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Primeiro ciclo de testosterona: exames, dose e o que esperar

O exame antes do primeiro ciclo de testosterona mostra o problema cedo, mas não evita efeito colateral. Veja o que os estudos dizem de dose e recuperação.

Quem planeja o primeiro ciclo de testosterona costuma ouvir que, com exame e dose baixa, dá para passar por ele sem efeito colateral. Um estudo holandês que acompanhou 100 usuários durante um ciclo real, com exames antes, durante e depois, mostra outra coisa: todos tiveram pelo menos um efeito negativo, e 4 tiveram um problema grave, como insuficiência cardíaca e pancreatite. O exame ajuda a ver o problema cedo. Ele não impede que o problema apareça.

A promessa do ciclo sem efeito é de Dr James, treinador que acompanha atletas que usam anabolizantes, em "First Testosterone Cycle - Average to Jacked Using Steroids". O roteiro dele tem quatro passos: exame antes, cuidado com a origem do produto e com a aplicação, dose baixa que sobe aos poucos e novo exame antes de pensar num segundo anabolizante. Alguns passos têm apoio nos estudos com usuários. Outros não.

Qual é o objetivo de um primeiro ciclo

A proposta é usar o primeiro ciclo para achar a menor dose de testosterona que dá resultado, com o menor efeito colateral possível. Em vez de gastar energia brigando com efeitos que nem apareceram, e de tomar outros remédios para combatê-los, o usuário gastaria essa energia entendendo como o próprio corpo responde ao hormônio.

No estudo holandês, chamado HAARLEM, os efeitos mais comuns foram retenção de líquido (56% dos usuários), agitação (36%), acne (28%) e ginecomastia (19%), que é o crescimento da mama no homem. Depois do ciclo, 58% tiveram libido baixa. Dose e duração do ciclo não previram quem teria qual efeito, nem a gravidade. Começar com dose baixa reduz a exposição, mas o estudo não achou uma dose abaixo da qual os efeitos sumissem.

O exame antes do ciclo: o que ele mostra

O primeiro passo é fazer o exame hormonal antes de usar qualquer coisa, o oposto do que a maioria faz. Sem ele, não há com o que comparar depois. A diretriz da Endocrine Society, a sociedade americana de endocrinologia, manda medir o hematócrito, a proporção de glóbulos vermelhos no sangue, antes de começar a testosterona, e não começar com ele alto. O LH e o FSH, hormônios que o cérebro manda para os testículos, servem depois para medir a recuperação. A lista completa e o custo de cada exame estão em quais exames pedir antes, durante e depois do uso.

O argumento a favor do exame vem com números. Quem tem a testosterona natural entre 900 e 1.500 ng/dL e usa 150 a 200 mg por semana não teria resultado: a testosterona de fora só tomaria o lugar da que o corpo já fazia. Quem tem menos de 400 ng/dL teria um resultado ótimo com 150 mg por semana, e cresceria muito rápido com 200 a 500 mg.

A ideia tem um fundo de verdade, com dois ajustes. Primeiro, a faixa normal de testosterona em homens de 19 a 39 anos vai de cerca de 264 a 916 ng/dL. Então 900 já é o topo do normal, e 1.500 fica acima dele. Segundo, a testosterona de fora desliga a produção própria em poucas semanas: com 200 mg por semana, o LH e o FSH caíram quase a zero em 4 semanas. A partir daí, o nível no sangue depende da dose, e não do valor de antes. Em homens com testosterona normal, 200 mg por semana levaram a testosterona total a 2,5 vezes o valor inicial e a livre a 10 vezes. Para a maioria, essa dose muda bastante o nível no sangue.

Quem tem menos de 400 ng/dL sem explicação tem um achado que pede consulta antes de qualquer ciclo. Pode ser uma doença que explica o cansaço ou a libido baixa, e que a testosterona de fora só esconderia.

Antes da primeira aplicação: produto, agulha e infecção

O segundo passo é a parte prática. O produto é legal no seu país? A origem é confiável e sempre a mesma? O frasco tem o que diz o rótulo? Você sabe aplicar? Uma agulha serve para puxar o óleo do frasco e outra, mais fina, para aplicar, e há quem carregue uma seringa de insulina por trás. O resumo do roteiro é direto: infecção vem para quem não se prepara.

