinar como um rinoceronte e além disso tudo, você também vai estar muito feliz.
    Aqui vai um indicativo que eu usei desde q comecei com os AES:
    Baixo E2 = Ereções fortes, dificuldade pra ejacular, orgasmo fraco.
    Alto E2 – Dificuldade pra manter ereção, sendo assim, GRANDE dificuldade pra gozar..esqueça.
    E2 Normal – Ereções normais, habilidade de controlar a ejaculação, orgasmo forte.
    Os colaterais de baixo e alto nivel de estrogênio sao bem parecidos, quanto mais experiente você for, mais fácil vai ser diferenciá-los, porém, não importa o quão experiente você seja, isso sempre vai ser uma coisa complicada, se você ficar na dúvida meça o seu e2 em um exame de sangue.
    Colaterais de alto nível de E2
    Acne, perda de libido, retença de agua, urinando menos agua do que você ingere, cara de syndrome de down, testiculos atrofiados, o escroto fica mais grudado com o pênios, testiculos macios, oleosidade extrema pra todo lado, roid rage, depressaão, frescura, letargia, insonia, ereções fracas, MUITA vontade de açúcar e chocolate, PA alta, Picos de PA, prostata aumentada, uma pressao na parte inferior dos abdominais quando estiver urinando, jato de urina muito fino, resfriados (causados pela retenção).
    Colaterais de baixo nível de E2
    Pele seca, lábios secos, desidratação, perda de libido, ereção matinal e falta de ereção na hora do sexo, perda da ereção durante o sexo, perda de sensibilidade, glande do pênis seca, glande do pênis branca, perda de “girth” (não sei o que é isso, girth é circunferência em inglês), irritabilidade, oscilações no humor, hesitação antes de urinar, transpiração excessiva de noite, perda de apetite, fadiga constante, letargia, resfriados (por conta da desidratação), efeito diurético (urinar mais água do que você toma) (por isso a dor nas juntas), coceira no couro cabeludo, pensamentos obcessivos.
    Como vocês podem imaginar, eu já tive cada um desses colaterais nesses ultimos anos em que eu venho fazendo uso de esteróides. E eu tenho certeza que estou esquecendo de citar alguns colaterais. Quando você apresentar um desses efeitos colaterais, encare isso como um sinal, use essa lista pra ter uma noção geral da coisa. Digamos que você apresenta os colaterais "perda de libido", pele seca e sem acne, pela lista de colaterais que eu passei você saberá q o seu E2 está muito baixo. Agora digamos q você apresente os colaterais perda de libido, acne, agressividade incontrolavel e retenção, novamente de acordo com a lista de colaterais você saberá q o seu E2 está alto. Nunca se baseie em apenas um colateral para tentar adivinhar o seu nível de E2, estar retido e apenas retido nao quer dizer nada, assim como estar com a colateral "pele seca" e só com a pele seca também nao significa nada.
    Tenha em mente uma coisa, estrogênio é bom para você de varias formas diferentes (libido, humor, qualidade da pele, cabelo, unhas etc) mas, MAIS IMPORTANTE AINDA, ESTROGENIO É BOM PRO SEU FIGADO. Com certeza vc já escutou que o anastrozol e o letrozol podem ser nocivos ao seu fígado e que o aromasin seria uma melhor escolha, mas, a verdade é que todos os IAs são ruins para o seu fígado. No momento q vc começa a baixar o seu nível de E2 pior o seu figado vai ficar, nao importando qual IA vc ta usando, unica coisa q importa é o QUANTO você baixou o seu E2. Se vc baixa o seu e2 para, vamos dizer 10nl/dl, você não vai perceber se você despencar o seu e2 para a casa de um dígito. Te garanto q o seu HDL e LDL estarão completamente modificados, não importanto qual IA vc optou por usar.
    IA suicidas x IAs não suicidas/que se ligam
    Anastrozol e Letrozol são IAs Não Suicidas, tudo o que eles fazem é ligar qualquer estrógeno que tenha sido convertido diretamente com a sua enzima da aromataze. Cada IA liga uma diferente porcentagem de estrogênio. O Letrozol liga mais que o Anastrozol, com certeza. O problema com esses IAS é que quando você para o uso deles, todo aquele estrogênio acumulado pelas semanas/meses que você passou usando o IA, derrepende se soltam das suas enzimas da aromataze e caem direto no seu plasma sanguíneo, esse processo é chamado de efeito rebote do estrogênio e eu tenho certeza que você já sabe que esse efeito rebote pode ser pior que a alta concentração de estrogênio no seu organismo durante o ciclo, pois, normalmente, quando você para de usar o seu IA você opta por: ou entrar em Cruise com low test ou fazer TPC. Em ambos os casos você tem bem menos testosterona no seu organismo do que você tinha antes e uma vez que todo aquele estrogênio é liberado você tem uma chance muito maior de ter ginecomastia e, com absoluta certeza, você vai ficar parecendo um daqueles peixe-balão e, além disso tudo, você vai ficar se sentindo um molenga (depressivo, sem libido) por varias semanas até q o seu nível de E2 e testosterona voltem ao normal.
    O Aromasin é a nova geração dos IAs. Ele é suicida! A diferença entre ele e outros IAS é que o Aromasin vai destruir uma certa porcentagem das suas enzimas da aromataze e, ao fazer isso, ele também acaba matando qualquer molécula de estrogênio que estava sendo criada (via processo de aromatização das moléculas da testosterona) por esta enzima. Significa que quando você para de usar o Aromasin não existe a possibilidade do efeito rebote q você teria com os IAS não suicidas..de jeito nenhum! (sem estrogênio, sem efeito rebote, visto que o estrogênio é morto, não é liberado no plasma sanguíneo). No máximo você vai ter que esperar um tempinho ate o seu corpo começar a produzir mais enzimas da aromatase (uma coisa pessíma, caso você tenha despencado com o seu nível de e2, quando comparado aos outros IAS. (não entendi mto bem essa parte, leiam o original aqui e vejam se entendem melhor: “if anything you will have to wait for a while for your body to start producing more aromataze (very bad if you crashed your estro comparing to the other AIs)”
    Cada pessoa é diferente no tocante ao tempo que leva pra que o organismo volte a criar novas enzimas aromatase, para mim esse processo demora mais ou menos 2 semanas, pra outra pessoa pode demorar de 1 à 3 semanas. A única maneira de acelerar esse processo é usando HGH, você pode usar toda a Dbol ou TNE que você quiser, se vc tiver despencado seu nível de E2 com o Aromasin e não tiver mais enzimas da aromatase atuantes, você não irá reter nada de água por conta do uso desses compostos, não vai haver aromatização, mas por outro lado você não vai ter nenhum resultado..com o Dbol pelo menos.

