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Treino pra quem tem arritmia.

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Olá, espero que estejam bem! 

Eu sou iniciante, sofro de arritmia cardíaca desde os meus 6 anos de idade. 

Estou a 7 meses fazendo só exercício aeróbico. Sinto vontade de iniciar a musculação, o cardiologista me informou que eu posso. Porém, tenho que iniciar levemente. 

Alguém que tenha arritmia cardíaca aqui, poderia me dizer como foi o processo na musculação? Se puderem me da algumas dicas, eu vou ficar imensamente grata! 

Desde já, obrigado. 

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  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Acho que vc tem que perguntar para o cardio isso ai meu querido (a)...... Quando ele fala "iniciar levemente" é algo bem subjetivo..... E se vc tem arritimia....ele deveria solicitar exames

  • Muito obrigado! 

  • Moderador
30 minutos atrás, Alane disse:

Olá, espero que estejam bem! 

Eu sou iniciante, sofro de arritmia cardíaca desde os meus 6 anos de idade. 

Estou a 7 meses fazendo só exercício aeróbico. Sinto vontade de iniciar a musculação, o cardiologista me informou que eu posso. Porém, tenho que iniciar levemente. 

Alguém que tenha arritmia cardíaca aqui, poderia me dizer como foi o processo na musculação? Se puderem me da algumas dicas, eu vou ficar imensamente grata! 

Desde já, obrigado. 

Acho que vc tem que perguntar para o cardio isso ai meu querido (a)......

Quando ele fala "iniciar levemente" é algo bem subjetivo.....

E se vc tem arritimia....ele deveria solicitar exames para saber qual arritimia vc possui....e em qual "nivel de exercicio fisico" elas podem se manifestar.

Apesar do relato breve...curto...e sem quase nada de informação pontual....= CUIDADO AO INICIAR O EXERCICIO FISICO SEM SABER CORRETAMENTE O QUE PODE OU NÃO PODE (dependendo do seu problema cardiaco).

 

  • 5 anos depois...

@Alane, o @Apollo Galeno levantou o ponto certo e é por ele que eu começo: arritmia não é uma coisa só. Existem arritmias completamente benignas, como extrassístoles isoladas em coração estruturalmente normal, em que a musculação é liberada praticamente sem restrição. E existem condições que mudam completamente a conduta, como síndrome do QT longo, Brugada, cardiomiopatia hipertrófica e Wolff-Parkinson-White. Como você convive com isso desde os seis anos, é bem provável que já tenha diagnóstico fechado. A pergunta que vale levar ao seu cardiologista é exatamente essa, com esse nome: qual é a minha arritmia, e existe restrição específica de esforço para ela.

E enquanto isso, algumas coisas úteis que valem para praticamente qualquer caso e que ninguém costuma explicar.

A primeira, e é a mais importante de todas na musculação: não prenda a respiração. Fazer força com o ar preso, aquilo que se chama manobra de Valsalva, é o que a maioria das pessoas faz instintivamente ao empurrar peso pesado. Ela aumenta bastante a pressão dentro do tórax e produz um pico de pressão arterial muito alto, seguido de uma queda brusca quando você solta o ar. É justamente esse vaivém que provoca aquela tontura ou escurecimento de vista que muita gente sente ao levantar depois do agachamento. Para quem tem arritmia, é a situação que mais vale evitar. O padrão correto é simples: solta o ar na parte do esforço, puxa o ar na parte de volta, sempre.

A segunda: a intensidade que traz esse risco é justamente a que menos serve a quem está começando. Carga muito próxima do máximo, séries até a falha absoluta e repetições baixíssimas são o cenário de maior pico pressórico. Trabalhar em faixas de dez a quinze repetições, com carga moderada e parando duas repetições antes da falha, gera muito menos estresse cardiovascular e ainda assim constrói músculo e força perfeitamente bem para quem está no primeiro ano.

A terceira: prefira, no começo, exercícios com o corpo apoiado. Leg press, supino em máquina, remada sentada, cadeiras. Não porque sejam melhores, mas porque em máquina você não precisa estabilizar carga e não há o esforço extra de segurar peso sobre o corpo, o que naturalmente reduz o pico de pressão. Agachamento livre com barra nas costas e levantamento terra pesado podem entrar mais adiante, com técnica bem aprendida e com carga que permita respirar durante o movimento.

A quarta, e essa eu diria com bastante ênfase: cuidado com pré-treino e termogênico. Praticamente todos são carregados de cafeína em dose alta, e vários trazem outros estimulantes. Estimulante é um dos gatilhos mais comuns de palpitação e de arritmia em quem já tem predisposição. Vale conversar sobre cafeína com o seu cardiologista, inclusive sobre café e energético, e eu simplesmente não usaria pré-treino sem essa conversa.

A quinta é a lista de sinais para parar na hora e procurar avaliação: palpitação que começa durante o esforço e não passa ao parar, tontura, escurecimento da vista, falta de ar desproporcional ao esforço, dor no peito, e qualquer episódio de desmaio ou quase desmaio. Desmaio durante esforço nunca é normal e sempre merece investigação.

E uma sugestão prática que vale ouro no seu caso: pergunte ao seu cardiologista sobre fazer um teste ergométrico e, se ele achar indicado, um Holter durante um dia de treino. Assim você descobre se e em que nível de esforço a arritmia se manifesta, e passa a treinar com um limite conhecido em vez de um limite imaginado. É o que transforma medo em informação, e medo é o que mais afasta as pessoas da academia nessa situação.

Sobre o começo suave que o cardiologista recomendou, uma tradução prática: nas duas primeiras semanas, duas ou três sessões por semana, cinco ou seis exercícios, duas séries de doze a quinze com peso que você faria vinte se quisesse. A meta dessas semanas não é resultado, é aprender o movimento e ver como o seu corpo responde. Depois disso você começa a somar carga aos poucos.

E vale dizer o outro lado, porque ele é verdadeiro: musculação bem conduzida faz bem ao sistema cardiovascular, melhora pressão de repouso, sensibilidade à insulina e composição corporal. Você já vem de sete meses de aeróbico, o que é uma base excelente. O objetivo aqui não é te desencorajar, é fazer você entrar do jeito certo e ficar por décadas.

Para montar esse começo com carga controlada e progressão gradual, a ferramenta de treino do site ajuda a organizar: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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