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EPICONDILITE crônica

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Aqui vai um relato da minha história com a epicondilite lateral.

Tenho 24 anos. Em março iniciei com dor na região lateroposterior do meu cotovelo esquerdo. A dor vinha sempre que eu fazia movimentos de flexão do cotovelo, próximo da extensão máxima. A primeira vez que percebi dor foi enquanto fazia supino reto, e no dia anterior havia treinado bíceps. Utilizei cetoprofeno por 5 dias e fiz repouso total de membros superiores por 7 dias, sob recomendação de um ortop. A dor melhorou e eu voltei a treinar. Cerca de 2 semanas depois a dor voltou e dessa vez fui a outro ortop, que pediu um USG do cotovelo esquerdo, o qual não mostrou nenhuma alteração. O mesmo me prescreveu um antiinflamatório cujo nome eu não recordo. A dor melhorou por um mês e meio, porém voltou, e dessa vez um pouco mais intensa. Voltei ao ortopedista, que me receitou dessa vez tratamento fisioterápico, 10 sessões, aliado à parada nos treinos de membros superiores. Devido à demora do plano de saúde em liberar a fisio e marcar as sessões, cheguei a ficar cerca de um mês e meio sem treinar, fazendo apenas membros inferiores e abdomen. Após o tratamento a dor já havia se resolvido quase 100%. Voltei a treinar e não senti mais incômodo durante os treinos, porém às vezes eu sentia durante o dia. Na semana passada houve uma mudança de tempo para frio e chuva e o meu cotovelo esquerdo piorou muito, mas melhorou com o esquentar do tempo. Terça-feira de manhã senti uma nova surprezinha, uma dor em cotovelo direito dessa vez. E eu estou vendo tudo começar de novo. Marquei consulta com o mesmo ortop, porém estou desanimado de fazer tratamentos que melhorem temporariamente e depois a dor volta. Gostaria de algo definitivo e vou falar com ele sobre a Osteopatia e sobre o PRP. Espero ter boas notícias.

Os mantenho informados.

Editado em por lucasgdesouza
Erro ortográfico.

  • 2 semanas depois...
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  • Então vamos lá. A EPICONDILITE MEDIAL nada mais é do que uma tendinite em um dos tendões que dá suporte aos músculos envolvidos no movimento da articulação do cotovelo. Como um tecido mole ele tende

  • Olá galera! Partilhando minha situação com vocês, ok! Sofro de epicondilite medial no cotovelo direito há um ano!!! Também conhecido como a doença do golfista ou do tenista. Bom, e send

  • Vou postar aqui também o meu relato e espero que seja útil para os demais participantes. Em Janeiro de 2012, quando estava treinando numa intensidade maior, senti dores na parte externa do cotove

No meu caso, eu continuei treinando e fazendo alongamentos 3x ao dia. A dor ainda existe, algumas vezes mais outras menos, dependendo do exercício.  Já tem quase um ano e estou conseguindo treinar relativamente bem.

  • 1 mês depois...

Amigos , acho que também estou com epicondilite medial , uma dor na parte interna do cotovelo , por exemplo quando flexiono o braço e aperto o cotovelo sinto uma dor na parte interna,

como devo malhar para conviver com isso , já que não existe cura  como já percebi aqui pelos relatos dos nobres colegas. 

  • 4 meses depois...

Estou com epicondilite MEDIAL no cotovelo direito desde meados de 2017. Já fiz 30 sessões de fisioterapia, tomei anti-inflamatório e fiz uma infiltração, não resolveu. A infiltração solucionou durante 3 meses, fiquei sem dor nesse período, mas depois voltou. Resolvi ir no Osteopata. O Osteopata me falou que o problema era o meu intestino, que estava intoxicado, e por isso o corpo não conseguia realizar a autocura, ou seja, o combate a inflamação no epicôndilo. Fui numa nutri recomendada para desintoxicar o intestino. Já estou fazendo a dieta que ela passou faz duas semanas, não senti nenhuma melhora até agora. Estou meio cético com relação ao que o osteopata falou e também com a solução por meio dessa dieta. Trarei mais informações sobre a minha situação aqui pra quem tiver acompanhando. 

3 minutos atrás, wilsonjuniordm disse:

Estou com epicondilite MEDIAL no cotovelo direito desde meados de 2017. Já fiz 30 sessões de fisioterapia, tomei anti-inflamatório e fiz uma infiltração, não resolveu. A infiltração solucionou durante 3 meses, fiquei sem dor nesse período, mas depois voltou. Resolvi ir no Osteopata. O Osteopata me falou que o problema era o meu intestino, que estava intoxicado, e por isso o corpo não conseguia realizar a autocura, ou seja, o combate a inflamação no epicôndilo. Fui numa nutri recomendada para desintoxicar o intestino. Já estou fazendo a dieta que ela passou faz duas semanas, não senti nenhuma melhora até agora. Estou meio cético com relação ao que o osteopata falou e também com a solução por meio dessa dieta. Trarei mais informações sobre a minha situação aqui pra quem tiver acompanhando. 

