A importância da dieta no treinamento de musculação

Dra. Elissa Amaral da Cunha
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A nutrição é um dos fatores que pode favorecer o desempenho atlético, já que, quando bem orientada, pode reduzir a fadiga, permitindo que o atleta ou praticante de atividade física treine por mais tempo ou que se recupere melhor entre os treinos reduzindo também a propensão as lesões.

Ela  é um componente fundamental no aumento de massa magra, para os praticantes do treinamento contra-resistido. O trabalho contra-resistido, mais conhecido como musculação, refere-se ao trabalho desenvolvido com sobrecargas, que geralmente se dá, utilizando pesos livres, halteres e aparelhagem específica.

Muitos praticantes de atividade física  procuram um alimento mágico, que irá promover um rendimento vencedor, no entanto, a maioria desses são provenientes de testemunhos pessoais e propagandas enganosas, por isso, é preciso consultar um bom profissional nutricionista que avalie individualmente o atleta, os recursos nutricionais existentes, bem como quando e como utilizá-los.

Para que o processo de ganho de massa muscular ou emagrecimento ocorra de um modo efetivo, não basta somente oferecer o estímulo do treinamento físico, mas, também, é necessário manter o organismo em situação metabólica favorável. A predominância do anabolismo (ganho) sobre o catabolismo (perda), ou seja, das reações de síntese sobre as reações de degradação de de proteínas, são fatores determinantes para que ocorra o aumento da massa muscular.

Nosso corpo estoca os alimentos sob forma de glicogênio, tanto no fígado quanto nos músculos. Esses limitados depósitos de nutrientes influenciam por quanto tempo você é capaz de se exercitar.  Os níveis aumentados de glicogênio muscular garantem maior tempo de permanência no esforço, enquanto níveis reduzidos por jejum ou reposição inadequada de nutrientes dietéticos levam a uma diminuição no tempo de atividade.

A partir disso, técnicos, treinadores e nutricionistas passaram a utilizar estratégias dietéticas para aumentar as reservas desse substrato, ou utilizar reservas de gordura corporal afim de melhorar o desempenho físico.

Antes dos treinos, as refeições devem providenciar quantidades suficientes de líquidos para manter a hidratação. A refeição deve ser pobre em gorduras e fibras para facilitar o esvaziamento gástrico e minimizar o estresse gastrointestinal. Ser equilibrada em carboidratos para manutenção da glicose sanguínea. Moderado em proteínas e composto por alimentos que o atleta ou praticante de atividade física esteja familiarizado, para reduzir riscos de intolerância. Caso precise gastar energia com digestão, ele perderá energia que seria imposta para o desempenho Físico.

Já durante o exercício, o objetivo principal para os nutrientes consumidos é repor a perda de líquidos, providenciar carboidratos para a manutenção das concentrações de glicose para atividades com mais de uma hora de duração, ou quando o atleta não consome líquidos e nutrientes adequados antes da sessão de treinamento, ou ainda em ambientes muito quentes ou muito frios.

Depois da sessão de treinamento, o principal objetivo da dieta é providenciar energia e carboidratos para reposição do glicogênio muscular e assegurar uma rápida recuperação para sua próxima sessão de treino.

O processo de recuperação envolve restauração dos estoques de glicogênio hepático e muscular, nas primeiras seis horas após o treino.

Para definir as refeições no treinamento desportivo, deve-se considerar a modalidade esportiva, horário de ínicio, duração e intensidade do treino, idade, sexo, peso e composição corporal, tipo de fibra muscular predominante, estágio de treinamento e habilidade técnica além do tempo disponível para realizar as refeições e  preferencias alimentares.

É necessário considerar todas as variáveis do praticante para que o cardápio tenha adesão e tenha resultados de acordo com os objetivos delineados.

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    • Por dealmeida
      Alguém sabe me dizer se tem algum problema tomar zma e gaba 30 minutos antes de dormir? houvi um boato que não era legal tomar zma com nenhum outro suplemento para que não houvesse "competição" entre os dois durante o período de descanso, alguém manja?
    • Por jpp17
      Ola, segue abaixo um breve resumo da minha nova rotina de dieta e emagrecimento.