    Anastrozol/Arimidex
    Adex vai baixar seu E2 em 50-60 por cento. Claro que se você continuar tomando a porcentagem vai acumulando, então você baixa o seu 50 por cento de E2 em outros 50 por cento e assim vai. Você pode facilmente acabar com o seu E2 em níveis baixíssimos caso você faça o uso desse medicamento por um período de tempo suficiente aliado a uma dose alta o suficiente e ao fato de você não estar convertendo muito estrogênio por conta de AES que aromatizam (quando você está usando dose baixa de testosterona e alta de Adex). O Adex, na minha opinião, é o que se encaixa melhor para TRT, a razão é a taxa que ele baixa o seu estrogênio, quando comparado aos outros IAS, é a menor. Para TRT você só precisa de 1mg Adex/semana pra manter seu nível de E2 dentro do normal (e2 = 20-25ng/dl = ponto ideal)
    Porquê o Adex é ruim pro blast? Este pequeno post foi retirado de outro fórum, foi escrito por um médico, não são minhas palavras, mas refletem muito bem as minhas experiencias com o Adex.
    Adex nao é muito eficiente para drogas q tem tendência a aromatização “peripheral”, Dbol em particular. Muitas vezes uma dose cheia de 2mg de Adex por dia não vai dar conta da retenção do Dbol. Adex é melhor para a supressão do E1, affinity tecido, gonadal, adrenal, etc e pelo fato de ser um inibidor competitivo (não saquei mto bem..essas parada mto cientifica me fodem as vezes). Ele suprime o E1 até mesmo nas mais baixas das doses, mas precisa doses bem maiores para que se possa ver algum impacto significativo na aromatase peripheral.
    Em cutting com low test e AES não aromatizantes ele é tão bom quanto qualquer outro IA, mas quando em um bulking com drogas que aromatizam bastante o Adex é o pior IA q você pode escolher. Não importa o quanto você use, você ainda vai ficar bem mais retido do que você ficaria se estivesse usando Letro ou Aromasin.
    Dose comum qdo em blast: 0,5mg TSD/DSDN
    Dose de TRT: 0,25mg DSDN ou 1mg por semana
    Aromasin/Exemestane
    Sem duvida é a melhor escolha para o seu blast. Porém ele também tem as suas contrapartidas. Eu acabei descobrindo que quanto mais você usa o Aromasin mais sensível a ele você vai ficando. Quando você começa com Aromasin, 25mg ao dia é uma dose comum para um ciclo mediano, por exemplo 750mg Testosterona e 500mg de Decanoato de Nandrolona. Com o passar do tempo você vai precisando de cada vez menos Aromasin para controlar o seu E2, com o passar do tempo você vai acabar precisando só de 12,5mg DSDN (se não menos) para esse mesmo ciclo mediano citado. Porém saibam isso não acontece em alguns dias, demora meses. Outra coisa ruim do Aromasin é a perda de cabelo, quando comparado aos outros Ias, eu cheguei a conclusão q ele me faz perder bem mais cabelo. Um colateral do Aromasin é a Alopecia, os outros dois IAs até tem perda/afinamento do cabelo como efeito colateral, mas não essa perda não chega não é grande o bastante para chegar a se enquadrar em um quadro de Alopecia (Em tempo: Alopecia ou alopecia é a redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele.)
    Como mencionado antes, o maior medo com o Aromasin é você acabar abaixando demais o seu E2. Se você chegar nesse ponto a única saída será esperar ou aumentar a dose de HGH. Caso isso ocorra, espere pelo menos uns 10 dias para recomeçar a administrar qualquer dosagem de Aromasin, isso vale até mesmo se você for mudar pro Arimidex ou outro qualquer.
    O melhor post que eu já vi sobre aromasin, e que reflete minha experiência em 100%, é o que segue:
    Ahhhhhhh-romasin?! O rei dos Anti-Estrogenio
    Esse post vai ser meio longo, mas tire um tempinho pra ler ele com atenção, é provavelmente a coisa mais importante que você vai ler na sua vida, caso você seja um bodybuilder (haha talvez não, mas tem umas pérolas aqui).
    O Exemesane, comercializado sob o nome de Aromasin, fabricado pela Pfizer, é um inibidor suicida das enzimas da Aromatase disponível em via oral. < essa sentença descreve examente porque o Aromasin é o rei dos IAs pra fins de bodybuilding.
    Por conta do Aromasin ser esteroidal, isto cria uma cena de supressão do estrogênio favorável, concede alguns vantagens ótimas quando comparado aos outros IAs, isso ocorre tanto no papel (ou bula) quanto em experiências na vida real. Os IAs esteroidais tem a vantagem de serem amigáveis ao perfil lipídico, todos eles abaixam o nível de SHBG o que acarreta em um aumento da proporção de testosterona livre para fazer ligações no seu organismo, o que, como muitos bodybuilder profissionais sabem, pode ter um impacto relativamente grande nos ganhos.
    Eu acho que é importante entender como as drogas trabalham para se saber como dosá-las corretamente. O Aromasin é um IA suicida, isso significa que ele se liga as enzimas da Aromatase e, ao fazer isso, ele as desliga e as destrói. Por isso que ele é chamado de “suicida”. Esse composto químico é tipo um piloto kamikaze que você soltou no seu corpo com o intuito de destruir suas enzimas da Aromatase, e é isso o que o torna tão especial.
    A meia vida do Aromasin em machos humanos é na verdade bem pequena, 9 horas, e ele é rapidamente eliminado pelo seu organismo, entretanto, já que no momento que ele entra na sua corrente sanguínea ele rapidamente destrói 80-90% das suas enzimas da Aromatase, ele mantém uma redução significativa da concentração de estrogênio no seu organismo, isso ocorre por até 72 horas depois de uma única dose de 25mg de Aromasin. Os níveis de estrogênio só começam a subir outra vez depois que o seu corpo começa a criar novas enzimas da Aromatase para substituir aquelas que foram destruídas pelo Aromasin.
    Existe um ótimo estudo acerca das consequências da administração do medicamento Aromasin em homens que descobriu o seguinte:
    -24hrs depois de uma dose de 25mg os níveis de estrogênio são reduzidos em 70-80%
    -72hrs depois os níveis de estrogênio ainda estão 40% abaixo do padrão, ainda que a droga em si tenha sido quase completamente eliminada.
    -120hrs depois da dose inicial os níveis de estrogênio voltam ao normal (sem efeito rebote)
    Isso significa dizer que você pode achar o timing e a dosagem desse medicamento que funciona melhor em você. Eu já vi alguns caras recomendarem 25mg por dia e também já vi recomendarem 12.5mg a cada 4 dias, por esse estudo você pode ver o porquê ambas são eficientes visto que promovem níveis diferentes de supressão de estrogênio, sendo corretas ou incorretas de acordo com o caso em questão. É essa flexibilidade que torna o Aromasin um IA tão versátil.
    Mas calma aí, tem mais! O Aromasin é também uma droga para TPC considerada excelente! Em homens adultos, foi descoberto que o Aromasin pode aumentar o nível de testosterona total em até 60% depois de apenas 10 dias em 25mg/dia, porém o mesmo estudo descobriu que, ao mesmo tempo que o medicamento aumentou o nível de testosterona total em 60%, a quantidade de testosterona livre no organismo foi aumentada em mais de 100%. Isso mesmo, ele duplica a testosterona bio-disponível (estamos falando da testosterona endógena, é claro. Isso não se aplica a uma injeção de testosterona sintética).
    Eu posso te falar o seguinte: Quando eu tomo Aromasin durante a TPC os resultados são dramáticos. Falando honestamente, a minha libido nunca desaparece, isso em qualquer ponto da TPC, e eu me sinto absolutamente fantástico dentro de apenas alguns dias, e isso tudo tomando apenas 12.5mg ao dia, o único colateral que eu notei foi articulações e outras áreas um pouco enrijecidas (isso se dá por conta do nível baixo de E2).
    Prós:
    -Poderoso IA capaz de parar a ginecomastia completamente sozinho (isso se aplica para compostos que aromatizam)
    -Tem efeitos poderoso contra a retenção
    - Abaixa o nível de SHBG, aumentanto a testosterona livre, tornando os outros esteroides anabólicos mais bio-disponíveis (leia: mais ganhos)
    - Pode ocasionar um aumentando da libido tanto dentro quanto fora do ciclo (TPC)
    - Aumenta o IGF-1
    - Não ocasiona mudanças adversas ao perfil lipídico em homens (Saiba que o seu perfil lipídico não ficará intacto caso você estiver ciclando, porém esse medicamento não piora a situação)
    - Não eh hepatotóxico (nocivo ao fígado)
    - Não apresenta o efeito rebote
    Contras:
    -Problemas típicos de IAs como articulações enrijecidas e possível letargia, mas isso só ocorre caso você deixe o seu nível de E2 abaixo do normal.
    - Ele é mais difícil de achar do que o Arimidex ou o Letrozol.
    Uso apropriado do Aromasin:
    1) Controle de Estrogênio dentro do ciclo – Isso mesmo, qualquer problema relacionados ao nível de estrogênio que você possa vir a apresentar deve ser tratado com esse medicamento, desde ginecomastia até acne e retenção hídrica, o Aromasin é tiro e queda. Use 12.5mg a cada 4 dias para prevenção contra ginecomastia e controle de retenção, ou use 25mg todos os dias na fase de pré-contest ou caso você seja um cara com tendência a apresentar ginecomastia ou a “cara de síndrome de down”. A beleza do Aromasin é que ele é OK para você usar como método prevenção, e não somente deixar para começar a administrar quando a ginecomastia já estiver aparente e ele não atrapalha os ganhos tanto quanto os outros IAs. Eu ainda recomendaria usar IAs só caso você realmente precise deles, mas se você faz questão de faze o uso de um juntamente com o seu ciclo, você não conseguiria escolher um medicamento melhor que esse.
    2) TPC – O Aromasin é a principal droga de TPC na minha experiencia. Honestamente, a TPC fica até legalzinha quando você inclui o Aromasin (talvez eu esteja forçando a barra um pouco) mas ele é show de bola comparado ao clomid/tamox e significativamente melhor que o Arimidex (mais potente e menos colaterais). Ele trabalha muito bem com o HCG e mantém a aromatização extra causa pelas injeções de HCG sob controle (dando até pra você usar mais HCG, mais que 500iu por injeção), outro bônus é que, jé que é um medicamento seguro e relativamente confortável para ser usado por grandes períodos de tempo, você pode esticar a sua TPC para 6 ou 8 semanas quando estiver se recuperando de ciclos muito supressivos só para ter certeza que você terá tudo funcionando em ordem denovo no momento em que você sair da TPC.
    3) Reverter a Ginecomastia – juntamente com um SERM (tamox) e/ou um composto derivado do DHT o Aromasin pode ser muito eficiente em reverter/reduzir uma ginecomastia preexistente.
    4) Aumento do nível de testosterona fora do ciclo – As vezes eu não estou afim de ciclar, mas ainda quero aquele algo a mais, então eu tomo 25mg DSDN por 4 a 6 semanas, os meus ganhos não melhoram taaaaanto assim, mas definitivamente melhoram, mas de qualquerr jeito eu faço isso mais pelos efeitos na libido e psicológico.
    5) Hipogonadismo – Então você está envelhecendo, você tem ciclado desde que tinha 21 aninhos e os seus níveis naturais de testosterona simplesmente nunca ficam em um nível aceitável, mas mesmo assim você não está afim de fazer HRT. Bom, o Aromasin vai te trazer de volta para o jogo sem que você precise mergulhar de cabeça no HRT.
    Uso inapropriado do Aromasin:
    1) Proporcionar “hot flashes” à sua namorada. (é uma piadinha, que por sinal eu não entendi, então desconsiderem.)
    Bom, isso é o que eu tinha para escrever sobre o melhor IA existente, com certeza deve ter faltado algumas coisas, então se alguém tiver alguma pergunta a fazer, sinta-se livre pra me mandar PM ou me perguntar nesse tópico (ISSO EH O CARA FALANDO LÁ! NÃO VENHAM ME MANDAR MP QUE EU NÃO SEI QUASE PORRA NENHUMA!!!!)
    Doses comuns: 12.5mg TSD/DSDN/A CADA 4 DIAS, 25mg TSD/DSDN
    Dose de TRT: 6.25mg TSD. 12.5mg 2 ou 3 vezes na semana
    Letrozol:
    Esse é um IA que você pode viver sem. É de longe o mais nocivo de todos os IAs, não necessariamente porque quando você usar ele o seu nível de estrogênio vai ficar baixo de mais, mas o composto químico/ingredientes ativos do Letrozol são considerados bem nocivos ao nosso organismo.
    Alguma vez você já subiu uns lances de escadas e quando chegou lá em cima sentiu que estava morrendo, tipo o que um cara de 250kgs sentiria depois de dar dois passos na rua? Bom, isso é o que o Letrozol pode fazer com você. O que eu quero dizer é que esse negócio afeta os seus triglicerídeos, se você fazer o uso de Letrozol por um período de tempo suficiente combinado com uma dose alta suficiente, você vai acabar com os seus triglicerídeos tão altos que até mesmo depois de ter dado uns 10 passos você já vai estar sofrendo pra respirar.
    A única aplicação para o Letrozol (que pode ser evitada/substituida por Aromasin) é na fase de pre-contest. Eu jamais usaria em um bulking, cutting ou tratamento de reversão de ginecomastia. É colateral de mais para efeito de menos.
    Alguma vez você já tomou o Letrozol e ainda assim sentiu os mamilos sensíveis? Sabe porquê? O Letrozol abaixa o SHGB dramaticamente, isso permite que o seu nível de testosterona livre tenha um pico e, como resultado disso, que alguma fração dela aromatize e se torne estrogênio, essa é a razão que os protocolos de reversão de ginecomastia com Letrozol não funcionam (especialmente quando sugerem q você use esse medicamento por apenas 1 semana). Para que você tenha pouco estrogênio livre no seu organismo (Isso os IAs não conseguem abaixar) você precisa abaixar o seu estrogênio total. Entretanto todos que estão tentando reverter a ginecomastia necessariamente já estão com o estrogênio alto, então no momento que você insere Letrozol você pode vir a liberar uma quantidade ainda maior de estrogênio livre na sua corrente sanguínea, o que pode acabar fazendo com que a sua ginecomastia piore! Para se proteger desses estrógenios livres na sua corrente sanguínea você precisa de um SERM, é por essa razão que você não pode reverter a ginecomastia sem um SERM já que todos os IAs abaixam o SHGB. (aumentando a testosterona livre, podendo fazer com que essa testosterona livre aromatize e se transforme em estrogênio livre, que então poderiam se ligar aos receptores de estrogênio localizados no seu peito o que ocasionaria em uma piora no quadro de ginecomastia. Os SERMs evitam que os estrogênios se liguem aos receptores de estrogênio localizados no seu peito, sendo assim impossibilitam que esses estrogênios extras ocasionem a ginecomastia, porém eles não evitam o aparecimento de outros colaterais por conta de um alto nível de estrogênio).