Eu sofro com uma tendinite triciptal desde Nov 2015. Após "trocentas" sessões de fisio e infiltrações, o médico disse que eu teria que conviver com a dor. Não satisfeito, achei no PubMed um protocolo de tratamento não invasível, aplicável à tendinite no tendão de Aquiles, e estou utilizando para tratar a tendinite. Adido a isso, vou entrar com Deca 50mg/sem, em razão do aumento da presença de procolagebo tipo 3 nos tendões, causado pela nandrolona (estudo encontrado no PubMed também).

  • 9 meses depois...

Prezados,

Mantendo o compromisso de manter a comunidade informada sobre a evolução do tratamento da epicondilite, informo o seguinte: 

1. o meu tratamento foi baseado em alongamentos 10 série de alongamentos nos dois braços três vezes ao dia;

2. uso de straps com gancho de ferro para fazer os todos os exercícios compatíveis.

3. evitei os exercícios que tornavam a dor latente.

4. Após a melhora considerável, fortalecimento da musculatura do antebraço.

Hoje, praticamente estou curado. Apenas quando forço muito, tenho uma dor leve, mas que logo passa. O tratamento é demorado, é preciso ter paciência, mas há esperança. 

Atualizando minha situação, continuo com a epicondilite medial, não senti melhoras com a fisioterapia (mais de 30 sessões), três infiltrações (só resolveu por alguns meses, depois volta a dor), osteopatia (essa não ajudou em nada), próximo passo é PRP (R$1.100,00 cada braço) ou cirurgia. Ainda estou pensando no que fazer. Aproveitando o tópico, alguém conseguiu tirar CNH especial para ter isenção de IPVA em virtude da epicondilite crônica?

Na academia faço o treino de peito somente com halter, bíceps sempre pegada martelo, tríceps faço normal, costas também faço a maioria dos exercícios normal mas com uma leve dor, ombro e trapézio normal.

Em ‎15‎/‎04‎/‎2018 em 15:47, wilsonjuniordm disse:

Estou com epicondilite MEDIAL no cotovelo direito desde meados de 2017. Já fiz 30 sessões de fisioterapia, tomei anti-inflamatório e fiz uma infiltração, não resolveu. A infiltração solucionou durante 3 meses, fiquei sem dor nesse período, mas depois voltou. Resolvi ir no Osteopata. O Osteopata me falou que o problema era o meu intestino, que estava intoxicado, e por isso o corpo não conseguia realizar a autocura, ou seja, o combate a inflamação no epicôndilo. Fui numa nutri recomendada para desintoxicar o intestino. Já estou fazendo a dieta que ela passou faz duas semanas, não senti nenhuma melhora até agora. Estou meio cético com relação ao que o osteopata falou e também com a solução por meio dessa dieta. Trarei mais informações sobre a minha situação aqui pra quem tiver acompanhando. 

 

Em ‎05‎/‎12‎/‎2017 em 23:13, GREGMAX21 disse:

Amigos , acho que também estou com epicondilite medial , uma dor na parte interna do cotovelo , por exemplo quando flexiono o braço e aperto o cotovelo sinto uma dor na parte interna,

como devo malhar para conviver com isso , já que não existe cura  como já percebi aqui pelos relatos dos nobres colegas. 

E aí cara, beleza? Pode atualizar a sua situação de epicondilite medial? Teve melhora? Quais procedimentos fez? Acho que as perguntas que vc fez já foram respondidas aí no tópico né... Malhar sempre fazendo exercícios que você perceba que não sente a dor, rosca martelo, peitoral sempre com halter (sentado na máquina até que dá pra fazer), tríceps é tranquilo sem botar uma carga muito alta, costas tb, ombro e trapézio tb pode fazer normal... Recomendo o uso de straps tb, e fazer rosca punho bem de leve para fortelecer

  • 4 anos depois...
  • 3 anos depois...

Esse tópico acumula anos de relatos que se repetem, e o padrão é sempre o mesmo. Repouso longo, gelo, anti inflamatório, infiltração, alívio parcial, volta ao treino e dor de novo. Vale explicar por que esse caminho falha com tanta constância, porque a explicação mudou bastante desde que o tópico foi aberto e ela muda o tratamento inteiro.

O nome epicondilite carrega a palavra inflamação, e é justamente aí que está o erro. Estudos com biópsia desses tendões mostram pouco ou nenhum sinal de inflamação em quadros que duram mais de algumas semanas. O que se encontra é degeneração do colágeno, desorganização das fibras e crescimento de vasos e terminações nervosas desordenadas. Por isso o termo correto hoje é tendinopatia, ou tendinose. E isso explica dois fracassos relatados aqui.

