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Avaliação dieta Bulking- ciclo oxan + masteron
magrelafit, chego bem depois e preciso registrar uma discordância neste tópico, porque ele terminou com uma sugestão que, na minha opinião, era pior do que a proposta original que você trouxe. Você chegou aqui com oxandrolona somada a masterona. Ouviu que a combinação era péssima para o seu objetivo, e nisso concordo em parte, porque a masterona deriva da diidrotestosterona e está entre os compostos mais androgênicos que existem, ou seja, dos que mais virilizam. O problema é o que veio no lugar. Foi sugerida nandrolona, e inclusive um projeto só com ela. Para uma mulher, essa troca não melhora nada e piora em um aspecto decisivo. O motivo é o tempo de permanência. O decanoato de nandrolona tem meia vida muito longa, na casa de duas semanas, o que significa que ele continua ativo por mais de um mês depois da última aplicação. Traduzindo para o que importa: se a sua voz começar a mudar, se aparecer aumento do clitóris ou pelo em local novo, parar não interrompe nada. Você fica assistindo, sem poder fazer coisa alguma, por semanas. E esses três efeitos são justamente os que não voltam atrás. Quando o risco é permanente, a única defesa real é poder desligar rápido, e éster longo é exatamente o oposto disso. A nandrolona também é progestogênica, o que traz uma camada extra de efeito sobre humor, libido e ciclo menstrual, e ela carrega um histórico bastante documentado de virilização em mulheres, tendo sido o composto central dos programas de dopagem que produziram justamente engrossamento irreversível de voz em atletas. Não é uma escolha suave, apesar da fama. Junto disso, houve um argumento no tópico que merece ser desmontado. A sugestão foi feita com base na sua estrutura, dizendo que você é alta e daria para encher esse corpo de músculo. Só que esse não era o seu objetivo, e você foi bastante clara: escreveu que gosta do seu corpo, que não tem necessidade de ganhar muito peso e que queria apenas melhorar um pouco. Quando o plano fica mais ambicioso do que a pessoa pediu, o risco aceito também sobe, e ele sobe sem que ela tenha escolhido isso. O segundo ponto é o que ficou solto. Perguntaram se você já tinha feito cirurgias, você respondeu que tem prótese de mama e ferro na tíbia de uma fratura, e o assunto morreu ali mesmo, sem uma linha. Vale ao menos dizer o que aquela resposta significava. Você ficou dois anos parada por causa daquele acidente, então a perna operada provavelmente tem diferença de força e de mobilidade em relação à outra, e isso pede atenção específica no treino, com trabalho unilateral e progressão cuidadosa, e não apenas carga igual dos dois lados. Além disso, material metálico na tíbia é informação que importa para qualquer avaliação por imagem no futuro. O terceiro é o que faltou do começo ao fim: exames. Você fez dois ciclos, em dois mil e dezesseis e dois mil e dezessete, planejava um terceiro, e em nenhum momento aparece um único exame de sangue. Perfil de colesterol completo, enzimas hepáticas com gama GT, hemograma, glicemia e função de tireoide são baratos e são a única forma de saber o que os dois primeiros ciclos deixaram. Vale lembrar que a oxandrolona é conhecida por derrubar o HDL de forma acentuada, e isso não dá sintoma nenhum. Quarto, sobre a auto aplicação, que você perguntou duas vezes. Se algum dia for o caso, aprender com alguém da área da saúde presencialmente, como foi sugerido, é bem melhor do que vídeo. E vale saber os sinais de que algo deu errado, que são dor que aumenta em vez de diminuir depois de dois ou três dias, vermelhidão que se espalha, calor local, endurecimento e febre. Isso é abscesso e precisa de médico, não de esperar passar. Agora, um elogio honesto, porque o tópico tem um acerto grande. A dieta que você recebeu é boa. Ela dá algo em torno de duas mil e duzentas calorias com cerca de cento e trinta gramas de proteína, o que é adequado para uma mulher de sessenta quilos que quer um ganho pequeno e de qualidade, e a estrutura das refeições faz sentido. A única coisa que eu ajustaria é o treino intervalado prescrito logo depois do treino, que rema contra o objetivo de ganhar. E aproveito para corrigir uma expressão que você usou: bulking limpo não quer dizer ganhar sem nada de gordura, porque um pouco sempre vem junto. Limpo se refere à qualidade da comida e ao tamanho do superávit, não à ausência de gordura, e saber disso evita desistir no segundo mês achando que deu errado. Por último, uma palavra sobre como isso acabou. Você escreveu que, por problemas pessoais, adiaria o ciclo e ficaria só na dieta. Essa foi, de longe, a decisão mais sensata tomada neste tópico. Depois você sumiu por mais de quinze dias e o encerramento veio com um tom de oportunidade desperdiçada, seguido de alguns comentários irônicos. Não vou entrar no mérito das regras de quem ajuda de graça, que existem por um motivo. Mas fica registrado, para quem ler: adiar não foi perder uma chance, e sumir de um fórum durante um problema pessoal não diz nada sobre o seu comprometimento. Se você ainda estiver por aqui, o caminho que você escolheu naquele dia continua sendo o certo, e a dieta que ficou nesta página continua servindo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo Enantato + primabolan + oxandrolona
Willys, o seu tópico parou na formatação e ninguém chegou a comentar o protocolo. Vou comentar, porque tem um item ali que merece atenção antes de qualquer outra coisa, e ele não é o que a maioria olharia. É o anastrozol. Está escrito um miligrama todo dia, com a justificativa de que o estradiol deu elevado em cinquenta e sete picogramas por mililitro. Há três problemas encadeados aí. O primeiro é o próprio número. Cinquenta e sete não é um valor claramente alto para um homem. Dependendo do laboratório e do método, o limite superior de referência masculino costuma ficar entre quarenta e sessenta, então o seu resultado está no topo da faixa ou pouco acima dela, e não em terreno preocupante. E há um detalhe técnico que quase nunca se menciona: a maior parte dos laboratórios dosa estradiol por imunoensaio, um método desenhado para as concentrações femininas, que é reconhecidamente impreciso e tende a superestimar nas concentrações baixas dos homens. Quando o valor importa para uma decisão, o exame correto é o estradiol por espectrometria de massa, chamado de ultrassensível. Ou seja, é bem possível que o seu cinquenta e sete não seja nem cinquenta e sete. O segundo é a dose. Um miligrama de anastrozol por dia é a dose oncológica plena, aquela usada no tratamento de câncer de mama em mulheres na pós menopausa, e ela foi desenhada exatamente para levar o estrogênio ao chão. Aplicada continuamente em um homem, ela derruba o estradiol muito abaixo do que ele deveria estar. E estradiol baixo em homem não é um resultado neutro, é um problema com nome e sintomas: dor articular, articulação que range e estala, perda de libido, dificuldade de ereção, cansaço, humor deprimido, piora do perfil de colesterol e perda de densidade óssea ao longo do tempo. A armadilha é que esses sintomas são quase idênticos aos de estradiol alto, então quem se guia pela sensação costuma aumentar o inibidor justamente quando deveria reduzir, e afunda mais. O terceiro é o momento. O exame que motivou o anastrozol foi feito antes de começar, com você natural. Ainda não havia testosterona externa nenhuma para aromatizar. Colocar inibidor de aromatase desde o primeiro dia, em dose cheia e fixa, é tratar um problema que ainda não existe, e o único desfecho previsível é o estradiol despencar nas primeiras semanas. Se em algum momento inibidor fizer sentido, ele entra depois, guiado por dosagem repetida e não por horário fixo, e a preferência costuma ser pela menor quantidade que resolva. Faço um comentário sobre a origem do protocolo, sem querer desqualificar ninguém pessoalmente. Você escreveu que fechou com um atleta e treinador. Um treinador pode ser excelente em treino e em preparação de palco e ainda assim não ter formação para interpretar um estradiol nem para prescrever anastrozol, que é medicamento controlado com indicação oncológica. E a própria leitura que aparece no seu post, chamando cinquenta e sete de elevado e respondendo com dose plena diária, mostra que a interpretação não veio de alguém habituado a ler esse exame. Isso não é detalhe: quem prepara você para o palco e quem cuida do seu sangue não precisam ser a mesma pessoa, e no seu caso é melhor que não sejam. Sobre o restante do desenho, três observações. A primeira é sobre o primobolan. É o composto mais falsificado que existe, justamente por ser caro, e a proporção de frascos rotulados como primobolan que contêm outra coisa é altíssima. Se ele for mesmo o que diz ser, é um dos mais brandos. Se não for, você não faz ideia do que está entrando, e o resultado disso aparece primeiro nos efeitos indesejados e não nos exames que você não vai repetir. A segunda é sobre a oxandrolona somada aos outros dois. Ela é alquilada em dezessete alfa, ou seja, cobra do fígado, e é conhecida por derrubar o HDL com força. Em cima de quinhentos de testosterona e trezentos de primobolan, a contribuição dela para o resultado é pequena e o custo hepático e lipídico é inteiro. Se algo saísse da lista, seria ela. A terceira é que, com um plano desses e uma preparação de meses pela frente, hematócrito, perfil lipídico completo, enzimas hepáticas e pressão arterial precisam ser acompanhados durante, e não só antes. E vale registrar que os seus exames vieram como anexo e ninguém aqui chegou a vê los. Por fim, uma observação sobre o cronograma, e essa é a que eu mais gostaria que você levasse. Você treina desde dois mil e seis, ficou dois anos parado, voltou há um mês e quer subir no palco em abril. Recuperar massa já conquistada é a coisa mais fácil que existe no treinamento, porque o corpo tem memória para isso, e ela volta muito rápido mesmo sem ajuda nenhuma. Ou seja, boa parte do que você vai ganhar nos próximos meses viria de qualquer jeito. Se você faz esse retorno já sob protocolo, você perde a chance de saber onde estava o seu limite natural depois de treze anos de treino, e passa a atribuir à farmácia um ganho que era só o seu corpo voltando para casa. Além disso, treze por cento em um mês de dieta e cinco meses até o palco é um calendário apertado para uma primeira preparação, e apertar prazo é exatamente o que leva alguém a aceitar protocolo de dose fixa sem exame no meio do caminho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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CICLO Enantato de Testosterona + Stano início dia 04.11.12