O risco é maior do que parece. No HAARLEM, só 47% das 272 amostras analisadas tinham o anabolizante do rótulo. Num estudo de frascos do mercado ilegal, houve bactéria em 9% dos frascos já usados e em 2% dos fechados. Entre homens que injetam anabolizantes, 42% já tiveram vermelhidão, inchaço e dor no local, e 7% tiveram abscesso ou ferida aberta. Carregar a seringa de insulina por trás não tem estudo de segurança. A escolha das agulhas e o passo a passo estão em qual agulha usar para puxar e para aplicar a testosterona.

Dose do primeiro ciclo: por que dobrar não dobra o ganho

No terceiro passo começa a testosterona. A dose de partida mais usada pelo treinador é de cerca de 300 mg por semana. Alguns clientes ficam bem com 300 mg, outros só acham o ponto com 600 mg. E dobrar a dose não dobra o ganho. Em algumas pessoas, só aumenta o efeito colateral.

Isso bate com o estudo de referência sobre dose e resposta. Pesquisadores desligaram a produção natural de jovens saudáveis com um remédio e deram a eles doses fixas de testosterona por 20 semanas, com dieta controlada. A massa magra subiu com a dose, mas cada aumento rendeu menos que o anterior. A hemoglobina subiu e o HDL, o colesterol bom, caiu conforme a dose aumentava. O estudo e o que ele significa para a hipertrofia estão em o que a pesquisa de Bhasin mostrou sobre dose e músculo.

A tabela abaixo é desse estudo de 2001. O "vale" é o nível de testosterona no sangue medido logo antes da aplicação seguinte, o ponto mais baixo da semana.

Dose por semanaTestosterona no sangue (vale)Massa magra em 20 semanas
50 mg306 ng/dLsem aumento
125 mg542 ng/dL+3,4 kg
300 mg1.345 ng/dL+5,2 kg
600 mg2.370 ng/dL+7,9 kg

Os 300 mg do roteiro já são uma dose acima do normal: no estudo, deixaram a testosterona no sangue em cerca de 1,5 vez o teto da faixa normal. No mundo real, os ciclos costumam ser bem maiores. No HAARLEM, a dose média foi de 901 mg por semana, e o ciclo durou em mediana 13 semanas.

Subir a dose aos poucos: o problema das 4 a 6 semanas

O plano é começar baixo e subir, como a sobrecarga progressiva do treino: em vez de pular 1 g por mês, subir de 100 a 150 mg a cada 4 a 6 semanas, até achar a menor dose que dá resultado. Mudar uma coisa de cada vez também ajuda a saber qual dose causou qual efeito.

O intervalo é que não fecha com a farmacologia. Com aplicação semanal de enantato, o nível de testosterona no sangue só se estabiliza em cerca de 12 semanas. Subir a dose a cada 4 a 6 semanas significa mudar antes de ver o efeito real da dose anterior. Esse esquema de subida não tem estudo. O tempo que a testosterona leva para mostrar cada efeito está em quanto tempo a testosterona leva para fazer efeito no ciclo.

Estradiol, pressão e inibidor de aromatase

Parte da testosterona vira estradiol, o principal estrogênio, num processo chamado aromatização. Quanto maior a dose, mais estradiol, até certo limite. Começar baixo também serve para ver quanto o corpo de cada um converte.

Os sinais que o roteiro liga ao estradiol alto são pressão alta, mamilo sensível, mau humor, pele oleosa, acne e começo de ginecomastia. Mamilo sensível e ginecomastia combinam com estradiol. Acne e pele oleosa têm outra origem: são efeito direto do androgênio na glândula de gordura da pele. Remédio contra estrogênio não resolve a acne.

A conduta proposta para esses sinais é ter um inibidor de aromatase à mão, remédio que corta a produção de estradiol, e usá-lo logo no primeiro sinal, com a promessa de reverter tudo muito rápido. Depois, reavaliar a dose. Nenhum estudo mostrou que o inibidor reverta rápido uma ginecomastia que já começou.

