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Cláudio Chamini

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  7. Se você frequenta academias ou acompanha o mundo do fisiculturismo, já ouviu falar da Trembolona. Frequentemente tratada como o "Santo Graal" para ganhos secos e densos, ela carrega uma fama obscura. Recentemente, figuras icônicas do cenário nacional, como Léo Stronda e Renato Cariani, emitiram alertas severos sobre esta substância. Mas o que a ciência diz? Surpreendentemente, os estudos mais profundos confirmam o que a prática revelou: a trembolona é uma das drogas mais perigosas para o cérebro humano. 1. "Não é feita para humanos": A Origem VeterináriaLéo Stronda foi enfático em seu relato: a trembolona "foi erradicada da humanidade" e o que existe hoje é de origem animal ou "underground" (mercado negro). Ele está correto. A 17β-Trembolona é um esteroide anabolizante sintético originalmente desenvolvido e aprovado para uso veterinário, especificamente para aumentar a massa muscular e o apetite em gado antes do abate. Diferente da testosterona, que possui uso clínico em humanos, a trembolona não é aprovada para uso humano, e a maior parte do que circula em academias é desviada da pecuária (como o Finaplix) ou fabricada em laboratórios clandestinos sem controle sanitário. 2. O Cérebro em Colapso: "Você perde a razão"O ponto mais assustador do relato de Stronda é sobre a saúde mental. Ele descreve uma irritabilidade extrema, depressão, síndrome do pânico e pensamentos suicidas, afirmando que a droga "destrói neurônios" e faz você "perder a razão". A ciência confirma essa neurotoxicidade com dados alarmantes: Morte Neuronal: Estudos in vitro e em animais mostram que a trembolona é tóxica para os neurônios, reduzindo a viabilidade celular e induzindo apoptose (morte celular) de forma mais agressiva que a testosterona ou o stanozolol. Neurodegeneração: A trembolona interfere no desenvolvimento dos neurônios (crescimento de neuritos) e afeta a função mitocondrial, sugerindo um potencial para causar doenças neurodegenerativas a longo prazo, como Alzheimer precoce. Alterações Estruturais no Cérebro: O uso crônico de esteroides em doses suprafisiológicas está ligado ao aumento da amígdala (região ligada à agressividade e medo) e à atrofia do córtex pré-frontal (região responsável pelo controle de impulsos e tomada de decisão). Basicamente, a droga pode remodelar seu cérebro para torná-lo mais agressivo e menos capaz de controlar essa agressividade. 3. A Química da "Roid Rage" e DepressãoRenato Cariani e Léo Stronda discutem como a droga "zoa a cabeça". Bioquimicamente, a trembolona altera os sistemas de neurotransmissores fundamentais: Dopamina e Serotonina: O uso prolongado altera a sinalização de dopamina (recompensa) e serotonina (humor), o que pode levar a quadros de anedonia (incapacidade de sentir prazer) e depressão profunda, especialmente durante a abstinência. Agressividade: A famosa "roid rage" (fúria de esteroide) não é mito. A trembolona atua no hipotálamo e na amígdala, aumentando a reatividade a ameaças e comportamentos violentos. 4. O Mito do "Secar" e a Tosse da MorteMuitos buscam a trembolona porque ela "seca". De fato, ela não se converte em estrogênio (não aromatiza), o que evita a retenção de líquido comum em outros esteroides. No entanto, Léo Stronda alerta que não existe "hormônio para secar", todos são anabólicos. Além disso, os usuários enfrentam a infame "Tosse de Trembo" (Tren Cough). Trata-se de uma crise de tosse violenta e sensação de morte logo após a injeção. A ciência explica que isso ocorre quando pequenas quantidades de óleo entram na corrente sanguínea, viajando para os pulmões e desencadeando uma reação inflamatória via prostaglandinas e bradicinina, causando constrição bronquial aguda. 5. O Paradigma Profissional vs. AmadorRenato Cariani traz um contexto crucial: 90% dos atletas de fisiculturismo utilizam, mas de forma estratégica. Uso Agudo vs. Crônico: O atleta profissional experiente usa a trembolona apenas nas últimas 4 a 8 semanas antes de uma competição, pois sabe que o uso prolongado é insustentável para a saúde mental. O Erro do Amador: O perigo reside no amador que usa a droga por meses a fio ("blast and cruise"), ignorando que ela suprime severamente o eixo hormonal (HPT), podendo causar infertilidade e dependência química e psicológica. 6. O "Esteroide Vampiro"Um dado curioso e assustador da pesquisa ambiental: a trembolona é tão resiliente que seus metabólitos excretados podem se regenerar na ausência de luz. Cientistas a apelidaram de "esteroide vampiro", pois ela se degrada na luz, mas se reconstrói no escuro, contaminando a água e afetando o sistema endócrino da vida selvagem. Se ela resiste assim no ambiente, imagine o impacto cumulativo no seu organismo. ConclusãoA trembolona oferece uma troca faustiana: um físico estético a curto prazo em troca de sua saúde mental e neurológica a longo prazo. Como resumiu Léo Stronda: "Não tomem. A trembolona faz você perder a razão". Se você não é um atleta profissional prestes a subir no palco do Mr. Olympia, o risco de danos cerebrais permanentes, agressividade descontrolada e depressão severa não vale o resultado estético. Isenção de responsabilidade: Este artigo tem fins informativos e baseia-se em relatos e pesquisas científicas. O uso de esteroides anabolizantes sem prescrição médica é ilegal e perigoso. Fontes de consulta: AMERICAN CHEMICAL SOCIETY. 17β-Trenbolone. Molecule of the Week Archive, 31 dez. 2013. Disponível em: https://www.acs.org/molecule-of-the-week/archive/t/trenbolone.html. Acesso em: [Data atual]. CHISARI, Mario G. et al. Anabolic–Androgenic Steroids and Brain Damage: A Review of Evidence and Medico-Legal Implications. Forensic Sciences, v. 5, n. 3, p. 31, 2025. CORTES DO FLOW [OFICIAL]. Léo Stronda RELATA como QUASE SE FUD3U com TR3MB0L0N4. YouTube, 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=video_id. Acesso em: [Data atual]. FLOW PODCAST. LEO STRONDA + RENATO CARIANI - Flow #353. YouTube, 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tpmg-PNUa9Q. Acesso em: [Data atual]. KAUFMAN, Marc J. et al. Brain and Cognition Abnormalities in Long-Term Anabolic-Androgenic Steroid Users. Drug and Alcohol Dependence, v. 152, p. 47–56, 1 jul. 2015. PIACENTINO, Daria et al. Anabolic-androgenic Steroid use and Psychopathology in Athletes. A Systematic Review. Current Neuropharmacology, v. 13, n. 1, p. 101–121, jan. 2015. PIATKOWSKI, Timothy et al. Examining the association between trenbolone, psychological distress, and aggression among males who use anabolic-androgenic steroids. International Journal of Drug Policy, v. 134, 104636, dez. 2024. POMARA, Cristoforo et al. Neurotoxicity by Synthetic Androgen Steroids: Oxidative Stress, Apoptosis, and Neuropathology: A Review. Current Neuropharmacology, v. 13, n. 1, p. 132–145, jan. 2015. SCARTH, Morgan; BJØRNEBEKK, Astrid. Androgen abuse and the brain. Current Opinion in Endocrinology & Diabetes and Obesity, v. 28, n. 6, p. 604–614, 22 set. 2021. TALABAKI, Homa et al. Neuropsychiatric manifestations due to anticholinergic agents and anabolic steroids ingestion: A case series and literature review. Neuropsychopharmacology Reports, v. 44, n. 3, p. 540–544, set. 2024. TORPSTRÖM, Eetu. Anabolic steroids and brain health. Dopinglinkki, 14 ago. 2024. Disponível em: https://dopinglinkki.fi/en/info-bank/other-information/anaboliset-steroidit-ja-aivoterveys/. Acesso em: [Data atual]. TRENBOLONE. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2024. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Trenbolone. Acesso em: [Data atual]. TRENBOLONE acetate. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2024. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Trenbolone_acetate. Acesso em: [Data atual]. TRENBOLONE hexahydrobenzylcarbonate. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2024. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Trenbolone_hexahydrobenzylcarbonate. Acesso em: [Data atual]. YARROW, Joshua F. et al. 17β-Hydroxyestra-4,9,11-trien-3-one (trenbolone) exhibits tissue selective anabolic activity: effects on muscle, bone, adiposity, hemoglobin, and prostate. American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism, v. 300, n. 4, p. E650–E660, abr. 2011.
