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Ter de volta minha autoestima.

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13 horas atrás, Keyla disse:

@Sussuminha atualização

Peso:

Atual 71:00


Força/resistência/cargas:


Treino: força normal


Acne:
Não 

Líbido: 

Normal
0% a 100% na dieta:
70%

0% a 100% na hidratação:
100%

OUTROS (o que vc sentiu nas roupas, nos comentários que estão fazendo, em como se ve no espelho e no dia a dia):

Me senti mais seca 
Algo que queira modificar na dieta:
Gostaria de mudar a dieta .

Quanto ao treino estou treinando todos os dias de segunda a sexta

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Parabéns. Se conseguir os 100% na dieta vai dar um UP no corpo. Mesmo assim, parabéns. Está evoluindo. 

  • 4 anos depois...
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  • Minha atualização @Sussu   Peso: 22/01  71,700 04/02.  72,00 Força/resistência/cargas: Treino: força normal Acne: Não  Líbido:  Normal 0% a 100%

  • @Keyla seja muito bem vinda!! Siga tudo à risca, seja constante e objetiva que seu resultado virá... tenha paciência e ele virá até antes mesmo do que imagina, só acredita e se joga!! Ahh e está

  • @Sussuminha atualização Peso: Atual 71:00 Força/resistência/cargas: Treino: força normal Acne: Não  Líbido:  Normal 0% a 100% na dieta: 70% 0% a

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Esse tópico tem uma pergunta feita logo na segunda mensagem que nunca foi respondida, e ela é, de longe, a informação mais importante do caso. Vou começar por ela.

A @Keyla chegou com 43 anos, 1,59 m, 74 kg, contando que tinha feito abdominoplastia e mamoplastia recentemente e que não estava satisfeita com o resultado. Na lista de cirurgias, ela informou também histerectomia e retirada da vesícula.

A @Sussu perguntou, logo de cara, se ela fazia reposição hormonal. A pergunta era certeira. E ela ficou sem resposta.

Vale explicar por que essa pergunta muda tudo, porque ela depende de um detalhe que só a Keyla sabe: se, na histerectomia, os ovários foram retirados junto ou não.

Se apenas o útero foi retirado e os ovários ficaram, os hormônios continuam sendo produzidos e a menopausa tende a chegar na idade habitual, às vezes um pouco antes. Se os ovários foram retirados junto, o quadro é completamente diferente: a queda hormonal é abrupta, e isso se chama menopausa cirúrgica. Nesse caso, e especialmente antes dos 45 anos, existe indicação de terapia hormonal até a idade em que a menopausa naturalmente ocorreria, justamente para proteger osso e sistema cardiovascular, e não por questão estética.

E há um detalhe que torna isso mais difícil de perceber no dia a dia: sem útero, não há menstruação. Ou seja, o marcador que a maioria das mulheres usa para saber onde está no processo simplesmente não existe mais. A única forma de saber é pelos sintomas e por exame, com FSH e estradiol.

Ou seja, no caso dela, a pergunta prática é uma só: os ovários foram retirados? Se foram, isso precisa estar sendo acompanhado por ginecologista, e a densitometria óssea entra na conversa. Se não foram, ótimo, e ela segue com o acompanhamento de rotina.

Nada disso aparece no espelho, e é a coisa mais importante deste tópico.

A segunda coisa é sobre a insatisfação com a abdominoplastia, que foi o motivo declarado de ela ter procurado ajuda, e que também merecia uma resposta técnica.

Existem duas informações que costumam mudar a percepção de quem fez essa cirurgia.

A primeira é sobre o tempo. O resultado final de uma abdominoplastia não é o que se vê aos seis meses. Inchaço, endurecimento e alteração de sensibilidade na região são esperados e melhoram de forma lenta, ao longo de seis meses a um ano, e às vezes mais. Muita gente se frustra avaliando o resultado antes da hora.