Evitar o inibidor no uso de rotina é uma boa ideia, e um dos motivos dados tem apoio: num estudo de 6 semanas, ele piorou o uso da glicose em homens saudáveis. O outro motivo, ser "neurotóxico", não tem estudo. O que existe é que ele impediu a melhora da memória que a testosterona trouxe em homens mais velhos. Há ainda dois motivos fortes que o roteiro não cita: com estradiol baixo, a gordura corporal aumenta, e o HDL cai mais do que só com testosterona. O risco de começar o remédio cedo demais está em por que anastrozol no primeiro dia do ciclo derruba o estradiol cedo demais.

A preferência pelo exemestano em vez do letrozol, por causa do colesterol, também não tem estudo em homens. Em mulheres, o exemestano baixou o HDL e o letrozol subiu o LDL. Nenhum dos dois é claramente melhor para o colesterol.

A pressão sobe no ciclo: em média 6,9 mmHg na máxima e 3,2 na mínima, e voltou ao normal 3 meses depois de parar. O roteiro explica a alta pelo estrogênio somado à retenção de água. Não se sabe quanto disso vem do estradiol e quanto vem do próprio androgênio. Na prática, o que conta é medir a pressão em casa e saber quando o hematócrito e a pressão acendem o alerta.

Para baixar a pressão, a dica é usar um inibidor da ECA, magnésio ou tadalafila. O inibidor da ECA é remédio de pressão de verdade, mas exige diagnóstico e receita. O magnésio baixou a pressão em só 2 mmHg nos estudos. A tadalafila mexe muito pouco na pressão de quem é saudável e é proibida junto com nitratos, usados por cardíacos. Diante de pressão alta no ciclo, a conduta com base é reduzir ou parar o hormônio e procurar um médico.

Comer muito no ciclo engorda?

Na parte da comida, o roteiro diz que quem está no ciclo precisa comer mais e que não vai engordar com isso, porque o corpo processa a comida de outro jeito. Medo de engordar seria coisa de quem não usa. Também pede um treino montado para quem usa anabolizante, algo que nenhum estudo comparou com o treino de quem não usa.

Nos ensaios em que a gordura caiu com a testosterona, a dieta era controlada pelos pesquisadores. Num estudo com 79 homens que fizeram o ciclo por conta própria, com mediana de 600 mg por semana por 10 semanas, a massa gorda ficou igual: o hormônio não queimou gordura. Nenhum estudo testou comer em excesso durante o ciclo. A conta básica continua valendo: caloria sobrando vira gordura, com ou sem hormônio.

O segundo anabolizante e o que o exame muda

O quarto passo é o segundo composto, só depois de entender a testosterona sozinha e com novo exame antes. O exame decide o que evitar, e o mesmo processo de dose baixa e subida lenta se repete com o novo composto. A tabela resume o que o roteiro propõe e o que os estudos mostram.

Exame alteradoO que o roteiro propõeO que os estudos mostram
FígadoNada de oralOs orais, como Winstrol® e Turinabol®, causam lesão no fígado, de bile parada a tumores.
Hemácias altasMais cardio, doar sangue e evitar boldenona, Primobolan® e trembolonaCardio não tem estudo. No Brasil, quem usou anabolizante injetável sem receita não pode doar sangue por 4 meses. A diretriz manda parar a testosterona com hematócrito acima de 54%.
Colesterol altoBergamota, óleo de peixe, fibra solúvel e evitar Masteron®, Winstrol®, trembolona e Anavar®A fibra baixa pouco o LDL e a bergamota tem estudos fracos. Parar o ciclo normalizou o colesterol em até 3 meses.

Os orais 17-alfa-alquilados, grupo que inclui o Winstrol® oral e o Turinabol®, causam lesão no fígado: colestase, que é a bile parada, e até tumores. Para o colesterol, o roteiro diz que Masteron®, Winstrol®, trembolona e Anavar® bagunçam muito o perfil. Para dois deles há medida: o estanozolol oral derrubou o HDL em 33% e subiu o LDL em 29%, contra queda de 9% no HDL com 200 mg de testosterona por semana, e a oxandrolona derrubou o HDL em cerca de 19 mg/dL. Para Masteron® e trembolona, não há estudo controlado em pessoas.