      Tenho 26 anos, 1,75m e atualmente peso 97,4kg. Em 2013 cheguei a pesar 109kg, acabei a faculdade e resolvi fazer uma dieta. Fiz isso sozinho, sem ajuda de um profissional.Cheguei a pesar 87kg, mas comecei a namorar e ganhei 10kg hehehe. Ou seja, tive problemas em manter.

      Agora resolvi me consultar com uma nutricionista.
      Minha saúde esta boa, fiz vários exames a pedido da minha nutricionista e o único problema que tenho é Vitamina D baixa, o que sera resolvido com um medicamento manipulado. O que esta me incomodando na verdade são as 'gordurinhas'.

      Durante a semana me alimento bem, como frutas e verduras, não bebo bebidas alcoólicas e nem tomo refrigerante, somente alguns deslizes quando saio para jantar.
      O problema esta no final de semana, bebo bastante cerveja e as vezes vodca. Como bastante carne e também algumas 'porcarias'(pizza, omelete, mta massa, refrigerante, sorvete e etc).
      Faço exercícios em media 3 a 4 vezes por semana.
      Tomo muita água durante o dia, uns 3litros.

      Me consultei com uma nutricionista para corrigir a minha alimentação e perder peso.
      Vou tentar seguir a dieta e melhorar principalmente no final de semana. Não vou parar de beber a minha cerveja, mas pretendo diminuir bastante kkkkk.
      Ontem comecei a treinar na academia, ela acredita que fazer musculação vai me ajudar mais que uma caminhada.
      Hoje de manha tomei um cha verde e fiz uma corrida de 25min na media de 7km/h

      Só para ter uma ideia na dieta que vou seguir:
      Café da manhã - 6h: 3 ovos mexidos + 1 xicara cafe com stevia e leite de pacotinho(mais natural).
      Lanche - 9h: 1 Cha verde + 1 maçã.
      Almoço - 12h: verdura(brocolis, beterraba, alface, repolho, cenoura, chuchu, couve, tomate + azeite de oliva extra virgem) + 3 pedaços de frango grelhado(+- umas 150g) + 1 colher de arroz. Não tomei nada
      Lanche - 16h: 1 Cha verde + meio abacate
      Pre treino - 19h: 1 iogurte normal(tem 3 ainda, tenho q acabar se nao estraga =\) + aveia. Mas a ideia comer um pao integral com frango ou atum.
      Jantar - 21:20h: 4 pedaços de frango sasami + beterraba + pepino + tomate + azeite extra virgem e um copo de suco clight.

      Nos outros dias vai mudar, mas basicamente é isso
      Minha duvida seria o que comer no pre treino, porque nem sempre vou poder preparar algo ou até ter tempo. Posso comer frutas no pre treino ou até castanhas? E tambem gostaria de saber nesses lanches da manha e tarde pode ser somente uma fruta ou deveria trocar para proteina?.
      Frutas que eu gosto de comer: Kiwi, Morango, Maça, Pera, Tangerina, Laranja, Abacaxi, Banana, Uva, Maracuja
      Obrigado desde ja. Se tiver algo errado favor me informar.
       