Este tópico é de dois mil e doze e continua aparecendo em busca, com várias afirmações que ainda circulam hoje. Vale corrigir as principais, e começo pela que envolve saúde de verdade. Ao longo do relato você descreveu, várias vezes, dor forte no local da aplicação do estanozolol. Escreveu que a lombar não aguentava mais, que os glúteos estavam surrados, que aplicou na coxa e a dor atrapalhou até para caminhar, e que continuava doendo dias depois. E a conversa girou apenas em torno de qual seria o próximo lugar para aplicar. Ninguém disse o que precisava ser dito: dor que dura dias, que se espalha e que compromete a marcha não é apenas incômodo esperado, é o cenário em que abscesso se forma, e aplicar repetidamente em tecido que já está inflamado é justamente como se chega lá. Os sinais que mandam procurar avaliação no mesmo dia são vermelhidão que aumenta, calor local, endurecimento, febre e dor que piora em vez de melhorar. Vale registrar que as aplicações eram feitas por profissionais de enfermagem da sua família, o que é um ponto positivo real, e que isso torna a dor persistente mais preocupante, e não menos, porque exclui erro de técnica como explicação. O estanozolol injetável é uma suspensão aquosa, ou seja, microcristais em água, e é por isso que ele dói mais que os oleosos. Isso explica a dor, mas não autoriza insistir sobre uma região já machucada, ainda mais em aplicação diária por trinta dias. Ligado a isso, você relatou dores de cabeça a partir da segunda semana e perguntou se havia alguma medicação para amenizar. A pergunta ficou sem resposta e a resposta certa não é um remédio: é medir a pressão arterial. Dor de cabeça nova em quem está usando seiscentos miligramas de testosterona por semana com estanozolol diário é, até prova em contrário, sinal de pressão alta. O estanozolol é, entre os compostos comuns, o que mais derruba o HDL, e ele também tende a elevar a pressão. Tomar analgésico nesse cenário é apagar o alarme sem olhar o incêndio, e vale lembrar que boa parte dos analgésicos comuns também sobe a pressão. Agora as correções técnicas. A primeira é a mais importante e passou batido: foi dito aqui que o enantato de testosterona tem meia vida de mais ou menos quarenta e oito horas, e a partir disso montou se um esquema de aplicar dia sim, dia não. Isso está errado. A meia vida do enantato é de vários dias, algo em torno de quatro a cinco, e é justamente por isso que o padrão dele é uma ou duas aplicações por semana. O comentário de que aplicar dia sim, dia não é típico do propionato, e não do enantato, estava correto, mas o número de quarenta e oito horas ficou no ar sem correção. A consequência prática é grande: aplicar com muito mais frequência do que a meia vida exige não traz vantagem nenhuma e apenas multiplica furos, dor e risco de infecção, que era exatamente o problema que você estava tendo. A segunda correção é sobre a tabela de perfil do estanozolol que foi colada aqui, com relação anabolismo sobre androgenicidade de trezentos e vinte para trinta. Esses números vêm de um ensaio feito em ratos nos anos cinquenta, comparando crescimento de um músculo com o da próstata, e eles não predizem o que acontece em uma pessoa. É por isso que substâncias com números no papel parecendo suaves produzem acne, queda de cabelo e alteração de humor na vida real. Aliás, a própria tabela colada traz a fórmula molecular errada do estanozolol, o que serve de lembrete de que tabela copiada de fórum não é fonte. E aquela faixa de dose citada ali também não é recomendação médica de lugar nenhum, é número de manual de circulação informal. A terceira é sobre a meta. Quinze quilos em um mês foi corretamente chamado de irreal, mas a correção que veio, de que dez quilos seriam possíveis, também não se sustenta. Nenhum desses números é tecido. Mesmo em condições muito favoráveis, ganho de músculo se conta em algo próximo de um quilo por semana no melhor cenário, e tudo o que aparece acima disso na balança é água, glicogênio e gordura. É por isso que a pessoa parece murchar quando para, conclui que precisa de outro ciclo e recomeça. Você mesmo escreveu, na primeira semana, que já se sentia mais definido e vascularizado, o que é justamente o efeito de retenção e de água, e não de músculo novo em sete dias. A quarta é sobre a recuperação planejada, que era silimarina com tribulus e tamoxifeno. O tribulus não aumenta testosterona. Isso já foi testado várias vezes em ensaios controlados e o resultado é consistentemente nulo, então contar com ele é contar com nada. A silimarina também não protege o fígado de nada nesse contexto, e o maior perigo dela é psicológico, porque dá licença mental para exagerar. Sobre a dúvida de quando começar, a resposta que você recebeu, de se basear no composto de meia vida mais longa, estava certa e é o único ponto do planejamento que eu manteria. Duas notas finais. A primeira é que você escreveu, na primeira semana, que estava sem colateral algum, e nas semanas seguintes relatou dor incapacitante, dores de cabeça e uma crise de sinusite forte durante a qual decidiu manter o ciclo. Sem nenhum exame de sangue em momento nenhum, a frase sem colaterais só pode significar sem colaterais que dessem para sentir, e os que mais importam, que são colesterol, fígado, hematócrito e pressão, não dão sintoma nenhum até tarde. A segunda é o padrão que aparece claramente no relato: o ciclo começou com quatro semanas, virou oito, e depois você escreveu que queria estender para dez, enquanto encomendava mais material. Estender enquanto está em curso, porque parece estar indo bem, é a decisão mais comum e a mais cara, porque ela é tomada exatamente no momento em que o julgamento está mais comprometido. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda para fazer o 1° ciclo feminino
V9.25, chego bem depois e este é um dos tópicos mais delicados que já li aqui. Quero começar reconhecendo duas coisas: você foi extremamente honesta ao listar tudo o que usa e todos os diagnósticos que tem, o que é raro e corajoso, e quem te respondeu fez perguntas boas e teve o mérito de não liberar nada. Ainda assim, há pontos importantes que não foram ditos, e alguns deles são justamente sobre a interação entre o que você pretendia fazer e o que você já trata. Começo pelo ciclo proposto, porque nele existe uma contradição que precisa ser nomeada. Você escreveu, com todas as letras, que queria algo bem leve porque tem medo de virilizar. E a substância que você escolheu foi a oximetolona. Preciso ser direto: entre tudo o que existe, ela é provavelmente a pior escolha possível para essa intenção. Ela é fortemente androgênica, ou seja, é das que mais virilizam, e é também o oral mais tóxico para o fígado em circulação, associado a peliose hepática, que é a formação de cavidades cheias de sangue no fígado, e a tumores hepáticos. A ideia de que cinco ou dez miligramas a tornam leve não se sustenta, porque leve e pesado aqui não é só questão de dose, é questão de qual molécula é. Se em algum momento houver conversa sobre isso, que seja qualquer outra coisa que não essa, e com médico. O segundo ponto é o que mais me surpreendeu não ter aparecido em nenhuma linha do tópico: você tem transtorno bipolar em tratamento, com quetiapina em quatrocentos miligramas. Androgênios têm efeito conhecido sobre humor, e em pessoas com transtorno bipolar existe risco real de desencadear episódio de mania ou hipomania, além de irritabilidade e alteração de sono, que costuma ser o primeiro sinal de virada. Isso não é uma ressalva genérica de bula, é o item que, na minha opinião, encerra a discussão sozinho. Um quadro que está estabilizado depois de anos de tratamento é algo valioso demais para ser colocado em risco por ganho estético, e a desestabilização, quando acontece, cobra caro e demora a voltar ao lugar. O terceiro ponto é o mais importante de todos, e é sobre medicação psiquiátrica. Foi sugerido aqui que você trocasse a fluoxetina por outro medicamento. Por favor, não faça nenhuma troca, redução ou suspensão de fluoxetina ou de quetiapina a partir de conversa de fórum, nem levando essa sugestão como pedido pronto ao médico. E existe um motivo específico no seu caso: em transtorno bipolar, mexer em antidepressivo é justamente a manobra mais associada a virada maníaca, e a fluoxetina, que tem meia vida longa, foi provavelmente escolhida por quem te acompanha sabendo disso e com a quetiapina fazendo a proteção. Quem tem que avaliar se ela sobe a prolactina no seu caso é o seu psiquiatra junto do endocrinologista, olhando o valor real, e vale saber que o efeito de inibidores de recaptação de serotonina sobre prolactina costuma ser pequeno, enquanto o seu adenoma existe e é anterior a ela. E há uma interação que ninguém mencionou e que é a mais relevante da sua lista. A cabergolina é um agonista dopaminérgico, e agonistas dopaminérgicos podem precipitar sintomas psicóticos, mania e alterações de comportamento, especialmente em quem tem transtorno psiquiátrico prévio. Ao mesmo tempo, os antipsicóticos fazem o oposto, bloqueando dopamina, e por isso tendem a elevar a prolactina. Ou seja, os seus dois tratamentos puxam para lados contrários, e é por isso que o seu caso precisa que psiquiatra e endocrinologista conversem entre si, e não que cada um decida sozinho. Se você notar em algum momento agitação incomum, redução da necessidade de sono, aceleração do pensamento ou compulsões novas, como jogo ou compras, isso é sinal de avisar o médico rapidamente, porque é um efeito descrito dessa classe. Sobre o anticoncepcional, concordo que vale conversar com o ginecologista, mas por uma razão bem mais séria do que a estética que foi citada. O componente do Diclin é o acetato de ciproterona, e existe associação