Para hemácias altas, a sugestão de fazer mais cardio e doar sangue não se sustenta. Cardio para baixar o hematócrito do ciclo não tem estudo. E, pela norma brasileira de doação de sangue, quem usou anabolizante injetável sem receita fica inapto por 4 meses depois da última dose.

Para o colesterol, a fibra solúvel ajuda pouco: cada grama baixa o LDL em cerca de 2 mg/dL. A bergamota baixou o LDL nos estudos, mas a qualidade das pesquisas é baixa. Nada disso foi testado em quem usa anabolizante. O que reverteu a queda do HDL foi parar o ciclo.

O caso das 12 semanas e quanto do ganho fica

Como exemplo, o treinador mostra um cliente iniciante: 300 mg de testosterona por semana por 12 semanas, com Turinabol® a partir da 6ª semana. Ele ganhou cerca de 7,3 kg (16 libras). Outros clientes emendam mais 16 semanas de definição com Primobolan® e GH, num ciclo de 28 semanas, descrito como seguro por ter exame antes, durante e depois. Seria o jeito de ter "cinco anos de resultado em seis meses".

É um relato isolado, sem medir quanto do peso era músculo, gordura ou água, mas o tamanho do ganho é plausível. O que muda a conta é o depois. No estudo dos 79 homens, o ciclo aumentou a massa magra em 4,4 kg, mas 3 meses depois de parar só 1,2 kg continuava.

Exame também não torna seguro o ciclo longo. Ele mostra o problema, sem evitá-lo. Em ciclos de cerca de 16 semanas, o coração ficou mais grosso e bombeou pior, e voltou ao normal meses depois. Em usuários de vários anos, a placa nas artérias do coração cresce com o tempo acumulado de uso. Numa coorte dinamarquesa, quem usava anabolizante teve 3 vezes mais infarto e quase 9 vezes mais cardiomiopatia, a doença do músculo do coração.

Depois do ciclo: TPC, "manutenção" ou TRT

Para o fim do ciclo, há três saídas no roteiro. A primeira é a TPC, a terapia pós-ciclo, com remédios para religar a produção natural. A segunda é ficar numa dose de "manutenção" de 200 a 300 mg por semana. A terceira é descer para a dose de TRT, a terapia de reposição usada para tratar quem tem testosterona baixa, de 70 a 100 mg por semana.

A produção natural costuma voltar sozinha, mas devagar e nem sempre por inteiro. No HAARLEM, a testosterona voltou em cerca de 3 meses e o esperma em cerca de 1 ano. Um ano depois de parar, 11% ainda tinham testosterona baixa e 34% tinham contagem de espermatozoides abaixo do normal. Quanto mais longo o uso, mais lenta a volta. Anos depois de parar, ex-usuários ainda tinham a testosterona mais baixa que a de quem nunca usou. Para quem pensa em ter filhos, vale ler quanto tempo a fertilidade leva para voltar depois do anabolizante.

A TPC tem evidência fraca. Não existe ensaio randomizado, e no HAARLEM a testosterona 3 meses depois foi igual com e sem TPC. O que ela pode e não pode recuperar está em o que a TPC recupera e o que ela não conserta.

A "dose de manutenção" não tem estudo e, na prática, é continuar com dose acima do normal, com um risco ao coração que cresce com o tempo de uso. A faixa de TRT citada bate quase com a da diretriz, de 75 a 100 mg por semana. Só que a TRT é tratamento de testosterona baixa diagnosticada, e não um lugar para pousar depois do ciclo.

Conclusão

O roteiro termina pedindo flexibilidade: ajustar a dose no caminho, começar baixo e buscar a menor dose que funciona, porque um ciclo que só traz efeito colateral não vale a pena. Três pontos dele têm apoio nos estudos: fazer exame antes, começar com dose baixa e saber que dobrar a dose não dobra o resultado. A promessa de um ciclo sem efeito colateral não se sustenta. O exame mostra o dano sem evitá-lo, a maior parte do músculo ganho some meses depois de parar, a testosterona leva cerca de 3 meses para voltar e o esperma, cerca de 1 ano.