    • Por tardelipires
      Galera, estou com um problema aqui e gostaria de saber se vocês poderiam me ajudar. Tenho 34 anos, 1.73m e 75kg. Depois de chegar a 105kg, resolvi fazer dieta e me exercitar e em um ano e seis meses consegui perder 30kg. Malho pesado e hoje estou com 17% de gordura, segundo meu nutricionista. Apesar de estar com 17% de gordura, aparentemente estou bem magro, estou apenas com um pouco de gordura na região da barriga.
      Porém, meu problema é o seguinte.
      Há 4 meses o nutricionista manda eu seguir a mesma dieta, ou melhor, podendo variar os alimentos, mas não as quantidades. Ele insistiu que eu deveria tomar whey duas vezes ao dia e achei estranho.
      Eu disse que não tinha condições de tomar suplemento duas vezes ao dia e minha intenção era ganhar massa. Ele disse que eu teria que chegar entre 13 e 15% de gordura para poder passar uma dieta para ganho de massa.
      Na última consulta ele disse: “Você nunca foi magro, você está magro agora. Não posso passar uma dieta para ganho de massa agora caso contrário você poderá ganhar gordura. O ideal seria você continuar esta dieta, e tomar duas doses de whey por dia. Não é ideal eu aumentar a quantidade de nutrientes da dieta”.
      Na última consulta, ele disse que eu podia continuar com a mesma dieta, e ficasse tomando as duas doses de whey. Ele também acrescentou a creatina e mandou eu tomar uma dose antes do treino. Eu disse a ele que não tinha condições de tomar whey duas vezes ao dia. Ele disse que eu tomasse uma dose e ao invés da segunda, eu tomasse albumina. Diz ele que minha dieta é hiperproteica. Gostaria de saber a opinião de vocês.
      Terei que ficar emagrecendo ainda mais?
      Tenho que chegar a 13% de gordura mesmo para poder partir para uma dieta de ganho de massa?
      Meu TMB em repouso é de 1718 Kcal/dia. Como malho pesado, talvez suba mais, acho que para 2000 ou 2100.
      Segue minha dieta
      Manhã
      2 ovos mexidos (completos) + queijo coalho ralado
      1 colher de sopa de aveia
      1 banana
      1 xícara de café com canela
      Lanche da manhã
      2 ovos mexidos (completos)
      1 colher de sopa de aveia
      1 xícara de café
      Almoço
      2 colheres de feijão
      30g de arroz integral ou 100g de batata doce
      120g de peito de frango grelhado
      Alface
      Cenoura + beterraba crua
      2 rodelas de abacaxi
      Lanche da tarde (pré-treino)
      2 ovos mexidos (completos) + queijo coalho ralado
      1 colher de sopa de aveia
      1 banana
      1 xícara de café com canela
      3 cápsulas de BCAA
      Pos Treino
      Whey Protein
      3 cápsulas de BCAA
      Jantar
      50g de batata doce
      120g de peito de frango grelhado
      1 xícara de café
      Ceia
      2 ovos cozidos (1 gema e 2 claras)
    • Por ninga
      RECOMENDAÇÕES GERAIS DE CARBOIDRATO PARA PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA:
      · Atletas que treinam intensamente diariamente devem ingerir de 7-10g de carboidratos/kg de peso/dia ou 60% do VCT (Burke & Deakin, 1994);
      · Pessoas que se exercitam regularmente deveriam consumir de 55 a 60% do total de calorias diárias sob a forma de carboidratos e indivíduos que treinam intensamente em dias sucessivos, requerem de 60 a 75% (ADA, 2000);
      · 6-10g de carboidrato/kg/dia (ADA, 2000).
      RECOMENDAÇÕES DE CARBOIDRATO PARA ATIVIDADES DE FORÇA:
      · 55 a 65% (ADA, 2000)
      · Kleiner (2002): 8,0-9,0g/kg de peso/dia (manutenção), 8,0-9,0g/kg de peso/dia (hipertrofia muscular) e 5,0-6,0g/kg de peso/dia (hipertrofia muscular e redução do percentual de gordura ao mesmo tempo)
      RECOMENDAÇÕES PRÉ-EXERCÍCIO
      - nas 3-4 horas que antecedem:
      · 4-5g de carboidrato/kg de peso
      · 200-300g de carboidrato (ADA, 2000)
      Objetivo 1: permitir tempo suficiente para digestão e absorção dos alimentos (esvaziamento quase completo do estômago)
      Objetivo 2: prover quantidade adicional de glicogênio e glicose sanguínea
      Objetivo 3: evitar a sensação de fome
      OBS: geralmente consiste em uma refeição sólida