    Tenha em mente também que você não deve usar Tamoxifeno/Clomid juntamente com Anastrozol ou Letrozol, pois você minimiza a eficiência desses dois IAs em 40% (isso não ocorre vice-versa, a eficiência dos SERMS continuará em 100%)
    Dose comum: 0,62 mg TSD/DSDN , 1.25mg TSD/DSDN
    SERMS:
    Tenha em mente que todos os 3 SERMS citados aqui vão trabalhar em favor do seu fígado (Agonistas), visto que eles são estrogênios medianos e, como dito antes, estrogênio é bom para o seu fígado, sendo assim a adição de um SERM sempre vai fazer com que o seu HDL/LDL melhore. Nenhum dos SERMS abaixa o seu estrogênio, na verdade eles aumentam o seu nível de estrogênio total. Eles também bloqueiam a ação do estrogênio na área do mamilo, mas, assim como os IAs não suicidas uma vez que esses estrogênios são liberados (quando você cessa o uso do medicamento) você tem o efeito rebote, o que acarreta com que o seu nível de estrogênio fique maior do que antes.
    Nolvadex/Tamoxifeno
    Agonista (significa dizer que este medicamento trará benefícios) : Figado, Utero
    Antagonista (significa dizer que este medicamento não trará benefícios, no caso em questão ele não trará benefício à região do mamilo, visto que irá bloquear a ação dos estrogênios nesta área): Seio/mamilo
    Como eu tenho certeza que você já escutou, O Nolvadex reduz os níveis de IGF-1 em 25% então isso pode parecer como a maior desvantagem do mundo, mas se você levar em conta que o seu fígado vai estar mais saudável enquanto você faz o uso deste medicamento, vai acabar equilibrando o fato de os seus níveis de IGF-1 serem reduzidos.
    O Nolvadex é mais indicado para TPC e não pra ser usado dentro do ciclo, já que promove um aumenta de 60% dos níveis de testosterona natural (o que é ótimo durante o período de TPC) e diminui os níveis de IGF-1 (o que é péssimo se você está procurando otimizar os seus ganhos).
    Dosagem no ciclo: 20-40mg/TODOS OS DIAS/DIA SIM DIA NÃO
    Raloxifeno/Evista
    Agonista: Fígado, ossos (assim como o Decanoato de Nandrolona este medicamento aumenta a densidade ossea, sendo um reconhecido tratamento contra osteoporose)
    Antagonista: Seios/mamilos (Mais forte que o Nolvadex).
    O Raloxifeno não afeta os níveis de IGF-1 de jeito nenhum, ele também ele aumenta a sua densidade óssea, porém não chega nem perto de trazer o benefício aos seus tendões que o Decanoato de Nandrolona traz, então ele pode ser uma espada de duas pontas no caso de você não estar fazendo o uso conjunto de Decanoato de Nandrolona, visto que ao você ter ossos e músculos mais densos/fortes a chance de lesões nos tendões aumenta.
    O Raloxifeno é o SERM ideal pra terapia dentro do ciclo, já que é ele é agonista dos seus ossos, não afeta os níveis de IGF-1 e é perfeitamente seguro administrá-lo com um 19nor. Raloxifene não deve ser usado em TPC, já que ele aumenta os seus níveis de testosterona natural em apenas 40%, isso é 20% a menos que o Tamoxifeno.
    Dosagem dentro do ciclo: 60mg-120mg/DIA/DIA SIM DIA NÃO/A CADA 2 DIAS
    Tamox vs Raloxifene (em relação ao HGH/IGF-1)
    Objetivo do Estudo: Comparar o impacto do Tamoxifeno e do Raloxifeno no nível de GH/IGF-1 e gonadal axes (termo técnico, não consegui traduzir então deixei no original) em machos saudáveis.
    Formato: Nós conduzimos um estudo customizado, open-label crossover study (termo técnico, não consegui traduzir então deixei no original)
    Pacientes e Intervenção: 10 homens saudáveis foram submetidos a um tratamento sequencial de 2 semanas com Tamoxifeno (10 e 20mg/dia) e Raloxifeno (60 e 120mg/dia), com um período de 2 semanas de intervenção para desintoxicação dos medicamentos.
    Medidas Tomadas no Estudo: Nós medimos a resposta do GH à arginina e níveis circulantes de IGF-1, LH, FSH, Testosterona e SHGB.
    Resultados: O Tamoxifeno, porém não o Raloxifeno, diminuiu significativamente os níveis de IGF-1 em 25% (P < 0.01) e aumentou os níveis de SHGB em 20% (P < -0.05) na maior dose terapêutica administrada. Houve uma significante tendência que não foi acompanhada estatisticamente em relação a redução da resposta do GH à arginina com ambos os SERMS. (There was a nonstatistically significant trend toward a reduction in the GH response to arginine with both SERMs.) Ambas as drogas significativamente aumentaram as concentrações de LH, FSH e Testosterona. O aumento no nível de Testosterona (40% vs 25%) e LH (70% vs 30%) foi significativamente maior com o Tamoxifeno.
    Conclusões: Tamoxifeno, mas não o Raloxifeno, diminui os níveis de IGF-1. Ambos os SERMS estimularam a “gonadal axis”, com o Tamoxifeno causando um efeito maior sobre ela. Nós concluímos que, nessas doses terapêuticas, o Raloxifeno perturba o GH e as “gonadal axes” em um proporção menor que o Tamoxifeno.
    Tamoxifeno vs. Raloxifeno: Ginecomastia
    (Bom, aqui ele coloca um estudo, cheio de termos técnicos, que explica o que eles vão fazer com os pacientes, quais são os objetivos, como eles vão verificar o que aconteceu com os pacientes, enfim, é uma coisa maçante demais para ser traduzida, cheia de termos que eu sinceramente não consigo entender/traduzir e é uma coisa que não vai agregar muito para o intuito do texto, a parte que nos interessa, os resultados, foram traduzidos e são extremamente interessantes e importantes. Quanto ao estudo em si, eu vou deixar o original aqui para caso vocês tenham interesse em verificar como foi conduzido o experimento)
    OBJECTIVES: To assess the efficacy of the anti-estrogens tamoxifen and raloxifen in the medical management of persistent pubertal gynecomastia. STUDY DESIGN: Retrospective chart review of 38 consecutive patients with persistent pubertal gynecomastia who presented to a pediatric endocrinology clinic. Patients received reassurance alone or a 3- to 9-month course of an estrogen receptor modifier (tamoxifen or raloxifene).
    Resultados: A idade média dos pacientes era de 15 anos, com ginecomastia presente a 28.3 (16.4) meses. Em média, a redução do diâmetro da glândula mamária foi de 2.1 (95%) depois do tratamento com Tamoxifeno e de 2.5 (95%) depois do tratamento com Raloxifeno. Uma melhora considerável foi vista em 86% dos pacientes recebendo Tamoxifeno e em 91% dos que estavam recebendo Raloxifeno, porém uma maior proporção dos pacientes obteve uma redução significante da ginecomastia (redução maior que 50%) com o Raloxifeno (86% dos pacientes recebendo Raloxifeno tiveram uma redução da ginecomastia maior que 50%) do que com o Tamoxifeno (41% dos pacientes recebendo Tamoxifeno tiveram uma redução da ginecomastia maior que 50%). Nenhum efeito colateral foi visto em nenhum dos pacientes.
    Conclusão: A inibição da ação do receptor de estrogênio na área do peito aparenta ser segura e eficiente, proporcionando uma redução da ginecomastia recorrente desde a puberdade, com o medicamento Raloxifeno apresentando um melhor resultado em relação ao Tamoxifeno.
    Clomid
    Agonista: Fígado
    Antagonista: Seio/mamilo
    O Clomid é uma droga bem nociva. Deve ser evitada a todo custo, se você vier a apresentar os colaterais relacionados à visão que este medicamento pode vir a causar, como por exemplo, a vista embaçada, eles continuarão para o resto da sua vida. São casos raros, mas acontecem.
    O Clomid só deve ser introduzido em protocolos com a supervisão de um médico, visto que se você quer voltar a produzir esperma novamente, você irá ter que fazer o uso contínuo de Clomid, aliado ao HCG, por 9-12 meses seguidos. Este medicamento até tem algum uso para a TPC, mas ele pode ser completamente evitado usando somente um SERM ou usando o ideal (Tamox + aromasin)
    Algumas informações sobre o Clomid:
    - O Clomiphene é um misto de agonista/antagonista. Isto se dá pelo fato de o clomiphene ser composto de dois isômeros: enclomiphene e zuclomiphene. Enclomiphene é um receptor antagonista de estradiol (E2). Zuclomiphene é um receptor agonista de estradiol (E2). De qualquer maneira, o fato de o efeito antagonista ser mais pronunciado se dá pelo fato de sua composição ser 70% trans (enclomiphene) e 30% cis (zuclomiphene). O Tamoxifeno é um SERM mais estrito, diminui o efeito do estrogênio no corpo, potencializando a ação do Clomid. Esta combinação veio após 100 anos de experiências médicas.
    Então o Tamoxifeno é mais antagonista (para a região do mamilo/seio, lembram?) do que o Clomid. É melhor em bloquear o ER (ação do estrogênios na área do mamilo) do que o Clomid. O Clomid também aparente exercer efeitos agonistas nas partes que cérebro que controlam as emoções. Isso explica o porque alguns homens ficam parecendo “mulherzinhas de TPM” durante o uso de Clomid.
    - O Tamoxifeno é também feito de um pouco mais de isômeros, o isomero cis do Tamoxifeno (que é inativo), trans-tamoxifen e o isômero trans-4-OHT.
    - O Clomid vai duplicar o seu LH (em 100mg/dia) no período de 5-7 dias e aumentar o FSH em 20-50%. O LH aumenta rapidamente depois do ciclo, mas não tanto assim
    - Clomid vai aumentar a testosterona endógena (total) em 146% depois de 3 meses em 25mg/TSD.
    - Clomid em 100mg/dia vai aumentar a testosterona endógena (total) em 268% em 8 semanas e a testosterona livre em 1.410% (isso não é um erro de digitação).
    - O Tamoxifeno aumentou a testosterona na corrente sanguínea (testosterona livre) em 142% do nível padrão em apenas 10 dias. Foram necessários 150mg/dia de Clomid para conseguir o mesmo resultado de 142%. Depois de 6 semanas ele aumentou os níveis de testosterona e LH numa média de 183% e 172% dos valores iniciais.
    - Outra coisa para se tomar nota depois do estudo mencionado acima é o quão sensível a glândula pituitária ficou ao GnRH. Quanto mais sensível a glândula pituitária é ao GnRH, mais LH ela vai produzir. O Tamoxifeno aumenta a sensibilidade da glândula pituitária ao GnRH e o Clomid aparenta diminuir.
    - Estrogênio vai diminuir a sensibilidade ào GnRH. Não vai aumentar. Se o estrogênio por um acaso aumentasse a sensibilidade da pituitária ao GnRH esse acontecimento se chamaria “estrogênio no auge”. Aprimorar a pituitária a ser mais sensível ao GnRH. Isso acontece em fêmeas, mas não em machos. Não há evidencia da aprimoração do estrogênio em machos.
    -O Tamoxifeno é mais anti-estrogênico do que o CLOMID. Ambos são SERMs, com efeitos agonistas/antagonistas nos tecidos “selecionados”. Ambos irão bloquear a aromatização no tecido mamário. Ambos são agonistas ao fígado, o que deve explicar o aumento das proteínas que se ligam ao IGF e consequentemente a diminuição do IGF no plasma.
    Dose no ciclo: 50mg/DSDN
    Alguns dizem que este medicamento pode substituir o HCG, mas eu prefiro não ir por esse caminho. O Clomid causa muitos problemas mentais para ser usado em um ciclo, na minha opinião.
    Suporte à Prolactina:
    Caber/Cabergolina/Dostinex/Cabaser
    O Caber irá baixar a sua progesterona e inibir a prolactina/lactação. É um agonista da dopamina, o que significa que ele não vai deixar o seu corpo lactar pois ele vai ocupar os seus receptores de dopamina (esses receptores são os responsáveis pela lactação). Caber é o suporte perfeito para a prolactina quando você estiver administrando algum 19nor, isso na minha opinião. Os seus efeitos colaterais são mínimos, nada de sonolência, não afeta os padrões de sono e em geral, no tocante às doses, é bem mais flexível que o Pramipexole ou Bromo. Também não existe nenhum efeito adverso por você cessar o uso do Caber, diferente do que acontece com o Pramipexole.
    O Caber é um medicamente de renome, ele reduz o tempo de inatividade (pelo que eu entendi o Caber reduz o tempo que você tem que esperar até ficar sexualmente ativo outra vez), não confundam isso com ele proporcionando orgasmos múltiplos, então digamos que você precisa de 1 dia para estar inteiro denovo depois de sessão de sexo, duas semanas depois de começar com o Caber você vai sentir uma diminuição significante nesse tempo de inatividade, você passaria a precisar de apenas 12-16hrs pra estar pronto pra próxima sessão, se você precisa de 2hrs pra estar pronto de novo você passaria a precisar de 1h e assim vai.
    Esse medicamento é também conhecido pelo seu efeito de orgasmo multiplicado, então quando você ejacular vai parecer que você está ejaculando o dobro ou o triplo. Isso necessita ser explicado melhor para o usuário. Explicando, no que toca a ejaculação, mesmo que ela não seja instantâneo, quanto mais você segurar dentro de você maior será o prazer que você sentirá quando finalmente você deixá-la sair (Funciona assim: Quanto mais tempo você ficar se segurando para não gozar, maior vai ser o seu orgasmo quando você finalmente gozar). Outra coisa, digamos que você esteja sem o Caber no seu sistema, aí você deixa um pouquinho de ejaculação escapar (sabe quando você está se segurando pra não ejacular, mas um pouquinho dela escapa mesmo assim?). Geralmente, quando isso acontece, você tem uma grande chance de perder a ereção, mas uma vez que você estiver com o Caber no seu sistema, se você por um acaso deixar esse pouquinho de ejaculação escapar, a sua ereção vai ficando cada vez mais forte e o seu clímax vai ser insano. Dito isso, você pode ter, digamos 4-5 pequenos orgasmos, combinando-os com um orgasmo gigantesco no final, que irá parecer com o dobro ou triplo de um orgasmo que já seria gigante (Um orgasmo gigante triplificado!). Enfim, isso precisa de prática e auto-controle por parte do usuário.
