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Alguém me ajuda meu peitoral é diferente do outro

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  • Cláudio Chamini
    Cláudio Chamini

    Seu tópico ficou sem nenhuma resposta desde que você postou, e a pergunta é legítima, então vamos a ela. Olhando a foto, sim, dá para ver a diferença que você está apontando, e não é impressão sua. O

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Seu tópico ficou sem nenhuma resposta desde que você postou, e a pergunta é legítima, então vamos a ela.

Olhando a foto, sim, dá para ver a diferença que você está apontando, e não é impressão sua. O peitoral do seu lado esquerdo está visivelmente mais cheio, com a borda inferior mais definida e mais projetada, enquanto o direito está mais plano, com o mamilo numa posição um pouco mais alta. A diferença existe, mas quero começar dizendo o tamanho dela: é discreta a moderada, e está bem dentro do que se vê na maioria das pessoas.

Isso é o primeiro ponto, e é o mais importante. Assimetria é a regra, não a exceção. Praticamente todo mundo tem um lado com mais massa, um ombro um pouco mais alto, um braço um pouco maior. Isso vale inclusive para quem sobe em palco, com a diferença de que lá a pose e a iluminação disfarçam. O que costuma acontecer é a pessoa não reparar durante anos, um dia notar, e a partir daí não conseguir mais ver outra coisa quando olha no espelho.

Sobre as causas, as mais comuns no seu caso são três, e elas se somam.

A primeira é a dominância. O lado que você usa para tudo no dia a dia costuma ter mais massa e melhor conexão com o movimento, e em exercício com barra o lado mais forte assume mais carga sem que você perceba. A barra sobe reta e parece igual, mas a divisão não é igual.

A segunda é postural. Na sua foto o tronco parece estar levemente rodado, e uma rotação pequena da caixa torácica muda bastante a aparência dos dois peitorais na câmera, projetando um e achatando o outro. Isso é comum em quem tem alguma assimetria de coluna ou simplesmente ficou parado torto na hora da foto.

A terceira é o ângulo da foto em si. Câmera acima ou abaixo da linha do peito, um ombro mais próximo da lente, luz vindo de um lado só, e a diferença aparente muda muito.

Por isso, o primeiro teste que eu faria é padronizar: câmera na altura do peito, distância fixa, tronco alinhado com os pés paralelos, mesma luz, uma foto relaxado e uma contraindo os dois peitorais igualmente. Se a diferença some ou diminui muito na contração, o problema é mais de recrutamento e postura do que de massa.

No treino, o que funciona para reduzir isso é bem simples e não exige nada especial.

Priorize movimentos unilaterais, como supino e crucifixo com halteres, crossover unilateral e máquinas de peito com pegada independente. Com halteres, cada lado precisa levantar o próprio peso e o mais forte não consegue compensar. Comece sempre a série pelo lado menor e faça no lado mais forte exatamente o número de repetições que o lado menor conseguiu, mesmo que sobre gás. É isso que impede a diferença de aumentar. Se quiser acelerar um pouco, pode acrescentar uma série extra só no lado menor, mas uma, e não o dobro de volume, senão você troca uma assimetria por outra. Vale também prestar atenção na hora do supino com barra, conferindo se a pegada está simétrica e se um ombro não sobe mais que o outro.

O que não adianta: fazer três vezes mais volume de um lado, ou esperar simetria perfeita. O objetivo realista é diminuir a diferença até ela não incomodar, e não zerar.

E, como você é jovem e está magro, tem um fator a seu favor: quanto mais massa você acumular nos dois lados ao longo dos anos, menos a diferença relativa aparece. Boa parte das assimetrias que angustiam aos vinte anos deixam de ser perceptíveis quando a pessoa fica maior.

Por fim, duas situações em que a conversa muda e vale procurar avaliação médica: se de um lado faltar a prega da axila na frente, aquele relevo que se forma quando você leva o braço à frente, o que sugere ausência congênita de parte do músculo, ou se a diferença tiver surgido de forma relativamente rápida acompanhada de fraqueza real daquele lado, o que aponta para questão nervosa e não estética. Pela sua foto, nenhuma das duas parece ser o caso, mas fica o critério.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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