      Diferente dos efeitos contraditórios da ingestão de carboidratos 30 a 60 minutos antes do exercício, a eficiência desse consumo 3 a 6 horas antes do exercício no rendimento físico é observada, em função de haver tempo suficiente para síntese de glicogênio muscular e hepático e a disponibilidade de glicose durante a realização do exercício. Preservar este período de tempo também favorece o retorno dos hormônios, especialmente insulina, as concentrações fisiológicas basais (El Sayed et al., 1997).
      - 1 hora antes: 1-2g de carboidrato/kg de peso
      OBS: dar preferência aos repositores energéticos líquidos
      Objetivo: são de mais fácil digestão
      Após uma refeição contendo carboidratos, as concentrações plasmáticas de glicose e insulina atingem seu pico máximo, tipicamente entre 30 - 60 minutos. Caso o exercício seja iniciado neste período, a concentração plasmática de glicose provavelmente estará abaixo dos níveis normais. Isto acontece possivelmente devido a um efeito sinergético da insulina e da contração muscular na captação da glicose sangüínea (Jeukendrup et al ,1999).
      Durante o exercício a disponibilidade da insulina para a captação de glicose é muito pequena. Estudos indicam que o aumento da velocidade de transporte com o aumento da atividade contrátil relaciona-se com a maior ativação de transportadores de glicose que, no caso do músculo esquelético, é o GLUT4 (Júnior, 2002).
      A magnitude da captação de glicose pelo músculo esquelético está relacionada com a intensidade e a duração do exercício, aumentando proporcionalmente com a intensidade.
      É válido consumir carboidrato 1 hora antes do exercício?
      Dentre os estudos que analisam os efeitos do consumo dos carboidratos glicose, frutose e polímeros de glicose, 1 hora antes de exercícios, realizados a uma intensidade de 70% a 80% do VO2 max., encontraram efeitos negativos: Foster et al. (1979); nenhum efeito: Mc Murray et al. (1983), Keller & Schgwarzopf (1984), Devlin et al. (1986) e Hargreaves et al. (1987); e, finalmente, efeitos positivos foram relatados por Gleeson et al. (1986); Okano et al. (1988) e Peden et al. (1989).
      Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada 1 hora antes do exercício?
      Thomas et al. (1991), compararam as respostas bioquímicas e fisiológicas de ciclistas treinados que ingeriram a mesma porção de alimentos de alto índice glicêmico (glicose e batata) e de baixo índice glicêmico (lentilhas), 1 hora antes do exercício. A alimentação com baixo índice glicêmico produziu os seguintes efeitos: 1) nível menor de glicose e insulina 30 a 60 minutos após a ingestão, 2) maior nível de ácidos graxos livres, 3) menor oxidação de carboidratos durante o exercício e 4) período de realização do exercício 9 a 20 minutos maior que o tempo correspondente aos dos indivíduos que ingeriram a refeição de alto índice glicêmico.
      Conclusão, devemos priorizar carboidratos de baixo índice glicêmico
      Objetivo1: indivíduos suscetíveis a queda da glicemia não devem ingerir carboidratos de alto índice glicêmico para evitar a Hipoglicemia Reativa
      Objetivo 2: níveis elevados de insulina inibem a Lipólise, o que reduz a mobilização de ácidos graxos livres do Tecido Adiposo, e, ao mesmo tempo, promovem aumento do catabolismo dos carboidratos. Isto contribui para a depleção prematura do glicogênio e fadiga precoce
      OBS: o consumo de alimentos muito doces também podem provocar, enjôos e diarréia
      - imediatamente antes (15 min antes): 50-60g de polímeros de glicose (ex. maltodextrina - carboidrato proveniente da hidrólise parcial do amido).
      Segundo Coogan (1992) esta ingestão é similar à ingestão durante a atividade física e pode melhorar o desempenho.
      RECOMENDAÇÕES DURANTE O EXERCÍCIO
      - Quantidade:
      · 30-60g de carboidrato/hora (ADA, 2000; Driskell, 2000);
      · 0,7g de carboidrato/kg/hora (ADA, 2000)
      · 40-75g de carboidrato/hora (El-Sayed et al., 1995)
      Objetivo 1: manter o suprimento de 1g de carboidrato/minuto, retardando a fadiga em, aproximadamente, 15-30 min, por poupar os estoque de glicogênio
      Objetivo 2: manter a glicemia, prevenindo dores de cabeça, náuseas, etc.
      "A Gliconeogênese pode suprir glicose numa taxa de apenas 0,2-0,4g/min, quando os músculos podem estar consumindo glicose a uma taxa de 1-2g/min" (Powers & Howley, 200). Esse dado aqui é muito relevante