    Dose comum em ciclo (para prevenção): 0.25-0.50mg/a cada 3 dias
    Dose comum para parar lactação: 1-1.5mg/a cada 3-5 dias.
    Pramipexole/Mirapex
    O Prami, assim como o Caber, vai diminuir a progesterora e vai inibir a prolactina/lactação. É um agonista da dopamina, assim como o Caber, logo ele irá agir ocupando os receptores da dopamina, que são os responsáveis pela lactação.
    Como dito antes em alguns tópicos, o Prami é uma droga muito peculiar! Você precisa lentamente ir aumentando as doses até chegar a dose que você quer usar e também precisa ir diminuindo gradativamente as doses, para evitar o efeito rebote (mediano) que ele vai causar. O Prami é uma substância viciante, eu não recomendaria para nenhum ciclo que dure mais de 8 semanas, visto que quanto mais você usa mais difícil é parar de usar, você também vai descobrir que você ira precisar ir aumentando a dose cada vez mais e mais para conseguir o mesmo efeito. O efeito do Prami não é nem de perto tão bom quanto o do Caber. Ele também irá reduzir o seu tempo de inatividade entre uma ejaculação e outra, assim como o caber faz, mas os seus benefícios em relação à isso param por aí. Ele não proporciona nenhum aumento na libido ou na potência dos seus orgasmos, ao contrário do Caber. A única vantagem do Prami em relação ao Caber é que, se tomado na hora certa (2-3hrs) antes de dormir, ele funciona tão bem quanto um benzo (medicamento pra dormir) para te derrubar. O que quando usando tren é um bônus (visto que, como vocês sabem, um dos colaterais da Tren é a insônia).
    Entretanto se você calcular errado (sem querer é claro), digamos que você tome ele 30min-1hr antes da hora de dormir, você vai acabar descobrindo que depois de 2-3hrs de sono você estará se sentindo completamente acordado e, muito provavelmente, também estará transpirando excessivamente, isto ocorre pois a dopamina que você suprimiu 4 horas atrás irá ter um efeito rebote, você vai sentir como se tivesse cheirado um pouco de cocaína enquanto dormia. Não é lá uma das melhores sensações. Outra coisa, toda vez que você aumenta a dose, você precisa se adaptar a essa dose, mesmo que você já esteja acostumado à substancia. Eu descobri que com o passar do tempo, esse aumento nas doses faria, nas primeiras noites, com que eu tivesse um sono muito leve quase como se eu estivesse dormindo acordado, até meu organismo se acostumar com a nova dosagem.
    Os principais colaterais relacionados ao sono, como sonhos que parecem verdade e acordar no meio da noite, podem ser evitados se você administrar Prami na hora certa, então você tem que ir por tentativa e erro (quanto antes você tomar é melhor) até achar o timing certo do seu organismo. Só tenha certeza de nunca tomar Prami de manhã ou no começo da noite, pois você vai acabar se sentindo esgotado, tonto, com náuseas, tipo um zumbi, tudo o que você pensa é que horas que você vai poder cair no sono.
    Dose comum dentro do ciclo: aumente gradualmente de 0.125mg pra 0.25mg-0.50mg (0.50mg só será necessário caso você estiver tomando dois 19nor junto ou estiver em altas doses de Tren). Depois que você terminar o seu ciclo diminua gradualmente de uma forma ainda mais lenta do que a forma que você aumentou, vá dos 0.50mg (dose máxima) até 0.125mg, fique uma semana em cada dose e depois pare. Não importa o que você faça ou como você faça, você vai experienciar algum desconforto nos 3-5 primeiros dias depois que você parar de administrar esse medicamento.
    Dose contra lactação: Você irá provavelmente precisar de 1 a 2mg por dia para parar a lactação, mas eu não recomendaria, iria demorar séculos até chegar nessa dose (pelo fato de você ter que ir aumentando gradativamente a dose), se você já estiver em processo de lactação use o Caber, a pior coisa que pode acontecer quando você começar a administrar uma dose alta de caber de uma forma repentina é você ficar com uma cara de quem dormiu na privada que dura umas 12horas (é uma coisa meio chata, mas é bem melhor do que ficar vomitando suas tripas por horas a fio).
    O Bromo é parte da família dos LSD, então isso já é o suficiente para fazer com que eu não queira o experimentar. Eu tenho certeza que ele é uma boa droga, eficiente para suporte à prolactina, mas, como eu não experimentei, não vou falar nada. O Toremifene eu também nunca tomei, então também não vou falar nada.
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    Toxi got a reaction from Hawkins in ESTUDO SOBRE HORMÔNIOS E DIETA   
    Deca, Stanozolol e suas articulações
    Separando fatos da ficção
    Eu estive de certa forma amaldiçoado por certas questões desde que eu comecei a ler sobre esteroides uma década atras. Certas ideias nunca encaixaram bem comigo...e infelizmente, quando eu fiz mais perguntas, eu somente recebi respostas parecidas. Quando eu fui apresentado ao mundo dos grupos de esteroides da internet cerca de meia década atras, eu fiz as mesmas perguntas aos "poderosos" dos grupos que eu era membro. Eu recebi muitas das mesmas respostas, mas as minhas mensagens privadas e e-mails aos moderadores e os staffs em vários grupos pedindo referencias ou algum tipo de lógica foram todas deixadas sem resposta. As vezes eu era avisado de que "isso é bem conhecido...etc..." e dito para parar de perguntar. Bem conhecido pra quem? Certamente não é bem conhecido pra mim.
    Um dos mais irritantes "fatos bem conhecidos" é o que Decanoato de Nandrolona (Deca) melhora e suaviza suas articulações por reter água nelas. E, vice versa, Stanozolol tem um efeito "reverso osmótico" nas suas articulações, que faz elas doerem quando você o usa, porque ele extrai água do seu corpo, incluindo as articulações. Reverso Osmótico? Wow...se nós usamos palavras realmente grandes, talvez pareceremos espertos e as pessoas irão parar de fazer perguntas. Eu acredito que este seja o dito mais encontrado em grupos de esteroides anabolizantes ,e provavelmente como os staffs nesses grupos começam suas orações noturnas...
    Minha primeira pista para resolver esse mistério é que Stanozolol é um derivado de DHT, assim como Masteron, e eu tenho um amigo que teve problemas de articulação quando usava ambos eles. Um pouco de pesquisa revelou que muitas pessoas dividem essa aflição. E é bem obvio que muitas pessoas que usaram Deca encontraram um alívio em problemas crônicos de articulação e dor. Eu sei que Deca é um esteroide derivado 19-nor, e também sei que é uma progestina, e por isso pode estimular o receptor de progesterona (15) cerca de 20% bem como a progesterona. Eu também sei que ela aromatiza (converte em estrogênio) em um nível muito menor que testosterona (16). Será que a resposta de alguma forma se encontra nos níveis de estrogênio? Bem, Deca realmente não aromatiza tanto, então talvez tenha uma sinergia entre a estimulação de progesterona da Deca e seu baixo efeito estrogênico?
    Nós certamente sabemos que a depleção de Estrogênio pode diminuir a densidade mineral óssea e a reposição de estrogênio rapidamente restaura a perda óssea (18). Além disso, nós sabemos que estrogênio é auxiliado nisso pela progesterona, porém estrogênio é mais importante (19). Colágeno também melhoraria pela adição de estrogênio e progesterona (20). Mas isso é tudo? Por que suas juntas "sentem" melhor com deca? E onde isso nos leva, em termos de que Stanozolol e Masteron causar dor nas articulações? Eu sempre achei que tinha algo mais além disso. E eu acho que a resposta se encontra em DHT.
    Veja, a administração de DHT é documentada por diminuir os níveis de estrogênio através de uma variedade dos mecanismos no tecido periférico (1). DHT inibe diretamente atividade estrogênica nos tecidos, ou agindo como um competitivo antagonista no receptor de estrogênio ou diminuindo a ligação do receptor de estrogênio. De qualquer jeito, esses são dois mecanismos claros da possibilidade de ação no tecido periférico.
    DHT e seus metabolitos têm ainda demonstrado inibir aromatização, e esse é um possível mecanismo onde pode reduzir os níveis circulantes de estrogênio no seu corpo. De fato, DHT, androsterona, e 5alpha-androstandiona são todos potentes inibidores da formação de estrona por androstandiona. Finalmente, DHT age no HPT para diminuir a secreção de gonadotropinas (ela à inibe). De fato, é tão potente em reduzir estrogênio que o gel transdérmico DHT aplicado na área afetada tem sido usado para tratar ginecomastia (5)(6). Estrogênio é o culpado primário em gineco (8), contudo nós sabemos que progesterona pode ser sinergista com estrogênio nesse (e outros) aspecto(s).
    DHT também tem um efeito negativo nas células de biossíntese de Progesterona (7), e ainda tem a capacidade de inibir a elevação de progesterona causada pelo estrogênio (10). Portanto DHT seria (e é) muito efetivo em reduzir gineco porque ele reduz ambos estrogênio bem como a progesterona. Essa propriedade tem com esteróides derivados do DHT, em sua maior parte, desde que Masteron foi observado em alguns casos em ter efeitos positivos em reduzir tumores no tecido mamário(9), que é essencialmente o que ginecomastia é (embora benigno). Você continua comigo? Bom, porque eu quero que você guarde essa primeira ideia (DHT reduz estrogênio e progesterona), e ponha isso na parte de trás da sua mente enquanto você lê essa próxima parte, que é sobre seu sistema imunológico.
    Células T auxiliares 1 (TH1) secretam citosinas pró-inflamatórias bem como promove respostas imunes mediada por células, enquanto que as células TH2 desencadeiam produção de anticorpos (2). Hormônios sexuais (tal como progesterona) que promove o desenvolvimento de uma resposta de TH2 também aparece para antagonizar o aparecimento de células TH1. Por isso, quando os níveis de progesterona (ou o receptor de progesterona, PgR) forem estimulados, você terá mais citosinas anti-inflamatórias flutuando e menos citosinas pro-inflamatórias. Aspirina, Tylenol, e todos os anti-inflamatórios de balcão também são úteis como analgésicos. Os efeitos anti-inflamatórios estão altamente ligados com a atividade analgésica. O que acontece quando mulheres com artrite engravidam? Elas apresentam uma típica redução de dor nas articulações. Isso, eu afirmo, é devido ao aumento do estrogênio e progesterona durante a gravidez, e o efeito anti-inflamatório que eles geram.
    Progesterona, assim como testosterona, ambos estimulam a imunidade humoral, (o TH2) e suprimem a imunidade celular (resposta TH1). Logo, progesterona tem um efeito anti-inflamatório. Deca é uma progestina, que significa que ela estimula o receptor de progesterona. E é por isso que ela alivia dores articulares. Lembra daquela velha ideia de que Deca promove "retenção de água" nas articulações, e por isso ajuda na melhora de suas articulações? Besteira. Você acabou de ler o real motivo de deca ajudar nas articulações. Deca realmente funciona de dois modos como um andrógeno —que tem efeitos bem documentados nos corticoesteroides— e como uma progestina para reduzir inflamação.
    Vamos em frente....
    Estrogênio exerce um conhecido efeito bifásico (duas fases). Em baixas quantidades, como um pró-inflamatório, porque ela estimula o braço de TH1 do sistema imune (imunidade celular) e inflamação. Em maior(es) quantidade(s), é na verdade um anti-inflamatório (2). Então quando alguém usa um anti-estrogênico muito forte (ou inibidor de aromatase), esse alguém perde água (porque estrogênio causa retenção hídrica) bem como sente dores nas articulações devido ao efeito pró-inflamatório gerado pelos baixos níveis de estrogênio. Letrozol, que reduz níveis de estrogênio no plasma sanguíneo devido a inibição de aromatase, é o melhor exemplo disso. Ele é famoso por causar dores nas articulações. Letrozol diminui ambos atividade da aromatase bem como (obviamente) níveis de estrogênio no plasma, em adição reduz níveis de progesterona (3). Por isso quando pessoas usam Letrozol, elas afirmam que ele "tira água de suas juntas" e faz eles sofrerem. Novamente, isso é uma total besteira.
    Baixando o estrogênio reduz a retenção de água, mas com a mesma importância ele também vai limitar a habilidade do seu corpo de produzir reações anti-inflamatórias mediados por estrogênio para a musculação. Você perde água e suas articulações doem, por isso há o mito de que quando você perde água nas articulações é a causa do desconforto. É verdade que você perde água subcutânea quando os níveis de estrogênio estão baixos, mas simplesmente não é verdade que perdendo essa água vai fazer suas articulações doerem. Nós também podemos afirmar que Testosterona pode ter algum efeito anti-inflamatório ambos pela sua aromatização em estrogênio tão bem como os efeitos nos corticoesteroides. Isso também, é bem documentado.
    Agora, vamos ver se podemos trazer de volta o trecho que eu pedi que você se lembrasse....o trecho onde eu te disse que DHT reduz estrogênio e progesterona. Até agora nós estabelecemos que a redução de ambos os hormônios (Estrogênio e Progesterona) são causados por DHT e derivados do DHT, que carregam muitas das mesmas propriedades e produzem metabolitos semelhantes. E essa redução no Estrogênio/Progesterona, causado pelo DHT, reduz a produção de citosinas anti-inflamatórias e analgésicas do seu corpo. E é isso que Stanozolol, Masteron, etc. fazem causando dor nas articulações. E como percebemos no começo desse artigo, quando alguém diminui estrogênio e progesterona, a densidade mineral óssea e o colágeno irão sofrer efeitos deletérios.
    Então nós temos finalmente uma explicação plausível para os efeitos contrastantes de Deca e Stanozolol sobre as articulações.
    Desconheço o autor do texto, caso alguém conheça, sinta-se a vontade pra deixar os devidos créditos.