documentada e dependente de dose e de tempo entre ciproterona e meningioma, que é um tumor das membranas que recobrem o cérebro. Você usa desde os quinze ou dezesseis anos, ou seja, há cerca de dez anos, e tem histórico de lesão na hipófise com ressonâncias repetidas. Isso não é motivo para pânico, e sim exatamente o assunto a levar ao ginecologista e ao endocrinologista para decidir se vale trocar. É uma conversa muito mais importante do que a de acne. Ligado a isso, vale reforçar que você mencionou ter tido antes um macroadenoma. Adenomas maiores podem comprimir o quiasma óptico, e por isso, se alguma vez aparecer alteração do campo visual, principalmente perda da visão lateral, ou dor de cabeça diferente do habitual, isso pede avaliação sem esperar a próxima consulta. E vale lembrar que a lesão pode voltar a crescer se a cabergolina for interrompida, então essa é outra decisão que nunca é tomada por conta própria. Sobre a hipoglicemia, quero fazer uma ressalva. Ela foi tratada aqui como uma questão de encaixar dextrose no treino, e pode até ser só isso. Mas hipoglicemia sintomática em uma pessoa jovem merece ser documentada de verdade, ou seja, medir a glicose no momento em que os sintomas aparecem, e não apenas presumir. Isso importa mais no seu caso do que no de outra pessoa por dois motivos: você tem uma lesão de hipófise, que é a glândula que comanda a suprarrenal e a tireoide, e alterações nesse eixo são causa conhecida de hipoglicemia. Além disso, a quetiapina tem efeito importante sobre metabolismo e peso, e quem a usa em dose alta deve acompanhar glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico regularmente. Aliás, os exames discutidos aqui eram de dezembro de dois mil e dezenove, quase dois anos antes desta conversa, o que é tempo demais para alguém no seu contexto. Por fim, uma observação prática sobre o plano que ficou montado, porque ele contradiz o seu próprio objetivo. Você disse que queria primeiro ganhar massa magra. Os macros combinados somam algo em torno de mil e seiscentas calorias, o cardápio final chega perto de mil e setecentas e cinquenta, e junto disso ficaram sete sessões de aeróbio por semana. Para uma mulher de sessenta e cinco quilos que treina, isso é déficit, e ninguém ganha massa magra em déficit sustentado. Se o objetivo é ganhar, o número precisa subir e o aeróbio precisa diminuir. Além disso, alguém que tem episódios de hipoglicemia não deveria estar com um plano em que a primeira refeição do dia é durante o treino, e a correção nesse sentido, feita depois, foi acertada. Se eu pudesse resumir: o seu corpo não é o problema aqui, e o elogio que você recebeu sobre isso é justo. O que você tem é um conjunto de tratamentos bem ajustados que levou anos para chegar onde está, e a melhor coisa que você pode fazer por ele é não mexer sem quem te acompanha. Ganho de massa, no seu caso, vem de comida suficiente, treino com progressão de carga e sono, e nada disso conflita com um único dos seus remédios. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo Boldenona e oxandrolona
PSD, o seu tópico ficou só na orientação de padronizar e nunca chegou a ser respondido, e isso é uma pena, porque o que você escreveu tem duas informações que exigiam atenção imediata e nenhuma das duas foi notada. A primeira é a mais séria. Você contou que, em dezembro de dois mil e dezenove, começou com dez miligramas de oxandrolona, foi aumentando e acabou em sessenta miligramas por dia durante quatro semanas, porque entendeu errado. Preciso te dizer com clareza o tamanho disso: sessenta miligramas diários é uma dose masculina alta, e para uma mulher é algo em torno de seis a doze vezes o que costuma ser discutido. Não estou dizendo isso para te assustar nem para te culpar, porque foi um engano de leitura e desses acontecem, mas para que você saiba o que precisa verificar. Os efeitos que não voltam atrás em mulher são engrossamento permanente da voz, aumento do clitóris e crescimento de pelo em local novo, e eles dependem justamente de dose e de tempo de exposição. Vale olhar para trás com honestidade e perguntar se a sua voz mudou de timbre naquele período, ou se alguém comentou algo. Se mudou, isso é assunto para otorrinolaringologista com laringoscopia e para fonoaudióloga, porque é alteração estrutural da prega vocal e não regride sozinha, mas tem trabalho de reabilitação. E o mais importante, para o futuro: quem já passou por uma exposição alta assim tende a reagir mais rápido numa próxima. A segunda informação é a que mais me incomodou, porque estava escrita ali e ninguém perguntou. Você disse que, no ano passado, ficou oito meses sem treinar devido a um problema de saúde grave. Oito meses de afastamento é muito, e a palavra grave é sua. Não dá para dar orientação nenhuma sem saber o que foi. Se envolveu fígado, rim, coração, coágulo, pressão, tireoide ou qualquer questão hormonal ou hematológica, isso muda completamente a resposta, e vale reparar que aquele episódio veio no ano seguinte a quatro semanas de um oral em dose muito alta. Não estou afirmando que uma coisa causou a outra, e provavelmente não causou, mas é o tipo de coincidência que um médico precisa conhecer e que um fórum não tem como avaliar. Você marcou o campo de problemas de saúde como atualmente não, e imagino que esteja bem, e fico feliz por isso. Ainda assim, esse é o assunto que vem antes de qualquer discussão de dose. Sobre a boldenona, que dá nome ao tópico, quero apontar a característica dela que menos se comenta e que é a mais relevante para uma mulher. O undecilenato tem meia vida muito longa, na casa de duas semanas, o que significa que ela continua ativa no corpo por mais de um mês depois da última aplicação. Traduzindo: se aparecer qualquer sinal de virilização, parar não interrompe a exposição. Você fica assistindo, sem poder fazer nada, por semanas. Essa é a pior propriedade possível quando os efeitos em questão são permanentes, e é por isso que compostos de éster longo são justamente os que menos fazem sentido nesse contexto. Agora quero tratar do que você realmente quer, que é ganhar cinco quilos. E aqui vai a parte que muda o seu resultado de verdade. O seu plano inteiro, do jeito que está escrito, é uma substância. Não há em nenhum lugar do seu post uma quantidade, um total de calorias ou uma meta de proteína, e você mesma escreveu que não faz dieta restrita, mas constante. Olhando o que você listou, o café da manhã tem três fatias de pão, três bananas e às vezes um ovo, ou seja, é quase todo carboidrato e tem pouquíssima proteína. O almoço e o jantar trazem frango sem quantidade definida. Somando por cima, você provavelmente está em torno de cento e poucos gramas de proteína por dia, e com setenta e três quilos o alvo razoável está entre cento e vinte e cento e cinquenta. Mais importante ainda: para ganhar peso é preciso superávit calórico, e não dá para saber se você está em superávit sem contar. Pese os alimentos por uma semana, registre num aplicativo, veja o número real e acrescente de duzentas a trezentas calorias por dia a partir dali. Isso é o que faz os cinco quilos aparecerem, com ou sem qualquer outra coisa. Vale também recolocar dois pontos do seu texto. O primeiro é que você estranha ter ganhado muito nos dois primeiros anos e depois cada vez menos. Isso é universal e acontece com todo mundo, é o efeito de iniciante, e não é sinal de que o corpo travou nem de que faltou recurso. Depois dessa fase o ganho passa a ser lento e vem de progressão de carga anotada ao longo de meses. O segundo é sobre os cinco quilos que você ganhou naquelas quatro semanas. Ganho desse tamanho nesse prazo é, em sua maior parte, água e glicogênio, e isso explica por que ele foi embora. Você está tentando reconquistar um número que nunca chegou a ser tecido, e é bom saber disso antes de pagar de novo por ele. Por último, uma observação sobre a meta em si. Com um metro e setenta e dois e setenta e três quilos você não está abaixo do peso, então o que provavelmente te agradaria não é subir cinco quilos na balança e sim trocar composição, ou seja, mais músculo com a gordura estável. Isso é mais lento e não aparece bem na balança, mas aparece na roupa e no espelho. E, seja qual for o caminho, faça exames antes: perfil de colesterol completo, enzimas hepáticas com gama GT, hemograma, função de tireoide e função renal. Depois de uma exposição de sessenta miligramas por dia e de um afastamento de oito meses por doença, esses números não são burocracia, são a única forma de saber onde você está. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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3° ciclo oxandrolona
Tuca, o seu tópico ficou só na orientação de padronizar e ninguém chegou a responder a pergunta. Vou responder, mas antes preciso dizer que o dado mais importante do seu post passou completamente batido: você tem sessenta anos. Isso muda tudo, e não é detalhe. Um aviso rápido de leitura, porque outra pessoa pode copiar daqui. Você escreveu trinta gramas por dia e quarenta gramas por dia. Presumo que sejam miligramas, porque gramas seria mil vezes mais. Vale sempre conferir a unidade. E antes de seguir, uma ressalva honesta: não sei se você é homem ou mulher, e parte da resposta muda com isso. Vou cobrir os dois lados. O ponto central é este. Você escreveu que fez o primeiro ciclo sem nenhum colateral. Só que você não menciona um único exame de sangue em nenhum momento, nem antes, nem durante, nem depois de três ciclos. Sem exame, a frase correta não é sem colaterais, é sem colaterais que dessem para sentir. E acontece que justamente os efeitos que mais importam da oxandrolona não se sentem. Ela é conhecida por derrubar o HDL, o colesterol bom, de forma acentuada, muitas vezes pela metade, e por elevar o LDL ao mesmo tempo. Isso não dá sintoma nenhum, não incomoda, não aparece no espelho, e é exatamente por isso que engana. Aos sessenta anos, esse efeito se soma ao risco cardiovascular que a idade já traz por si só, e é o item que eu colocaria em primeiro lugar na sua lista. Da mesma forma, a oxandrolona é alquilada em dezessete alfa, ou seja, passa pelo fígado com potencial de dano, e três séries de dez semanas em cerca de dois anos é