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  • Se houver exame de fígado, pode ser que os valores sejam alterados. É possível também que influencia na sua pressão arterial já que é uma droga que retém muito líquido. Não existe exame hormonal

  • Hemogenin não aromatiza, logo não se usa tamoxifeno com ele para tratar possível ginecomastia por estradiol. Pode-se pensar em utiliza-lo em estratégias de TPC visando aumentar a testosterona endógena

  • tbm acho o hemogenim mto pesado pelo fato dele passar 3 vexes pelo figado, mas ele ja teve boas experiencias com o mesmo  sem tpc dai surgiu a duvida  os exames ainda n foram solicitados so duvid

14 horas atrás, Mr-Ferreira disse:

Quais aes atrapalha na baterias de exames da policia militar e em outros concursos públicos?

hemogenin da lander precisa do uso de tamoxifeno? somente duvida para amigos..

Hemogenin não aromatiza, logo não se usa tamoxifeno com ele para tratar possível ginecomastia por estradiol. Pode-se pensar em utiliza-lo em estratégias de TPC visando aumentar a testosterona endógena e melhorar o perfil lipídico por exemplo.

Me parece que há uma imensa falta de conhecimento mínimo do seu amigo para estar usando uma droga tão pesada.

Nem todos conhecem a bateria de exames solicitadas pela policia militar, quais são eles?

  • Autor
2 horas atrás, vacalouca disse:

Hemogenin não aromatiza, logo não se usa tamoxifeno com ele para tratar possível ginecomastia por estradiol. Pode-se pensar em utiliza-lo em estratégias de TPC visando aumentar a testosterona endógena e melhorar o perfil lipídico por exemplo.

Me parece que há uma imensa falta de conhecimento mínimo do seu amigo para estar usando uma droga tão pesada.

Nem todos conhecem a bateria de exames solicitadas pela policia militar, quais são eles?

tbm acho o hemogenim mto pesado pelo fato dele passar 3 vexes pelo figado, mas ele ja teve boas experiencias com o mesmo  sem tpc dai surgiu a duvida

 os exames ainda n foram solicitados so duvida mesmo.

  • Moderador

Se houver exame de fígado, pode ser que os valores sejam alterados. É possível também que influencia na sua pressão arterial já que é uma droga que retém muito líquido.

Não existe exame hormonal nas provas da polícia mas a droga pode afetar outros parâmetros indiretamente. 

  • 7 anos depois...

@Mr-Ferreira, suas duas perguntas nunca foram respondidas direito, e a primeira tem uma resposta que quase ninguém conhece. Vou por partes.

O que os exames de concurso realmente detectam

Aqui está o ponto central, e ele é bem diferente do que o pessoal imagina.

Os exames de aptidão física e saúde de concurso público, incluindo Polícia Militar, na esmagadora maioria dos editais, não incluem exame antidoping. Não é procurado metabólito de anabolizante na urina. Isso é caro e é feito em contexto esportivo, não em admissão de concurso.

O que esses editais pedem são exames de rotina: hemograma completo, glicemia, função renal, hepatograma, perfil lipídico, tipagem sanguínea, urina tipo 1, sorologias, eletrocardiograma e, com frequência, avaliação cardiológica com teste ergométrico ou ecocardiograma.

Ou seja, o anabolizante não é detectado diretamente. Ele é detectado pelo estrago que deixa nos exames comuns. E é aí que as pessoas são reprovadas.

Os achados que reprovam candidato

Hematócrito e hemoglobina elevados. Testosterona e derivados estimulam a produção de glóbulos vermelhos. Hematócrito acima do limite é dos achados mais frequentes em quem usa, aparece no hemograma simples e costuma gerar inaptidão ou pedido de investigação.

Enzimas hepáticas alteradas. TGO, TGP e gama GT alteradas aparecem principalmente com os orais 17 alfa alquilados, que é o caso do hemogenin que você citou. Esse é o composto mais hepatotóxico de uso comum, e alteração de hepatograma com ele não é exceção, é regra.

Perfil lipídico. Queda acentuada de HDL com aumento de LDL é assinatura bem característica, e em candidato jovem chama atenção imediata.

Creatinina elevada. Aqui tem uma armadilha dupla. Massa muscular grande eleva creatinina por si só, e desidratação e uso de creatina também. Isso pode ser lido como alteração renal e gerar investigação, mesmo em quem está bem.

Alterações cardíacas. Quando há ecocardiograma no edital, hipertrofia do ventrículo esquerdo é o achado que mais preocupa, e é dos mais associados ao uso prolongado.

Pressão arterial. Aferida na consulta, e frequentemente elevada durante o uso.

Ginecomastia. Detectada no exame físico, e em alguns editais é causa de inaptidão por si só.

Então a resposta honesta à sua pergunta é: não é que tal anabolizante atrapalhe e tal outro não. Todos podem atrapalhar, pela via indireta dos exames de rotina, e alguns deixam rastro mais evidente que outros. Hemogenin e outros orais alquilados estão entre os que mais deixam, justamente pelo fígado.

Sobre o hemogenin precisar de tamoxifeno

Precisa, e por um motivo que quase todo mundo erra. Vale a pena entender, porque o erro comum aqui custa caro.

O hemogenin, que é oximetolona, não aromatiza. A molécula tem um grupo químico que impede a aromatização, então ele não é convertido em estrogênio. Nenhum.

Mesmo assim, ele é famoso por causar ginecomastia e retenção. Por quê? Porque ele não precisa virar estrogênio: ele mesmo ativa o receptor de estrogênio diretamente.

A consequência prática é decisiva. Inibidor de aromatase, como anastrozol, não serve para nada contra ginecomastia de hemogenin, porque não existe aromatização para bloquear. Quem faz o trabalho é o que bloqueia o receptor, ou seja, o tamoxifeno.

Então sim, tamoxifeno é o medicamento certo nesse caso, e anastrozol seria dinheiro e efeito colateral jogados fora.

E o alerta que vem junto: além da questão estrogênica, o hemogenin é o mais agressivo para o fígado entre os de uso corrente, associado a colestase, peliose hepática e adenomas. Quem usa deveria fazer hepatograma antes, durante e depois, e evitar álcool no período.

Dois pontos práticos, sem julgamento

O primeiro, e é o que mais importa para quem está prestando concurso: os exames alterados por uso recente tendem a normalizar depois de um tempo de suspensão, mas esse tempo não é curto. Hepatograma costuma levar de quatro a oito semanas depois de um oral. Hematócrito e lipídios podem levar meses. Quem interrompe uma semana antes do exame não escapa de nada.

O segundo é que reprovação em exame de saúde de concurso não é acusação de nada. Ela simplesmente registra que os parâmetros estão fora. Mas em alguns editais existe previsão de eliminação por uso de substância, e aí a situação muda de natureza. Vale ler o edital específico, porque isso varia bastante.

E, sinceramente, o ponto que eu acharia mais relevante se fosse comigo: os exames de concurso estão medindo hematócrito, fígado, lipídios e coração porque esses são exatamente os pontos que adoecem. A reprovação é o aviso barato. O que vem depois, se ninguém olhar, é o caro.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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