    Referências
    1. MacDonald PC, Madden JD, Brenner PF, Wilson JD, Siiteri PK 1979 Origin of estrogen in normal men and in women with testicular feminization. J Clin Endocrinol Metab 49:905–916
    2. Science, Vol 283, Issue 5406, 1277-1278 , 26 February 1999
    3. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2002 Nov 15;105(2):161-5.
    4. J Clin Endocrinol Metab. 1995 Sep;80(9):2658-60.
    5. Successful percutaneous dihydrotestosterone treatment of gynecomastia occurring during highly active antiretroviral therapy: four cases and a review of the literature.
    6. Clin Infect Dis. 2001 Sep 15;33(6):891-3. Epub 2001 Aug 10.
    7. Androgens and the immunocompetence handicap hypothesis: unraveling direct and indirect pathways of immunosuppression in song sparrows.
    8. Am Nat. 2004 Oct;164(4):490-505. Epub 2004 Sep 1.
    9. Nippon Sanka Fujinka Gakkai Zasshi. 1988 Mar;40(3):331-7.
    10. Progesterone is not essential to the differentiative potential of mammary epithelium in the male mouse. Freeman, Topper. Endocrinology. 1978 Jul;103(1):186-92
    11. Eur J Cancer Clin Oncol. 1983 Sep;19(9):1231-7.
    12. Biol Reprod. 1989 Jun;40(6):1201-7.
    13. Metabolism. 1990 Nov;39(11):1167-9.
    14. Effects of nandrolone decanoate on bone mineral content R, Righi GA, Turchetti V, Vattimo A.
    15. Cancer Res 1978 Nov;38(11 Pt 2):4186-98
    16. Biosynthesis of Estrogens, Gual C. et al. Endocrinology 71 (1962) 920-25
    17. Comparative effects and mechanisms of castration, estrogen anti-androgen, and anti-estrogen-induced regression of accessory sex organ epithelium and muscle.Invest Urol. 1981 Jan;18(4):229-34.
    18. [Clinical aspects of estrogen and bone metabolism]
    Clin Calcium. 2002 Sep;12(9):1246-51. Japanese.
    19. The effects of progestins on bone density and bone metabolism in postmenopausal women: a randomized controlled trial.
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    Osteoporos Int. 2005 Apr;16(4):372-9. Epub 2005 Jan 15.
    21. Am J Obstet Gynecol. 2005 Apr;192(4):1316-23; discussion 1323-4.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Parei de beber para começar o ciclo   
    Meu querido, desculpe a sinceridade, mas se você se alimentasse bem não teria 59kg. Qualidade dos alimentos é um fator apenas, outro fator é você saber a quantidade e o momento certo pra ingerir.
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    Toxi got a reaction from Bella in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Posso colocar o HCG no freezer?   
    Precisaria fazer alguns exames, estradiol, estrona, prolactina, testosterona são alguns. Piorou em que sentido? Mais difícil? Menos volume? Muito rápida? O controle de ejaculação depende muito de diversos hormônios, normalmente testosterona, prolactina e estrogênio são os mais importantes (pequeno esquema da Nature).

