Quanto emagrece com Mounjaro®? Na dose mais alta, cerca de 21% do peso, em média, depois de 72 semanas de tratamento. Com o Wegovy® na dose de 2,4 mg, a média foi perto de 15% em 68 semanas. Para quem começa com 100 kg, isso dá cerca de 21 kg e 15 kg a menos.
Essas canetas saíram do tratamento do diabetes e já mudam até o que se come fora de casa. É o que mostra "Canetas emagrecedoras: como Mounjaro® e Wegovy® estão transformando o mundo", do repórter André Biernath, da BBC News Brasil. Elas emagrecem muito. Também custam caro, têm efeitos colaterais, e o peso volta quando o tratamento para.
Quanto emagrece com Mounjaro® e Wegovy® nos estudos
Os dois remédios foram testados em adultos com obesidade, ou com sobrepeso e alguma doença ligada ao peso, sem diabetes. Todos recebiam orientação de dieta e atividade física, inclusive quem tomava placebo, uma injeção sem remédio. Os participantes começaram com cerca de 105 kg. A tabela resume os principais ensaios:
| Estudo | Remédio e dose semanal | Duração | Perda média de peso | Placebo |
|---|---|---|---|---|
| STEP 1 | Wegovy® (semaglutida) 2,4 mg | 68 semanas | 14,9% | 2,4% |
| STEP UP | Wegovy® (semaglutida) 7,2 mg | 72 semanas | 18,7% | 3,9% |
| SURMOUNT-1 | Mounjaro® (tirzepatida) 5 mg | 72 semanas | 15,0% | 3,1% |
| SURMOUNT-1 | Mounjaro® (tirzepatida) 10 mg | 72 semanas | 19,5% | 3,1% |
| SURMOUNT-1 | Mounjaro® (tirzepatida) 15 mg | 72 semanas | 20,9% | 3,1% |
| SURMOUNT-5 | Tirzepatida (10 ou 15 mg) contra semaglutida (1,7 ou 2,4 mg) | 72 semanas | 20,2% contra 13,7% | Sem placebo |
A média esconde diferenças grandes entre as pessoas. Com o Wegovy® 2,4 mg, metade dos participantes perdeu 15% do peso ou mais. Com o Mounjaro® 15 mg, 57% perderam pelo menos 20%. Do outro lado, cerca de 1 em cada 10 pessoas na dose mais alta de tirzepatida terminou o estudo sem perder 5%.
De onde vêm os números de "até 17%" e "até 26%"
É comum ler que o Wegovy® emagrece até 17% e o Mounjaro®, até 26%. Os dois números existem, mas ficam acima da média de quem usa o remédio. O de 17% vem de quem seguiu o tratamento até o fim. A média de 14,9% inclui também quem parou de tomar no meio do caminho.
O de 26% vem de outro ensaio com tirzepatida, o SURMOUNT-3. Antes do remédio, os participantes passaram 12 semanas numa dieta intensiva e perderam em média 6,9%. Só quem perdeu pelo menos 5% seguiu para a caneta. Somando a dieta e as 72 semanas de remédio, quem manteve o tratamento perdeu 26,6%. Sem a dieta intensiva antes, a tirzepatida tira em média perto de 21%.
Quanto emagrece por semana e no primeiro mês
Nenhum estudo dá um número fixo de quilos por semana ou por mês, porque o ritmo muda ao longo do tratamento. A perda começa cedo e continua durante todo o estudo. Ela também depende da dose, e a dose sobe aos poucos.
O Mounjaro® começa com 2,5 mg por semana durante quatro semanas. Depois sobe para 5 mg e pode subir mais 2,5 mg a cada quatro semanas, até 15 mg. A dose de 2,5 mg serve para o corpo se acostumar e não é aprovada como dose de manutenção. No Wegovy®, a dose sai de 0,25 mg e chega a 2,4 mg só na 17ª semana.