  8. fisiculturismo reputou uma resposta no tópico: Preciso de ajuda para emagrecer
  9. Por décadas, a pirâmide alimentar que influenciou o mundo inteiro tinha uma mensagem clara: coma muitos carboidratos, evite gordura. Agora, os Estados Unidos estão oficialmente virando essa lógica de cabeça para baixo. As Diretrizes Dietéticas Americanas 2025–2030 marcam a maior mudança nutricional do país em quase 50 anos, recolocando proteínas e alimentos integrais no centro do prato — e encerrando a “guerra” contra gorduras naturais. Com base na pesquisa anexa, publicada após a revisão oficial conduzida pelo Departamento de Agricultura (USDA) e pelo Departamento de Saúde (HHS), esta mudança não é apenas estética. Ela representa uma ruptura científica, política e cultural . O que motivou essa virada histórica?Os próprios órgãos federais reconhecem um dado alarmante: cerca de 90% dos gastos com saúde nos EUA estão ligados a doenças crônicas associadas à alimentação, como obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica . Segundo o relatório, o crescimento dessas doenças coincidiu historicamente com as diretrizes adotadas a partir de 1980 — e reforçadas pela famosa pirâmide alimentar de 1992 — que incentivavam: 6 a 11 porções diárias de grãos, substituição de gorduras naturais por óleos vegetais industriais, redução drástica de carnes e laticínios integrais. O resultado? Menos gordura saturada no prato, mas mais carboidratos refinados, mais óleos de sementes e mais ultraprocessados — sem a prometida melhora na saúde populacional . A nova lógica do prato: comida de verdade no centroA revisão de 2025–2030 abandona o foco exclusivo em nutrientes isolados (calorias, gordura total, colesterol) e adota uma filosofia clara: “Real Food” — comida de verdade. Na prática, isso significa priorizar: alimentos integrais, alta densidade nutricional, mínimo processamento industrial. A nova pirâmide — muitas vezes descrita como invertida — traz três pilares centrais. 1. Proteína vira o macronutriente âncoraA mudança mais contundente é o destaque à proteína. As novas diretrizes recomendam 1,2 a 1,6 g de proteína por quilo de peso corporal por dia, um valor bem acima do que era implicitamente estimulado antes . Na prática: todas as refeições devem conter uma fonte relevante de proteína; cafés da manhã baseados apenas em pães e cereais perdem espaço; ovos, carnes, aves, peixes, laticínios integrais, leguminosas e nozes são explicitamente valorizados. A justificativa é metabólica: proteína aumenta saciedade, preserva massa magra e reduz o consumo excessivo de calorias ao longo do dia — conceito conhecido como alavancagem proteica . 2. Gorduras naturais deixam de ser vilãsOutro ponto central da nova diretriz é a reabilitação das gorduras naturais, especialmente quando fazem parte de alimentos integrais. Pela primeira vez em décadas, documentos oficiais citam como opções aceitáveis: manteiga, sebo bovino, azeite de oliva, óleo de abacate, laticínios integrais. A principal mudança não é apenas “liberar gordura”, mas diferenciar gordura natural de gordura industrial. Óleos de sementes refinados (soja, milho, canola), ricos em ácido linoleico, passam a ser vistos com cautela devido a possíveis efeitos inflamatórios quando consumidos em excesso . Em outras palavras: o problema não é a gordura do alimento, mas o grau de processamento. 3. Grãos e ultraprocessados perdem protagonismoOs carboidratos não desaparecem, mas mudam radicalmente de status: grãos deixam de ser a base da dieta; a recomendação cai para 2 a 4 porções diárias, e apenas na forma integral e minimamente processada; carboidratos refinados (pão branco, biscoitos, massas comuns) são desencorajados. Mais duro ainda é o posicionamento contra os alimentos ultraprocessados. A recomendação é clara: evitar. Produtos com aditivos artificiais, corantes, açúcares adicionados e adoçantes não nutritivos deixam de ser considerados compatíveis com uma alimentação saudável . Por que isso reacende um debate global?Essa mudança coloca os EUA em rota de colisão com diretrizes tradicionais de entidades como a Organização Mundial da Saúde, que ainda defendem a substituição de gorduras saturadas por óleos vegetais. Ao mesmo tempo, aproxima os americanos de abordagens já adotadas em países como o Brasil, que priorizam o grau de processamento dos alimentosem vez da simples contagem de macronutrientes . O resultado é um debate internacional intenso — mas inevitável — sobre o fracasso do modelo alimentar do final do século XX. O que essa mudança sinaliza para o futuro?As novas diretrizes americanas não são apenas uma atualização técnica. Elas representam: o reconhecimento oficial de que medo de gordura e excesso de carboidratos não resolveram a crise de saúde; a valorização de padrões alimentares mais ancestrais e menos industrializados; um convite global para repensar o que realmente significa “comer saudável”. Se essa experiência vai reduzir obesidade e doenças metabólicas em larga escala, só o tempo dirá. Mas uma coisa já é clara: a pirâmide alimentar clássica ficou no passado — e, com ela, a ideia de que gordura natural é o inimigo número um da saúde. Fontes de consulta: ACADEMY OF NUTRITION AND DIETETICS. Statement from the Academy of Nutrition and Dietetics on the Release of the Dietary Guidelines for Americans, 2025–2030. Chicago, 2026. Disponível em: https://www.eatrightpro.org/about-us/who-we-are/public-statements/academy-statement-on-2025-2030-dgas-release. Acesso em: 15 jan. 2026. AHCA/NCAL. DHHS and USDA Release 2025–2030 Dietary Guidelines for Americans. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.ahcancal.org/News-and-Communications/Blog/Pages/DHHS-and-USDA-Release-2025-2030-Dietary-Guidelines-for-Americans-.aspx. Acesso em: 15 jan. 2026. BEAL, T.; RAMSDEN, C. The Scientific Foundation for the Dietary Guidelines for Americans 2025–2030. National CACFP Sponsors Association, 2026. Disponível em: https://www.cacfp.org/assets/pdf/The+Scientific+Foundation+for+the+Dietary+Guidelines+for+Americans%2C+2025%E2%80%932030. Acesso em: 15 jan. 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. DLA PIPER. Updated 2025–2030 Dietary Guidelines for Americans emphasize consumption of “real foods”. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.dlapiper.com/en/insights/publications/2026/01/2025-2030-dietary-guidelines-for-americans-top-points. Acesso em: 15 jan. 2026. HARVARD T. H. CHAN SCHOOL OF PUBLIC HEALTH. Dietary Guidelines for Americans 2025–2030: progress on added sugar, protein hype, saturated fat contradictions. Boston, 2026. Disponível em: https://nutritionsource.hsph.harvard.edu/2026/01/09/dietary-guidelines-for-americans-2025-2030/. Acesso em: 15 jan. 2026. METABOLIC MIND. For Clinicians. 2026. Disponível em: https://www.metabolicmind.org/for-clinicians/. Acesso em: 15 jan. 2026. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. WHO updates guidelines on fats and carbohydrates. Genebra, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news/item/17-07-2023-who-updates-guidelines-on-fats-and-carbohydrates. Acesso em: 15 jan. 2026. PAGE, A. Dietary Guidelines for Americans 2025–2030. Medium, 2026. Disponível em: https://medium.com/@aydapage/dietary-guidelines-for-americans-2025-2030-eaec593aa258. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE (USDA). Dietary Guidelines for Americans 2025–2030. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.dietaryguidelines.gov/. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE (USDA). Kennedy, Rollins Unveil Historic Reset of U.S. Nutrition Policy. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.usda.gov/about-usda/news/press-releases/2026/01/07/kennedy-rollins-unveil-historic-reset-us-nutrition-policy-put-real-food-back-center-health. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES (HHS). Fact Sheet: Trump Administration Resets U.S. Nutrition Policy. Washington, DC, 2026. Disponível em: https://www.hhs.gov/press-room/fact-sheet-historic-reset-federal-nutrition-policy.html. Acesso em: 15 jan. 2026. UNITED STATES GOVERNMENT. Eat Real Food. 2026. Disponível em: https://www.realfood.gov/. Acesso em: 15 jan. 2026. ZOË HARCOMBE. The 2025–2030 Dietary Guidelines for Americans. 2026. Disponível em: https://www.zoeharcombe.com/2026/01/the-2025-2030-dietary-guidelines-for-americans/. Acesso em: 15 jan. 2026.
