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Como diminuir a dor da durateston?

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  • 1 ano depois...
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  • Cata começei a tomar nesta terça, meu que dor da mulestiaaa pareçe e a dura nao saii da aplicaçao ta duro o coro meuw doi de mais ça durnir e trabalho com a moto pebsa a dor de ficar wm cima da moto a

  • Tu acha que a dura estufa é fi? 

  • t N t - neuroticO
    t N t - neuroticO

    É cada uma que eu leio.... tomar dura para testar o efeito no corpo ? esse foi otima mas tudo bem.... Nas primeiras aplicações doe mesmo mais ao passar do ciclo vai parando de doer.

Em 08/03/2004 em 00:15, t N t - neuroticO disse:

É cada uma que eu leio.... tomar dura para testar o efeito no corpo ? esse foi otima

 

mas tudo bem....

 

Nas primeiras aplicações doe mesmo mais ao passar do ciclo vai parando de doer.

 

Impossível parar a dor fala besteira n man  vc pode amenizar um pouco a dor com uma compressa de água morna ??

 

  • 5 meses depois...
  • 7 anos depois...

@xexel, este tópico tem vinte e dois anos e continua recebendo gente com dor, o @Lucas Anastacio apareceu em dois mil e dezoito dizendo que estava duas noites sem dormir, e ninguém explicou de onde vem a dor. Sem entender a causa, as dicas viram tentativa e erro. Vou explicar, corrigir a ideia de cristalização, que é o maior erro desta página, e depois dar o que reduz a dor de fato e o sinal de que não é mais só dor.

De onde vem a dor.

Não é a testosterona. Ela está dissolvida e é a parte inerte nesse aspecto. A dor vem de três coisas do frasco e da técnica.

A primeira e principal é o solvente. O Durateston tem cem miligramas de álcool benzílico por mililitro, ou seja, dez por cento do volume. Álcool benzílico é irritante para o tecido, e é ele que produz aquela dor que aparece horas depois e dura dias. Quanto mais volume, mais solvente entra.

A segunda é o óleo. O veículo é óleo de amendoim, que é viscoso. O óleo forma um depósito dentro do músculo, e como ele não se mistura com o líquido do tecido, aumenta a pressão local, e a pressão ativa os receptores de dor. Por isso a dor tem relação direta com o volume aplicado em um único ponto.

A terceira é a técnica, principalmente volume por local, velocidade da aplicação e local escolhido.

E aqui vai uma informação da bula que ninguém no fórum comenta e que é importante: por conter óleo de amendoim, o Durateston é contraindicado para alérgicos a amendoim, e a bula orienta evitar também em alérgicos à soja pela relação entre as duas alergias. Se alguém tem alergia a amendoim, isso não é questão de dor, é risco de reação alérgica grave.

Agora a correção mais importante do tópico. O @t N t - neuroticO descreveu a tal cristalização, e essa explicação virou folclore. Nada cristaliza. O que acontece é reação inflamatória crônica ao óleo repetido no mesmo ponto, formando um nódulo fibroso endurecido, que em alguns casos evolui para o que se chama oleoma. É tecido reagindo, não o produto virando pedra. Isso importa porque muda a conduta: como é inflamação e fibrose, o que resolve é parar de aplicar naquele ponto e dar tempo, e o que previne é distribuir volume, e não esquentar o frasco esperando derreter alguma coisa.

E a explicação do @misfits, de que o músculo fica mais rígido por causa do anabolizante e por isso a agulha entra com mais dificuldade, também não procede. O que endurece é o tecido cicatricial de aplicações anteriores no mesmo local, exatamente o nódulo acima.

O que de fato reduz a dor, em ordem de impacto.

Menos volume por ponto. Essa é a mais eficaz de todas. Dividir a dose em duas aplicações menores na semana, em locais diferentes, costuma resolver mais do que qualquer compressa. Como referência, volume acima de dois mililitros num mesmo ponto tende a doer bem mais.

Rodízio de verdade. Não é só alternar entre os dois glúteos, é usar diferentes regiões e dar semanas de folga para cada uma. Foi o que o @gerasaude fez na prática e por isso ele sentiu menos.

Local. O glúteo aplicado na região errada é o que mais dói e é também o de maior risco, por causa do nervo ciático. A região ventroglútea, na lateral do quadril, é mais segura e costuma doer menos. Vasto lateral da coxa dói mais em quem treina perna. Deltoide comporta pouco volume e por isso satura rápido, que é o caso de quem ficou com os dois deltoides endurecidos.

Aplicação lenta e agulha adequada. Óleo viscoso empurrado rápido machuca mais. Injetar devagar, ao longo de um minuto, muda bastante.

Movimentar o membro depois. O @some85one já tinha percebido isso na prática, e faz sentido: contração ajuda a dispersar o depósito. Uma caminhada depois de aplicar em glúteo ou coxa costuma ajudar mais que compressa.

Sobre compressa quente, tem um detalhe que o @some85one também notou: no calor imediato pode aliviar, mas em alguns casos reacende a dor. Não é errado usar, mas é o item de menor efeito da lista.

Sobre o anti inflamatório que o @some85one perguntou e o @hãns respondeu, respondendo direto: dipirona ou paracetamol resolvem bem esse tipo de dor e não interferem em nada. Anti inflamatório oral também funciona, mas vale saber que dose alta e uso frequente atrapalha adaptação ao treino e sobrecarrega rim e pressão, o que já está mexido por conta do ciclo. Gel de anti inflamatório no local é uma opção razoável, desde que não seja no ponto da picada nas primeiras horas.

Agora a parte que falta neste tópico inteiro e que é a mais importante.

Existe uma diferença entre dor pós aplicação e infecção, e ela é o que separa incômodo de urgência. Dor comum aparece nas primeiras horas, atinge o pico em um a dois dias e melhora a partir do terceiro. Se acontecer o contrário, ou seja, piorar depois do terceiro dia, aí não é mais só irritação.

Procure atendimento se aparecer vermelhidão que aumenta e se espalha, calor forte no local, inchaço com área amolecida ou com sensação de líquido por baixo, febre ou calafrio, mal estar, ou saída de secreção. Isso é abscesso, precisa de avaliação e às vezes de drenagem, e não melhora com compressa nem com analgésico. É a complicação mais comum da autoaplicação, e vem de assepsia falha, agulha reaproveitada ou produto sem procedência.

@Lucas Anastacio, no seu caso, duas noites sem dormir de dor na segunda aplicação é acima do esperado. Se ainda tiver, ou se acontecer de novo com alguém que leia isso, vale reduzir volume por ponto e, se houver qualquer um dos sinais acima, procurar atendimento em vez de esperar passar.

E fica o registro do que a maioria dos tópicos deixa de fora: quem aplica precisa ter hemograma, lipidograma, TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas, glicemia e pressão medida em casa, além do hormonal antes de começar. E que desde dois mil e vinte e três a resolução dois mil trezentos e trinta e três do Conselho Federal de Medicina veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética ou de desempenho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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