Alguns ensaios mediram a perda nos primeiros meses. No SURMOUNT-1, 82% dos que seguiram o tratamento com tirzepatida já tinham perdido pelo menos 5% do peso na 12ª semana, cerca de três meses. Para quem pesa 100 kg, são 5 kg. Com a semaglutida, quem chegou à dose de 2,4 mg tinha perdido em média 10,6% nas primeiras 20 semanas, cerca de cinco meses.
Depois, o ritmo diminui. Outro estudo, o SURMOUNT-4, deu tirzepatida a todos na maior dose que cada um tolerava. Entre os que completaram as primeiras 36 semanas, cerca de oito meses, a perda já era de 20,9%. Quem seguiu com o remédio perdeu só mais 5,5% no ano seguinte. A maior parte da perda veio, portanto, nos primeiros oito meses.
Por que algumas pessoas emagrecem menos
Quem demora a responder costuma chegar lá. No SURMOUNT-1, 18% das pessoas ainda não tinham perdido 5% na 12ª semana. Elas levaram em média 25 semanas para chegar a essa marca, e 90% chegaram até o fim do estudo. Nesse grupo havia mais homens e pessoas mais pesadas.
O diabetes também pesa. Com o Wegovy® 2,4 mg, pessoas com diabetes tipo 2 perderam 9,6% em 68 semanas, contra 14,9% de quem não tinha a doença. A bula do Wegovy® registra perda relativamente maior em mulheres e em quem começa o tratamento mais leve.
Mounjaro® ou Wegovy®: qual emagrece mais
O Wegovy® tem semaglutida, que imita um hormônio do intestino, o GLP-1. O Mounjaro® tem tirzepatida, que imita dois, o GLP-1 e o GIP, e ativa os receptores dos dois. O Ozempic® tem a mesma semaglutida do Wegovy®, em dose menor e voltada para o diabetes. Os três são injeções aplicadas uma vez por semana com um aparelho em forma de caneta, daí o nome canetas emagrecedoras.
Na comparação direta, o SURMOUNT-5 sorteou 751 adultos com obesidade para tirzepatida ou semaglutida, cada um na maior dose que tolerava, por 72 semanas. A tirzepatida tirou 20,2% do peso, e a semaglutida, 13,7%. A cintura diminuiu 18,4 cm e 13,0 cm. Todos sabiam qual remédio tomavam, e o estudo foi pago pela fabricante da tirzepatida.
A dose mais alta de semaglutida diminui essa diferença. A bula brasileira do Wegovy® inclui hoje a dose de 7,2 mg, reservada para quem tem IMC de 30 ou mais e respondeu pouco aos 2,4 mg. Num estudo separado, o STEP UP, essa dose tirou 18,7% do peso em 72 semanas. No mesmo estudo, a dose de 2,4 mg tirou 15,6%, perto dos 14,9% do STEP 1.
Existem também marcas de semaglutida com teto de preço menor. É o caso do Ozivy®, comparado ao Ozempic® e ao Mounjaro® em Ozivy® é seguro?.
Parte do peso perdido é músculo
Nem todo quilo perdido é gordura. Num subestudo do SURMOUNT-1 com 160 pessoas, cerca de 75% do peso perdido com tirzepatida foi gordura e 25% foi massa magra, proporção parecida com a de quem emagreceu com placebo. Proteger esse músculo é o assunto de caneta emagrecedora e treino.
Por que é tão difícil emagrecer e como as canetas agem
Durante quase toda a história humana, a comida era escassa e conseguir calorias exigia muito esforço físico. O corpo aprendeu a guardar o excesso das refeições maiores como gordura, na barriga e nas pernas, para atravessar os períodos de fome. Hoje há comida farta, quase sem esforço, mas o cérebro e os hormônios da fome continuam ajustados para a escassez. A mensagem do corpo segue a mesma: não gaste energia e coma sempre que puder.
Segundo a OMS, em 2024, 45% dos adultos do mundo estavam acima do peso, incluindo 16% com obesidade. Em 2023, o peso acima do ideal causou cerca de 3,7 milhões de mortes por doenças do coração, diabetes e câncer.