  10. Cláudio Chamini reputou uma resposta no tópico: Preciso de ajuda para emagrecer
  11. Boa evolução, sim. Visualmente já deu uma boa enxugada, principalmente em cintura e posterior. Peso às vezes engana mesmo, ainda mais treinando inferior pesado — dá pra perder gordura e segurar/ganhar massa ao mesmo tempo. Agora é não mexer no que está funcionando. Constância > pressa. Se começar a inventar moda, trava tudo de novo. Segue firme, atualiza com calma e deixa o corpo responder. 👊
  12. fisiculturismo reputou uma resposta no tópico: POKOYO: RELATO DE UM COROA NATURAL
  13. fisiculturismo reputou uma resposta no tópico: POKOYO: RELATO DE UM COROA NATURAL
  14. Com 16 anos ainda pode crescer um pouco, sim. Mas não existe truque mágico pra sair de 1,75 pra 1,80 se a genética não ajudar. O que realmente influencia: Genética (altura dos pais pesa muito) Sono (8–9h todo dia, sem virar noite) Alimentação decente (proteína suficiente, cálcio, vitaminas) Treinar certo (musculação não “trava” crescimento, isso é mito) Postura (muita gente “ganha” 1–2 cm só parando de andar torta) O que não funciona: Exercício milagroso Alongamento prometendo crescer 5 cm Suplemento pra altura Hormônio (ainda mais com 16 anos, esquece) Se suas cartilagens ainda não fecharam, pode ganhar mais 1–3 cm naturalmente. Se já fecharam, acabou. Simples assim. Foca em saúde, treino bem feito e aceita o que o corpo entrega. Altura não define físico bonito nem performance. Opiniões aqui não substituem acompanhamento profissional e podem conter erros.
  15. 2026 começou com tudo? A regra é simples, quanto mais colorido o prato, maior a diversidade de nutrientes!
  16. Você treina, tenta comer melhor, mas parece que seu corpo travou na casa dos 20% de gordura corporal. Você não está exatamente gordo, mas definitivamente não está definido. A boa notícia? O problema não é preguiça ou falta de esforço. O problema é a falta de um sistema estruturado. Muitos homens perseguem o ideal de 8% a 10% de gordura corporal, mas a verdade (dita por quem vive isso) é que manter um dígito de gordura é um trabalho em tempo integral, exigindo fome constante e cardio interminável. O "ponto ideal" (sweet spot) para a maioria dos homens com emprego, família e vida social é 12% de gordura corporal. É aqui que você parece atlético, as roupas caem bem, você tem definição muscular, mas ainda consegue viver. Se você quer sair dos 20% e chegar aos 12% de forma definitiva, você precisa dominar estes 4 pilares fundamentais. 1. O plano de treino: priorize músculos, não apenas queima calóricaO erro número um de quem quer secar é focar apenas no cardio. Muitos pensam: "Preciso emagrecer, vou começar a correr". O problema é que o cardio excessivo sem musculação gera um ciclo perigoso: ele aumenta muito a fome, você come mais e volta à estaca zero. Além disso, corredores de longa distância muitas vezes acabam "falsos magros" (pouca gordura, mas nenhuma massa muscular). Para manter 12% de gordura a longo prazo, você precisa de músculos. O tecido muscular mantém seu metabolismo acelerado mesmo em repouso. Para isso, o ideal é treino de força (musculação) de 3 a 4 vezes por semana. Foque em exercícios compostos e em ficar mais forte. Isso é suficiente para 99% das pessoas construírem um físico estético. 2. Nutrição: déficit calórico pequeno e proteína altaNão tente passar fome. Se o seu plano nutricional é sofrível desde o dia 1, você não vai aguentar por muito tempo. E lembre-se: se você não consegue sustentar o plano, não conseguirá sustentar o resultado. O déficit: crie um déficit calórico pequeno e moderado. A perda de gordura deve ser lenta para preservar sua massa muscular. A proteína: mantenha a proteína em aproximadamente 2,2g por quilo de peso corporal (ou 1g por libra). Por que? A proteína te mantém saciado, ajuda na recuperação e na construção muscular. Suplementação: não complique. Você não precisa de queimadores de gordura ou BCAAs caros. Foque no básico: Creatina (5g/dia) e Whey Protein (se precisar bater a meta de proteínas). 3. O protocolo de cardio: baixa intensidade é reiAqui está um conceito contra-intuitivo: quando o objetivo é baixar gordura e você está em déficit calórico, evite excesso de treinos de alta intensidade (como CrossFit pesado, HIIT ou treinos estilo militar). Esses treinos geram muita fadiga sistêmica e aumentam drasticamente o apetite. É muito fácil "comer de volta" as 400 calorias que você queimou no treino porque você saiu de lá morrendo de fome. A estratégia: priorize o Cardio de Estado Estacionário (LISS). Caminhadas, bicicleta em ritmo moderado, etc. Isso queima calorias sem destruir suas articulações, sem prejudicar sua recuperação do treino de pernas e, principalmente, sem disparar sua fome. Use o cardio como uma ferramenta de ajuste fino, não como a base do seu emagrecimento. 4. A fase de manutenção (dieta reversa)Você chegou aos 12%. Parabéns! E agora? A maioria para de seguir o plano e recupera o peso. Ao atingir seu objetivo, você não é a mesma pessoa de antes. Seu corpo está menor e seu metabolismo adaptado. Você precisa fazer uma transição chamada "Dieta Reversa". Aumente suas calorias lentamente até atingir o nível de manutenção. Mantenha esse peso por um tempo para seu corpo se acostumar com a nova composição. Quando inserir o HIIT? Somente agora, na fase de manutenção, quando você já está comendo mais calorias, é o momento ideal para inserir treinos de alta intensidade (HIIT, lutas, aulas funcionais) se você quiser melhorar seu condicionamento físico. Fazer isso durante o déficit severo é pedir para andar um passo para frente e dois para trás. ConclusãoChegar a 12% de gordura corporal não exige que você se torne um monge ou um atleta olímpico. Exige inteligência. Troque o excesso de esforço aleatório por um sistema de treino de força consistente, dieta rica em proteínas sem radicalismo e cardio controlado. É assim que você conquista — e mantém — o físico que deseja. Fontes de consulta ROGERS, Max. Stuck at 20% bodyfat? Here’s how to drop to 12%. YouTube, 17 dez. 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8wuJd4Qo68Y. Acesso em: 27 dez. 2025.
