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TRT - Quem já fez? O que acontece quando para?

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TRT para vida toda, em continuação, sem parar.

Em média a aplicação é entre 100 mg a 125 mg por semana (a cada 7 dias)

Para se evitar o efeito montanha russa,  pode sub dividir as doses

(0,25 ml segunda e 0,25 ml na quinta)

(0,50 ml por semana) ao invés de 1 ml a cada 12 dias.

Se não há uma resposta boa em 12 dias pode ser utilizado de 10 em 10 dias.

 

Em 08/05/2014 em 15:36, Mestre disse:

TRT deve na minha opinião ser uma coisa contínua, e a interrupção deve ser mediada pelo médico responsável pelo tratamento.

 

Mas essa eh uma pergunta em que se afirmar algo nos dias atuais fica um pouco difícil, pois dá para perceber que o público em geral fora do Esporte e a Mídia ainda continuam com algumas hipocrisias de confundir TRT com ciclo e uso de Anabolizantes.

 

Após uma certa idade, o homem tem a tendência de ter sua Testosterona Natural(endógena) diminuída, e para suprir essa diminuição e colocar novamente aquele homem que passou dos 35 ou 40 anos, novamente com as taxas de Testosterona normais de um homem com idade abaixo dos 30 anos, esse homem faz uso dos mesmos medicamentos que são usados em ciclos de Anabolizantes para crescimento muscular. Pois devemos lembrar que Anabolizantes são simples medicamentos.

 

Dai se dá a confusão em confundir TRT com ciclo de Anabolizantes para crescimento muscular.

 

- Quando se fala de uso Terapêutico de Testosterona Exógena, vamos pegar por exemplo a Durateston, a dose Terapêutica da Durateston vai colocar um homem que tem deficiência de produção de Testosterona Endógena nos mesmos patamares normais de Testosterona que um homem adulto saudável com menos de 30 anos deve ter. E que varia de acordo com a indicação do médico, e que geralmente eh uma a cada 15 dias, dependendo do grau do problema do paciente.

 

- Já quando falamos do uso da mesma Durateston para uso em ciclos de Anabolizantes visando benefício físico, o normal e usual, são duas Durateston por semana. E nesse quadro, a Testosterona desse homem que faz esse tipo de uso, iria ficar bem acima da normal de um homem adulto e saudável com menos de 30 anos.

 

 

abracos colegas.

Exatamente, no ciclo são duas ampolas de durateston por semana.

Em TRT é uma ampola de durateston a cada 10 - 12 dias podendo ser doses subdivididas

Editado em por Roberto Michi

1 hora atrás, Roberto Michi disse:

TRT para vida toda, em continuação, sem parar.

Em média a aplicação é entre 100 mg a 125 mg por semana (a cada 7 dias)

Para se evitar o efeito montanha russa,  pode sub dividir as doses

(0,25 ml segunda e 0,25 ml na quinta)

(0,50 ml por semana) ao invés de 1 ml a cada 12 dias.

Se não há uma resposta boa em 12 dias pode ser utilizado de 10 em 10 dias.

 

Exatamente, no ciclo são duas ampolas de durateston por semana.

Em TRT é uma ampola de durateston a cada 10 - 12 dias podendo ser doses subdivididas

na minha cabeça faria mais sentido usar um único éster e de meia vida longa, tipo um enantato ou cipionato

  • 4 semanas depois...
  • 8 anos depois...

@Jaraqui, @Roberto Michi, este tópico é um dos mais úteis do fórum e as respostas acertaram no essencial. Mas ficou faltando a informação que separa o tratamento do que se faz por aqui, e ela responde melhor as três perguntas originais do que as respostas que apareceram.

Começo por uma correção de premissa, e ela é a mais importante.

Foi dito que, depois de certa idade, o homem tem a testosterona reduzida, e que a reposição serve para colocar quem passou dos trinta e cinco ou quarenta de volta nas taxas de um homem abaixo dos trinta. Essa é a definição de mercado, não a definição clínica.

A indicação de reposição é hipogonadismo, ou seja, deficiência confirmada. E confirmada tem um significado preciso, que é sintomas compatíveis somados a pelo menos duas dosagens de testosterona total colhidas de manhã cedo, em jejum, em dias diferentes, ambas abaixo do limite. O valor de referência mais usado como corte é trezentos nanogramas por decilitro.

Duas dosagens em dias diferentes não é burocracia. A testosterona tem variação ao longo do dia, é mais alta pela manhã, e oscila entre um dia e outro. Uma única coleta, feita à tarde, pode dar um valor baixo em um homem perfeitamente normal. É por isso que muita gente é diagnosticada com deficiência que não tem.

E a queda relacionada à idade, isoladamente, não é indicação. Um homem de quarenta e cinco anos com testosterona dentro da faixa normal para a idade dele, mesmo que abaixo do que tinha aos vinte e cinco, não tem doença. Colocar esse homem em reposição não é tratar, é intervir num sistema que está funcionando, com o custo que descrevo adiante.