Dieta e exercício continuam sendo a base do tratamento. Sozinhos, porém, raramente resolvem os casos mais graves. Quanto maior a obesidade e quanto mais tempo a pessoa convive com ela, mais o corpo pede comida e mais difícil fica manter uma dieta restritiva. É uma reação do próprio organismo.
As canetas nasceram de outro problema. Nos anos 1980, pesquisadores descreveram o GLP-1, um hormônio produzido no intestino. Ele ajuda a controlar a glicose no sangue, faz o estômago esvaziar mais devagar e dá saciedade. Os remédios que imitam o GLP-1 chegaram às farmácias em 2005, para o diabetes, e os pacientes começaram a emagrecer. O uso contra a obesidade foi aprovado a partir de 2014.
Esses remédios também agem no hipotálamo, a região do cérebro que controla a fome e a saciedade. A pessoa sente menos fome, fica satisfeita mais cedo e come menos. É daí que vem a perda de peso.
O que acontece quando você para a caneta
O peso volta, e rápido. Uma revisão de 2026 juntou 37 estudos com 9.341 pessoas que pararam remédios para emagrecer. Elas recuperaram em média 0,4 kg por mês. Quem tinha emagrecido só com dieta e acompanhamento recuperou 0,1 kg por mês. Quem parou o remédio engordou de novo, portanto, quatro vezes mais rápido.
Com semaglutida e tirzepatida, o ritmo foi ainda maior. Quem tinha perdido em média 14,7 kg recuperou 0,8 kg por mês e 9,9 kg no primeiro ano. Pela projeção da revisão, o peso voltaria ao ponto de partida em cerca de um ano e meio.
Os ensaios de cada remédio mostram o mesmo. Um ano depois de parar a semaglutida 2,4 mg, a dose do Wegovy®, os participantes do STEP 1 tinham recuperado dois terços do peso perdido. No SURMOUNT-4, quem trocou a tirzepatida por placebo recuperou 14% do peso em um ano, enquanto quem continuou perdeu mais 5,5%. Treinar durante o tratamento ajudou a segurar parte do resultado num estudo com liraglutida, e esse cuidado é o assunto de como manter o peso depois de emagrecer.
Por isso, os fabricantes defendem que a obesidade é uma doença crônica e que o remédio deve ser contínuo. Há especialistas que veem nessa mensagem também um interesse comercial, porque ela sustenta vendas sem prazo para acabar. E esses remédios são recentes. Ninguém sabe o que acontece com quem os usa por 20, 30 ou 40 anos, porque ainda não houve tempo para estudos tão longos.
Quanto custa e quem pode usar
No mercado, o gasto fica entre cerca de R$ 1.000 e R$ 3.000 por mês, conforme a dose. O teto legal fixado pela CMED, a câmara do governo que regula o preço dos remédios, ia em outubro de 2026 de R$ 1.314,37 (Wegovy® nas doses iniciais) a R$ 4.636,65 (Mounjaro® em frasco nas doses de 12,5 e 15 mg). A caixa de Mounjaro® com quatro canetas, um mês de uso, chegava a R$ 3.854,43. Esses valores incluem ICMS de 18%, que muda conforme o estado, e na farmácia o preço pode ficar abaixo do teto.
Como o peso volta quando o remédio para, o tratamento tende a durar a vida toda, com um gasto mensal alto, ao contrário de outros remédios caros que se tomam uma vez só. Quem mais sofre com a obesidade costuma ter menos acesso a comida de qualidade e a cuidado médico, e é quem menos consegue pagar. Pesquisadores temem que a obesidade vire, cada vez mais, uma doença de quem é pobre.
Em meados de 2026, a inclusão das canetas no SUS estava em discussão, e o maior obstáculo era o custo. Algumas cidades já tinham passado a oferecê-las na rede pública por conta própria, e havia estados estudando fazer o mesmo.