  17. Hormônio em frango de granja é mito?
  18. Treinar em jejum é uma prática adotada por quem busca melhorar a sensibilidade à insulina, otimizar o uso de gordura como fonte de energia ou simplesmente porque se sente melhor treinando com o estômago vazio. Porém, um efeito colateral comum e pouco discutido é o mau hálito. O mau hálito associado ao jejum tem explicações fisiológicas claras. O jejum prolongado reduz a produção de saliva, e a saliva é um mecanismo essencial de defesa bucal. Ela dilui resíduos, controla o pH e limita o crescimento bacteriano. Quando a produção diminui, a boca fica seca e as bactérias que produzem compostos sulfurosos ganham espaço, favorecendo o mau odor. Além disso, durante o jejum e especialmente em dietas com baixo consumo de carboidratos, o corpo aumenta a produção de corpos cetônicos, usados como fonte alternativa de energia. Esses compostos, como o acetona, podem ser eliminados pela respiração e conferem ao hálito um cheiro característico, descrito como adocicado ou metálico. Esse fenômeno é chamado de hálito cetônico. Outro fator é a desidratação. Treinos intensos aumentam a perda de água pelo suor. Se o praticante não se hidrata adequadamente antes e depois do treino em jejum, a redução extra de saliva intensifica a halitose. Apesar disso, o mau hálito não é inevitável. Pequenas mudanças de rotina ajudam a controlar o problema. Hidratação adequada é a estratégia mais eficaz. A ingestão de água estimula a produção salivar e reduz a concentração de compostos malcheirosos na cavidade oral. Manter boas práticas de higiene bucal — incluindo escovação, uso de fio dental e limpeza da língua — também reduz a carga bacteriana. Para quem segue protocolos rígidos de jejum, evitar jejuns excessivamente longos ou considerar pequenas quantidades de água e eletrolitos antes do treino pode ajudar. Em pessoas que seguem dietas cetogênicas ou low-carb, o hálito cetônico pode permanecer por mais tempo, mesmo com boa higiene. Nesse caso, o odor tende a diminuir quando o corpo se adapta completamente ao estado metabólico da dieta. Treinar em jejum não é prejudicial por si só, mas conhecer seus efeitos colaterais ajuda o praticante a ajustar sua rotina para ter melhor desempenho, saúde bucal e convivência social. REFERÊNCIAS COLGATE. Ketosis Breath: When Your Diet Affects Your Oral Health. Disponível em: https://www.colgate.com.br/oral-health/adult-oral-care/ketosis-breath-when-your-diet-affects-your-oral-health. Acesso em: 4 dez. 2025. DENTAL CARE OP. The Oral Health Implications of Intermittent Fasting and Keto Diets. Disponível em: https://dentalcareop.com/the-oral-health-implications-of-intermittent-fasting-and-keto-diets/. Acesso em: 4 dez. 2025. EMC. Causes and Ways to Overcome Bad Breath When Fasting. Disponível em: https://www.emc.id/en/care-plus/causes-and-ways-to-overcome-bad-breath-when-fasting. Acesso em: 4 dez. 2025. VITAT. Mau hálito após o treino: causas e prevenção. Disponível em: https://vitat.com.br/mau-halito-apos-o-treino/. Acesso em: 4 dez. 2025. Mau hálito por jejum.mp4
  19. Durante muito tempo, a indústria fitness nos fez acreditar que entrar em forma é algo extremamente complicado. Treinos longos, dietas restritivas, suplementos caros e uma infinidade de “segredos” que mudam a cada nova moda. Mas a verdade é que ficar forte e definido é muito mais simples do que parece. Recentemente, um post nas redes sociais levantou um ponto importante: não é preciso treinar seis dias por semana, passar duas horas por dia na academia, seguir dietas radicais ou consumir dezenas de suplementos para ter resultados reais. E essa mensagem tocou muitas pessoas, gerando uma pergunta essencial: A resposta é direta: complexidade. A confusão não é acidentalA indústria fitness movimenta bilhões de dólares todos os anos. E ela cresce porque as pessoas continuam procurando por atalhos. Quanto mais confuso tudo parece, mais produtos são vendidos. A lógica é simples: Se você acredita que é complicado demais, você sente que precisa de ajuda constante, e acaba comprando suplementos, métodos milagrosos e programas que prometem resultados rápidos. Muitas pessoas também preferem acreditar que é complicado porque isso valida suas próprias desculpas. Afinal, se fosse simples, por que ainda não estou em forma? Mas a realidade é dura e libertadora ao mesmo tempo: O que realmente importa para ficar forteAo contrário do que muita gente acredita, para conquistar força, definição e boa forma, você precisa focar em pouquíssimos pilares fundamentais. E o melhor: tudo isso pode ser feito com apenas algumas horas por semana. Os resultados de verdade vêm de: Treinamento consistente, não exaustivo Progressão ao longo do tempo, não fórmulas mágicas Alimentação simples e sustentável, não dietas extremas Disciplina, não motivação passageira Nada de truques. Nada de modinhas. Por que tanta gente fica presa no lugar?Nos primeiros anos de academia, a maioria das pessoas passa exatamente pela mesma situação: excesso de informações, opiniões contraditórias, métodos diferentes a cada semana e uma avalanche de promessas de resultados rápidos. Isso gera: Frustração Estagnação Gastos desnecessários E, muitas vezes, desistência Enquanto isso, os princípios básicos — aqueles que realmente funcionam — ficam de lado. Resultados reais não precisam de atalhosA indústria quer vender a ilusão de que você precisa da “nova fórmula”, do “novo suplemento” ou do “novo método secreto”. Mas a verdade é que o progresso vem do básico bem feito: Treinar com inteligência Comer de forma equilibrada Dormir bem Repetir isso por tempo suficiente Não existe novidade nisso — e justamente por isso funciona. Conclusão: simples não é fácil, mas funcionaFicar em forma é simples, mas isso não quer dizer que seja fácil. Requer constância, paciência e compromisso. O problema é que isso não dá dinheiro para a indústria como um novo produto revolucionário dá. Se você parar de procurar atalhos e começar a investir nos fundamentos, pode conquistar: Mais força Melhor estética Mais saúde E resultados duradouros Tudo isso sem depender de promessas vazias. Fontes de consulta AVERAGE TO JACKED. Unfortunately, Fitness Really Is This Simple. YouTube, [s.d.]. Disponível em: <https://youtu.be/4XH3jADQF7c>. Acesso em: 27 nov. 2025.
