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Acomplia: a verdade da pseudo "PÍLULA ANTIBARRIGA"

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A pilula anti-barriga deve eh conter varios mg de Determinacao e Forca de Vontade.

Como foi mencionado, esse eh o tipo de medicamento proprio daquelas senhoras que querem perder peso sem fazer esforco nenhum (a nao ser o da compra $$), ou das pessoas desinformadas que caem nessas milhonarias jogadas de marketing.

Um abraco galera.

Execelente topico!

ps: pena que nao tenho conhecimento tecnico para opinar.

  • 7 meses depois...
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  • Mestre pelo oque li há um tempo atraz e não me recordo muito bem a Leptina é um hormonio que tem ação no sistema nervoso central (hipotálamo) promovendo a redução da ingestão de alimentos e o aumento

  • Ele vai agir na gordura do corpo todo na minha opinião. Mas tem pessoas dizendo que ele agiria mais na gordura visceral do que no restante da gordura subcutanea. Mas não achei nada ainda que fisi

  • Segundo o Dr. João Regis Ivar Carneiro, eh totalmente equivocado medir o abdômen e saber com isso como está a gordura visceral. Segundo ele para se medir a gordura visceral eh faz necessário realizar

A pilula anti-barriga deve eh conter varios mg de Determinacao e Forca de Vontade.

ps: pena que nao tenho conhecimento tecnico para opinar.

Você não deve ter lido todo o texto.

Parece ser um PODEROSO aliado à perda de peso, mas em conjunto com uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares. Acho que era o aliado que faltava para o combate à obesidade e à dificuldade em perder peso, desde que usado de forma adequada e aliado a outros fatores.

Esse é meu primeiro post nesse fórum. Achei esse tópico em uma pesquisa do google e realmente foi muito esclarecedor o texto que li.

Parabéns aos integrantes desse fórum!!!

  • 1 ano depois...

Boa tarde,

Então eu sou atleta, depois de me rebelar contra barriga virei atleta.

Eu ja venho por mais de um ano e meio, com uma intensidade e regularidade boa nos exercicios fisicos.

E tenho muita gordura AINDA pra perder, principalmente no abdomem.

Com a sibutramina eu tive efeitos colaterais drásticos pesados, alem de toda inconsistencia emocional que emana quando eu faço uso da sibutramina eu reparei através de um monitor cardiaco que meus batimentos aumentaram consideravelmente durante o esforço fisico de 10% a 20%. (pra quem corre sabe que essa diferença é grande)

Eu quero saber porque a sibutramina me "acelerou" tanto.

E eu gostaria de saber se esse ACOMPLIA/REDUFAST (RIMONABANT), seria uma saida melhor do que a sibutramina para uma ajuda maior quanto a perca de gordura.

Será que os efeitos colaterais, serão mais intensos? será que o batimento vai aumentar tanto assim??

VLW

  • 10 anos depois...
  • 6 anos depois...

Esse tópico é de julho de 2007 e é um dos melhores que já li nessa seção. O @Mestre escreveu uma explicação de mecanismo que muita matéria de jornal da época não chegou perto de fazer, e fez uma ressalva que se mostrou profética.

E a história terminou. Vale fechar.

O desfecho

O rimonabanto foi retirado do mercado, no mundo inteiro, pelo motivo exato que o Mestre apontou e que a @Kluna esperava que não se confirmasse.

A cronologia, em relação a este tópico:

Junho de 2007, um mês antes deste tópico: o comitê consultivo da FDA votou contra a aprovação nos Estados Unidos, por unanimidade, por causa do risco psiquiátrico. O medicamento nunca foi aprovado lá.

Outubro de 2008: a agência europeia recomendou a suspensão da autorização de comercialização. A retirada se completou no início de 2009.

Novembro de 2008: a própria fabricante suspendeu a venda mundialmente. A ANVISA também suspendeu no Brasil.

