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O que Silvester Stalone faz para ficar grande assim?

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  • ThaLauM EnemA
    ThaLauM EnemA

    Já levou em consideração que ele passou a vida inteira treinando?! seja por vontade propria, seja por causa de seus filmes?! Não é a toa que o cara está enorme mesmo

  • sem falar na quantidade de hormônios injetada...

  • ThaLauM EnemA
    ThaLauM EnemA

    Certamente, isso já fica meio subentendido né.

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Senhores o fórum não permite a discussão do assunto corrente favor manter a conduta.

  • Autor

Eu só acho que com 60 anos se deve respeitar a idade e o organismo com seus ossos, tendões e musculos e um senhor de 60 não poderia treinar como um moleque. O coração já não é o mesmo tambem.

Silvester Stalone se arrisca a ter uma lesão permanente ou algum problema mais sério por treinar pesado. com 60 anos os exercícios mais indicados são caminhadas, tenis, bike etc. Mas qdo eu chegar nos 60, quero tambem estar em forma e poder fazer minha musculação.

PH´s?

O Stallone já foi preso na Austrália por entrar no país com mais de 30 ampolas de GH, hormônio do crescimento.

https://www.theguardian.com/world/2007/mar/13/australia.usa

Sobre os PH´s mais usados vc consegue informação na seção de supelementos ou depoimentos de uso dos suplementos, não e proibido comentar sobre ph´s, há vários tópicos no fórum.

Procura lá.

abç

Eu sei a fórmula do Stallone:

1º - Orientação de primeira linha: Fisiologista, Nutricionista Desportivo, Personal (Acho que ainda é o Frank).

2º - Grana para Alimentação e Suplementação (Que a maioria de nós nunca teremos acesso).

3º - Anabolizantes, pré hormonais ou o que queiram chamar.

Abs,

Júnior.

  • 10 anos depois...
  • 6 anos depois...

Carlão, a sua pergunta inicial acabou virando uma discussão sobre o que o Stallone usa, e no meio disso a parte mais interessante do que você perguntou ficou sem resposta. Vou nas duas.

Primeiro, o mais fácil de responder. Não existe mistério na conta: décadas de treino contínuo, dinheiro para ter fisiologista, nutricionista e preparador cuidando de cada detalhe, uma rotina em que estar em forma é parte do trabalho, e apoio farmacológico. Aquele resumo em três itens que apareceu no fim do tópico está bem próximo da verdade. E o caso dos frascos de hormônio do crescimento apreendidos na Austrália em 2007 é registro público, ele foi multado por isso, então não é especulação de fórum.

Sobre a ideia de que pré-hormonal não é a mesma coisa e por isso ele estaria inteiro até hoje, preciso discordar, porque essa distinção não existe do jeito que foi colocada. Pré-hormonal é uma substância que o próprio corpo converte em hormônio. Ou seja, é a mesma família, com um passo a mais no caminho, e traz os mesmos tipos de efeito: sobrecarga do fígado, principalmente nas versões metiladas, piora do colesterol, aumento de pressão, queda da produção natural de testosterona, ginecomastia e aceleração de calvície. Vários deles foram proibidos nos Estados Unidos justamente por isso. O colega que desconfiou disso e disse que alguns podem ser tão prejudiciais quanto, sem valer o risco, acertou em cheio. E acompanhamento médico reduz risco, não elimina.

Uma correção pequena e sem importância médica, só por precisão: quarenta e cinco centímetros de braço seria território de fisiculturista profissional. O braço dele, no melhor momento, ficava na casa dos quarenta. O que faz um físico parecer imenso na tela é ser muito seco, com iluminação, óleo e ângulo de câmera ajudando. Definição engana mais o olho do que tamanho.

Também concordo com quem disse que não se pode tirar o mérito dele. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo: existe recurso farmacológico e existe disciplina de quarenta anos. Nenhum dos dois faz o outro desaparecer.

Agora a parte que eu acho a mais importante desta conversa, e é onde eu discordo de você com a melhor das intenções.

Você escreveu que aos sessenta anos se deve respeitar o organismo e que os exercícios indicados seriam caminhada, tênis e bicicleta. É exatamente o contrário. Musculação não é o que se abandona com a idade, é o que se torna mais necessário. A partir dos trinta anos a pessoa começa a perder massa muscular de forma lenta, e o processo acelera depois dos sessenta. Isso é o que rouba a força para levantar da cadeira, o equilíbrio, a densidade óssea e, no fim, a independência. E o treino com peso é a intervenção mais eficaz que existe contra isso. As recomendações internacionais de atividade física para pessoas acima de sessenta e cinco anos incluem, explicitamente, duas ou mais sessões de fortalecimento por semana. Caminhada é ótima para o coração, mas ela não preserva músculo nem osso. Então treinar pesado aos sessenta não é imprudência, é medicina preventiva.

O que muda de verdade com a idade não é a intensidade, é a gestão. A recuperação fica mais lenta, então o mesmo músculo pede mais dias de intervalo. Tendão e cartilagem adaptam devagar, então a progressão de carga tem que ser mais paciente e o aquecimento mais longo. Tentativas de carga máxima em uma repetição deixam de valer o risco. E aí vem a melhor notícia: a literatura mostra que faixas de repetição mais altas com carga moderada produzem hipertrofia parecida com a de carga alta, desde que a série chegue perto da falha. Ou seja, dá para continuar ganhando músculo sem precisar mais brigar com o peso máximo, o que é justamente o que a articulação de sessenta anos agradece.

Você treina há vinte anos. Isso significa que você chega aos sessenta com um patrimônio que a maioria não tem, e não com um problema. O cuidado real na sua idade futura será fazer uma avaliação cardiológica em dia, aquecer mais, dormir o suficiente e não deixar a proteína cair, porque a pessoa mais velha precisa de um pouco mais dela para manter o mesmo músculo. Fora isso, é continuar. Você mesmo escreveu que quando chegar aos sessenta quer estar em forma e poder fazer a sua musculação. Pode. E o melhor jeito de garantir isso é não parar no caminho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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