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Ajuda para fazer o 1° ciclo feminino

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  • Moderador

Cardápio da Miss. Hipofisária

Pré treino (hora que sair da cama) = 20g de whey + 15g farinha de arroz, 20g de pasta de amenodoim

Intra treino - 09h00 - 10g de dextrose em 1000ml de agua e beber tudo

Pós treino dentro da academia(levar)= 15 g de whey + 1 collher de doce de leite + 20g de sucrilhos + 100ml de leite

Pós treino - 11h30 - 100ml de leite desnatado, 3 ovos, 1 tomate,1 Banana , 20g de aveia + 1 colher de chá de mel

18h30 - 2 fatias de pão integral, 30g de ricota, 50g de frango (fazer pate e comer com o pão) , salada verde (obrigatorio)

21h00 - 70g peito de frango ou boi ou peixe ou porco, 70g arroz integral, 15g azeite, salada verde (obrigatorio), 50g brócolis, 1 ovos, 1 laranja

 

Nos dias sem treino= não comer o pos treino dentro da academia e comer apenas 1 fatia de pão.

Agua/dia= 3,3 litros/dia (exatos se quer chegar em algum lugar)

Caminhada (40 min) OU hits (15 min) por semana= 7 vezes inicialmente.

Novas fotos se quiser nova avaliação=20/08 ( se não aparecer pontualmente aqui nesse dia, já era ajuda)

 

TMJ

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  • Obrigada pela ajuda na dieta vou seguir a risca e dia 20 trago meus resultados para avaliação.

  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Bom vamos lá......coisas que vc precisa de alterar LOGO...... 1) Trocar a fluoxetina por outro medicamento que não interfira na sua prolactina. A quetiapina blz.....Mesmo tratando o microPRL não

  • Então minha hipoglicemia vem quando tomo café ou energético sem muita comida no estômago ou treino sem uma decstrose ou um whay durante o treino... ou se fico muito tempo sem carboidratos. Com re

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  • 5 anos depois...

V9.25, chego bem depois e este é um dos tópicos mais delicados que já li aqui. Quero começar reconhecendo duas coisas: você foi extremamente honesta ao listar tudo o que usa e todos os diagnósticos que tem, o que é raro e corajoso, e quem te respondeu fez perguntas boas e teve o mérito de não liberar nada. Ainda assim, há pontos importantes que não foram ditos, e alguns deles são justamente sobre a interação entre o que você pretendia fazer e o que você já trata.

Começo pelo ciclo proposto, porque nele existe uma contradição que precisa ser nomeada. Você escreveu, com todas as letras, que queria algo bem leve porque tem medo de virilizar. E a substância que você escolheu foi a oximetolona. Preciso ser direto: entre tudo o que existe, ela é provavelmente a pior escolha possível para essa intenção. Ela é fortemente androgênica, ou seja, é das que mais virilizam, e é também o oral mais tóxico para o fígado em circulação, associado a peliose hepática, que é a formação de cavidades cheias de sangue no fígado, e a tumores hepáticos. A ideia de que cinco ou dez miligramas a tornam leve não se sustenta, porque leve e pesado aqui não é só questão de dose, é questão de qual molécula é. Se em algum momento houver conversa sobre isso, que seja qualquer outra coisa que não essa, e com médico.

O segundo ponto é o que mais me surpreendeu não ter aparecido em nenhuma linha do tópico: você tem transtorno bipolar em tratamento, com quetiapina em quatrocentos miligramas. Androgênios têm efeito conhecido sobre humor, e em pessoas com transtorno bipolar existe risco real de desencadear episódio de mania ou hipomania, além de irritabilidade e alteração de sono, que costuma ser o primeiro sinal de virada. Isso não é uma ressalva genérica de bula, é o item que, na minha opinião, encerra a discussão sozinho. Um quadro que está estabilizado depois de anos de tratamento é algo valioso demais para ser colocado em risco por ganho estético, e a desestabilização, quando acontece, cobra caro e demora a voltar ao lugar.

O terceiro ponto é o mais importante de todos, e é sobre medicação psiquiátrica. Foi sugerido aqui que você trocasse a fluoxetina por outro medicamento. Por favor, não faça nenhuma troca, redução ou suspensão de fluoxetina ou de quetiapina a partir de conversa de fórum, nem levando essa sugestão como pedido pronto ao médico. E existe um motivo específico no seu caso: em transtorno bipolar, mexer em antidepressivo é justamente a manobra mais associada a virada maníaca, e a fluoxetina, que tem meia vida longa, foi provavelmente escolhida por quem te acompanha sabendo disso e com a quetiapina fazendo a proteção. Quem tem que avaliar se ela sobe a prolactina no seu caso é o seu psiquiatra junto do endocrinologista, olhando o valor real, e vale saber que o efeito de inibidores de recaptação de serotonina sobre prolactina costuma ser pequeno, enquanto o seu adenoma existe e é anterior a ela.