  14. Like
    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Ciclo para perder 15 kg   
    Aqui, confira o link abaixo, contém inclusive modelos de ciclos. Novamente, acho que você foi precipitado em não pesquisar antes de comprar, porque com essa quantidade é difícil montar um ciclo.
     
  15. Like
    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Ciclo para perder 15 kg   
    Amigão, se você não sabe usar os produtos por que foi comprar? Faltou pesquisa pra você, temos um guia de ciclos aqui no fórum e bastante textos esclarecendo sobre o uso.
  16. Like
    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Ciclo de 15 semanas   
    Se é teu primeiro ciclo pode usar menos droga, não sei se é preciso tudo isso pra ter um bom resultado.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Ciclo enantato (musclepharma) e deca (usp labs)   
    Amigão, tenha calma, nem sempre há pessoas online o tempo todo pra te responder.
    Cálculo da dieta está bacana. Sobre os esteroides, não tem um lugar que diga quanto você deve usar, nem um critério pra isso, mas eu sempre adoto um parâmetro de usar o mínimo possível, e quando você pega a manha os números já vem fluindo na cabeça. Você não precisa de 1g de esteroides por semana pra sair dos 68kg, se eu fosse você faria um ciclo com 400~500mg já estaria de bom tamanho. Quando elaboro um ciclo, eu gosto de primeiro pensar nos efeitos colaterais e só então nos resultados.
    Tome cuidado, muita gente não se preocupa com a saúde, acha que não dá nada injetar esteroides, mas na hora que o problema aparece você percebe que não é brincadeira.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Ciclo enantato (musclepharma) e deca (usp labs)   
    Amigão, você precisa contar a quantidade de gordura na dieta, nem só de carbo e prot vive o homem. Sabe dizer quantas kcal tem a dieta? E qual sua altura?
    De começo, acho que é muita droga pra alguém do seu peso.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in Ciclo enantato (musclepharma) e deca (usp labs)   
    Desde já agradece o que, amigo? Qual o objetivo do seu tópico?
  20. Upvote
    Toxi got a reaction from Lilifisic in GUIA BÁSICO - ESTEROIDES ANABOLIZANTES   
    Visto o grande número de usuários que buscam respostas sobre ciclos, estou elaborando meu próprio guia de ciclo e TPC. O texto é breve e direto, não vou explicar a ciência por ter escolhido isso e aquilo, até porque poucos leem.
    É importante que saiba que ninguém vai montar um ciclo pra você aqui no fórum, se precisa de ajuda especializada procure um coach. Eu e outros aqui no fórum prestamos esse tipo de serviço, é melhor que fazer coisas no escuro.
    A primeira coisa a se definir é o objetivo: bulk (aumento de massa muscular) ou cut (diminuição de gordura corporal)? Alguns ainda preferem classificar bulk em limpo e sujo, pra mim só existe bulk que não deve ser nem totalmente limpo e nem muito sujo. Importante lembrar que antes de fazer qualquer ciclo, você precisa ter certeza de que sua dieta e treino estão adequados, é preciso fazer uma contagem do gasto calórico diário e definir a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras conforme seu objetivo, do mesmo modo, é preciso avaliar encurtamentos musculares, desvios posturais e músculos deficientes pra elaborar um treino que seja o adequado pro seu corpo. Se você está naquela de que tal exercício é bom pra isso, evitar comer tal alimento é o ideal pode abandonar aqui, sem dieta e treino esqueça de usar esteroides. Esqueça!
    Quando se trata de hormônios anabolizantes, sempre é preciso estar magro pra poder usar. A gordura corporal atua como um órgão endócrino, ela sequestra os esteroides e os converte em estrogênio (que em excesso vai te engordar mais ainda, além de aumentar sua propensão a outros efeitos colaterais) além de que a gordura também gera uma condição inflamatória através da produção excessiva de citocinas inflamatórias, isso combinado com esteroides não é legal, você tem um risco muito mais elevado de dano vascular, cardíaco e trombose. E é importante lembrar que danos vasculares são irreversíveis.
    Pois bem, tendo isso em mente o ideal que sempre preconizo é o seguinte: bulk se você tem até 12~13% de BF, cut se você tem até 14~15% de BF e se tiver mais que isso apenas dieta. Só dieta mesmo, termogênico só se usa com menos de 10% de BF. E sempre ter um peso mínimo para usar esteroides, antes de usar qualquer hormônio você precisa pelo menos saber treinar e comer adequadamente, pois os esteroides não fazem nada além de potencializar o resultado da sua dieta e do treino. Homens com menos de 70kg não devem e mulheres com menos de 50kg não devem nem pensar em usar, porque nesse ponto é extremamente fácil melhorar as medidas sem o uso de hormônios.
    Todo mundo pensa que só se progride usando hormônios. Saudades da época que você fazia o necessário para ter resultados, e isso normalmente se limitava a treino e dieta, que aliás, quase ninguém faz direito.
    "Ah, mas eu faço dieta e treino certinho."
    Sua dieta é composta em mais de 80% de alimentos não-industrializados? Ela respeita sua necessidade biológica de ingestão de cada nutriente? Sabe qual a quantidade de minerais e vitaminas está ingerindo? Sabe quantas calorias tem sua dieta? Seu treino é adequado a seus desvios posturais ou é aquele treino que você faz os exercícios que pegam bem? Respeita seu descanso? Você chega a falha muscular em pelo menos 1 série de cada exercício?
    Talvez não esteja tudo tão certinho assim, não é...
    Eu também vos deixo a "equação de Toxi", é um algoritmo bastante simples pra saber de certeza quando não usar esteroides. A equação é a seguinte:
    Para HOMENS
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 20
    Para MULHERES
    (Sua altura em centímetros) + (Percentual de Gordura %BF) - 100 - (Seu Peso) <= 25
    Ou seja, a soma da sua altura com o seu BF, menos o seu peso e menos 100 não pode dar um valor acima de 20 caso seja homem e 25 caso seja mulher. Vamos exemplificar, um homem com 1,80m de altura, BF de 14% e 90kg de peso ficaria assim:
    180 + 14 - 100 - 90 = 4
    Agora, se você está dentro desses números, não quer dizer que seja adequado usar esteroides, isso apenas quer dizer que você tem um mínimo de aporte muscular e que está fazendo algo direito, por isso talvez (eu disse talvez) posas cogitar o uso de esteroides. Lembrando que se você homem tem mais de 16% de BF ou mulher tem mais de 30%, esqueça o uso de esteroides, vá fazer dieta e treinar até atingir um valor adequado!
    Se não se encaixou nesses modelos, esqueça de usar esteroides. Apenas em casos muito específicos é que se pode burlar essa equação, mas este não é um guia para avançados, apenas para indivíduos que estão começando o uso de hormônios.
     
