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Dúvida Básica sobre colaterais

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Então é o seguinte, pq alguns esteroides derivados da testosterona como por exemplo a boldenona diminui a líbido e outras como o enantato de testo faz o aumento da mesma? Como funciona os mecanismos de ações em cima dessa questão no nosso organismo?

 

Eu estava pensando em ciclar Boldenona + Decaonato de nandrolona pois são as que menos afetam em relação a queda de cabelo devido a menor conversão em DHT (meu medo),em relaçao a essa queda capilar causada pelos AES é permanente ou ao suspender o uso volta a nascer normalmente? Claro se nao for usado por longos periodos.

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  • De forma bem didática e resumida: Os derivados da testosterona agem como se fosse testosterona mas não são testosterona. Sendo assim, o corpo entende que, se está havendo uma sobrecarga hormonal

  • Ah sim entendi, então meio que a boldenona a deca e outros derivados engana o corpo e faz a testo despencar pois ele acha que esta em níveis elevados(mas não está) fazendo assim com que pare a produçã

  • Genética, pura genética. Alguns homens pode tomar o que for que não vão desenvolver qualquer calvície. 

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  • Moderador

De forma bem didática e resumida:

Os derivados da testosterona agem como se fosse testosterona mas não são testosterona. Sendo assim, o corpo entende que, se está havendo uma sobrecarga hormonal no corpo, como medida protetiva ele corta a produção natural na tentativa de regular os níveis hormonais do corpo. E cortando a produção de testo, ela cai. Já vi exames laboratoriais de um ciclo só de deca com a testo perto do valor mínimo.

Já os esteres de testosterona são a própria testosterona apenas adicionado de carbono na sua estrutura molecular para variar a meia vida de cada éster, e nada mais. A produção do corpo vai cessar do mesmo jeito mas os níveis de testo estarão altos porque você está administrando a própria testosterona. 

Testo vai se converter em DHT, e isso pode afetar a calvície. É o preço a se pagar. 

  • Autor
25 minutos atrás, Locemar disse:

De forma bem didática e resumida:

Os derivados da testosterona agem como se fosse testosterona mas não são testosterona. Sendo assim, o corpo entende que, se está havendo uma sobrecarga hormonal no corpo, como medida protetiva ele corta a produção natural na tentativa de regular os níveis hormonais do corpo. E cortando a produção de testo, ela cai. Já vi exames laboratoriais de um ciclo só de deca com a testo perto do valor mínimo.

Já os esteres de testosterona são a própria testosterona apenas adicionado de carbono na sua estrutura molecular para variar a meia vida de cada éster, e nada mais. A produção do corpo vai cessar do mesmo jeito mas os níveis de testo estarão altos porque você está administrando a própria testosterona. 

Testo vai se converter em DHT, e isso pode afetar a calvície. É o preço a se pagar. 

Ah sim entendi, então meio que a boldenona a deca e outros derivados engana o corpo e faz a testo despencar pois ele acha que esta em níveis elevados(mas não está) fazendo assim com que pare a produção de testo e acabe com a líbido devido a queda da mesma. Eu queria ciclar bold + deca pois são as que menos afetam o cabelo , oque me impressiona são caras tipo sergi constansi, jon skywalker, Andrei Deiu com o cabelo 100 por cento cheio, duvido muito que nao abusem de trembolona, testo eo caralho a 4 e ainda em doses elevados para manter aquele nivel de massa magra.

Editado em por Diogo Lino

  • Moderador
6 minutos atrás, Diogo Lino disse:

oque me impressiona são caras tipo sergi constansi, jon skywalker, Andrei Deiu com o cabelo 100 por cento cheio, duvido muito que nao abusem de trembolona, testo eo caralho a 4 e ainda em doses elevados para manter aquele nivel de massa magra.

Genética, pura genética. Alguns homens pode tomar o que for que não vão desenvolver qualquer calvície. 

  • Autor
2 minutos atrás, Locemar disse:

Genética, pura genética. Alguns homens pode tomar o que for que não vão desenvolver qualquer calvície. 

Não sei se é genética ou medicamentos, pois o pai do jeff seid é full calvo. Uma finasterida intra ciclo será que salva? já que a mesma foi feita para impedir a conversão de DHT. 

  • Moderador
26 minutos atrás, Diogo Lino disse:

Não sei se é genética ou medicamentos, pois o pai do jeff seid é full calvo. Uma finasterida intra ciclo será que salva? já que a mesma foi feita para impedir a conversão de DHT. 

Muito relativo. Caras como Sergi Constance usam doses extremamente altas de hormônios que não haveria como bloquear a ação do DHT sem que isso prejudicasse os resultados estéticos. 

O que você acha que fez o Jay Cutler ser Mr Olympia com essa cabeleira toda? Finasterida? Com 5g de aes semanais?

jay-cutler-sabado-1.jpg

  • Autor
36 minutos atrás, Locemar disse:

Muito relativo. Caras como Sergi Constance usam doses extremamente altas de hormônios que não haveria como bloquear a ação do DHT sem que isso prejudicasse os resultados estéticos. 