      "A suplementação de carboidratos durante o exercício é muito eficiente na prevenção da fadiga, porém deve ser ingerida durante todo o tempo em que a atividade está sendo realizada ou, pelo menos, 35 minutos antes da fadiga devido à velocidade do esvaziamento gástrico" (El-Sayed et al.,1995).
      Quando o consumo de carboidratos durante o exercício se faz necessário?
      "Após 2 horas de exercício aeróbio de alta intensidade poderá haver depleção do conteúdo de glicogênio do fígado e especialmente dos músculos que estejam sendo exercitados" (Burke & Deakin, 1994; Mcardle, 1999)
      Segundo Bucci (1989), o consumo de carboidratos durante a atividade física só aumentará efetivamente o rendimento se a atividade for realizada por mais de 90 minutos a uma intensidade superior a 70% do VO2 máx.
      De acordo com Driskell (2000) o consumo de carboidrato parece ser mais efetivo durante atividades de endurance que durem mais de 2 horas.
      O consumo de carboidratos durante o exercício parece ser ainda mais importante quando atletas iniciam a atividade em jejum, quando estão sob restrição alimentar visando a perda de peso ou quando os estoques corporais de carboidratos estejam reduzidos ao início da atividade (Neufer et al., 1987; ADA, 2000). Nestes casos, a suplementação de carboidratos pode aumentar o rendimento durante atividades com 60 minutos de duração.
      Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada durante o exercício?
      "Muitos estudos demonstram que glicose, sacarose e maltodextrina parecem ser igualmente efetivos em melhorar a performance" (Driskell, 2000)
      Segundo a ADA (2000), o consumo durante o exercício deve ser, preferencialmente, de produtos ou alimentos com predominância de glicose; a frutose pura não é eficiente e pode causar diarréia, apesar da mistura glicose com frutose ser bem tolerada.
      RECOMENDAÇÕES PÓS-EXERCÍCIO
      - Quantidade:
      · 0,7-3g de carboidrato/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício;
      · 0,7-1,5g de glicose/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 6 horas após um exercício intenso + 600g de carboidrato durante as primeiras 24 horas (Ivy et al., 1998);
      · 1,5g de carboidrato/kg de peso nos primeiros 30 minutos e novamente a cada 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício (ADA, 2002);
      · 0,4g de carboidrato/kg de peso a cada 15 minutos, durante 4 horas. Neste caso observa-se a maior taxa de recuperação do glicogênio, porém o consumo calórico acaba excedendo o gasto energético durante o exercício
      Objetivo: facilitar a ressíntese de glicogênio
      Segundo Williams (1999) durante 24 horas, a taxa de recuperação do glicogênio é de aproximadamente 5-7%/hora.
      Qual o melhor intervalo de tempo para o consumo de carboidrato após o exercício?
      O consumo imediato de carboidrato (nas primeiras 2 horas) resulta em um aumento significativamente maior dos estoques de glicogênio. Assim, o não consumo de carboidrato na fase inicial do período de recuperação pós-exercício retarda a recuperação do glicogênio (Ivy et al., 1988). Isto é importante quando existe um intervalo de 6-8 horas entre sessões, mas tem menos impacto quando existe um período grande de recuperação (24-48 horas). Segundo a ADA (2000) para atletas que treinam intensamente em dias alternados, o intervalo de tempo ideal para ingestão de carboidrato parece ter pouca importância, quando quantidades suficientes de carboidrato são consumidas nas 24 horas após o exercício.
      Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada após o exercício?
      A recuperação dos estoques de glicogênio pós-exercício parece ocorrer de forma similar quando é feito o consumo tanto de glicose quanto de sacarose, enquanto que o consumo de frutose induz uma menor taxa de recuperação. Conclusão, devemos priorizar os carboidratos de alto índice glicêmico (Burke & Deakin, 1994).
      Fonte:
      Apostila: Nutrição aplicada à atividade física - autora: Profa. Letícia Azen - Consultora em Nutrição CDOF
      FAO/OMS. Carbohydrates in Human Nutrition, 1998.
    • Por ProjetoFit
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