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Enan Test + Oxan (qual melhor dosagem da última?)

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Bom dia senhores, estou tentando controlar o BF e aumentar a massa muscular ao mesmo tempo, aja visto que o BF começou a crescer consideravelmente nos últimos meses. Não quero sessar o Bulking, quero apenas ficar um pouco a cima do déficit calórico pra gerar hipertrofia e para ajudar queima de gordura. 
Consumo por volta de 3900kcal por dia, nas últimas semanas baixei pra 3300kcal pra amenizar o BF. Juntamente sábado adicionei oxandrolona ao protocolo para ganhos mais secos, o que acham a respeito ? Segue dados 

 

23 anos 

85kg 

1,70 de altura 

45cm braços 

por volta de 16% BF 

 

Protocolo 

500mg testo semana 

30mg oxandrolona p/dia 

0,5 anastrozol semana (SE sensibilidade mamilo)

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  • Está utilizando algum protetor? Daria até pra baixar um pouco a testo  200-300mg semana pra perder retenção e dar um aspecto melhor no físico,  testo com oxan é vida kkkk

  • 3 anos depois...

Levrone, a sua pergunta foi qual a melhor dose de oxandrolona, mas acho que a resposta útil está antes dela, na conta que você mesmo colocou no post.

Vamos aos números que você deu. 23 anos, 85 quilos, 1,70 de altura. O seu gasto de repouso fica em torno de 1800 calorias, e com treino pesado e rotina normal o gasto total cai numa faixa aproximada de 2900 a 3200 por dia.

Você estava comendo 3900.

Ou seja, o seu superávit vinha sendo de algo entre 700 e 1000 calorias por dia. Isso não é um bulking um pouco acima da manutenção, é um excedente grande, sustentado por meses. E aí está a explicação completa para a frase com que você abriu o tópico, de que o percentual de gordura começou a crescer consideravelmente. Não foi falta de substância, foi aritmética.

Agora você baixou para 3300, o que é um bom passo, mas repare que isso provavelmente ainda é um superávit leve, e não um déficit. Não tem problema nenhum nisso, desde que você saiba o que está fazendo. Só que a frase que você escreveu, de querer ficar um pouco acima do déficit calórico para gerar hipertrofia e ao mesmo tempo ajudar na queima de gordura, mistura duas coisas que não acontecem juntas na mesma semana. Ou sobra energia e o corpo constrói, ou falta e ele gasta reserva. Quem já treina há tempo e tem 45 de braço não está mais na faixa em que o corpo faz as duas coisas ao mesmo tempo.

O caminho prático seria escolher: ficar bem colado na manutenção, em torno de 3000 a 3100, e crescer devagar sem ganhar gordura, ou ir a 2600 e 2700 por algumas semanas para limpar o que subiu, e depois retomar o ganho de um ponto melhor.

Isso me leva à ideia de ganho seco, que é onde eu discordo do plano.

Oxandrolona não escolhe o destino das calorias. Ela não faz o excedente virar músculo em vez de gordura. O que ela faz é melhorar o rendimento do treino e ajudar a segurar massa magra, principalmente quando falta energia. Por isso ela brilha em déficit, e é meio desperdiçada em superávit grande, que é exatamente onde você a colocou. Adicionar oxandrolona a 3900 calorias não deixa o ganho seco, deixa o ganho igual e mais caro.

Sobre a dose de 30 miligramas por dia, dois pontos.

O primeiro é que 30 já está na parte alta da faixa usual, e o retorno de subir de 20 para 30 é pequeno perto do custo. Se a ideia é usar mesmo, eu ficaria em 20, e ganharia mais mudando a caloria do que subindo o comprimido.

O segundo é o que quase ninguém junta, e no seu caso é importante, porque são três coisas empilhando efeito no mesmo lugar.

A oxandrolona é um oral alquilado e derruba o HDL de forma acentuada. A testosterona em 500 miligramas por semana já mexe no perfil lipídico por conta própria. E o anastrozol, ao baixar o estradiol, também piora o colesterol, porque o estradiol tem papel protetor nesse sistema. São três empurrões na mesma direção ao mesmo tempo, e nenhum deles dá sintoma. Você só descobre pelo exame.

Aproveitando o anastrozol: usar só quando aparece sensibilidade no mamilo é melhor que usar em dose fixa por precaução, então nisso você está certo. Só acrescento que estradiol muito baixo cobra caro em dor articular, libido, humor e, como falei, no colesterol. Então, quando aparecer o sintoma, o ideal é dosar o estradiol antes de tomar, para saber se ele está mesmo alto ou se o incômodo é outra coisa.

Nlear, sobre a sua sugestão, ela tem uma parte certa e uma que eu inverteria.

A parte certa é que menos testosterona significa menos aromatização, menos retenção de água e um visual mais definido. Isso procede.

A parte que eu inverteria é a ordem. Baixar a testosterona de 500 para 200 ou 300 e manter 30 miligramas de oxandrolona muda a proporção do protocolo em favor do oral, que é justamente o componente mais pesado para fígado e colesterol. Se for para reduzir alguma coisa, eu reduziria primeiro o oral e deixaria a testosterona como base, porque ela é a substância mais bem tolerada do conjunto e ainda é o que sustenta o eixo enquanto tudo está desligado. E, se o incômodo for retenção, cortar caloria e sódio e ajustar o estradiol resolve mais que baixar a testosterona.

Sobre o protetor que você perguntou, vale dizer com clareza: não existe suplemento comprovado que proteja o fígado de um oral alquilado. Silimarina não tem evidência para isso, e mesmo o TUDCA, que é o mais defensável do grupo e mexe em alguns marcadores, não faz nada pelo HDL, que é onde mora a parte mais séria do estrago. O que protege de verdade é dose menor, tempo menor de uso e intervalo entre os ciclos. O resto é conforto psicológico.

Levrone, três coisas que faltaram no seu post e que mudariam bastante a conversa: há quanto tempo esse protocolo está rodando, qual o plano de saída, e quais são os seus exames. Se ainda não colheu nada, peça hemograma com hematócrito, perfil lipídico com HDL e LDL separados, função hepática e renal, testosterona total, estradiol e PSA. Com 500 de testosterona mais um oral em dose alta, isso deixou de ser opcional faz tempo.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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