Em adultos, os remédios são indicados para quem tem IMC de 30 ou mais, ou de 27 ou mais com alguma doença ligada ao peso, como pressão alta, colesterol alto ou apneia do sono. O Wegovy® também é aprovado para adolescentes a partir de 12 anos com obesidade e mais de 60 kg. Desde junho de 2025, a farmácia retém a receita. O uso só para estética é desaconselhado pelos próprios fabricantes, e a procura crescente alimentou um mercado ilegal. Os critérios de indicação estão em quem pode usar canetas para emagrecer.
Efeitos colaterais das canetas
Os efeitos mais comuns aparecem no estômago e no intestino. Na bula do Mounjaro®, náusea e diarreia atingem mais de 10% dos usuários. Em quem usa o remédio para emagrecer, vômito e prisão de ventre também passam de 10%. Esses efeitos são mais frequentes enquanto a dose sobe e costumam ser leves ou moderados.
Tontura e queda da pressão aparecem em 1% a 10% de quem usa o Mounjaro® para emagrecer. A pancreatite aguda, uma inflamação do pâncreas, é mais rara, entre 0,1% e 1%. Com suspeita de pancreatite, a orientação da bula é parar o remédio e procurar o médico. Queda de cabelo, músculo e pele estão em efeitos colaterais do Mounjaro®.
Como as canetas já mudam o mundo além da balança
Nos Estados Unidos, a obesidade caiu pela primeira vez desde que o Gallup começou a medi-la, em 2008. A taxa de adultos obesos foi de 39,9% em 2022 para 37,0% em 2025, cerca de 7,6 milhões de pessoas a menos. Em 2025, 12,4% dos adultos disseram usar canetas para emagrecer, mais que o dobro do início de 2024. A pesquisa usa o peso informado pelos próprios entrevistados e mostra que as duas coisas andaram juntas, sem provar que uma causou a outra.
Comer menos também mexe com o comércio. Em janeiro de 2026, a presidente da Greggs, rede de padarias e lanches popular no Reino Unido, disse que os clientes procuram porções menores e mais proteína e fibra, e que isso pesa no lucro. Em maio de 2025, a dona dos Vigilantes do Peso pediu recuperação judicial nos Estados Unidos para cortar US$ 1,15 bilhão em dívidas, e reforçou a aposta em consultas online para receitar remédios como Ozempic® e Wegovy®.
Há sinais também no álcool. Num ensaio pequeno, de 2025, com 48 adultos dependentes de álcool, nove semanas de semaglutida em dose baixa reduziram quanto eles bebiam nos dias de bebida e a vontade de beber. Falta confirmar o efeito em quem usa a caneta só para emagrecer.
A saúde também muda além do peso. No STEP 1, a semaglutida baixou a pressão, e o Wegovy® é aprovado no Brasil para tratar a inflamação do fígado causada pela gordura (MASH). Esses ganhos estão em benefícios do Mounjaro® e Ozempic® além do emagrecimento.
Parte dessas mudanças ainda pode não se confirmar. Na hipótese otimista, as canetas seriam como a pílula anticoncepcional, que mudou a sociedade inteira, e não só a taxa de natalidade. Na pessimista, lembrariam a crise dos opioides nos Estados Unidos, quando analgésicos fortes foram vendidos com a promessa de que ninguém precisava conviver com a dor. Para quem faz essa comparação, a promessa de que ninguém precisa conviver com a obesidade soa parecida.
Conclusão
Mounjaro® e Wegovy® mudaram o tratamento da obesidade. Na dose mais alta, a tirzepatida tirou em média cerca de 21% do peso em 72 semanas, e a semaglutida 2,4 mg, perto de 15% em 68 semanas, com a maior parte da perda nos primeiros meses. Os números de 17% e 26% vêm de quem seguiu o tratamento até o fim ou fez dieta intensiva antes.
O resultado dura enquanto o remédio continua, e quem para tende a recuperar boa parte do peso. O efeito de décadas de uso ainda é desconhecido, e o preço limita quem consegue usar. Ao mesmo tempo, as canetas já mudam o que as pessoas comem e compram, e só os próximos anos vão dizer se essa mudança se parece mais com a pílula ou com os opioides. A decisão de começar, a dose e o tempo de tratamento precisam ser combinados com um médico.