  20. Não é “implicância de marombeiro”. Hoje existem estudos mostrando que mexer no smartphone antes ou durante a musculação aumenta a fadiga mental, diminui a intensidade, reduz o número de repetições e até piora o equilíbrio. Na prática: você sente mais cansaço com menos carga, erra mais a técnica e acumula menos volume de treino ao longo das semanas. Como o celular atrapalha na musculação Aumenta a fadiga mental Passar 20–30 minutos nas redes sociais antes do treino sobrecarrega o cérebro com informação. Isso gera fadiga mental, que aumenta a percepção de esforço e faz você “arregar” antes: menos séries, menos repetições, menos progresso. Diminui a intensidade do treino Quando o treino vira “série + WhatsApp + Instagram”, você alonga demais os intervalos, perde o “ritmo” e a densidade do treino cai. Estudos com esteira e bike mostram que usar o celular para falar ou mandar mensagem aumenta o tempo em baixa intensidade e reduz o tempo em intensidade alta. Em musculação, isso significa menos estímulo para hipertrofia. Piora a técnica e aumenta o risco de lesão Dividir atenção entre tela e peso compromete postura, equilíbrio e coordenação. Já foi mostrado que digitar ou falar ao telefone durante o exercício reduz bastante a estabilidade. Em exercícios como agachamento, levantamento terra ou supino pesado, qualquer distração aumenta o risco de falhas feias e lesões. Rouba tempo de treino O problema não é só “olhar rapidinho”. Somando micro-pausas, muita gente passa mais tempo sentado mexendo no celular do que treinando de fato. O resultado é um treino arrastado, de baixa qualidade, que não condiz com o tempo total que você passou na academia. Mantém você mais sedentário fora da academia Revisões científicas mostram que o uso excessivo de smartphone se associa a menos atividade física diária e mais comportamento sedentário. Ou seja: não é só no treino. Horas de rolagem de feed significam menos passos, menos gasto calórico e pior composição corporal ao longo do tempo. Quando o celular pode ajudar O vilão não é o aparelho, é o uso. O celular pode ser útil se você usar de forma estratégica: Modo não perturbe ou avião durante o treino. Usar só para: tocar música ou podcast; controlar tempo de intervalo; registrar treino (carga, séries, repetições); filmar a execução e analisar depois, sem ficar revendo na hora. Checar mensagens apenas antes do treino e, no máximo, em uma pausa planejada no meio da sessão, sem estourar o tempo de descanso. Checklist prático para tirar o celular do centro do treino Defina o objetivo da sessão (força, hipertrofia, manutenção). Ao entrar na academia, coloque o celular em modo não perturbe. Use um app simples de cronômetro para controlar intervalos (ex.: 60–90 segundos). Se precisar filmar execução, grave rápido e guarde para assistir fora da série. Combine consigo mesmo: redes sociais, só depois do banho e da refeição pós-treino. Perguntas frequentes “Olhar o celular só nos intervalos atrapalha mesmo?” Sim, se você perde o tempo de descanso. Intervalos muito longos quebram o planejamento do treino, reduzem a fadiga mecânica acumulada e diminuem o estímulo para força e hipertrofia. Se for usar, mantenha o intervalo cronometrado. “Usar o celular antes do treino faz diferença?” Faz. Estudos com redes sociais mostram que cerca de 30 minutos de uso intenso antes da musculação já reduzem o volume de repetições. O ideal é, pelo menos nos 20–30 minutos que antecedem o treino, sair das redes e começar a “entrar no modo treino”. “Ouvir música no celular prejudica ou ajuda?” Ouvir música, sem ficar mexendo na tela, tende a ajudar. Pesquisas mostram que música pode aumentar velocidade, frequência cardíaca e sensação de prazer no exercício. O problema não é a música, é quando você passa a trocar de playlist o tempo todo, responder mensagens e perder o foco. “E se eu precisar do celular por causa de trabalho ou família?” Nesse caso, deixe apenas chamadas importantes liberadas e mantenha todas as outras notificações bloqueadas. Você continua disponível para emergências, mas não vira refém de cada vibração ou mensagem. “Quanto tempo de uso já começa a prejudicar o treino?” Não existe número mágico, mas a combinação de 20–30 minutos de redes sociais antes + uso constante entre as séries já foi suficiente, em estudos, para reduzir volume de treino, intensidade e equilíbrio. Na prática: quanto mais pesado for o treino, menos o celular deveria aparecer. Resumindo: se o seu shape não anda, talvez o problema não seja o treino nem a dieta, e sim o celular no bolso. Treino de musculação sério exige presença, concentração e continuidade. Use o celular como ferramenta, não como distração. Referências DOMINSKI, Fábio. Usar o celular atrapalha o treino? Descubra! TecMundo, 13 dez. 2023. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/274905-usar-celular-atrapalha-o-treino-descubra.htm. Acesso em: 26 nov. 2025. NUNES, Eduardo. Como o uso do celular pode atrapalhar na atividade física? Terra / Sport Life, 18 jun. 2021. Disponível em: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/autocuidado/como-o-uso-do-celular-pode-atrapalhar-na-atividade-fisica,b24f80445686a4ff96f2a188e9ad5188drwi8s01.html. Acesso em: 26 nov. 2025. OLIVEIRA, Gabriel. Uso de celular na academia pode prejudicar treinos. Ge Globo, 31 maio 2024. Disponível em: https://ge.globo.com/eu-atleta/treinos/noticia/2024/05/31/uso-de-celular-na-academia-pode-prejudicar-treinos.ghtml. Acesso em: 26 nov. 2025. REBOLD, Michael J. et al. The impact of cell phone texting on the amount of time spent exercising at different intensities. Computers in Human Behavior, v. 55, p. 167-171, 2016. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0747563215301369. Acesso em: 26 nov. 2025. REDAÇÃO. Usar celular na academia pode prejudicar os ganhos? Entenda. Ativo, 7 jun. 2024. Disponível em: https://www.ativo.com/usar-celular-na-academia-pode-prejudicar-os-ganhos-entenda/. Acesso em: 26 nov. 2025. ZAGALAZ-SÁNCHEZ, María Luisa et al. Mini review of the use of the mobile phone and its repercussion in the deficit of physical activity. Frontiers in Psychology, v. 10, 2019. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2019.01307/full. Acesso em: 26 nov. 2025. Academia Old School.mp4
  21. A carne vermelha não é vilã. Quando falamos de saúde e desempenho, o problema real está muito mais nos processados (salsicha, nuggets, hambúrguer ultraprocessado, embutidos cheios de aditivos) do que na carne fresca em si. A carne vermelha fresca é um alimento denso em nutrientes: entrega vitamina B12 ativa, ferro heme, zinco, creatina, carnitina, taurina, além de compostos como DHA e vitamina K2 na forma MK-4 (especialmente em vísceras e carnes de ruminantes). Esses nutrientes são fundamentais para cérebro, músculos, performance nos treinos, sistema imune e saúde metabólica. E a forma como eles aparecem na carne é altamente biodisponível: o corpo absorve e usa com eficiência, ao contrário de vários equivalentes vegetais, que sofrem com antinutrientes e menor absorção. Não é opinião. É fisiologia, bioquímica e dado científico: revisões recentes mostram que a carne vermelha é um alimento “nutriente-denso”, com proteína completa e micronutrientes frequentemente deficientes em populações que consomem pouca proteína animal, como ferro, zinco e B12. Excluir ou reduzir demais a carne pode piorar o aporte desses nutrientes, especialmente em crianças, mulheres em idade fértil, idosos e pessoas que treinam