E há uma interação que ninguém mencionou e que é a mais relevante da sua lista. A cabergolina é um agonista dopaminérgico, e agonistas dopaminérgicos podem precipitar sintomas psicóticos, mania e alterações de comportamento, especialmente em quem tem transtorno psiquiátrico prévio. Ao mesmo tempo, os antipsicóticos fazem o oposto, bloqueando dopamina, e por isso tendem a elevar a prolactina. Ou seja, os seus dois tratamentos puxam para lados contrários, e é por isso que o seu caso precisa que psiquiatra e endocrinologista conversem entre si, e não que cada um decida sozinho. Se você notar em algum momento agitação incomum, redução da necessidade de sono, aceleração do pensamento ou compulsões novas, como jogo ou compras, isso é sinal de avisar o médico rapidamente, porque é um efeito descrito dessa classe.

Sobre o anticoncepcional, concordo que vale conversar com o ginecologista, mas por uma razão bem mais séria do que a estética que foi citada. O componente do Diclin é o acetato de ciproterona, e existe associação documentada e dependente de dose e de tempo entre ciproterona e meningioma, que é um tumor das membranas que recobrem o cérebro. Você usa desde os quinze ou dezesseis anos, ou seja, há cerca de dez anos, e tem histórico de lesão na hipófise com ressonâncias repetidas. Isso não é motivo para pânico, e sim exatamente o assunto a levar ao ginecologista e ao endocrinologista para decidir se vale trocar. É uma conversa muito mais importante do que a de acne.

Ligado a isso, vale reforçar que você mencionou ter tido antes um macroadenoma. Adenomas maiores podem comprimir o quiasma óptico, e por isso, se alguma vez aparecer alteração do campo visual, principalmente perda da visão lateral, ou dor de cabeça diferente do habitual, isso pede avaliação sem esperar a próxima consulta. E vale lembrar que a lesão pode voltar a crescer se a cabergolina for interrompida, então essa é outra decisão que nunca é tomada por conta própria.

Sobre a hipoglicemia, quero fazer uma ressalva. Ela foi tratada aqui como uma questão de encaixar dextrose no treino, e pode até ser só isso. Mas hipoglicemia sintomática em uma pessoa jovem merece ser documentada de verdade, ou seja, medir a glicose no momento em que os sintomas aparecem, e não apenas presumir. Isso importa mais no seu caso do que no de outra pessoa por dois motivos: você tem uma lesão de hipófise, que é a glândula que comanda a suprarrenal e a tireoide, e alterações nesse eixo são causa conhecida de hipoglicemia. Além disso, a quetiapina tem efeito importante sobre metabolismo e peso, e quem a usa em dose alta deve acompanhar glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico regularmente. Aliás, os exames discutidos aqui eram de dezembro de dois mil e dezenove, quase dois anos antes desta conversa, o que é tempo demais para alguém no seu contexto.

Por fim, uma observação prática sobre o plano que ficou montado, porque ele contradiz o seu próprio objetivo. Você disse que queria primeiro ganhar massa magra. Os macros combinados somam algo em torno de mil e seiscentas calorias, o cardápio final chega perto de mil e setecentas e cinquenta, e junto disso ficaram sete sessões de aeróbio por semana. Para uma mulher de sessenta e cinco quilos que treina, isso é déficit, e ninguém ganha massa magra em déficit sustentado. Se o objetivo é ganhar, o número precisa subir e o aeróbio precisa diminuir. Além disso, alguém que tem episódios de hipoglicemia não deveria estar com um plano em que a primeira refeição do dia é durante o treino, e a correção nesse sentido, feita depois, foi acertada.

Se eu pudesse resumir: o seu corpo não é o problema aqui, e o elogio que você recebeu sobre isso é justo. O que você tem é um conjunto de tratamentos bem ajustados que levou anos para chegar onde está, e a melhor coisa que você pode fazer por ele é não mexer sem quem te acompanha. Ganho de massa, no seu caso, vem de comida suficiente, treino com progressão de carga e sono, e nada disso conflita com um único dos seus remédios.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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