Pular para o conteúdo

Será que é viável usar 1ml/semana da durateston landerlan gold?

Respostas em Destaque

Olá. Estou com uma dúvida cruel. Talvez alguém por aqui tenha muito conhecimento para me passar e consiga me responder isso...

Antes de mais nada: Eu só busca maior poder anabólico, não sou atleta não pretendo e nem nada do tipo.

A dura lander gold possui apenas 3 ésteres. No meu ciclo (primeiro) (e pretendo na verdade fazer uso continuo) estou com 1ml por semana.

Mas sem o ester de decaonato (na landerlan gold) a maior meia vida é inferior a sete dias. Será que terei problemas quanto a isso?

Agora outra dúvida. Se de fato as meia vidas procedem, como é que alguém pode bater +1000 testo no exame usando apenas 1ml/semana com essa durateston landerlan gold? No meu entender: Ao final da última aplicação semanal ( a quarta) as duas primeiras ampolas já nem estariam mais no organismo. Ou estou errado? Obrigado pela atenção.

  • 3 anos depois...
  • Respostas 1
  • Visualizações 1,5mil
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Sua dúvida é boa e ficou sem resposta, então vou destrinchar, porque o raciocínio que você fez tem uma peça faltando e é justamente essa peça que explica o que te confundiu.

Primeiro, as meias vidas, em números aproximados: propionato em torno de um dia, fenilpropionato perto de um dia e meio, isocaproato em torno de quatro dias, decanoato entre sete e oito. Numa mistura sem o decanoato, o éster mais longo passa a ser o isocaproato, e é ele que sustenta a parte final da semana.

Agora a peça que faltou. Meia vida não é prazo de validade. Ela diz em quanto tempo metade do que entrou foi eliminada, e não que ao final daquele prazo o nível voltou a zero. E, principalmente, o que importa em uso repetido não é o destino de cada ampola isolada, é o acúmulo. A partir do momento em que você aplica com regularidade, o organismo chega no chamado estado de equilíbrio, que é quando a quantidade eliminada por semana passa a ser igual à quantidade aplicada por semana. Com um éster de aproximadamente quatro dias, isso acontece em duas a três semanas. Então sim, você está certo ao dizer que as primeiras ampolas já saíram na altura da quarta aplicação, e isso não é um problema: a que sustenta o seu nível naquele momento é a que você acabou de aplicar, somada ao resto da anterior.

Sobre como alguém bate mais de mil no exame com um mililitro por semana, a resposta é mais simples do que parece e tem duas partes.

A primeira é quantidade. Duzentos e cinquenta miligramas de ésteres de testosterona equivalem a algo em torno de cento e setenta a cento e oitenta miligramas de testosterona propriamente dita, porque parte do peso da molécula é o éster. Um homem adulto saudável produz por volta de quarenta a setenta miligramas por semana. Ou seja, mesmo um mililitro semanal já coloca três vezes ou mais o que o seu corpo faria sozinho. Passar de mil nanogramas por decilitro nesse cenário não tem nada de extraordinário.

A segunda parte, e essa é a mais importante, é o momento da coleta. Com ésteres curtos e aplicação semanal, o nível sobe muito nas primeiras quarenta e oito horas e vai caindo bastante até o fim da semana. Quem coleta no dia seguinte à aplicação vê um número alto. A mesma pessoa, no sexto dia, pode ver um valor muito mais modesto. Então, quando alguém posta um exame com mil e tanto, a informação que falta quase sempre é: quantas horas depois da aplicação você colheu? Sem isso, o número não significa quase nada. É por isso que, para acompanhamento sério, se colhe sempre no mesmo ponto do intervalo, de preferência no dia anterior à próxima aplicação, que é o vale. O vale é o que mostra se o esquema se sustenta.

E aqui está o problema prático do seu caso, que é o único ponto em que a ausência do decanoato realmente pesa. Não é que você vá ficar sem hormônio nenhum, é que a oscilação entre o pico e o vale fica grande. Pico alto significa mais conversão em estradiol, mais chance de alteração de humor e de pressão. Vale baixo significa aqueles dias em que a pessoa se sente pior do que antes de começar. A correção é simples e barata: dividir o mesmo mililitro em duas aplicações por semana, a cada três dias e meio. Mesma dose total, oscilação bem menor. Com mistura sem éster longo, essa é a diferença entre um esquema estável e uma montanha russa.

Uma ressalva honesta sobre toda essa conta: ela só vale se a concentração do frasco for mesmo a do rótulo. Produto sem registro em farmácia não tem como ter isso confirmado, e análises desse mercado costumam encontrar dose bem diferente da declarada, para mais e para menos. Ou seja, você está fazendo farmacocinética em cima de um número que não dá para verificar. Quem resolve isso é exame de sangue, não bula.

Por fim, a parte que você mencionou de passagem e que é a mais séria do seu post: você escreveu que pretende fazer uso contínuo. Isso muda a conversa inteira. Ciclo tem começo e fim, e o corpo tem chance de retomar a produção própria. Uso contínuo significa que a sua produção de testosterona fica desligada enquanto durar, com queda de tamanho testicular e de fertilidade, e que a partir de certo ponto isso pode não voltar sozinho. E duzentos e cinquenta miligramas por semana está acima de uma dose de reposição, ou seja, você estaria assumindo os riscos de uso permanente sem os limites que a reposição tem.

Se essa é a sua decisão, ela pelo menos precisa ser acompanhada. O mínimo é exame antes de qualquer aplicação, para ter a base, e depois periodicamente: testosterona total e livre, estradiol, LH e FSH, hemograma com hematócrito, perfil lipídico completo e pressão arterial medida com regularidade. Os dois que mais aparecem alterados na prática são hematócrito, porque a testosterona engrossa o sangue, e o perfil lipídico. Nenhum dos dois dá sintoma no começo, e é exatamente por isso que precisam ser vistos no papel.

Você abriu dizendo que não é atleta e que só quer mais poder anabólico. Justamente por isso vale lembrar que os riscos não são proporcionais ao objetivo. O sangue não sabe se você está subindo no palco ou treinando por gosto.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.