pesado. E o câncer? A evidência mais forte hoje é contra carnes processadas, não contra a carne fresca. Diretrizes de grandes instituições colocam a carne vermelha fresca como um alimento que pode fazer parte de uma dieta saudável, desde que consumida em quantidades moderadas, com cortes magros e dentro de um padrão alimentar equilibrado. Estudos recentes sobre carne vermelha fresca falam em aumentos de risco pequenos e com baixo nível de certeza, enquanto os benefícios nutricionais são claros, principalmente quando comparamos com dietas que praticamente não têm alimentos de origem animal. Para quem treina musculação ou fisiculturismo, a carne vermelha ainda tem outra vantagem prática: Entrega proteína completa com ótima digestibilidade. Fornece creatina, ajudando na força e no volume de treino. Fornece carnosina, taurina e outros compostos que participam do tamponamento de ácido, proteção contra estresse oxidativo e recuperação muscular. Ou seja: é muito mais difícil montar uma dieta otimizada para performance e saúde apenas com fontes vegetais. É possível? Sim. Mas exige mais planejamento, combinação de alimentos e, muitas vezes, suplementação (especialmente de B12, ferro e às vezes creatina). A carne faz esse “pacote” de forma mais simples e eficiente. O foco inteligente não é “demonizar carne”, e sim: Evitar ou minimizar carnes processadas e ultraprocessados. Priorizar cortes frescos, de boa procedência, preferindo versões mais magras no dia a dia. Ajustar a quantidade ao contexto (objetivo estético, saúde, histórico familiar, exames). Manter o restante da dieta rico em frutas, legumes, verduras e boas fontes de gordura. Em resumo: carne vermelha fresca, consumida com moderação dentro de uma dieta equilibrada, não é inimiga da saúde. Pelo contrário: é uma aliada poderosa para quem quer cérebro afiado, boa composição corporal e mais desempenho nos treinos. Já a deficiência dos nutrientes que ela fornece está claramente associada a problemas sérios – anemia, perda de massa muscular, pior função cognitiva e maior risco de adoecimento. Principais dúvidas sobre carne vermelha (e respostas diretas) “Carne vermelha faz mal para o coração?” Depende da quantidade, do corte e do resto da dieta. Excesso de carne muito gordurosa, junto com sedentarismo, tabagismo e ultraprocessados, pode piorar perfil lipídico. Já porções moderadas de cortes magros, dentro de uma dieta baseada em alimentos minimamente processados, tendem a ter um impacto neutro ou pequeno, especialmente em pessoas ativas e com boa composição corporal. “Qual a diferença entre carne fresca e carne processada?” Carne fresca é o bife, o patinho moído simples, o músculo, o contrafilé, a picanha, etc. Processada é a carne que passa por cura, defumação, adição de nitritos, muito sal, amido, gorduras adicionais e outros aditivos (salsicha, salame, presunto, hambúrguer de caixinha ultraprocessado). A evidência de aumento de risco de câncer e outros problemas é muito maior para os processados do que para a carne fresca. “Quantas vezes por semana posso comer carne vermelha?” Várias diretrizes internacionais trabalham com algo como 350–500 g de carne vermelha cozida por semana como um consumo “moderado”, o que seria algo em torno de 3 porções médias. Para atletas e fisiculturistas, às vezes a quantidade sobe, mas aí é ainda mais importante manter exames em dia, cuidar da qualidade dos cortes, da hidratação, da saúde renal e do restante da dieta. “Carne vermelha é essencial para ganho de massa muscular?” Essencial não, mas extremamente útil. Dá proteína completa, creatina, ferro e B12 em um alimento só. Dá para ganhar massa só com proteína vegetal? Dá, mas você vai precisar de volumes maiores de comida, combinação estratégica de proteínas (arroz + feijão, soja, ervilha, etc.) e provavelmente suplementar B12 e, muitas vezes, creatina. “Quem tem histórico de câncer ou doença renal deve cortar carne vermelha?” Não existe uma resposta única. Em doença renal, a questão central é o total de proteína e o estágio da doença, não apenas a carne em si. Em câncer, o enfoque costuma ser reduzir processados, controlar o total de carne vermelha e ajustar a dieta ao tratamento. Em qualquer um desses casos, a decisão deve ser tomada com médico e nutricionista, olhando exames, histórico familiar e necessidades individuais. Referências BARR, B.; LEVITT, D. E.; GOLLAHON, L. Red Meat Amino Acids for Beginners: A Narrative Review. Nutrients, v. 17, n. 6, p. 939, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.3390/nu17060939. Acesso em: 25 nov. 2025. (MDPI) BEAL, T. et al. Friend or Foe? The Role of Animal-Source Foods in Healthy and Environmentally Sustainable Diets. The Journal of Nutrition, v. 153, n. 2, p. 409-425, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.tjnut.2022.10.016. Acesso em: 25 nov. 2025. (PubMed) HICKS, T. M.; KNOWLES, S. O.; FAROUK, M. M. Global Provisioning of Red Meat for Flexitarian Diets. Frontiers in Nutrition, v. 5, 2018. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnut.2018.00050. Acesso em: 25 nov. 2025. (Frontiers) KAVANAUGH, M. et al. Considering the Nutritional Benefits and Health Implications of Red Meat in the Era of Meatless Initiatives. Frontiers in Nutrition, v. 12, 2025. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/nutrition/articles/10.3389/fnut.2025.1525011. Acesso em: 25 nov. 2025. (Frontiers) LESCINSKY, H. et al. Health Effects Associated with Consumption of Unprocessed Red Meat: A Burden of Proof Study. Nature Medicine, 2022. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41591-022-01968-z. Acesso em: 25 nov. 2025. (Nature) NATIONAL HEALTH SERVICE. Meat in your diet. 2021. Disponível em: https://www.nhs.uk/live-well/eat-well/food-types/meat-nutrition/. Acesso em: 25 nov. 2025. (nhs.uk) RUXTON, C. H. S.; GORDON, S. Animal Board Invited Review: The Contribution of Red Meat to Adult Nutrition and Health Beyond Protein. Animal, v. 18, n. 3, p. 101103, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.animal.2024.101103. Acesso em: 25 nov. 2025. (ScienceDirect) WORLD CANCER RESEARCH FUND; AMERICAN INSTITUTE FOR CANCER RESEARCH. Limit Consumption of Red and Processed Meat. Continuous Update Project Expert Report, 2018. Disponível em: https://www.wcrf.org/research-policy/evidence-for-our-recommendations/limit-red-processed-meat/. Acesso em: 25 nov. 2025. Carne vermelha-2.mp4