Isso responde a primeira pergunta do @Jaraqui. Não é uma coisa só, e também não é para todo mundo. É tratamento contínuo para quem tem uma condição confirmada.

Agora a terceira pergunta, que é a que ficou pior respondida.

Foi perguntado o que acontece se a pessoa para, e a resposta que veio foi sobre os benefícios de ter testosterona alta, o que é outra pergunta. A resposta correta é esta. Testosterona vinda de fora suprime a produção própria enquanto está sendo usada. Ao interromper, a pessoa fica num intervalo em que a fonte externa acabou e a interna ainda não voltou, e essa recuperação leva meses. Nesse período, os sintomas voltam, muitas vezes de forma mais intensa do que antes de começar, com queda de disposição, de libido, de força e alteração de humor.

O @Mestre acertou ao dizer que a interrupção abrupta pode produzir depressão e queda de desempenho físico e mental. E o que ele descreveu explica por que a reposição, quando realmente indicada, é contínua. Não é porque a substância vicia, é porque a condição que está sendo tratada não desaparece, e porque a própria reposição desliga o que restava de produção própria.

O @Joulker fez a observação mais precisa do tópico, e ela está correta. Para reposição, faz mais sentido um éster único e longo, como o enantato ou o cipionato, que é justamente o que se usa na prática clínica. O motivo é que o durateston é uma mistura de quatro ésteres, e a fração de propionato se esgota rápido, criando oscilação. O objetivo da reposição é estabilidade, e mistura de velocidades trabalha contra isso.

E o @Roberto Michi acertou tanto na faixa quanto no fracionamento. Cem a cento e vinte e cinco miligramas semanais está dentro do que se usa em reposição, e dividir em duas aplicações reduz o efeito montanha russa que ele mesmo citou. Essa é a diferença central entre reposição e ciclo, e vale dizê la com todas as letras. Reposição busca colocar a pessoa dentro da faixa normal e mantê la estável ali. Ciclo busca ficar muito acima da faixa normal. São objetivos opostos, com doses que costumam diferir em três a cinco vezes.

Agora o que faltou no tópico inteiro, e que é a parte que mais afeta quem faz reposição de verdade.

O primeiro item é o acompanhamento. Testosterona e hematócrito devem ser monitorados aos três, seis e doze meses, e depois anualmente. O hematócrito é o que mais frequentemente obriga a mudar a conduta, porque a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos, e sangue mais viscoso traz risco trombótico próprio. Acima de cinquenta e quatro por cento, a orientação é suspender até normalizar e retomar com dose menor. Junto disso entram pressão arterial, perfil lipídico e, em homens acima de quarenta anos, acompanhamento de próstata com PSA.

O segundo item é o que ninguém mencionou e que muda a vida de quem está em idade reprodutiva. Reposição de testosterona suprime a produção de espermatozoides. A orientação formal é que todo homem em idade reprodutiva seja informado disso antes de começar, e que a reposição seja tratada, na prática, como um método contraceptivo. Para quem pretende ter filhos, existem alternativas que tratam o hipogonadismo preservando a fertilidade, como clomifeno e hCG, e essa conversa precisa acontecer antes e não depois.

E, por fim, o ponto que amarra este tópico ao resto do fórum, e que é o mais importante para quem lê aqui.

Foi dito que os lutadores citados tinham hipogonadismo e por isso precisavam do tratamento. É verdade que tinham. O que não foi dito é de onde isso costuma vir. Uso prolongado de anabolizantes é uma das causas mais comuns de hipogonadismo em homem jovem, porque a supressão do eixo em alguns casos não reverte. Ou seja, parte relevante das pessoas que acabam em reposição para o resto da vida chegou lá justamente por ciclos anteriores.

Isso muda a leitura da frase que aparece com frequência, de que sempre dá para fazer reposição depois. Reposição não é um plano de saída, é a consequência. E ela custa dependência de um medicamento contínuo, monitoramento permanente e perda de fertilidade.

Uma última observação sobre a regra atual, que é depois deste tópico. A Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três, de abril de dois mil e vinte e três, veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Ela não proíbe tratar hipogonadismo diagnosticado, que continua sendo prática médica normal e legítima. A distinção é exatamente a que este tópico precisava, e é a diagnóstica. Com deficiência confirmada, é tratamento. Sem ela, é ciclo com outro nome.

@Roberto Michi, você perguntou ao Joulker qual era o protocolo dele e não teve resposta. Vale acrescentar que a pergunta mais útil, quando alguém relata reposição, não é qual a dose, e sim quais foram os dois valores de testosterona matinais que motivaram o início, e qual o hematócrito atual. São esses dois números que dizem se a coisa está sendo feita como tratamento.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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