    E agora, quais esteroides escolher?
     
    A primeira etapa é classificar os hormônios pra não confundir seis com meia dúzia. Existem um receptor celular chamado de Receptor Androgênico, ele é sensível a certos tipos de esteroide e pouco responsivo a outros. Existem os esteroides que atuam através deste receptor e outros esteroides que atuam por outras vias bioquímicas, sendo assim, o ideal caso você vá combinar hormônios, é usar esteroides de diferentes vias pra evitar competição dos hormônios por uma via, enquanto a outra está sendo pouco utilizada. A classificação é a seguinte:
    Forte atividade relacionada ao receptor androgênico: deca, boldenona, oxandrolona, trembolona, masteron, turinabol e primobolan.
    Fraca atividade relacionada ao receptor androgênico: dianabol, hemogenin, stanozolol e halotestin.
    A testosterona é um hormônio um tanto neutro, ela tem sinergia com qualquer esteroide e eu recomendo que esteja sempre presente em ciclos masculinos.
    Antes de exemplificar os ciclos, é importante dizer que qualquer droga pode ser usada tanto pra bulk quanto pra cut, a diferença é que algumas aparentemente funcionam melhor de uma maneira do que as outras. Eu mesmo já vi vários ciclos de bulk com oxandrolona e stanozolol trazerem bons resultados, assim como cuts contendo deca e dianabol serem muito efetivos. Mas vamos demonstrar alguns modelos de ciclos conforme exemplificamos até agora.
     
    Exemplos de ciclos MASCULINOS
    Ciclo iniciante cut ou bulk (o melhor pra se começar)
    1-8 Testosterona 300~600mg/semana
    3-8 Pode adicionar algum oral em 30mg/dia (stano, diana ou oxan)
     
    Ciclo cut ou bulk (iniciante e intermediário)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Oxandrolona 40~60mg/dia
     
    Bulk intermediário (ideal para %BF mais baixo)
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    5-8 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Boldenona 400~600mg/semana
     
    Ciclo intermediário cut ou bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    3-8 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Ciclo intermediário Bulk
    1-8 Testosterona 400~600mg/semana
    1-8 Deca 200~400mg/semana
     
    Bulk intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-10 Testosterona 400~600mg/semana
    1-10 Deca 200~400mg/semana
    6-10 Dianabol 40~60mg/dia
     
    Cut intermediário/avançado (ideal para %BF mais baixo)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-12 Boldenona 400mg~600mg/semana
    6-10 Stanozolol 40~60mg/dia
     
    Bulk avançado (somente para usuários experientes e com BF baixo)
    1-10 Enantato de testosterona / 500~800mg
    1-10 boldenona / 400~600mg
    1-10 deca / 400~600mg
    5-10 Dianabol / 50~60mg
     
    Cut avançado (somente para usuários experientes)
    1-12 Testosterona 200~500mg/semana
    1-4 Oxandrolona 40~60mg/dia
    5-12 Trembolona 175~350mg/semana
    5-12 Masteron 175~350mg/semana
     
    Exemplos de ciclos FEMININOS
    Ciclo Iniciante
    1-6 Oxandrolona 15mg/dia
    7- Oxandrolona 10mg/dia
    8- Oxandrolona 5mg/dia
     
    Ciclo Intermediário bulk ou cut
    1-8 Primobolan 200mg/semana
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-7 Stanozolol: ORAL 20mg/dia; INJET 50mg/dia sim, dia não
     
    Ciclo Intermediário Bulk ou Cut
    1-8 Boldenona 150~250mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk
    1-8 Deca 50~200mg/semana
     
    Ciclo Avançado Bulk ou Cut
    1-10 Boldenona OU Primobolan 100~200mg/semana
    7-10 Oxandrolona OU Stanozolol 10~20mg/dia
     
    Um ponto importante também a ser destacado são os protetores usados intra ciclos para otimizar sua recuperação na saída deles, lembrando sendo que um aporte vitamínico adequado é essencial para isto funcionar. O uso de HCG é sempre uma opção válida em qualquer estrutura de ciclo, pois dessa forma o corpo ainda é estimulado a produzir hormônios por conta própria. Uso de inibidores de aromatase (IA) como anastrozol, letrozol ou exemestano, podem e devem ser utilizados mediante apresentação de sintomas de conversão acentuada de testo livre em estrogênio, cuidado com o uso indiscriminado para não lhe causar queda muito brusca neste hormônio que pode acarretar em diversos colaterais indesejados, e ainda pode lhe dificultar a recuperação pós ciclo. Diferentes estudos comprovam que níveis ideais de prolactina e estrogênio melhoram a sensibilidade a insulina, a queima de gordura e também o anabolismo. Não se deve zerar estrogênio e prolactina, apenas mantê-los controlados. Existem muitos sintomas da alteração no estrogênio, mas alguns, como problemas sexuais, podem ocorrer tanto no excesso quando na falta de estrógenos e prolactina, por isso o ideal é sempre monitorar com exames de sangue. Saber como estão os hormônios apenas pelos sintomas é pra quem já é experiente, e fez muitos exames de sangue, associando os resultados a sintomatologia, não será tão eficiente você apenas ler quais são os sintomas e tomar os devidos procedimentos.
    Vitaminas essenciais que devem existir sempre, ciclo e TPC, poderíamos citar: Vitamina E, C, D, minerais como magnésio e zinco e aminoácidos como a Taurina, que contribui para a saúde testicular. Isso seria uma base.
    Vamos as dosagens (um modelo):
    Vitamina ? 5~10 mil UI/DIA 
    Vitamina E: 400 ui /DIA
    Vitamina ? 500~1000 g / DIA
    Magnésio: 300-400 mg/DIA
    Zinco: 20~40 mg/DIA
    Taurina: 1000~2000mg/DIA (durante o ciclo e/ou na TPC)
    HCG (durante 75% do ciclo): 500~750 ui/SEMANA ( 2 ou 3 aplicações de 250 ui)
    IA: (Sempre preferir de farmácia antes de manipulados): 1 comp a cada 3/4 dias e diminuir o intervalo caso sinta necessidade. OBS: Ao chegar ao fim do ciclo aumentar o espaçamento entre as doses para poder tira-lo durante a TPC.
    O uso de Oxandrolona, Stanozolol, Oximetolona (hemogenin), Turinabol, Dianabol e mesmo o uso dos outros esteroides em doses mais altas acaba por causar estresse no fígado, por isso, você pode optar por usar um protetor hepático. A recomendação aqui é o uso de Acetilcisteína (também conhecido por NAC) na dose de 600 a 1200mg por dia e SAM-E na dose de 200 a 500mg por dia. Esqueça Tribulus e Xantinon, eles não tem real efeito para quem usa esteroides. Leia o tópico abaixo, se tiver dúvidas.
     
    A Terapia Pós Ciclo (TPC)
     