  22. Uma parte dessa resposta está na biologia, outra no cérebro e outra na cultura. Não existe “maldição das curvas”, mas sim uma soma de sinais que o cérebro masculino aprende a interpretar como atraentes. Curvas como sinais de saúde e fertilidade Estudos em psicologia evolutiva mostram que muitos homens tendem a achar mais atraente a mulher com relação cintura–quadril mais baixa (cintura relativamente fina em relação ao quadril). Essa proporção está associada, em média, a melhor perfil hormonal, menor risco de algumas doenças e maior probabilidade de fertilidade ao longo da vida. O cérebro aprende, ao longo da evolução, a “gostar” desses sinais, mesmo que o homem nem saiba explicar racionalmente. Formato da coluna e do “bumbum” Pesquisas também mostram que homens costumam preferir um certo grau de curvatura lombar (aquela “quebrada” natural entre costas e glúteos). Essa curvatura teria ajudado mulheres ancestrais a suportar melhor o peso da gravidez, o que, na prática, vira um “atalho visual” que o cérebro lê como corpo apto para gestar. Cérebro e recompensa Exames de imagem (fMRI) mostram que, quando homens olham para corpos ou rostos femininos que consideram muito atraentes, áreas do cérebro ligadas à recompensa, motivação e prazer são ativadas com força. Em alguns estudos, corpos com distribuição de gordura mais “curvilínea” ativam mais esses circuitos do que corpos alterados para ter menos curvas. Ou seja: não é só “opinião”, o cérebro literalmente responde de forma diferente. Cultura turbinando a biologia Ao mesmo tempo, a cultura faz “zoom” nesses sinais biológicos. Mídia, moda, cinema, redes sociais e até pornografia reforçam certos formatos de corpo como “o ideal”. Isso treina a atenção dos homens para curvas mais marcadas, cintura mais fina, glúteos redondos, etc. Mas esse ideal varia muito entre épocas e culturas, e não existe um padrão único obrigatório. Nem todo homem é igual, nem toda mulher quer ser fetichizada Mesmo com essa base biológica, a preferência individual varia muito. Há homens que gostam de mulheres mais magras, outros mais fortes, outros plus size, e assim por diante. Mais: uma coisa é a atração física rápida; outra é com quem ele escolhe se relacionar, respeitar e construir vida. Caráter, compatibilidade, valores e comunicação costumam pesar mais do que o formato do corpo em relacionamentos duradouros. Onde entra o treino, a dieta e o shape? Para quem treina musculação, é importante entender que: Genética manda muito na distribuição de gordura e no desenho das curvas. Treino e nutrição bem feitos conseguem aumentar glúteos, posterior de coxa, melhorar postura e reduzir gordura abdominal, realçando as curvas naturais. Não faz sentido colocar a saúde em risco (drogas, dietas extremas, procedimentos aleatórios) só para encaixar em um padrão que alguém inventou. O shape pode até chamar atenção, mas a forma como você se comporta, se posiciona e se cuida é o que mantém respeito e interesse de verdade. Perguntas comuns (e respostas diretas) Se eu não tenho tantas curvas, sou menos atraente para os homens? Não. Estudos mostram tendências gerais, não leis absolutas. Preferência varia demais entre indivíduos e culturas. Além disso, muitos homens priorizam rosto, conversa, inteligência, maturidade e estilo de vida tanto quanto ou mais que o corpo. Homem só pensa em corpo? Não. A atração física costuma ser a porta de entrada mais rápida, mas para relacionamento sério pesam confiança, lealdade, admiração e sintonia de valores. Quando o cara só enxerga corpo, normalmente ele só quer algo rápido – e isso diz muito mais sobre ele do que sobre você. Dá para “criar” curvas com treino e dieta, sem loucura? Dá para melhorar muito. Musculação bem estruturada (ênfase em glúteos, posterior, core) e um percentual de gordura bem controlado deixam a relação cintura–quadril visualmente mais “curvilínea”. Não vai transformar qualquer corpo em “ampulheta perfeita”, mas ajuda a destacar o melhor da sua genética com saúde. Usar anabolizantes deixa minhas curvas mais “irresistíveis”? Anabolizantes podem aumentar massa muscular e mudar a distribuição de gordura, mas à custa de efeitos colaterais sérios (voz, pele, ciclo menstrual, fígado, coração, psicológico). Não existe garantia de que o resultado agrade você, nem de que vai tornar alguém mais desejável. Usar droga pesada para tentar agradar olhar de terceiros é um péssimo negócio para a sua saúde e autoestima. Por que alguns homens parecem “perder a cabeça” quando veem curvas? Porque o sistema de recompensa e de atenção deles é ativado de forma intensa, somado à falta de autocontrole e educação emocional. A parte biológica explica a atração, mas não justifica desrespeito, assédio ou falta de limite. Autocontrole se aprende – e é obrigação do homem. Referências BOVET, J. Evolutionary theories and men’s preferences for women’s waist-to-hip ratio: which hypotheses remain? A systematic review. Frontiers in Psychology, v. 10, 2019. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2019.01221/full. Acesso em: 24 nov. 2025. (Frontiers) LEWIS, D. M. G. et al. Lumbar curvature: a previously undiscovered standard of attractiveness. Evolution and Human Behavior, v. 36, n. 5, p. 345–350, 2015. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1090513815000185. Acesso em: 24 nov. 2025. (ScienceDirect) LEWIS, D. M. G. et al. Why women wear high heels: evolution, lumbar curvature, and attractiveness. Frontiers in Psychology, v. 8, 1875, 2017. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2017.01875/full. Acesso em: 24 nov. 2025. (PubMed) LENTS, N. 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Personality and Individual Differences, v. 16, p. 123–132, 1994. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0191886994901163. Acesso em: 24 nov. 2025. (ScienceDirect) RABELO.DE. O que pra muitos homens é motivo de orgulho, pra nós mulheres é algo que passamos a [...]. Instagram: @rabelo.de, 11 mar. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/reel/DHD7jjCODvF/. Acesso em: 24 nov. 2025. (Instagram) Curvas irresistíveis.mp4
  23. A Ilusão da Igualdade Artificial: O Paradoxo do Mérito na CompetiçãoVocê já parou para refletir sobre as implicações estruturais e psicológicas de substituir o critério de mérito por cotas de resultado? No microcosmo do fisiculturismo — assim como em qualquer esfera de alta performance — a lógica competitiva é implacável e revela verdades desconfortáveis sobre a tentativa de engenharia social. Todo sistema de competição parte, inevitavelmente, de desigualdades iniciais. Diferenças genéticas, assimetrias financeiras e acesso a recursos tecnológicos compõem o cenário de qualquer disputa humana. No entanto, a integridade do esporte reside no fato de que o único critério relevante para o veredito final é a performance: a capacidade do indivíduo de entregar o melhor resultado sob as condições dadas. Quando decidimos intervir nesse sistema para conceder uma "vitória automática" ou facilitada a quem possui desvantagens iniciais, operamos uma mudança drástica: eliminamos o critério de competência e o substituímos por uma vantagem artificial. Isso não apenas altera as regras, mas corrompe a natureza ontológica da competição. Em ambientes onde a excelência é quantificável — como no fisiculturismo, onde a avaliação recai sobre volume, simetria e condicionamento —, as políticas de equalização de resultados (cotas) criam um paradoxo ético. A tentativa de forçar a igualdade no "fim da corrida" gera duas consequências sociológicas nocivas. A primeira é a percepção de injustiça por parte daquele que, pelo mérito legítimo e esforço individual, superou os desafios, mas foi preterido por uma regra externa ao jogo. A segunda, e talvez mais insidiosa, recai sobre o próprio beneficiário: a criação de um estigma de incapacidade. Como argumentam teóricos críticos das ações afirmativas baseadas em resultados, o beneficiário passa a carregar a dúvida perpétua sobre a própria competência. Seu sucesso é, aos olhos do público e talvez de si mesmo, uma concessão, e não uma conquista. Ao tentar "corrigir a largada" manipulando a "chegada", a cota sinaliza que aquele indivíduo não seria capaz de vencer por seus próprios meios. Isso conflita com o princípio basilar de que o vencedor deve ser aquele que melhor solucionou os problemas propostos pelo ambiente competitivo. Portanto, a alternativa lógica e justa não reside na manipulação do pódio. A verdadeira justiça social e desportiva está em equalizar as condições de acesso — oferecendo treino, nutrição e ferramentas na base — para que o resultado final seja uma expressão pura de talento e esforço. Alterar o placar final com base em critérios alheios ao desempenho compromete o valor da vitória e enfraquece o tecido social, transformando o mérito em uma variável secundária. Referências Bibliográficas SOWELL, Thomas. Ação Afirmativa ao Redor do Mundo: um estudo empírico. Tradução de Joubert de Oliveira Brízida. São Paulo: É Realizações, 2016. STEELE, Shelby. The Content of Our Character: A New Vision of Race in America. New York: Harper Perennial, 1991. SANDEL, Michael J. A Tirania do Mérito: o que aconteceu com o bem comum? Tradução de B. H. R. F. S. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020. COTAS no esporte_.mp4