Perguntas frequentes
Quantos quilos emagrece com Mounjaro®?
Em média, de 15% a 21% do peso em 72 semanas, conforme a dose. Num estudo com pessoas de cerca de 105 kg, a dose de 15 mg tirou 20,9%, perto de 22 kg. A de 5 mg tirou 15%.
Quantos quilos se perde com Mounjaro® por mês ou por semana?
Depende da fase, porque o ritmo muda e os estudos não pesam semana a semana. No primeiro mês, a dose ainda é a de adaptação, de 2,5 mg. Num ensaio com a maior dose tolerada (10 ou 15 mg), quem completou cerca de oito meses de tratamento tinha perdido 20,9% do peso, e no ano seguinte perdeu só mais 5,5%.
Quanto emagrece com Mounjaro® 2,5 mg?
Pouco se sabe, porque 2,5 mg é só a dose de início. Ela dura quatro semanas, para o corpo se acostumar aos efeitos no estômago, e depois sobe para 5 mg. Os resultados dos estudos vêm das doses de 5, 10 e 15 mg.
Quanto emagrece com Mounjaro® 5 mg?
Em média, 15% do peso em 72 semanas. Foi o resultado de quem ficou na dose de 5 mg no principal estudo da tirzepatida. Com 10 mg, a média subiu para 19,5%.
Quanto emagrece com uma caixa de Mounjaro®?
O equivalente a um mês de tratamento, e o resultado varia. A caixa traz quatro canetas, uma por semana. A perda grande aparece ao longo de meses, e não numa caixa só.
Em quanto tempo o Mounjaro® começa a emagrecer, e quanto leva para perder 5 kg?
A perda começa nas primeiras semanas e fica clara em cerca de três meses. Num grande estudo, 82% dos que seguiram o tratamento perderam pelo menos 5% do peso em 12 semanas, o que dá 5 kg para quem pesa 100 kg. Quem demorou mais levou em média 25 semanas.
Por que algumas pessoas não emagrecem com Mounjaro®?
Muitas só demoram mais. Num estudo, 18% não tinham perdido 5% em três meses, e 90% delas chegaram lá até o fim do tratamento. Homens e pessoas mais pesadas eram mais comuns nesse grupo que demorou a responder.
Por que se emagrece com Mounjaro®?
Porque a fome diminui e a pessoa come menos. A tirzepatida imita dois hormônios do intestino, o GLP-1 e o GIP, e ativa os receptores dos dois. O GLP-1 dá saciedade e age na região do cérebro que controla a fome.
Quantos quilos emagrece com Wegovy®?
Em média, 14,9% do peso em 68 semanas na dose de 2,4 mg, ou 15,3 kg. As doses de 0,25 mg a 1,7 mg são de transição e vão até a 16ª semana. A dose de 7,2 mg chegou a 18,7% em 72 semanas, em outro estudo.
Quanto emagrece com Wegovy® no primeiro mês?
Pouco. Nas quatro primeiras semanas a dose é de 0,25 mg. Nas primeiras 20 semanas, cerca de cinco meses, quem chegou à dose de 2,4 mg perdeu em média 10,6%.
Parar de tomar Mounjaro® engorda de novo?
Sim, a maioria recupera boa parte do peso. Num ensaio, quem trocou a tirzepatida por placebo recuperou 14% do peso em um ano, enquanto quem continuou ainda perdeu mais 5,5%.
Como parar o Mounjaro® sem engordar?
Ainda não há uma forma comprovada. A revisão de 2026 não encontrou prova de que o acompanhamento depois de suspender o remédio diminua o reganho, o que é diferente de provar que ele não ajuda. Num estudo dinamarquês com liraglutida, da mesma família, quem fez exercício supervisionado durante o tratamento segurou mais a perda um ano depois de parar. O plano de manutenção está em como manter o peso depois de emagrecer.
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