uma exposição acumulada que merece transaminases, gama GT e bilirrubina. Agora o item específico da sua idade que ninguém mencionou. Se você é homem, aos sessenta anos a grande maioria já tem algum aumento benigno da próstata, muitas vezes sem saber. Androgênio nessa faixa etária pode piorar sintomas urinários, e a conduta correta antes de qualquer uso é avaliação urológica com PSA e exame clínico. Não é burocracia, é o exame que separa hipertrofia benigna de outra coisa, e essa distinção fica muito mais difícil de fazer depois que se começou a usar hormônio, porque os valores se alteram. Se você é mulher, o alerta é outro e igualmente sério: trinta miligramas diários já é uma dose alta para mulher, e ir a quarenta aumenta o risco dos efeitos que não voltam atrás, que são voz mais grossa, aumento do clitóris e pelo em local novo. Nos dois casos, a resposta à sua pergunta sobre subir a dose é a mesma, e eu vou direto ao ponto: não vejo como recomendar. O motivo é simples e vale entender. Os efeitos indesejados dos orais são dependentes de dose e de tempo, e crescem mais rápido do que o benefício. Sair de trinta para quarenta miligramas não entrega um terço a mais de resultado, mas aumenta em cheio o custo de fígado e de colesterol. E existe uma armadilha de raciocínio embutida no seu texto: deu certo, então vou aumentar. Como o que dá errado nesse caso é silencioso, a ausência de sintoma acaba funcionando como permissão para subir, e o ciclo se repete. Sobre o segundo ciclo, você relatou muita espinha e distúrbio do sono, e escreveu que faz seis meses. Se a alteração do sono continua até hoje, ela merece atenção própria. Aos sessenta anos, a causa mais comum de sono ruim com cansaço durante o dia é apneia do sono, e há um detalhe que se encaixa no seu caso: androgênios pioram apneia do sono, e esse é um dos efeitos documentados desse tipo de substância. Se existe ronco, pausas na respiração percebidas por alguém que dorme perto, ou sonolência durante o dia, vale uma polissonografia. Apneia não tratada é fator de risco para pressão alta, arritmia e evento cardiovascular, e é bem tratável. E há uma consideração sobre recuperação que é bastante diferente aos sessenta. O eixo hormonal se recupera muito mais devagar nessa idade do que aos vinte e cinco, e nem sempre volta. O desfecho mais comum de quem repete ciclos depois dos cinquenta e cinco não é ganho acumulado, é acabar dependente de reposição para o resto da vida. Se essa for a estrada, que seja uma decisão tomada de olhos abertos com um endocrinologista, e não algo em que se cai sem perceber. Por fim, o que eu faria no seu lugar, e digo isso com respeito porque treinar cinco vezes por semana aos sessenta é coisa de gente séria. Com um metro e sessenta e oito e sessenta e seis quilos, sobra muito espaço para ganhar do jeito difícil, e nessa idade os ganhos disponíveis pelo caminho comum são maiores do que a maioria imagina, porque quase ninguém os usa. Depois dos sessenta existe o que se chama de resistência anabólica, ou seja, o músculo responde menos à mesma quantidade de proteína, e por isso a necessidade é maior, e não menor, do que a de um jovem. Também vale checar vitamina D, que costuma estar baixa nessa faixa e afeta força e queda. E o treino precisa ter progressão de carga anotada, porque é ele que protege osso, equilíbrio e independência daqui para frente. Isso não é o conselho chato, é literalmente a intervenção com maior retorno disponível para você hoje. Se ainda assim quiser seguir, faça pelo menos o seguinte antes: perfil de colesterol completo, transaminases com gama GT, hemograma com hematócrito, glicemia com hemoglobina glicada, função renal e, se homem, o PSA com o urologista. Esses números são o que transforma sem colaterais numa afirmação verdadeira. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Auxílio Treino, Dieta, Protocolo de Ergogênico
JNS, acompanhei este tópico do começo ao fim e é um dos mais bem documentados que já li aqui. Você atualizou com constância por mais de um ano, foi honesto quando escorregou e não escondeu nada. Justamente por isso vale escrever, porque há coisas que passaram e algumas delas são de saúde. Começo pela que mais me chamou atenção e que você repetiu várias vezes: as aftas. Você descreveu os dois lados da boca estourados, a ponto de atrapalhar para comer, e voltando sempre. Isso foi tratado como acidez ou imunidade baixa e nunca foi investigado. Afta de repetição tem uma lista curta e bem conhecida de causas laboratoriais, e todas se dosam com facilidade: deficiência de ferro com ferritina baixa, deficiência de vitamina B doze, deficiência de ácido fólico e doença celíaca. Também vale checar zinco. Quando alguma dessas aparece e é corrigida, as aftas somem, e quando não se procura, a pessoa passa anos convivendo com aquilo achando que é estresse. Vale pedir isso ainda hoje, independentemente de qualquer outra coisa. O segundo ponto é sobre um exame que foi cortado justamente quando não podia ser. Você explicou que estava com dificuldade de agendamento por migração de plano e que não tinha condições de fazer a lista completa, e pediu o essencial. A lista reduzida que você recebeu tem hemograma, transaminase, glicemia, perfil lipídico, ferritina e homocisteína. Reparou no que ficou de fora? Estradiol e prolactina. E você estava com ginecomastia ativa, tomando tamoxifeno havia mais de quarenta comprimidos e com anastrozol em pauta. Numa lista enxuta para um homem nessa situação, o estradiol é exatamente o exame que não se corta, porque ele é o único que diz se o inibidor está fazendo de menos, o suficiente ou demais. Sem ele, o ajuste vira adivinhação, e derrubar o estradiol demais cobra em articulação, em osso, em colesterol e na própria libido. A homocisteína, que ficou na lista, é bem menos útil ali do que o estradiol que saiu. Terceiro, a pergunta que você fez sobre o corticoide e que merecia uma resposta direta. Você tomou uma injeção com betametasona para o nervo ciático numa sexta feira e perguntou se, fazendo exames na manhã seguinte em jejum, haveria alteração nos resultados. A resposta é sim, e bastante. Corticoide eleva a glicemia, e essa elevação pode durar dias, o que pode fazer alguém aparecer como pré diabético sem ser. Ele também mexe no hemograma de forma característica, aumentando os leucócitos e neutrófilos e reduzindo linfócitos e eosinófilos, o que dá um resultado que parece infecção e não é. E, o que mais importa no seu contexto, corticoide suprime o eixo, então qualquer dosagem hormonal feita ali também sai distorcida. Se você chegou a colher naquele fim de semana, vale saber que aqueles números não valem, e o certo seria repetir umas duas semanas depois. Quarto, a niacina. Você relatou formigamento e corpo todo vermelho depois de tomar, e ouviu que é normal. Isso está certo, esse rubor é o efeito clássico da niacina e é inofensivo. O que não foi dito é o outro lado: nas doses em que ela é usada como suposto protetor ou para mexer no colesterol, a niacina é hepatotóxica, e ela costuma entrar em esquemas de gente que já está sobrecarregando o fígado por outros caminhos. Além disso, os grandes estudos que testaram niacina para reduzir eventos cardiovasculares falharam, mesmo melhorando os números no papel. Ou seja, é risco de fígado sem benefício demonstrado, e essa é uma troca ruim para quem já tem outras contas abertas. Quinto, sobre a ponte. Você perguntou várias vezes até quando poderia estender e quais seriam as consequências de parar, e a lógica que ficou implícita no tópico é a que quase todo mundo carrega e que precisa ser desfeita. Uma dose baixa contínua não é um meio termo entre usar e não usar do ponto de vista do eixo. Basta uma quantidade pequena de testosterona externa circulando para o hormônio luteinizante e o folículo estimulante continuarem desligados. Ou seja, a ponte não dá descanso nenhum ao eixo, ela apenas mantém a supressão com menos benefício. Aos quarenta e dois anos, e com cinco anos limpos antes disso, esse é um detalhe que pesa. Também quero registrar dois acertos, porque foram raros e honestos. O primeiro foi o Locemar ter insistido para você colher a bateria completa enquanto ainda estava limpo, pelo motivo certo: valor basal não se recupera depois. O segundo foi a resposta que você recebeu quando perguntou o que aconteceria ao parar, e ouviu que o seu shape atual era, em grande parte, alugado. Isso é verdade e pouca gente diz. E é aí que eu chego na conta que ninguém fez neste tópico inteiro. Você abriu em agosto de dois mil e vinte com quarenta e dois anos, um metro e setenta e um e sessenta e oito quilos, depois de quinze anos de treino. Ao longo de um ano você usou testosterona, um oral, tamoxifeno, anastrozol, uma ponte e uma recuperação, teve ginecomastia que precisou ser tratada, aftas recorrentes, dor ciática e uma quantidade enorme de preocupação num período de pandemia. Na sua última mensagem, em setembro de dois mil e vinte e um, você escreveu que estava com setenta e um quilos. São três quilos. Não digo isso para diminuir o seu esforço, que foi imenso e visível, digo porque essa aritmética é a informação mais útil que este tópico produziu e ela merece estar escrita. Um homem de quarenta e dois anos, com quinze anos de treino, já está perto do teto do que o corpo entrega, e é por isso que o retorno fica pequeno enquanto o custo continua inteiro. A sua última mensagem dizia que o novo objetivo era manter um físico de responsa naturalmente, só com comida, treino e aeróbio. Na minha opinião, essa foi a melhor decisão do tópico todo. E se em algum momento voltar a fazer sentido conversar sobre hormônio, que seja pela porta do endocrinologista, com o ecocardiograma que foi pedido três vezes aqui e nunca chegou a ser postado, porque aos quarenta e poucos essa é a peça que realmente importa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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fisiculturismo reacted to uma postagem em um tópico:
Alguem ja fez uso do ''bulk stack (enantato de testo + dianabol + deca) 350mg 10ml" ?
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Alguem ja fez uso do ''bulk stack (enantato de testo + dianabol + deca) 350mg 10ml" ?