  24. Muita gente ainda associa “voz fina” à feminilidade e estranha quando uma mulher aparece musculosa, com voz grave e traços virilizados. Isso abre espaço para piadas, comentários maldosos, desconfiança sobre “ser mulher de verdade” e até julgamento moral, como se o corpo e a voz dela fossem assunto público. Do ponto de vista médico, o uso de esteroides anabolizantes e de testosterona em doses altas pode engrossar a voz, porque aumenta a espessura das pregas vocais. Em muitas mulheres, essa mudança é parcial ou totalmente irreversível. Ou seja: mesmo parando o uso, a voz pode não voltar ao que era antes. Relatos de mulheres usuárias de esteroides mostram: Voz mais grossa, rouca ou “masculinizada”. Serem confundidas com homens ao telefone ou em atendimentos. Vergonha de falar em público, medo de julgamento e de perder oportunidades profissionais. Comentários agressivos em academia e redes sociais, como se o uso de esteroide autorizasse qualquer um a criticar sua aparência. Além disso, estudos sobre mulheres no fisiculturismo e no uso de esteroides descrevem um padrão de estigma: elas são vistas como “exageradas”, “sem noção”, “menos femininas” ou “erradas” por fugir do padrão de corpo e comportamento esperado para mulher. Não é só a voz; é o pacote inteiro: músculo, pelos, mandíbula mais marcada, mudança na pele, etc. Tudo isso vira alvo de julgamento. É importante separar as coisas: O risco físico é real: voz grossa, alteração menstrual, fertilidade, fígado, coração, pressão, entre outros. O preconceito é social: vem de normas de gênero e da dificuldade das pessoas em aceitar corpos e vozes diferentes. Se a mulher decidiu usar hormônios, o mínimo é que tenha: Acompanhamento com médico (endócrino, gineco, médico do esporte). Orientação clara sobre efeitos permanentes, inclusive na voz. Acesso a fonoaudiólogo e otorrino, caso a voz esteja incomodando ou atrapalhando trabalho e vida social. Apoio psicológico, porque a soma de colaterais físicos + julgamento externo pesa muito na saúde mental. No fim, a voz grossa não torna ninguém menos mulher. O que precisa mudar não é a voz dela, mas o olhar das pessoas sobre o corpo feminino fora do padrão. Se quiser aprofundar o assunto (principalmente se você é mulher, atleta ou pensa em usar hormônios), vale estudar os riscos, entender que alguns efeitos são irreversíveis e refletir se vale a pena trocar a saúde e a voz por um shape mais rápido. Perguntas comuns sobre o tema Toda mulher que usa esteroide vai ficar com a voz grossa? Não. O risco depende da droga, da dose, do tempo de uso e da sensibilidade individual. Mas qualquer esteroide androgênico em dose suprafisiológica aumenta o risco de engrossar a voz, principalmente se o uso for prolongado. A voz volta ao normal depois de parar com o esteroide? Na maioria dos relatos, não volta 100% ao que era antes. Em alguns casos, a mudança é leve e melhora com o tempo; em outros, a alteração é intensa e permanente. Por isso, médicos costumam alertar que voz grossa é um dos efeitos mais difíceis (ou impossíveis) de reverter. Dá para usar “dose baixa” e não engrossar a voz? Não existe dose totalmente segura para voz quando se fala de abuso estético de esteroides. Dose menor pode reduzir o risco, mas não zera. Algumas mulheres relatam mudança de voz mesmo com doses consideradas “baixas” por quem prescreve. Fonoaudiólogo consegue “afinar” a voz que engrossou com esteroide? A fonoaudiologia pode ajudar a melhorar projeção, clareza, cansaço ao falar e estratégias para usar melhor a voz. Mas, se a anatomia das pregas vocais mudou de forma importante, é limitado o quanto a voz volta a soar mais aguda. Em casos selecionados, alguns médicos avaliam cirurgia, mas não é simples nem garantido. Por que tem tanto preconceito com mulher de voz grossa? Porque muita gente ainda tem uma visão rígida de “o que é ser mulher”. Quando a voz lembra mais o padrão masculino, isso confronta essas normas. Em vez de entender isso como variação natural ou efeito de um uso de substância, muitos partem para piadas, sexualização ou desqualificação da mulher. Só quem usa esteroide fica com a voz grossa? Não. Há mulheres que têm voz naturalmente grave, ou que mudam a voz por outros motivos (alterações hormonais, doenças de laringe, cigarro, uso profissional da voz, etc.). Nem toda voz grossa tem a ver com esteroide; por isso, qualquer mudança persistente deve ser avaliada por otorrino e fonoaudiólogo. Referências (ABNT) ANABOLIZANTES e voz grossa. Revista Saúde, Londrina, 11 mar. 2016. Disponível em: https://rsaude.com.br/londrina/materia/anabolizantes-e-voz-grossa/9390. Acesso em: 24 nov. 2025. AZEVEDO, A. et al. Fatores de influência e implicações do consumo de esteroides anabolizantes. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbce/a/LnQtLJqQFV8tZLnc7d6BtcB/. Acesso em: 24 nov. 2025. BENSOUSSAN, Y. et al. Case report: the long-term effects of anabolic steroids on the female voice over a 20-year period. Clinical Otolaryngology, v. 44, n. 3, p. 493-496, 2019. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6509898/. Acesso em: 24 nov. 2025. BÖRJESSON, A.; HERMANSSON, U.; LUNDBLAD, M. Women’s experiences of using anabolic androgenic steroids. Frontiers in Sports and Active Living, v. 3, 2021. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fspor.2021.656413/full. Acesso em: 24 nov. 2025. GUIMARÃES, I. M. A. Esteroides anabolizantes em mulheres. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/2648. Acesso em: 24 nov. 2025. HAVNES, I. A. et al. Anabolic-androgenic steroid use among women. International Journal of Drug Policy, v. 88, 2021. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0955395920302164. Acesso em: 24 nov. 2025. MEDICINA UFMG. Esteroides anabolizantes: conheça seus principais efeitos colaterais. Faculdade de Medicina da UFMG, Belo Horizonte, 29 maio 2017. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/esteroides-anabolizantes-conheca-seus-principais-efeitos-colaterais/. Acesso em: 24 nov. 2025. PORTAL CFM. Anabolizantes: problema de saúde pública. Conselho Federal de Medicina, Brasília, 13 dez. 2012. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/artigos/anabolizantes-problema-de-saude-publica/. Acesso em: 24 nov. 2025. SANTANA, B. et al. Anabolic–androgenic steroid use among Brazilian women. International Journal of Substance Use, 2016. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14659891.2016.1179806. Acesso em: 24 nov. 2025. SCHWARTZMANN, G. Voz grossa pelo uso de anabolizantes tem tratamento. 2025. Disponível em: https://guilhermecatani.com.br/voz-grossa-anabolizantes-tratamento/. Acesso em: 24 nov. 2025. MindVideo_20251124095455_427.mp4

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