O que você acha que fez o Jay Cutler ser Mr Olympia com essa cabeleira toda? Finasterida? Com 5g de aes semanais?

jay-cutler-sabado-1.jpg

Concordo com voce mano, até pq pelo que andei olhando finasterida é pior que AES, acho que uma conciliação de ambos poderia ser algo muito inconveniente para a saude. Mas concerteza esses caras esteticos tipo sergi constance deve fazer aplicação de mesoterapia capilar em clinicas dermatologicas 

Editado em por Diogo Lino

  • Moderador
9 horas atrás, Diogo Lino disse:

Concordo com voce mano, até pq pelo que andei olhando finasterida é pior que AES, acho que uma conciliação de ambos poderia ser algo muito inconveniente para a saude. Mas concerteza esses caras esteticos tipo sergi constance deve fazer aplicação de mesoterapia capilar em clinicas dermatologicas 

Ah sim, sim. Eles gastam fortunas em outros tratamentos estéticos. O corpo deles é a ferramenta de trabalho né, então investem pesado nisso.

  • 6 anos depois...

Boa pergunta do Diogo Lino, e a explicação do Locemar acerta o essencial: qualquer androgênio exógeno suprime a produção própria, e a diferença é que com éster de testosterona você repõe testosterona enquanto suprime, e com derivado você suprime e coloca outra coisa no lugar. Só que a pergunta específica dele, sobre o mecanismo da libido, ficou pela metade, e ela tem resposta bem definida. Vou completar.

Libido masculina não depende só de androgênio. Ela depende de três coisas ao mesmo tempo: androgênio agindo no receptor, estradiol em nível adequado e dopamina. E é aí que os derivados quebram a perna de quem usa. Boldenona e nandrolona suprimem a testosterona própria, e como ambas aromatizam pouco, o estradiol despenca junto. Estradiol baixo em homem dá exatamente o quadro que aparece nos relatos: libido no chão, disposição ruim, articulação seca e humor alterado. Muita gente atribui isso à falta de testosterona, quando o que está faltando é o estrogênio que viria da conversão dela. É por isso que quem monta ciclo com derivado sem testosterona junto costuma passar mal, e é a razão de existir aquela regra de sempre acompanhar de uma base de testosterona.

No caso específico da nandrolona há um segundo mecanismo, que explica a fama dela. Ela sofre redução pela enzima cinco alfa redutase e o produto resultante é mais fraco no receptor, ao contrário do que acontece com a testosterona, que ao ser reduzida vira DHT, que é mais potente. Ou seja, nos tecidos onde essa enzima é abundante, e a região genital é um deles, a nandrolona age menos que a testosterona. Some a isso a atividade progestogênica dela, que interfere na sinalização de dopamina e prolactina, e você tem o conjunto que ficou conhecido como o problema de ereção associado à deca.

Isso leva a uma consequência prática que ninguém no tópico mencionou e que é o contrário do senso comum: finasterida em ciclo de nandrolona é má ideia. Ela bloqueia a mesma enzima que enfraquece a nandrolona, e portanto aumenta a atividade androgênica dela nos tecidos, inclusive no folículo capilar. Pelo mesmo motivo, finasterida não protege nada contra trembolona ou contra oxandrolona, porque a ação delas não depende dessa conversão. Ela só faz sentido no contexto de testosterona, e mesmo ali sem garantia, como o Locemar bem lembrou ao falar das doses altas.

Sobre a afirmação de que finasterida seria pior que anabolizante, preciso discordar com clareza. Ela é medicamento registrado, com décadas de uso, com perfil de efeitos conhecido e com bula. Existe uma discussão legítima sobre queixas persistentes de libido e humor em uma fração dos usuários, e isso merece ser considerado antes de tomar, principalmente por quem já está com o eixo suprimido e o estradiol baixo, cenário em que separar o que é da finasterida e o que é do ciclo fica impossível. Mas colocá-la em posição pior que a de substâncias sem registro, sem controle de dose e com risco cardiovascular documentado não se sustenta.

E respondendo diretamente à pergunta que ele fez e que ficou sem resposta, sobre a queda ser permanente. Calvície masculina exige predisposição genética, e o que o androgênio faz é acelerar e revelar mais cedo o que aconteceria de qualquer forma. Quem não tem a predisposição não fica calvo, e é por isso que existem os casos de gente usando dose altíssima com cabelo intacto, como foi discutido. Sobre reverter, depende do estágio. O folículo passa por miniaturização progressiva, e enquanto ele ainda está vivo e produzindo fio fino, existe recuperação parcial ao interromper o estímulo e tratar. Quando o folículo já foi substituído por tecido fibroso, não volta, e nenhum tratamento clínico traz de volta. Por isso o tempo de exposição importa muito mais que a substância escolhida.

Por último, sobre a mesoterapia capilar que ele imaginou que esses atletas fariam. Não é isso. As evidências para mesoterapia capilar são fracas. O que sustenta cabelo em quem usa dose alta é a combinação de genética favorável, minoxidil, inibidor da cinco alfa redutase quando funciona, e transplante capilar, que é bem mais comum nesse meio do que se admite em entrevista.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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