felipe carrasco, chego depois e quero começar dizendo que as três respostas que você recebeu estavam certas no essencial. Ainda assim ficou de fora o dado mais importante do seu próprio post, e é por ele que eu vou começar. Você tem um metro e oitenta e três e setenta quilos. Isso dá índice de massa corporal de vinte e um, ou seja, você está no limite inferior do normal. E você mesmo contou que pesava setenta e seis e perdeu seis quilos depois da retirada do apêndice em janeiro, cinco meses antes de escrever. Repare no que isso significa: você não recuperou o peso que tinha antes de uma cirurgia, e a conclusão a que chegou foi que precisa de hormônio injetável. O tópico inteiro discutiu marca, concentração e frequência de aplicação, e ninguém te perguntou uma única vez o que você come. Essa era a primeira pergunta. Alguém que não volta ao peso pré operatório em cinco meses, na esmagadora maioria dos casos, está comendo menos do que gasta, e hormônio nenhum resolve isso, porque anabolizante não fabrica matéria prima, ele apenas ajuda a montar o que você fornece. Num déficit calórico, o que se ganha é quase nada e o que se perde em saúde é integral. A explicação de ser ectomorfo com membros alongados é, com todo respeito, a forma mais comum de não fazer a conta. Quem tem dificuldade de ganhar peso quase sempre come menos do que imagina e superestima a quantidade. Pese os alimentos por uma semana, registre num aplicativo e olhe o número. É bem provável que você descubra estar em torno de duas mil calorias, quando precisaria de bem mais. Aliás, vale conferir se a recuperação da cirurgia se completou mesmo, porque dor abdominal persistente, alteração do intestino ou saciedade precoce depois de cinco meses merecem uma volta ao cirurgião. Agora sobre o produto. A objeção do Bravo Costa é a mais forte do tópico e vale reforçar: trezentos e cinquenta miligramas por mililitro está muito acima do que qualquer indústria de referência produz, e existe um motivo físico para isso. Para dissolver essa quantidade de esteroide em óleo é preciso muito mais solvente, tipicamente álcool benzílico e benzoato de benzila, e é justamente o excesso desses solventes que causa dor forte, inflamação e abscesso estéril no local da aplicação. Ou seja, concentração alta não é sinal de produto forte, é sinal de fórmula agressiva ou de rótulo mentiroso. Quero fazer uma correção respeitosa ao Apollo Galeno, porque ele chegou na conclusão certa por um caminho que não fecha. Ele disse que em misturas cada composto tem densidade diferente e que na hora de aspirar não há garantia do quanto vem de cada droga. Numa solução oleosa bem feita os esteroides estão dissolvidos, e não em suspensão, então eles não se separam por densidade dentro do frasco. O problema real da mistura é outro e é maior: você perde a capacidade de mexer em cada peça separadamente. Se aparecer sensibilidade mamilar, alteração de humor, pressão alta ou queda de libido, não há como saber qual dos três causou nem como suspender apenas aquele, porque tudo vem no mesmo mililitro. Some a isso que os três componentes têm tempos de permanência completamente diferentes, sendo a nandrolona a mais longa de todas, então nem parar tudo resolve rápido. Sobre a nandrolona especificamente, e considerando que você tem vinte e dois anos, esse é o ponto que eu mais gostaria que você levasse. Ela é progestogênica, permanece ativa por muito tempo depois da última aplicação e está associada de forma consistente a disfunção sexual e a supressão prolongada do eixo, inclusive com casos que demoram muito a se resolver. Aos vinte e dois anos o seu eixo está no melhor momento que vai estar na vida, produzindo sozinho e de graça, e é exatamente isso que está sendo posto em jogo por um ganho que a comida entregaria. E há a fertilidade, que ninguém costuma pensar nessa idade e que é a queixa mais frequente dez anos depois. Duas notas finais. A primeira é sobre a sua pergunta direta, de como dividir o comprimido ao longo do dia. Não vou te dar protocolo, mas vale entender o porquê da dúvida existir: a metandienona tem meia vida curta, de poucas horas, e é por isso que se fala em fracionar. O detalhe que quase nunca se diz é que ela é alquilada em dezessete alfa, ou seja, hepatotóxica, e fracionar não reduz nada disso, porque a exposição do fígado depende do total diário e não do número de tomadas. A propósito, você mencionou ter usado hemogenin em dois mil e dezesseis, quando devia ter uns dezessete anos, e que é o oral mais agressivo para o fígado que existe, mais dois ciclos de outro oral no ano passado. Isso já é motivo suficiente para pedir enzimas hepáticas, gama GT e bilirrubina fracionada agora, independentemente de qualquer plano. A segunda é sobre a recuperação que você citou, tamoxifeno e vitaminas. Vitamina não tem efeito nenhum sobre o eixo, e é importante saber disso para não contar com uma proteção que não existe. E qualquer tentativa de recuperação iniciada logo depois de um esquema com nandrolona cai em cima de droga ainda circulando, o que é como tentar acender a luz com o disjuntor desligado. Se eu pudesse resumir tudo em uma frase: o seu problema, hoje, é que você está seis quilos abaixo do que já foi e não recuperou. Resolva isso na cozinha primeiro, com carga anotada na academia, e reavalie daqui a um ano. Com vinte e dois anos, esse ano vale muito mais do que parece. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro ciclo com oxandrolona
Kilvya, o seu tópico ficou parado na parte burocrática e você não voltou, e isso é uma pena, porque o pouco que você escreveu já dava para trabalhar. Aproveito para dizer que o conselho que você recebeu, de trocar a foto de perfil e o nome de usuário, foi bom e vale para qualquer pessoa que escreva sobre esse assunto num fórum aberto. Mas quero ir além dele. Você é enfermeira, escreveu em junho de dois mil e vinte e um, disse que a rotina estava marcante e que acabou relaxando da dieta. Vou começar exatamente por aí, porque é o ponto mais concreto do seu caso e é o que costuma ser tratado como desculpa quando na verdade é fisiologia. Trabalho em turnos, especialmente com plantão noturno, é um obstáculo real e mensurável para perder peso, e não uma questão de força de vontade. Dormir pouco e em horário trocado altera os hormônios que regulam apetite e saciedade, aumentando a fome e a preferência por comida calórica no dia seguinte, e piora a sensibilidade à insulina de forma independente da alimentação. Trabalho noturno tem associação consistente com ganho de peso e com síndrome metabólica na literatura, justamente em profissionais de saúde. Isso não significa que não dá para emagrecer em plantão, significa que a estratégia precisa ser desenhada em volta da escala, com comida levada de casa para o turno e com sono protegido nos dias de folga, em vez de um plano bonito de seis refeições em horário fixo que nenhuma escala respeita. Sobre a oxandrolona, que dá título ao seu tópico, preciso ser direto e é melhor você ouvir isso de alguém que não vai te julgar. Ela não faz o que se espera dela aqui. Oxandrolona não é uma substância de emagrecimento, e o efeito dela sobre gordura é pequeno e depende inteiramente da dieta que estiver por trás. Com um metro e sessenta e seis e oitenta e nove quilos, o que muda o quadro é déficit calórico sustentado e treino de força, e nenhum comprimido encurta esse caminho. Some a isso que os efeitos que não voltam atrás em mulher, que são voz mais grossa, aumento do clitóris e pelo em local novo, permanecem depois que se para, então o risco é permanente e o benefício, nesse cenário, é quase nenhum. É uma troca ruim. E aqui vai o que eu acho que seria mais útil para você, aproveitando que você trabalha dentro do sistema. Nesse peso, existe caminho médico de verdade, com endocrinologista, incluindo medicamentos aprovados para obesidade que são muito mais eficazes e muito mais seguros do que qualquer coisa comprada de laboratório clandestino. Vale ser avaliada por essa porta, e não por esta aqui. Antes disso, exames. Um ano de treino sem nenhum resultado merece investigação, e nesse caso não é frescura. Peça função de tireoide com TSH e T quatro livre, glicemia de jejum com hemoglobina glicada e insulina, perfil de colesterol completo, enzimas hepáticas com gama GT, hemograma com ferritina e vitamina D. A glicada e a insulina importam especialmente, porque nessa faixa de peso o rastreio de pré diabetes é indicado e o achado é frequente. E há uma condição que vale perguntar diretamente: se a sua menstruação é irregular, se há acne persistente ou aumento de pelo no rosto, no queixo ou no abdome, o nome a investigar é síndrome dos ovários policísticos, que é comum, que dificulta muito o emagrecimento e que tem tratamento. Repare na ironia disso: quem tem ovário policístico já convive com androgênio elevado, e é justamente a pessoa para quem acrescentar mais androgênio faz menos sentido. Sobre o treino, um ano sem resultado quase sempre significa uma de duas coisas, e não falta de genética. Ou a carga não subiu, porque se você faz hoje o mesmo peso que fazia há dez meses o corpo não tem motivo para mudar, ou o treino é quase todo aeróbio e esteira. O que muda composição corporal em mulher é treino de força com progressão anotada em poucos exercícios básicos, e a musculatura ganha aí sustenta o gasto energético enquanto você emagrece. Anote peso e repetições numa planilha simples e persiga aumento a cada semana ou duas. Uma última coisa. Você escreveu preciso de ajuda urgente, e sei que junho de dois mil e vinte e um foi um dos períodos mais duros que a enfermagem já enfrentou neste país. Se o cansaço, a falta de vontade e o relaxamento com a comida vinham daquele contexto, isso também é assunto de saúde e merece cuidado próprio, sem culpa. Emagrecer é bem mais difícil quando o resto está pesando, e nada disso é preguiça. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1 ciclo oxandrolona - Mudança de Shape 60 dias