O que pesou na decisão: entre junho e agosto de 2008 foram notificados cinco casos de suicídio em pacientes em uso do medicamento em estudos em andamento, contra um caso no grupo placebo, numa população de cerca de 36 mil pacientes. E as notificações de transtornos depressivos tinham quase dobrado entre o primeiro ano de comercialização e o semestre seguinte.

Kluna, você escreveu esperando que esse efeito colateral fosse pouco comprovado, e que os resultados rápidos compensariam. Quinze meses depois o remédio saiu do mercado justamente por isso. Não era para você saber, ninguém sabia com certeza em 2007. Mas é a resposta à sua pergunta.

O ponto que torna o caso interessante: ele funcionava

Essa é a parte que mais ensina.

A meta-análise de referência, publicada no Lancet em 2007, reuniu quatro ensaios randomizados com 4105 participantes. Quem usou rimonabanto 20 miligramas perdeu 4,7 quilos a mais que o placebo em um ano.

Isso é eficácia real, e superior à da maioria dos medicamentos para obesidade disponíveis na época.

A mesma análise encontrou aumento significativo de eventos adversos, e especificamente de transtornos de humor e ansiedade.

Ou seja: o remédio emagrecia de verdade e foi retirado mesmo assim. Eficácia nunca resolve sozinha a questão de um medicamento. É sempre eficácia contra risco, e aqui o risco era psiquiátrico grave numa população que ia usar o produto por anos e por motivo estético.

@Mestre, a sua ressalva foi a chave

Você escreveu que inibir a ação nos receptores CB1 era problemático porque eles existem em toda parte do corpo e executam muitas tarefas distintas.

Foi exatamente isso que derrubou o medicamento.

O sistema endocanabinoide não regula só apetite. Ele participa da regulação do humor, da ansiedade e do circuito de recompensa. Bloquear o receptor CB1 tira o apetite e tira, junto, parte do tom de bem-estar. Não era efeito colateral inesperado, era a mesma ação no mesmo receptor em outro lugar.

É o exemplo clássico de que seletividade de receptor não é seletividade de efeito, porque o mesmo receptor faz coisas diferentes conforme o tecido. A classe inteira foi abandonada depois disso.

Sobre a discussão de gordura visceral e subcutânea

@Mestre, você estava certo ao insistir que fita métrica não mede gordura visceral, e que para quantificar isso é preciso exame de imagem.

Cabe só um complemento que concilia as duas posições. A circunferência de cintura não quantifica gordura visceral num indivíduo, mas ela se correlaciona razoavelmente bem com gordura visceral em nível populacional, e é um marcador de risco validado por si só. Por isso ela continua nas diretrizes, com pontos de corte em torno de 94 centímetros para homens e 80 para mulheres.

Ou seja, serve como marcador de risco, não como medida de gordura visceral. As duas coisas convivem.

E o quadro comparativo que o @GUILSILVA trouxe está, no geral, correto. A gordura visceral é metabolicamente mais ativa e responde mais cedo à perda de peso e ao exercício. A subcutânea é mais teimosa.

Só complemento com o mecanismo dessa teimosia, que explica a queixa que o GUILSILVA tinha sobre gordura abdominal: a gordura subcutânea da parte baixa do abdômen tem proporção maior de receptores alfa-2 adrenérgicos, que inibem a liberação de gordura, em relação aos beta, que a liberam. Por isso ela sai por último, independentemente do que se faça.

O que veio depois

Como o tópico é de 2007 e quem chega aqui hoje pode estar procurando alternativa: a classe do rimonabanto morreu, mas o campo mudou completamente.

Os medicamentos com eficácia estabelecida para obesidade hoje são outros, notadamente os análogos de GLP-1, com perfil de segurança muito diferente e perdas de peso bastante superiores às de 4,7 quilos daquele estudo. São medicamentos de prescrição, com indicação, contraindicações e acompanhamento médico, e não pílula de prateleira.

O que não mudou é o que o Mestre já dizia em 2007: nenhum deles funciona fora de um contexto de alimentação e atividade física, e a bula do rimonabanto já dizia isso naquela época.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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