Este texto informa e não recomenda o uso. Para quem já decidiu usar, os estudos apontam alguns sinais para reduzir ou parar e procurar um médico: pressão que continua alta nas medidas em casa, hematócrito acima de 54% e alteração no exame do fígado com oral. O acompanhamento médico, sem julgamento, é o que permite ver esses sinais a tempo.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura um ciclo de testosterona?

Não existe duração segura definida. No estudo holandês HAARLEM, com 100 usuários, o ciclo durou em mediana 13 semanas, com casos de 2 a 52 semanas. Quanto mais longo o uso, mais lenta a recuperação da produção natural e da fertilidade.

Como funciona um ciclo de testosterona?

A pessoa aplica testosterona em dose acima da produção natural por algumas semanas para ganhar massa e força. A testosterona de fora desliga a produção própria em poucas semanas, e depois do ciclo o corpo precisa de meses para voltar a produzir. Por isso o exame vem antes, durante e depois.

0,5 mL de testosterona por semana faz efeito?

Depende da concentração do produto. No Deposteron®, 0,5 mL tem 50 mg. No Durateston®, tem 125 mg de ésteres. Com 50 mg por semana, a testosterona no sangue ficou perto de 306 ng/dL e a massa magra não aumentou. Em quem tem testosterona normal, uma dose baixa tende só a substituir a produção própria, que desliga do mesmo jeito.

Como é um ciclo de Durateston®?

O Durateston® tem 250 mg de ésteres por mL, o equivalente a 176 mg de testosterona, e a bula prevê 1 mL a cada 3 semanas para reposição. No ciclo, a lógica e os riscos são os mesmos de qualquer testosterona: dose acima do normal, produção natural desligada e exame antes e depois.

Quais são os efeitos colaterais do ciclo de testosterona?

Os mais comuns foram retenção de líquido, libido baixa depois do ciclo, agitação, acne e ginecomastia. A pressão e o hematócrito sobem, o HDL cai, e o coração pode engrossar e bombear pior. Dose menor não garantiu ausência desses efeitos.

Quanto músculo um primeiro ciclo dá?

No mundo real, ciclos com mediana de 10 semanas e de 600 mg por semana aumentaram a massa magra em 4,4 kg. Três meses depois de parar, só 1,2 kg continuava. Parte do peso que sobe no ciclo é água.

Ciclo de testosterona emagrece?

Não como regra. Nos ensaios com dieta controlada, a gordura caiu um pouco com doses altas, mas no mundo real a massa gorda dos usuários não mudou. O que muda é o ganho de massa magra e de água.

Como diminuir espinhas durante o ciclo de testosterona?

A acne no ciclo é efeito direto do androgênio na pele: apareceu em 28% dos usuários acompanhados no HAARLEM, e revisões estimam até metade. O inibidor de aromatase não resolve. O tratamento é com dermatologista, e reduzir ou parar o hormônio ajuda: no HAARLEM, a acne voltou ao normal em até 1 ano.

Pode beber durante o ciclo de testosterona?

Não há estudo da mistura de álcool com anabolizante. O que se sabe é que os dois sobem a pressão, e o álcool faz isso conforme a dose. Com orais, o fígado já fica sobrecarregado.

Como parar o ciclo de testosterona e o que tomar depois?

A produção natural costuma voltar sozinha: a testosterona em cerca de 3 meses e o esperma em cerca de 1 ano. A TPC, a terapia pós-ciclo, tem evidência fraca, sem ensaio randomizado. O mais útil é repetir os exames e procurar um médico se a testosterona continuar baixa.

Qual é o melhor primeiro ciclo de testosterona?

Não existe ciclo sem risco. Os estudos mostram que dose maior traz mais massa magra, mas o ganho por miligrama cai e a hemoglobina e o HDL pioram junto. Dose menor reduz a exposição, mas não evitou efeito colateral nos usuários acompanhados.

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