SahAmazona, chego bastante depois, e este tópico tem uma coisa que precisa de correção, porque envolve a sua coluna e o seu joelho. Você contou que ficou parada dois anos por causa de uma lesão no joelho e de uma hérnia de disco, e depois escreveu, com todas as letras, que contrariando o médico faz agachamento e corrida, e que às vezes sente muita dor. A resposta que veio foi que você pode fazer todo e qualquer exercício que não te cause dor. Reparou no descompasso? Você acabara de dizer que dói. A frase, isolada, até faz sentido, mas ela foi dada logo depois de você relatar exatamente a exceção que ela previa, e ninguém voltou nesse ponto. Quero ser justo com o espírito do conselho, porque uma parte dele está certa. Repouso prolongado para hérnia de disco é conduta antiga e ultrapassada, e hoje se sabe que manter se ativo e fortalecer a musculatura ao redor da coluna melhora dor e função, inclusive com exercícios que já foram proibidos por décadas. Nisso quem te respondeu tem razão, e a experiência dele é real. O que não se sustenta é o salto seguinte, de que por isso a orientação médica pode ser ignorada com um risinho. Hérnia de disco não é uma categoria única. O que importa é onde ela está, se comprime raiz nervosa e se existe déficit neurológico, e essas três coisas mudam completamente o que pode ser feito. A saída não é escolher entre obedecer ao médico e obedecer ao fórum, é procurar um fisioterapeuta que avalie você presencialmente e construa a progressão de carga junto de você, e voltar ao médico se algo mudar. E há sinais que ninguém mencionou e que você precisa conhecer. Dor que desce pela perna, formigamento, dormência ou fraqueza no pé são sinais de compressão de raiz e pedem avaliação. E existe um conjunto que é emergência de verdade, sem espera: dormência na região que encosta no selim de uma bicicleta, junto com dificuldade para segurar ou para iniciar a urina, ou perda de controle do intestino. Isso se chama síndrome da cauda equina e o tratamento é cirúrgico e tem hora marcada. É raro, mas quem convive com hérnia deveria saber disso de cor. Sobre o joelho, uma observação prática. Entre tudo o que você faz, a corrida é a atividade de maior impacto e a menos indicada para joelho com lesão prévia, muito mais do que o agachamento, que na verdade fortalece as estruturas que protegem a articulação quando a carga é progressiva e a execução é boa. Se algo fosse trocado por bicicleta, elíptico ou caminhada inclinada, eu trocaria a corrida, e manteria o trabalho de força. Agora sobre a oxandrolona, e aqui eu preciso sair em sua defesa. Você escreveu que estava com medo de crescer e dos efeitos colaterais, e isso foi tratado com ironia, como se fosse expectativa exagerada. Não é. Medo de virilização em mulher é um instinto correto e protetor, e ele existe justamente porque parte dos efeitos não volta atrás: engrossamento da voz, aumento do clitóris e pelo em local novo permanecem depois que se para. Repare, inclusive, na ironia da situação. Você foi bastante clara sobre o que queria, ou seja, nada muito musculoso, nada de coxa volumosa. Esse é precisamente o objetivo menos compatível com anabolizante, porque o que você não quer é o que a substância entrega, e o que você quer é o que ela não entrega. Nisso a Joaninha te respondeu muito bem: oxandrolona não é droga de perda de gordura, o efeito nesse sentido é sutil e depende inteiramente da dieta. Ela estava certa e valia a pena você ter ouvido essa parte. Levantar glúteo, que era o seu objetivo principal, tem uma resposta simples e chata: é ganho de massa naquela região, portanto é treino de força com carga aumentando ao longo dos meses. É o oposto de secar. Vale registrar isso porque você escreveu que queria perder volume e levantar o bumbum ao mesmo tempo, e essas duas coisas puxam para lados contrários. Se eu tivesse que escolher uma para os primeiros seis meses, escolheria a primeira parte do seu próprio texto, que era ganhar forma nas pernas, nas costas e nos braços. Duas notas sobre a dieta. A primeira é que ela foi montada seguindo a dieta do metabolismo acelerado, com fases e rodízio de alimentos. A ideia de que alternar macronutrientes acelera o metabolismo não tem sustentação, e o que aquele plano faz na prática é o que qualquer dieta faz, que é reduzir calorias por meio de restrição de itens. Não há problema em usar a estrutura se ela te ajuda a organizar a semana, mas não é preciso acreditar na explicação para colher o resultado, e principalmente não é preciso seguir a rigidez das fases. A segunda é que boa parte da sua proteína vem de clara de ovo, e a gema descartada é justamente onde estão a maior parte das vitaminas, a colina e o ferro do ovo. Comer o ovo inteiro é melhor em quase toda situação. Por último, uma observação sobre como o tópico terminou. Foi pedido duas vezes que você postasse fotos de roupa de banho, você disse que estava com vergonha, não postou, e o acompanhamento parou por aí. Fica registrado que, no seu caso, não faltava informação. Você trouxe medidas, peso, dois anos de afastamento, uma hérnia de disco, uma lesão de joelho, dor ao treinar, a dieta completa e o horário do treino. Isso é mais do que suficiente para uma boa orientação, e a parte mais importante dela, que era a da coluna e a do joelho, não dependia de foto nenhuma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com dieta e treino
br3nnr, chego bem depois e o tópico parou num lugar que me preocupou. A sua última mensagem foi para avisar que estava com covid, com febre que não cortava havia alguns dias e dor forte no peito ao respirar, em observação. Espero sinceramente que tenha ficado tudo bem, e é por aí que eu começo. Dor no peito que piora ao respirar, com febre arrastada, é sintoma que merece explicação, e as duas possibilidades que importam ali são pneumonia e embolia pulmonar. A covid aumenta bastante o risco de trombose, inclusive em gente jovem e sem nenhum fator de risco, e a dor ao inspirar é justamente uma das formas de apresentação. Espero que tenham investigado. E o que ninguém te disse, e que era o ponto mais importante para você naquele momento, é sobre a volta ao treino. Depois de covid com sintomas assim, não se retoma treino enquanto ainda houver febre ou falta de ar, e a volta deve ser gradual. Se ao voltar aparecer dor no peito, palpitação, falta de ar desproporcional ao esforço ou desmaio, isso é motivo para avaliação cardiológica com eletrocardiograma e ecocardiograma antes de continuar, porque miocardite é uma complicação conhecida e ela costuma se manifestar exatamente no retorno ao esforço. Digo isso porque você fazia seis sessões de aeróbio por semana mais aeróbio em jejum todo dia, ou seja, um volume alto, e voltar nesse ritmo é justamente o cenário de risco. O segundo assunto é a ginecomastia, e aqui está a ligação que o tópico deixou solta. Ela foi notada, você confirmou que tem desde a adolescência, que já foi avaliada, que o caso era cirúrgico e que você acabou se acostumando. Até aí tudo bem, e a informação que você recebeu está correta: tecido glandular fibrosado não responde a remédio, e o que resolve é cirurgia. O problema é que ninguém amarrou isso com o seu plano declarado no primeiro post, que era subir para um período de ganho depois. Ter glândula mamária já estabelecida é o maior fator de predisposição que existe para ela crescer diante de qualquer composto que aromatize, e o crescimento novo também não volta atrás. Ou seja, o assunto da cirurgia não é uma questão estética a ser adiada indefinidamente, ele é uma decisão que vem antes de qualquer conversa sobre hormônio, e não depois. Acrescento uma coisa sobre o histórico. Ginecomastia que surge na puberdade costuma regredir sozinha em um a dois anos. Quando ela persiste na vida adulta, vale ter certeza de que a causa foi investigada, e não apenas o tratamento cirúrgico oferecido. Isso significa prolactina, testosterona total e livre, hormônio luteinizante, estradiol, função de tireoide, função hepática e, dependendo do quadro, exame dos testículos, porque existem causas tratáveis e algumas delas importam. Você mencionou ter feito check up completo com cardiologista, endocrinologista e hematologista, então é possível que isso já tenha sido varrido. Se foi, ótimo. Se não foi, vale retomar. E aproveito para dizer que sobre custo nem sempre é inviável: quando há documentação de ginecomastia com repercussão, existe caminho pelo sistema público e por plano, e vale consultar em vez de presumir. Aliás, um detalhe curioso do tópico: você anexou os exames, foi pedido que postasse em foto, e depois disso nenhum exame chegou a ser comentado em momento nenhum. Um rapaz de vinte e quatro anos que precisou passar por hematologista tem alguma coisa no hemograma que motivou aquilo, e essa era uma pergunta que valia a pena fazer. Se você tem esses resultados guardados, eles importam mais para o seu planejamento do que qualquer ajuste de gramas de batata. Sobre a dieta e o volume de trabalho, quero te dar uma leitura diferente. Somando os macros que ficaram, cento e sessenta gramas de carboidrato, cento e trinta de proteína e oitenta de gordura, você fica em torno de mil e novecentas calorias por dia. Você tem um metro e oitenta e sete, oitenta quilos, e a sua rotina soma treino de uma hora e vinte, mais trinta minutos de aeróbio depois, mais quarenta e cinco minutos de aeróbio em jejum pela manhã, cinco a seis dias por semana. Isso é perto de duas horas e meia de atividade por dia sustentadas com mil e novecentas calorias. Nessa faixa, o que sai deixa de ser só gordura. E vale lembrar do número de partida: com um metro e oitenta e sete e oitenta quilos, você já é magro. O que te incomoda no abdome, nessa altura e nesse peso, quase certamente se resolve melhor com mais músculo em volta do que com mais corte, porque não há muito de onde cortar. O seu próprio objetivo declarado, subir depois para um período de ganho, era o caminho mais curto, e ele estava sendo adiado. Duas correções técnicas rápidas. A primeira é o aeróbio em jejum: ele não queima mais gordura do que o aeróbio feito alimentado. Isso já foi comparado diretamente diversas vezes, e quando as calorias do dia são iguais o resultado é igual. O que muda é o desconforto e o risco de perder massa magra, então fazê lo todos os dias, além do outro aeróbio, é custo sem benefício. A segunda diz respeito às perguntas que você fez e que não foram respondidas. Trocar as duas fatias de abacaxi por uma laranja é indiferente, pode fazer sem culpa, porque nessa quantidade a diferença entre uma fruta e outra é irrelevante. E preparar o frango cozido em vez de grelhado, ajustando a quantidade para manter os macros, foi exatamente o raciocínio certo. Por fim, o que mais me agradou no seu tópico foi a tabela de cargas que você postou e a frase de que estava com vontade tremenda de aumentar os pesos. Com dois ou três anos de treino, essa planilha é a ferramenta que mais vai te entregar resultado nos próximos anos, muito mais do que qualquer coisa que se compre. Só faça uma mudança de rumo: com a glândula resolvida primeiro e com comida suficiente, o aumento de carga que você quer vem sozinho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo: Enantato de Testosterona + Boldenona