    Esta é uma parte crucial em qualquer ciclo, mas que muitos dão pouca importância. Boa parte dos usuários de esteroides está interessada apenas nos resultados que os hormônios oferecem, mas poucos dão a devida atenção aos efeitos colaterais indesejáveis e como remediá-los após o uso. 
    Terminado o ciclo, alguns colaterais ficam se mantém no usuário e precisam ser tratados, os mais perceptíveis são decorrentes do desbalanço hormonal (acne, tristeza, depressão, impotência sexual, desânimo, etc.), colaterais bastante comuns, mas não tão perceptíveis são a hipertensão, colesterol alterado, danos vasculares e elevação de marcadores inflamatórios. Problemas mentais podem ocorrer de maneira silenciosa também, muitas vezes o indivíduo não percebe a mudança mental que ocorreu consigo mesmo. Alguns medicamentos e suplementos podem ser incluídos em uma TPC para atenuar esses colaterais e restabelecer o mais rápido possível suas taxas alteradas, vou por abaixo as substâncias mais utilizadas (e eficazes) usadas atualmente nas terapias pós-ciclo de esteroides:
    - TAPER DOWN
    Não é uma substância, mas sim um método. Consiste em reduzir vagarosamente a dose dos esteroides ao fim do ciclo, por alguns é o chamado modelo pirâmide. Permite uma transição mais tranquila do estado com perfil hormonal bastante androgênico e anabólico (usando esteroides) para o estado pouco androgênico e anabólico (sem esteroides). Em homens não funciona, não vou explicar aqui os motivos porque iria alongar muito o tópico.
    - Ashwagandha - 400 a 600 mg antes de dormir
    Adaptógeno que regula o cortisol, eleva naturalmente a produção de testosterona, além de ser anticancerígeno. Tem leve efeito calmante.
    - Longjack - 200 a 400 mg antes de dormir
    Ótimo efeito antioxidante, também eleva a testosterona naturalmente, especialmente em indivíduos com deficiência na produção deste hormônio (como é o caso de indivíduos após o uso de testo).
    - Ginkgo Biloba (ginkomed) - 80 a 200 mg antes de dormir
    Um dos melhores suplementos para tratar colaterais mentais, pode ser usado durante e após o ciclo. Além disso, alivia colaterais vasculares por melhorar a pressão arterial. Recomendo o uso.
    - Vitamina E - 200 a 400mg em refeições com gordura
    Protetora do fígado, antioxidante, contribui para elevar a testosterona em casos de deficiência. Recomendo o uso durante o ciclo e após, o ideal é usar sempre (mesmo que não esteja usando esteroides).
    - Vitamina D3 - 5000 a 10.000ui em refeições com gordura
    Incontáveis benefícios contra o câncer, diabetes, deficiência de testosterona e sistema imune. Recomendo o uso contínuo também, visto que demora semanas pra concentrar na corrente sanguínea e trás benefícios apenas a longo prazo. Usar apenas na TPC não adianta.
    - HCG (Gonadotrofina Cariônica Humana) - 500 a 5000 ui por semana
    Esse hormônio simula o hormônio Luteinizante (LH) que é quem induz a produção de testosterona pelo testículo ou pelo ovário. Recomendo usar na TPC apenas quando não usar intra-ciclo, mas pra mim, doses de 500 a 750 ui por semana durante o ciclo é mais eficiente.
    - DHEA (dehidroepiandrostenediona) - 50 a 100 mg por dia (preferencialmente antes de dormir)
    Hormônio produzido pela glândula supra-renal, é base pra produção de testosterona ou estrogênio. Também tem efeito calmante, neuroregulador, contribui para elevar a testosterona pós-ciclo e reverter a disfunção erétil.
    - Tamoxifeno - 10 a 40 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio: compete pelo estrogênio em tecidos específicos, como na hipófise, pituitária e nas mamas. Aumenta o hormônio Luteinizante (LH) o que eleva a testosterona.
    - Clomifeno - 25 a 100 mg por dia (eu prefiro dividir a dose em 2x ou tomar tudo antes de dormir)
    Modulador seletivo do receptor de estrogênio. Age de maneira similar ao Tamoxifeno, há quem prefira misturar ambos, eu gosto de usar apenas um, geralmente prefiro Tamoxifeno porque tem menos colaterais e o custo/benefício é melhor.
    - Anastrozol - 0,5mg de 4 em 4 dias até 1mg por dia
    Medicamento inibidor de aromatase, age desativando a enzima aromatase que é quem converte hormônios androgênicos em estrogênio, também eleva o LH. É meu IA preferido, gosto de usá-lo durante o ciclo quando precisa controlar o estrogênio, mas também após o ciclo caso esteja acompanhado de HCG. Em doses baixas é eficiente sozinho pra uma TPC, podendo até excluir o uso de Tamoxifeno ou Clomifeno. A combinação de Anastrozol e DHEA costuma ser muito boa para tPC. Causa rebote, mas se você reduzir a dose devagar isso não é problema. Nunca vi um caso de rebote de Anastrozol quando feito o desmame, diminua a dose pela metade a cada 1 ou 2 semanas até suspender o uso e não vai ter problemas.
    - Exemestano - 12,5 a 175 mg por semana
    Medicamento inibidor de aromatase, muito mais potente que Anastrozol, caríssimo, porém não causa rebote. Nunca compre manipulado, medicamento manipulado não funciona e é sempre preferível pegar um anastrozol de farmácia que custa 50~60 reais do que qualquer manipulado. A dose deve ser usada com cautela.
    - Letrozol - dose bastante variável
    Mais potente dos inibidores de aromatase, precisa ser usado com muita cautela, é fácil zerar o estrogênio e ficar se sentindo mal por semanas. Recomendo cautela a quem for usar e começar sempre com uma dose baixa, como 1/4 de comprimido a cada 4 dias.
    - Ômega 3 - 1 a 10 g por dia (podendo usar mais)
    Suplemento básico intra e pós-ciclo, deve estar presente na vida de todo usuário de esteroides. Melhora o colesterol e diminui os marcadores inflamatórios. Mesmo doses de 1 ou 2 g por dia já trazem ótimos benefícios. Apenas use ômega 3 animal (de peixe ou tubarão), pois o vegetal possui péssima biodisponibilidade.
    - Creatina - 3 a 5 g por dia (podendo usar mais numa fase de saturação)
    Ótimo suplemento para melhora da força, hidratação celular e captação de glicogênio pelo músculo. Gosto de prescrever na TPC de ciclos bulk, especialmente para manter a força e rendimento muscular. Uso de 1 a 2 meses contínuo, depois é recomendado uma pausa, até porque tem o efeito reduzido depois desse período.
     
    Importante lembrar que não existe TPC pra uma droga ou pra outra, alguns esteroides costumam agredir mais o corpo, por tanto requerem uma TPC mais intensa e duradoura, enquanto outros não. Para ciclos com drogas orais e normalmente menores que 6 semanas, o uso de fitoterápicos e suplementos já é suficiente. Para ciclos com drogas injetáveis por tempos maiores de 6 semanas a TPC precisa ser mais intensa, você pode usar apenas algumas ou todas as substâncias indicadas. HCG e Anastrozol na TPC não requer uso prolongado, 3 a 4 semanas costuma ser suficiente, mas os fitoterápicos e suplementos você pode usar por muito mais tempo. Minha indicação é que a TPC tenha a mesma duração do ciclo (obviamente não precisa usar tudo do começo ao fim).
    Praticamente todos esses itens você pode encontrar ou solicitar manipulação no site da http://www.barbozaomanipulacao.com.br/ e utilizando o cupom CASSIO10 ainda garante 10% de desconto.
     
     
    Exames de sangue
     
    Após um ciclo ou mesmo após uma TPC é importante fazer exames de sangue para identificar o que foi alterado durante o ciclo, abaixo cito os principais exames de sangue a serem feitos (mas não necessariamente os únicos):
    - TESTOSTERONA TOTAL E LIVRE
    - HEPATOGRAMA (TGO, TGP, GAMA GT)
    - 25-HIDROXIVITAMINA D
    - CREATININA
    - UREIA
    - HEMOGRAMA COMPLETO
    - FERRO SÉRICO
    - FERRITINA
    - PERFIL LIPIDICO (LDL, HDL E TRIGLICERÍDIOS)
    - CORTISOL PLASMÁTICO
    - ESTRONA - E1
    - ESTRADIOL - E2 
    - PROLACTINA
    - PSA
    - PROTEÍNA C REATIVA
    - HOMOCISTEÍNA
    Além disso, é recomendado que usuários recorrentes de esteroides façam exames mais específicos, como ultrasom hepático, eletrocardiograma e/ou ecocardiograma para identificar alterações no fígado e coração que possam não ser detectadas nos exames sanguíneos. Leve para alguém capacitado ver os exames, principalmente se algo estiver fora dos valores de referência (mínimo ou máximo).
     
    Confira o tópico abaixo, ele ajuda a encontrar substâncias para sua TPC e proteção intra-ciclo.
     
    O tópico foi escrito por mim (TOXI) com ajuda do @FrancoSirena e ainda pode sofrer alterações.
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    Toxi got a reaction from sci_med_bb in "gineco aparente" valor em exames   
    Aumente a dose do tamoxifeno pra 20mg por dia e adicione 0,5mg de anastrozol por semana (sim, por semana mesmo). Se não melhorar em duas semanas, você pode subir a dose pra 0,5mg a cada 3 dias e adicionar mais 10m de tamoxifeno, mas acredito que esse trabalho inicial já será bem eficiente.
    Você estava usando tamoxifeno na época do exame? Isso pode ter contribuído pro aumento da testo.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in "gineco aparente" valor em exames   
    Infelizmente, sim hehe Tem outros fitoterápicos como maca peruana, mucuna pruriens, longjack que realmente tem eficácia.
    Tem alguma coisa no meu tópico.
    Não tem limite máximo de uso. Você usa de acordo com a clínica.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in "gineco aparente" valor em exames   
    O caroço só se torna permanente quando fibrosa, isto é, depois de 5~6 meses existente.
    O tribulus não interfere, só o tamoxifeno.
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    Toxi got a reaction from fisiculturismo in "gineco aparente" valor em exames   
    Aumente a dose do tamoxifeno pra 20mg por dia e adicione 0,5mg de anastrozol por semana (sim, por semana mesmo). Se não melhorar em duas semanas, você pode subir a dose pra 0,5mg a cada 3 dias e adicionar mais 10m de tamoxifeno, mas acredito que esse trabalho inicial já será bem eficiente.
    Você estava usando tamoxifeno na época do exame? Isso pode ter contribuído pro aumento da testo.
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    Toxi got a reaction from TheuPires in DIETA CUTTING   
    Bem vindo, @henriquesilvasp!
    Você tem a distribuição de macronutrientes da dieta?
    Dois pontos que eu acho equivocados na dieta:
    1 - Não especificar a quantidade de vegetais: eu trabalho sempre com 5g/kg/dia de vegetais de pelo menos 4 cores diferentes. Na minha prática é o mínimo que tem se mostrado ideal pra qualquer dieta. Qualquer uma mesmo!
    2 - Colocar proteínas de carnes no mesmo valor: 100g de filé bovino não tem as mesmas calorias que 100g de peixe ou 100g de frango. As 3 carnes tem quantidade de gordura diferente e isso deve ser levado em conta, não só em cutting, mas também em bulking. Na sua dieta, por exemplo, tem 450g de carne no total. Se for de bife de gado vai dar 944 kcal, se for de tilápia vai dar 450kcal. Percebe que tem uma diferença de quase 500kcal? Isso pode prejudicar totalmente seu emagrecimento.
    A proporção adequada é: 1g de carne bovina magra = 1,4g de filé de frango = 1,7g de tilápia.
    Tem que rever isso com sua nutricionista.
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