O primeiro é o anti inflamatório. Se o problema não é inflamação, ele alivia a dor por um tempo e não trata a estrutura. Como o alívio permite treinar por cima, ele frequentemente piora o desfecho.

O segundo é o repouso absoluto. Ele foi a conduta padrão por décadas e é o que o autor do tópico fez por quase três meses, sem resolver. O motivo é que tendão é um tecido que se organiza em resposta à carga. Sem carga, o colágeno não se reorganiza e a capacidade de suportar tensão cai. O tendão parado dói menos porque não está sendo solicitado, e volta a doer no primeiro treino porque continua tão frágil quanto antes, agora com o músculo mais fraco em volta.

O que existe de melhor evidência é o oposto do repouso, e é o oposto controlado. Carga progressiva sobre o próprio tendão, começando por um nível que não piora a dor. Trabalho isométrico, ou seja, segurar uma posição por trinta a quarenta e cinco segundos com carga moderada, costuma ser o começo mais tolerável e tem efeito analgésico próprio. Depois se avança para trabalho lento com fase excêntrica enfatizada, que no caso da epicondilite medial significa flexão de punho e pronação com halter leve, descendo bem devagar, e no caso da lateral significa extensão de punho e supinação. Duas a três vezes por semana, com progressão de carga registrada, e não com repetições infinitas. Estudos mostram melhora com contração excêntrica, concêntrica ou isométrica, ou seja, o essencial é carregar o tendão de forma tolerável e progressiva, e não o tipo exato de contração.

A régua prática para saber se a carga está certa é a dor. Desconforto de até três ou quatro em dez durante o exercício é aceitável, desde que ela volte ao patamar habitual em vinte e quatro horas. Se piorar no dia seguinte, a carga foi alta.

Sobre a infiltração com corticoide, que apareceu aqui como a coisa que mais ajudou e como plano de vários. Ela precisa de um alerta, porque o dado é forte e é contraintuitivo. Um ensaio clínico randomizado publicado em revista médica de primeira linha comparou infiltração de corticoide com placebo, com e sem fisioterapia. Em quatro semanas o corticoide foi melhor, como se espera. Em um ano, o resultado se inverteu. O grupo que recebeu corticoide teve menos recuperação completa, com oitenta e três por cento contra noventa e seis por cento no placebo, e a taxa de recidiva foi de cinquenta e quatro por cento contra doze por cento. Ou seja, a infiltração compra alívio de curto prazo e cobra em recidiva. Infiltrações repetidas ainda somam atrofia de tecido no local.

Sobre a ortotripsia, ou terapia por ondas de choque, a informação que o médico deu está honesta. O resultado é moderado e inconstante, e ela faz mais sentido como complemento em casos que não respondem à carga progressiva do que como tratamento principal.

Três observações sobre o que apareceu no tópico e é bem lembrado.

O @dimarte descreveu, sem saber, exatamente o princípio do tratamento moderno. Ele melhorou remando de forma recreativa, aplicando a força que era cômoda, e piorou com repouso e com apoio no guidão. Carga tolerável e progressiva é justamente o estímulo que reorganiza o tendão. E a observação sobre a moto vale para o autor do tópico, porque segurar guidão com vibração o dia inteiro é carga estática contínua sobre os flexores do punho, e isso mantém o quadro aceso independentemente do que se faça na academia. Punho apoiado, pausas e, se possível, alternar o transporte durante a fase de tratamento fazem diferença real.

O @braincream acertou o essencial ao dizer que repouso absoluto não é a resposta e que o caminho é reduzir e adaptar em vez de parar, e a descrição dele sobre tecido pouco vascularizado e cicatrização lenta está correta.

E vale acrescentar o que mais costuma faltar. Epicondilite medial em quem treina raramente nasce só no cotovelo. Pegada muito fechada na rosca com barra reta, muito volume de rosca direta e de remada na mesma sessão, uso de straps que permite carga acima do que o antebraço suporta, e ombro com pouca estabilidade escapular são os fatores que reaparecem. Trocar a barra reta pela barra W ou por halteres com pegada neutra reduz muito a tensão no epicôndilo medial, e vale manter essa troca mesmo depois da melhora.

Sobre a volta ao treino, o critério não é ausência total de dor. É conseguir progredir carga sem piora no dia seguinte. E os exercícios que costumam ser tolerados primeiro são os com pegada neutra e os em máquina com apoio, deixando rosca com barra reta, pegada supinada em barra fixa e remada com pegada fechada para o fim da reabilitação.

Quadro com mais de seis meses sem resposta merece reavaliação com ortopedista de mão ou cotovelo, para descartar comprometimento do nervo ulnar, que é vizinho e produz formigamento no quarto e no quinto dedos, e para discutir as opções seguintes.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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