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Restrição energética intermitente ("pausas") melhora a eficiência da perda de GORDURA

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Temos o famoso ciclo de carboidratos não é mesmo? Deem uma sacada neste artigo:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5803575/

Estudo mostra que indivíduos que fazem dietas restritivas por 2 semanas e depois dietas normocalóricas por mais 2 semanas e assim sucessivamente, promove maior perda de gordura e preservação de massa muscular do que em dietas restritivas contínuas.

Há muitos aspectos envolvidos como diminuição de testosterona, aumento de cortisol, diminuição de hormônios tireoidianos, aumento de conversão para t3 reverso e dentre outros. Simplesmente cortar calorias da dieta não é o mais esperto a se fazer. 

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  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Nem sempre.....existe individualidade e existe TIME para aplicar tais tecnicas..... Em qual contexto vc inseriria o ciclo de carbos com maior efetividade e porque? 1) finalização ou 2) Gordinho q

  • sim existem inúmeras variáveis, depende da velocidade metabólica do indivíduo se está ótima ou não Farei um texto sobre ciclo de carboidratos em breve. Teria que "quebrar" minha cabeça pra tentar

  • Moderador
9 horas atrás, maurice disse:

Há muitos aspectos envolvidos como diminuição de testosterona, aumento de cortisol, diminuição de hormônios tireoidianos, aumento de conversão para t3 reverso e dentre outros. Simplesmente cortar calorias da dieta não é o mais esperto a se fazer. 

Nem sempre.....existe individualidade e existe TIME para aplicar tais tecnicas.....

Em qual contexto vc inseriria o ciclo de carbos com maior efetividade e porque? 1) finalização ou 2) Gordinho que quer perder medidas

  • Autor
13 horas atrás, Apollo Galeno disse:

Nem sempre.....existe individualidade e existe TIME para aplicar tais tecnicas.....

Em qual contexto vc inseriria o ciclo de carbos com maior efetividade e porque? 1) finalização ou 2) Gordinho que quer perder medidas

sim existem inúmeras variáveis, depende da velocidade metabólica do indivíduo se está ótima ou não

Farei um texto sobre ciclo de carboidratos em breve. Teria que "quebrar" minha cabeça pra tentar descrever quando, como e porque faço. 

vou procurar um artigo científico de estudo de caso com um atleta fisiculturista natural e postarei depois, você vai gostar. Li essa semana... muita novidade pra mim tb.

  • 7 anos depois...

Tópico bom e o estudo citado é sólido, mas vale separar duas coisas que estão sendo tratadas como sinônimos e não são.

Ciclo de carboidratos é variar a quantidade de carboidrato entre os dias, geralmente mantendo o mesmo déficit ao longo da semana. Restrição energética intermitente, que é o que o estudo do @maurice investigou, é outra coisa: são blocos inteiros de déficit alternados com blocos inteiros em manutenção calórica.

O trabalho citado usou duas semanas em déficit alternadas com duas semanas comendo na manutenção, e comparou com déficit contínuo. O grupo intermitente perdeu mais gordura, preservou melhor a massa magra e teve menor redução do gasto energético de repouso. Esse é um achado de diet break, não de ciclo de carboidratos. São mecanismos diferentes, e a evidência para o segundo é bem mais fraca que para o primeiro.

Sobre o mecanismo, o maurice está essencialmente certo. Déficit prolongado produz um conjunto de adaptações: queda de leptina, redução de T3 com aumento relativo de T3 reverso, aumento de grelina e, o mais subestimado de todos, queda da atividade física não programada, aquele gasto de se mexer ao longo do dia que cai sem a pessoa perceber. Somados, esses ajustes reduzem o gasto além do que a perda de peso explicaria. Os intervalos em manutenção permitem recuperação parcial disso.

Dito isso, três ressalvas honestas sobre o estudo, porque ele é frequentemente citado sem elas.

Ele foi feito em homens com obesidade, sedentários e sem treino de força. Extrapolar para atleta em finalização é razoável, mas não foi demonstrado nesse contexto.

O grupo intermitente levou praticamente o dobro do tempo de calendário para completar o mesmo número de semanas em déficit. Ou seja, o resultado foi melhor, mas o processo foi mais longo. Quem tem prazo precisa considerar isso.

E é um estudo, com amostra moderada. As tentativas de replicar tiveram resultados mistos, o que não invalida, só recomenda cautela.

@Apollo Galeno, sua pergunta sobre em qual contexto aplicar foi a melhor do tópico e merece resposta direta.

A estratégia rende mais na finalização e em cortes longos. O motivo é que a adaptação metabólica e o desgaste psicológico se acumulam com o tempo e com a queda do percentual de gordura. Quem está em corte de quatro, cinco meses, ou já em percentual baixo, é quem mais sofre com queda de T3, fome persistente e redução do gasto espontâneo. É exatamente nesse cenário que os blocos de manutenção compram mais.

Para a segunda situação que você citou, alguém com bastante gordura querendo perder medidas, eu manteria o déficit contínuo. No começo, com reserva grande e pouca adaptação acumulada, o déficit simples funciona bem, e acrescentar complexidade onde ela não é necessária costuma prejudicar a adesão mais do que a fisiologia ajuda.

E aqui está, na minha leitura, o benefício mais importante dessa abordagem, e ele não é hormonal: é psicológico. Saber que existem duas semanas comendo na manutenção a cada duas semanas de restrição torna o processo sustentável para muita gente que abandonaria um corte contínuo de cinco meses. Adesão é o fator que mais determina resultado em qualquer dieta, e qualquer coisa que melhore adesão vale mais do que o ajuste fino.

Uma distinção prática que costuma confundir: refeed e diet break não são a mesma coisa. Refeed é um ou dois dias de carboidrato elevado. Diet break é uma ou duas semanas em manutenção. A evidência melhor é para o segundo, e faz sentido: a leptina responde em dias, mas a queda de T3 e a redução do gasto espontâneo levam mais tempo para reverter. Um ou dois dias provavelmente são curtos demais.

E um detalhe de execução que estraga a estratégia quando mal feito: as semanas de manutenção não são semanas livres. Manutenção significa comer no gasto calculado, mantendo a proteína alta e o treino igual. Quem trata esse período como férias apaga o déficit das semanas anteriores e conclui que a estratégia não funciona.

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