A segunda é sobre o que a cirurgia faz e o que ela não faz. Abdominoplastia retira pele e a gordura que fica logo abaixo dela, além de corrigir a musculatura da parede abdominal. Ela não retira a gordura que fica dentro do abdômen, em volta dos órgãos, que é justamente a que mais responde a dieta e exercício e a que mais importa para saúde metabólica.

Ou seja, se a barriga ainda incomoda depois de uma abdominoplastia bem feita, isso não significa necessariamente que a cirurgia deu errado. Significa, muitas vezes, que a parte que sobrou é justamente a parte que só sai com o que ela começou a fazer agora.

E vale acrescentar duas coisas práticas: cicatriz de abdominoplastia leva cerca de um ano para amadurecer e precisa ser protegida do sol nesse período, e perda de peso grande depois da cirurgia pode gerar alguma sobra de pele, o que é mais um motivo para perder peso em ritmo moderado.

Sobre a liberação para treinar, o @Batata... respondeu certo e com o cuidado certo: a média de retorno gira em torno de dois meses, ela já estava bem além disso, mas quem decide é quem examina e acompanha. Manter a orientação do profissional presencial, em vez da média da internet, é a conduta correta.

A terceira coisa é a proteína, e é onde eu ajustaria o plano.

Somando o cardápio proposto, com dois ovos, um scoop de whey e cerca de cem gramas de carne no almoço e no jantar, o total fica em torno de noventa gramas de proteína por dia. Para uma mulher de 74 kg em déficit calórico, isso é o mínimo, e eu subiria para algo entre 110 e 120 gramas.

E essa não é uma preferência estética. Aos 43 anos, com possível redução hormonal em curso, os dois tecidos que mais correm risco durante um emagrecimento são músculo e osso. O que protege os dois é a combinação de proteína suficiente com treino de força com carga progressiva. Esteira e caminhada são ótimas para o coração e para o gasto, mas não protegem osso e músculo do mesmo jeito.

Ou seja, no caso dela, musculação não é a parte estética do projeto. É a parte médica.

Duas observações menores e uma sobre os números.

Sobre o cardio sete vezes por semana proposto no início: para alguém retornando após uma cirurgia de grande porte, começar com caminhada em três a cinco dias já é suficiente, e evita a frustração de não cumprir uma meta alta logo na primeira semana. E ela mesma relatou que fazia esteira, e não HIIT, o que para o objetivo dela está perfeitamente adequado.

Sobre a vesícula retirada: sem o reservatório, a bile chega ao intestino de forma contínua em vez de em jato, e refeições muito gordurosas de uma vez podem incomodar. Distribuir a gordura ao longo do dia, que é como o plano dela já está, é exatamente a conduta certa.

E sobre o peso, com honestidade: ela saiu de 74 kg para 71,7 kg nas primeiras três semanas, subiu para 72 e depois voltou para 71. Vale registrar que a queda inicial aconteceu justamente no período em que ela estava doente com gripe e sem treinar, e boa parte dela era água e menor ingestão. A perda real, consistente, é a de três quilos em quase dois meses, com aderência relatada entre sessenta e setenta por cento.

Isso é bom. E é, inclusive, o ritmo adequado para o caso dela, pelo motivo da pele que eu já mencionei.

Fecho com dois créditos.

Ela relatou honestamente sessenta e setenta por cento em vez de escrever cem, e isso é o que permite que alguém a ajude de verdade. Quem escreve o número real está pedindo ajuda; quem escreve cem por cento está pedindo elogio.

E a Sussu assumiu acompanhar duas irmãs ao mesmo tempo, do zero, de graça, e conduziu com paciência inclusive quando trocou as dietas de lugar e teve que refazer. A pergunta sobre reposição hormonal que ela fez no segundo dia mostra que ela olhou para a história clínica antes de olhar para o cardápio, e é justamente essa pergunta que eu acho que vale a Keyla responder, para si mesma e para a ginecologista dela.

Para quem quiser montar a dieta com os números na mão, o site tem um gerador de dieta em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ , que serve como ponto de partida para ajustar com acompanhamento.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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