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CICLO SOMENTE OXANDROLONA

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Me chamo Eduardo, tenho 22 anos.

Treino há 3 anos

Peso: 82KG
BF: 13%
 

objetivo: ganhos fixos e abaixar o bf pra 9%. Optei pela oxan só pra dar um UP, visando que os colaterais são baixos.

passei por endócrino e ele me receitou OXAN manipulada.

1-8seman / 60mg-dia

 

vou atualizando vocês, valeu é nois.

 

lembrando, não é meu primeiro ciclo... mandei a primeira vez ENANTATO+BOLDENONA... obtive 9kg de ganhos sujo... optei pela oxan por experiências de amigos próximos e também vou controlar meus colaterais e diminuição de libido ( caso haja ) com o profissional competente. Valeu é noissss

Editado em por Duzera

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  • 6 anos depois...

@Duzera, o tópico morreu no segundo post e você ficou sem nenhuma informação de retorno. Vou dar, e vou começar pela frase que sustenta a sua decisão inteira: optei pela oxa só pra dar um up, visando que os colaterais são baixos.

Essa fama vem de comparação. A oxandrolona é mais branda que a oximetolona e que outros orais pesados. Mas branda dentro de um grupo ruim não é o mesmo que inofensiva, e sessenta miligramas por dia durante oito semanas não é dose de brincadeira. Vou pelos três sistemas que ela mexe, com número quando existe.

Fígado. Existem dados justamente com uso prolongado. Num estudo com pacientes queimados em uso por oito semanas ou mais, a elevação de enzimas hepáticas apareceu em cerca de onze por cento do grupo em oxandrolona contra seis por cento no placebo. E, numa análise retrospectiva de sessenta e seis pacientes, quarenta e dois por cento desenvolveram alteração de transaminases. Ou seja, não é raridade. A boa notícia é que costuma ser reversível, com as enzimas voltando ao normal em duas a quatro semanas depois de parar. E tem um detalhe prático que vale ouro: essa elevação costuma atingir o pico entre a quarta e a sexta semana. Ou seja, o exame que informa alguma coisa é o colhido nesse período, e não o do fim do ciclo.

Colesterol. Aqui a oxandrolona é pior do que a fama dela sugere, e é o efeito mais garantido de todos. Orais não aromatizáveis derrubam o HDL mais do que os injetáveis aromatizáveis. Num trabalho brasileiro com praticantes de musculação, o grupo em uso de oxandrolona apresentou HDL médio de vinte e quatro, contra referência acima de quarenta, e esse HDL voltou para quarenta e nove depois que pararam. Cai muito, cai rápido, não dá sintoma nenhum, e só aparece no lipidograma.

Eixo hormonal. Essa é a parte em que a fama está mais errada. Muita gente acha que oxandrolona não suprime o suficiente para exigir cuidado depois. Em estudos com meninos em atraso puberal, usando dois e meio a cinco miligramas por dia, já se observou queda do LH e da testosterona para menos da metade. Se essa dose faz isso, sessenta por dia derrubam com folga. Você não citou nada de pós ciclo no seu plano, e essa é a lacuna mais importante dele.

E isso importa mais no seu caso do que na média, por dois motivos. Você tem vinte e dois anos e este é o seu segundo ciclo, sendo o primeiro com enantato e boldenona. Trabalhos que acompanharam ex usuários encontraram testosterona mais baixa anos depois, com uma parcela relevante mantendo hipogonadismo persistente. Quanto mais cedo se começa e quanto mais se acumula, maior a chance de o eixo não voltar inteiro. Vinte e dois anos é cedo para gastar essa margem.

Como a oxandrolona tem meia vida de nove a dez horas, ela some do sangue em dois ou três dias, então o pós ciclo começa poucos dias depois da última dose, e não semanas depois como se faz com éster longo. E o mais importante do pós ciclo não é o comprimido, é ter exame de antes para comparar. Sem o valor de antes, o de depois não diz nada.

Sobre a sugestão do @Marcos...V de mandar testosterona junto: do ponto de vista farmacológico, o raciocínio existe, porque com um oral solo você fica com o seu próprio eixo suprimido e sem reposição, o que costuma dar queda de libido e disposição no meio do ciclo. Mas isso não é uma correção pequena: é aumentar bastante a exposição total e transformar um ciclo curto em um projeto maior, com pós ciclo mais complexo. Não é o caminho que eu escolheria para quem está no segundo ciclo aos vinte e dois anos.

Agora o objetivo, e aqui está o ponto que muda mais o seu resultado. Você quer ganhos fixos e baixar de treze para nove por cento de gordura.

A oxandrolona não faz a segunda parte. Ela não é termogênico e não queima gordura. Quem tira gordura é o déficit calórico, e sair de treze para nove por cento em oitenta e dois quilos significa perder em torno de três a quatro quilos de gordura, com a comida controlada e um ritmo de meio quilo por semana. Isso você faz sem composto nenhum, e a oxandrolona no máximo ajuda a segurar a massa magra enquanto acontece. É um papel legítimo, mas é bom nomear certo, senão você vai achar que ela falhou.

E sobre ganhos fixos: o que fica depois de um ciclo se decide principalmente no que vem depois dele. É muito comum a pessoa afrouxar comida e treino justo quando o corpo precisa de estímulo para segurar o que ganhou. Planejar as doze semanas seguintes ao ciclo com o mesmo cuidado com que se planeja o ciclo é o que separa quem mantém de quem não mantém.

Uma última informação, e não é crítica ao seu médico, porque o seu tópico é de dois mil e vinte e a regra é posterior. Hoje existe a resolução dois mil trezentos e trinta e três, de dois mil e vinte e três, do Conselho Federal de Medicina, que veda expressamente a prescrição de esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. A prescrição só se justifica diante de deficiência comprovada. Vale saber, porque muita gente entende que ter receita significa que é tratamento, e não é isso.

Se for em frente, o mínimo é: hemograma, lipidograma completo, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, glicemia, urina simples com pesquisa de proteína, pressão medida em casa, e o hormonal com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina antes de começar. Depois, enzimas e lipidograma na quinta semana, que é quando aparece, e o hormonal completo umas quatro a seis semanas depois de encerrar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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