Este tópico é de dois mil e quatorze e continua aparecendo em busca, e há coisas afirmadas aqui que precisam de correção, porque algumas viraram crença repetida até hoje. Começo pela mais perigosa de todas. Foi escrito aqui que colateral tem o lado bom, porque indica que a fonte é boa. E, pior, foi sugerido levar essa ideia para o tópico de referência para iniciantes. Isso não se sustenta e vale entender por quê. Efeito adverso não autentica nada. Dor forte depois de aplicar não é sinal de produto potente, é sinal de irritação do tecido, e ela pode vir de concentração alta, de excesso de solvente, de veículo mal filtrado ou de contaminação, ou seja, exatamente das coisas que se quer evitar. Tremor com clembuterol acontece com qualquer clembuterol, inclusive com o de farmácia veterinária vencido. Se alguma coisa, dor desproporcional é motivo para desconfiar do frasco, e não para confiar nele. A única forma de saber o que existe dentro de uma ampola é análise laboratorial, e sensação corporal não substitui isso. Ligado a esse ponto, o episódio do amigo com estanozolol merece ser revisitado. Ele relatou dor importante e quis reduzir, e a resposta foi que ele deveria aumentar, com a frase de que quem não sabe ciclar não deve ciclar. Aqui eu discordo por completo. Dor localizada crescente, com vermelhidão, calor, endurecimento ou febre, não é frescura nem falta de coragem, é o quadro de abscesso e de infecção, que em aplicação intramuscular é a complicação mais comum de todas e às vezes acaba em drenagem cirúrgica. A conduta certa diante de dor que piora é procurar avaliação, e não apertar. Aguentar agulhada não é medida de competência de ninguém. Sobre o desenho em si, três correções técnicas. A primeira é que seiscentos miligramas de enantato somados a seiscentos de boldenona não são drogas básicas de poucos colaterais, e principalmente não suprimem menos o eixo. A supressão é praticamente total já em doses muito menores, e ela depende da presença do androgênio, não da quantidade. A frase de que o eixo voltou ao normal depois de uns dois meses foi dita sem nenhum exame, e recuperação de eixo se mede com hormônio luteinizante, hormônio folículo estimulante e testosterona total, não por sensação. A segunda é a boldenona especificamente: entre os compostos comuns, ela é das que mais elevam o hematócrito, o que engrossa o sangue e aumenta risco de trombose, e isso exige hemograma acompanhado. Além disso, o undecilenato tem meia vida muito longa, na casa de duas semanas, o que significa que um plano de oito semanas continua com droga ativa no corpo por mais de um mês depois do fim, e qualquer tentativa de recuperação começada no papel na semana nove cai em cima de hormônio ainda circulante. A terceira correção é sobre o proviron, que foi descrito aqui como um excelente antiestrogênio. Ele não é. A mesterolona não inibe a aromatase e não reduz o estradiol de forma relevante. A parte que estava certa é a outra: ela de fato reduz a globulina ligadora de hormônios sexuais, o que aumenta a fração livre. Ou seja, o raciocínio de somar proviron com anastrozol para dar mais qualidade parte de uma premissa errada sobre o que o primeiro faz. E sobre o anastrozol usado quando sentir necessidade, esse é provavelmente o ponto que mais causou estrago em quem leu. Não dá para dosar inibidor de aromatase por sensação, porque estradiol alto e estradiol baixo dão praticamente os mesmos sintomas: queda de libido, dor articular, cansaço e humor ruim. Quem se guia pelo sintoma tem boa chance de aumentar o inibidor justamente quando deveria reduzir. E derrubar demais o estradiol é pior do que deixá lo um pouco alto, porque ele é o que protege articulação, osso, perfil de colesterol e a própria libido. Isso se resolve com dosagem de estradiol no sangue, e não com percepção. Duas notas rápidas. A primeira é o clembuterol, que você começou relatando tremedeira forte. Ele tem meia vida longa, de mais de um dia, então se acumula ao longo dos dias em vez de sair, e o que preocupa não é o tremor e sim taquicardia, arritmia e queda de potássio. Vale lembrar que ele foi medido ali em mililitros de um líquido de origem desconhecida, o que torna a dose real uma incógnita. A segunda é sobre o hormônio de uso veterinário que apareceu na conversa como alternativa barata: produto de uso animal não tem garantia de esterilidade nem de dose para pessoa, e a economia é aparente. Por fim, duas coisas que quero elogiar, porque foram lúcidas. Você descreveu com precisão o que a trembolona fez com você no ciclo anterior, ou seja, desânimo, sensação de estar sendo perseguido e de estar sendo traído, a ponto de achar que seria mandado embora do trabalho. Isso tem nome, é ideação paranoide, e é um efeito psiquiátrico bem documentado, não implicância sua. A decisão de evitá la desta vez foi a coisa mais sensata escrita neste tópico inteiro. A explicação que apareceu depois, de que ela bloquearia receptores de dopamina, não tem respaldo, e a verdade é que o mecanismo não está bem estabelecido, mas isso não torna o efeito menos real. Vale só registrar que você também escreveu, no meio de um corte, que se estivesse sob testosterona teria batido num amigo. Isso foi dito em tom de brincadeira, e ainda assim é exatamente a mesma coisa que você reconheceu na trembolona. Quando alguém percebe que a própria irritabilidade está sendo modulada por substância, esse é o momento de levar a sério, não de rir. E o que faltou no tópico do começo ao fim: nenhum exame de sangue, em nenhum momento, nem antes nem durante, com mil e duzentos miligramas semanais planejados e um histórico recente de tendinite que nunca chegou a ser tratada. Ganho de força vem muito mais rápido do que a adaptação do tendão, e é precisamente por isso que a lesão costuma voltar quando se retoma acelerado depois de uma. Se você ainda estiver por aqui, esse era o assunto que merecia o tópico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Lapidando Dieta e treino
tt_ane, chego muito depois, mas preciso registrar algumas coisas aqui, porque este tópico ficou público e a mais importante delas é de segurança. Começo por ela. Na dieta que você recebeu está escrito, duas vezes, cinco gramas de ioimbina às dez e meia da manhã. Cinco gramas de ioimbina não existe como dose de uso humano. A ioimbina é usada na casa dos miligramas, algo como cinco a vinte miligramas, ou seja, cinco gramas seria em torno de quinhentas vezes a dose habitual. Quase certamente foi um engano de digitação e a intenção era cinco miligramas, e é justamente por isso que estou apontando, porque você escreveu que a sua ioimbina chegou dia onze e começou a usar, e quem ler este tópico depois vai copiar o que está escrito. Ioimbina em excesso causa crise de pressão alta, taquicardia, tremor, agitação e ataque de pânico, e há relatos de casos graves. Some a isso que ali ela vinha acompanhada de café e de setecentos mililitros de chá verde durante o treino, todos estimulantes. Se você chegou a usar gramas, e não miligramas, e sentiu qualquer coisa parecida com isso, é assunto para médico. Confira sempre a unidade antes de qualquer coisa que se meça em pó. O segundo ponto é o que mais me incomodou. Você contou, logo no primeiro post, que tentou masterona com boldenona e parou na terceira semana porque teve muito colateral. Ninguém te perguntou quais foram esses colaterais. Essa era a pergunta mais importante do tópico inteiro, porque o projeto que foi montado em seguida inclui masterona de novo, e a única ressalva feita foi quanto à marca. Isso não fecha. Masterona deriva da diidrotestosterona e está entre os compostos mais virilizantes que existem, e boldenona, apesar da fama de leve, tem meia vida muito longa, o que significa que se algo começa a acontecer você continua exposta por semanas depois de parar. Se o que você sentiu na terceira semana foi voz mudando ou ficando rouca, aumento do clitóris ou crescimento de pelo em local novo, esses três não voltam atrás sozinhos e são exatamente os sinais que mandam parar na hora. Um corpo que já reagiu forte em três semanas tende a reagir de novo, e mais rápido. Ligado a isso, três coisas ficaram sem tratamento. A primeira é que você atravessou o tópico inteiro sem apresentar um único exame de sangue, com uso prévio de oxandrolona, uma tentativa de injetáveis e seis meses de hormônio de crescimento no histórico, e ainda assim já havia data marcada para começar. Isso é o contrário da ordem certa. No mínimo, perfil de colesterol completo, enzimas hepáticas, hemograma, glicemia com insulina e um painel hormonal, feitos antes. A segunda é que na despedida foi dito para você cuidar bem da sua tireoide. Se existe alguma questão de tireoide na sua história, ela é central e muda tudo, inclusive a facilidade de emagrecer, e precisa de TSH, T quatro livre e anticorpos, com endocrinologista. A terceira é o hormônio de crescimento por seis meses aos vinte e poucos anos, que passou batido e mereceria pelo menos uma conversa sobre glicemia e sensibilidade à insulina depois. Sobre as marcas indicadas, sejamos francos: são laboratórios clandestinos, sem controle de dose nem de esterilidade, e serem os mais conhecidos os torna também os mais falsificados. Não existe versão confiável disso. Se em algum momento a conversa for hormônio de verdade, que seja com médico e com produto registrado. Agora quero responder ao que você de fato queria, e que foi o que menos apareceu no tópico: a celulite. Você abriu dizendo que estava incomodada com ela e voltou a falar dela na atualização, e a resposta que recebeu foi que melhoraria conforme o projeto andasse. Preciso ser honesto contigo: não é bem assim. Celulite não é sinônimo de gordura alta. Ela é uma característica estrutural da pele feminina, ligada à forma como as tiras de tecido conjuntivo se organizam por baixo dela, e aparece em mulheres muito magras e em atletas de alto nível. Emagrecer costuma suavizar um pouco, e ganhar massa magra em glúteo e coxa costuma ajudar mais do que secar, mas nada disso faz desaparecer, e nenhum anabolizante resolve. Saber disso importa muito, porque é o tipo de meta que faz alguém cortar cada vez mais e usar cada vez mais, perseguindo algo que não vai chegar. Na mesma linha, você escreveu que toda vez que fez bioimpedância deu mais de vinte por cento e que apagou o número da mente de desgosto. Vinte e poucos por cento numa mulher não é um número ruim, é faixa normal e saudável, e abaixo de dezoito costuma começar a cobrar em menstruação e em osso. Além disso, bioimpedância mede muito mal e varia com hidratação, horário e fase do ciclo. Não vale a pena sofrer por aquele número. Duas observações práticas. A dieta que ficou montada, somando o que está escrito, fica em torno de mil e cem a mil e duzentas calorias por dia, para uma mulher de cinquenta e oito quilos que treina cinco vezes por semana. É pouco, e a sugestão de aumentar para dois aeróbios por dia aperta ainda mais. Nessa faixa, o que se perde deixa de ser só gordura e passa a incluir músculo, que é justamente o que dá a forma que você procura, e o primeiro sinal de que passou do ponto é a menstruação atrasar ou sumir, algo que o anticoncepcional mascara. Como te pediram para suspender o anticoncepcional, fica ainda mais importante acompanhar isso. A segunda observação é sobre o treino: a sua divisão tem cárdio em três dias e quarta feira só de cárdio, e nenhum dia de ombro ou braço. Para o objetivo estético que você descreveu, trocar um desses cárdios por um treino de ombro faria mais diferença na silhueta do que qualquer corte adicional de comida. Por último, sobre o encerramento. O acompanhamento acabou porque você não atualizou em quinze dias, e você respondeu explicando que é enfermeira. Isso era abril de dois mil e vinte. Não vou entrar no mérito das regras de quem ajuda de graça e sei que elas existem por um motivo, mas quero deixar registrado, para quem ler: naquele mês, um profissional de enfermagem tinha razões bastante concretas para sumir de um fórum. Se você ainda estiver por aqui, obrigado pelo que fez naquele período, e o seu projeto merece ser retomado com exames na mão e sem pressa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda para emagrecer
nunuperfil, chego muito depois e espero que você tenha seguido em frente. O tópico foi útil, o Bravo Costa acertou ao mostrar que a sua dieta tinha bem mais carboidrato do que você imaginava, o Odin organizou os horários e a correção sobre o abacate estava certa, porque duzentos e quinze gramas passam de trezentas calorias e não as duzentas e cinquenta e oito do aplicativo. Mas ficaram coisas importantes de fora, e uma delas você levantou e foi respondida em uma linha. Começo por ela. Você perguntou se prancha prejudica quem está com a diástase dilatada e a resposta foi que sim, junto com a sugestão de procurar por conta própria. Só que a informação decisiva não foi dita: você fazia crossfit todos os dias. O crossfit é justamente a modalidade cheia dos movimentos que pioram diástase, como abdominal completo, elevação de pernas na barra, o exercício no aparelho de extensão de tronco e tudo o que se faz com impulso. Ou seja, o problema não era a prancha isolada, era boa parte do treino. Diástase depois de cesárea não é questão estética, é a linha do meio da parede abdominal ficando frouxa, e ela costuma vir acompanhada de alteração do assoalho pélvico, que aparece como perda de urina ao pular, tossir ou espirrar, algo que ninguém te perguntou. Isso tem tratamento e quem cuida é fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico, com avaliação presencial. Vale muito procurar, porque treinar por cima de uma diástase durante meses tende a afastá la ainda mais. O segundo ponto é o anticoncepcional. Você perguntou se tirar o adesivo traria melhora e ouviu que sim, certamente, para o corpo e para a vida. Eu não iria tão longe. É verdade que o componente estrogênico causa alguma retenção de líquido em parte das mulheres, e é possível que parte do inchaço noturno que você descreveu viesse dali. Mas contracepção é decisão médica e individual, e vale destacar duas coisas práticas que ficaram sem menção. A primeira é que existe um intervalo entre parar o adesivo e colocar o dispositivo, e nesse intervalo não há proteção contra gravidez. A segunda é sobre o próprio dispositivo de cobre: ele costuma aumentar o volume do sangramento menstrual e as cólicas, principalmente no primeiro ano. Numa mulher que está em restrição calórica e cuja dieta tem pouca carne vermelha, isso significa risco real de queda de ferro. Peça hemograma com ferritina alguns meses depois de colocar, e repita se aparecer cansaço, falta de ar ao esforço, queda de cabelo ou unha quebradiça. Aliás, exames em geral. Logo no primeiro dia te disseram para fazer, você não fez, e o assunto não voltou mais. Alguém que se queixa de retenção, de mudança de humor forte quando restringe comida e de dificuldade para emagrecer merece pelo menos função da tireoide com TSH e T quatro livre, hemograma com ferritina, glicemia com insulina e vitamina D. São exames simples e baratos, e se algum deles estiver alterado nenhuma dieta resolveria sozinha. Sobre os três quilos em dezesseis dias, eu quero te dar uma leitura mais honesta do que a que você recebeu. Você foi parabenizada, e merece mesmo, porque manteve noventa por cento de adesão numa semana em que as academias fecharam. Mas uma parte grande daqueles três quilos foi água, não gordura. Quando o carboidrato cai, o corpo esvazia o glicogênio, e cada grama de glicogênio carrega água junto, o que dá uma queda rápida na balança nos primeiros dez a quinze dias e depois desacelera. Somando a saída do adesivo, que também desincha, dá para explicar quase tudo sem gordura nenhuma. Digo isso não para diminuir o resultado, e sim porque quem não sabe disso costuma se assustar e desanimar exatamente no segundo mês, quando a balança para. Gordura sai devagar, algo entre meio quilo por semana, e é isso que se deve esperar. Duas notas sobre alimentação. A primeira é que você relatou diarreia e vômito depois do produto lácteo do lanche, e isso foi tratado só como troca de item. Se episódios assim se repetem com leite, iogurte ou proteína do soro, o nome provável é intolerância à lactose, que é comum e se investiga com facilidade. E repare que a sua dieta ficou apoiada em iogurte e proteína do soro, então descobrir isso muda o desenho todo. A segunda é sobre a aveia que travava na garganta: a sugestão da panqueca foi boa, e outra saída simples é deixar a aveia de molho no iogurte na noite anterior, porque ela amolece e fica fácil de comer. Por fim, o que ninguém retomou e que era a pergunta mais certeira do tópico. O Locemar perguntou logo no começo se você fazia só crossfit e nunca recebeu resposta, e a partir dali só se falou de comida. Com um metro e cinquenta e um e sessenta e cinco quilos, o que vai mudar o seu corpo não é apenas secar, é ter músculo por baixo. Nessa altura, poucos quilos de massa magra transformam a silhueta. Crossfit todos os dias, mais trinta minutos de esteira todo dia, mais treino intervalado em casa, para quem tinha dois meses de treino, é volume alto demais e sem nenhum dia de descanso na semana, e descanso é quando o corpo se recupera. Eu trocaria parte disso por dois ou três dias de musculação com progressão de carga anotada, começando pelos básicos de perna e costas, e deixaria pelo menos um dia livre. Vai render mais e machucar menos. E uma palavra final sobre o encerramento. O acompanhamento acabou porque uma atualização não veio no dia marcado, em abril de dois mil e vinte, que foi justamente quando a vida de todo mundo virou de cabeça para baixo. Se você chegou a ler isso, não deixe que aquele ponto final tenha sido o seu. Você começou bem, entendeu a lógica da contagem e foi honesta sobre as próprias dificuldades, e isso é a parte difícil. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda para evolução de shape
flaviohonorato3, seu tópico ficou sem nenhuma resposta e vale a pena resgatá lo, porque o problema que você descreve tem uma explicação bem concreta e ela está dentro do que você mesmo escreveu. Você declarou três mil e duzentas calorias, com quatrocentos gramas de carboidrato, cento e sessenta de proteína e cento e sete de gordura. Só que os alimentos que você listou logo abaixo não chegam nesse número. Somando o que está ali, setenta gramas de tapioca, três ovos e uma colher de azeite no café, uma banana com quarenta gramas de aveia, cento e cinquenta gramas de arroz com cem gramas de frango no almoço, mais três ovos à tarde, o jantar repetindo o almoço e a ceia com hipercalórico e pasta de amendoim, o total fica em torno de duas mil e trezentas calorias. O carboidrato real está mais perto de duzentos e quarenta gramas do que de quatrocentos, e a gordura, perto de sessenta e cinco e não de cento e sete. A proteína é a única que está razoavelmente perto do que você anotou, ao redor de cento e quarenta gramas, e essa parte você acertou, inclusive na distribuição ao longo do dia. Isso muda tudo. Duas mil e trezentas calorias para um homem de vinte e oito anos, um metro e setenta e seis e oitenta e um quilos, que treina e vem de dois anos de crossfit, não é superávit: é manutenção ou até um pouco abaixo dela. Ou seja, você passou um ano tentando ganhar volume comendo o suficiente apenas para ficar onde está. Não é o seu corpo que não responde, é a conta que nunca foi feita de verdade. Antes de mudar qualquer outra coisa, pese os alimentos por alguns dias e registre num aplicativo, para trabalhar com o número real. Depois disso, aumente de forma pequena, algo como duzentas a trezentas calorias por dia, e acompanhe o peso por três ou quatro semanas antes de mexer de novo. Sobre onde acrescentar, o caminho mais fácil no seu caso é o arroz do almoço e do jantar, que estão em cento e cinquenta gramas cozidos, uma porção modesta para o seu objetivo, e o frango, que em cem gramas por refeição também é pouco. Comida de verdade rende mais do que suplemento. A propósito, a ceia com hipercalórico é a parte que eu trocaria primeiro. Esses produtos são, em sua maior parte, maltodextrina e açúcar, e custam caro pelo que entregam. Um prato normal de arroz com carne, ou leite com aveia e pasta de amendoim, faz o mesmo por menos. Duas observações sobre a estrutura da dieta. A primeira é que ela é bastante monótona, e você mesmo escreveu que come sempre os mesmos alimentos. Isso não atrapalha o ganho de músculo, mas empobrece vitaminas, minerais e fibra, e você não citou nenhuma fruta além da banana nem legume além da salada do almoço. Variar cor e tipo resolve isso sem custo nenhum. A segunda é o horário: a ceia às vinte e três horas logo depois do treino, com o café da manhã às seis, deixa uma janela longa e um sono possivelmente curto. Sono é onde a recuperação acontece, e para quem quer crescer ele conta tanto quanto a comida. Agora o ponto que mais me chamou atenção. Você pediu ajuda para melhorar o shape e detalhou a alimentação por completo, mas não escreveu uma linha sobre o treino. Não sabemos a divisão, os exercícios, as séries, as repetições, as cargas nem se há progressão. E é justamente aí que mora a maior parte da resposta para quem sai do crossfit e vai para a musculação. São estímulos diferentes: o crossfit trabalha com trabalho total e resistência, e a hipertrofia vem de perseguir aumento de carga ou de repetições nos mesmos exercícios, semana após semana, com descanso suficiente entre as séries. Muita gente faz essa transição mantendo o ritmo acelerado do treino anterior e acaba fazendo condicionamento com peso, o que não constrói volume. Se puder voltar e postar a sua divisão com as cargas atuais, dá para dar uma ajuda muito melhor. E anote essas cargas numa planilha, porque sem registro não existe como saber se houve progressão em um ano. Por fim, um item que você marcou como não: exames de sangue. Aos vinte e oito anos, sem queixa nenhuma, um hemograma, glicemia, perfil de colesterol, enzimas hepáticas, função da tireoide e vitamina D custam pouco e servem para duas coisas. Primeiro, descartar algo silencioso que atrapalhe o ganho, sendo a tireoide e a anemia as causas mais comuns. Segundo, e mais importante, criar o seu valor de referência agora, enquanto você está saudável e sem ter usado nada. Esse valor basal não tem como ser recuperado depois, e quem o tem toma decisões muito melhores mais adiante. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.