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oxandrolona e durateston

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primeiro ciclo 

 

 

 

Idade: 31 anos 

Altura: 1,88

Peso: 129 kilos 

Objetivo: cutting

Tempo de Treino: 4 anos mas comecei treina em 2008 paro e volto mas max que treinei foi 4 anos direto 

Percentual de Gordura: 25

CICLO:e

1-8 Durateston 500MG;

1-4 Oxandrolona (manipulado) 60mg diário;

Protetores durante ciclo: Anastrozol 3 em 3 dias 1mg  diário;

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  • 6 anos depois...

@Rildo, seu tópico ficou sem resposta. Vou responder, e vou começar pelo que ninguém te perguntou e que é a pergunta mais importante do seu caso: você ronca alto e acorda cansado, com sono durante o dia?

Explico por que essa pergunta vem antes do ciclo.

Você tem um metro e oitenta e oito e cento e vinte e nove quilos. Isso dá índice de massa corporal em torno de trinta e seis e meio, que é faixa de obesidade. E, nessa faixa, a apneia obstrutiva do sono é muito comum e quase sempre não diagnosticada. A pessoa ronca, para de respirar várias vezes por noite sem perceber, acorda cansada e acha que é falta de disposição.

Isso importa porque testosterona e apneia se combinam mal, de duas maneiras.

A primeira é que a reposição de testosterona pode piorar a apneia. A segunda é o sangue. A apneia, por si só, já eleva o hematócrito, porque a queda repetida de oxigênio durante a noite estimula a produção de glóbulos vermelhos. A testosterona faz a mesma coisa por outro caminho. Somadas, elevam mais do que cada uma sozinha, e sangue muito espesso aumenta risco de trombose, infarto e AVC. Existe inclusive orientação explícita de que homens com apneia obstrutiva não tratada não devem iniciar testosterona antes de resolver essa condição.

E não é um detalhe teórico para você: quinhentos miligramas por semana é dose de ciclo, várias vezes acima de reposição. Então, antes de qualquer coisa, hemograma com hematócrito e uma conversa com médico sobre apneia. Se você ronca e acorda cansado, peça a polissonografia.

Segunda coisa, e essa muda o desenho inteiro do plano.

A aromatase, que é a enzima que converte testosterona em estradiol, fica principalmente no tecido adiposo. Quanto mais gordura corporal, mais aromatase, e mais estradiol a partir da mesma dose. É por isso que existe um círculo bem descrito na obesidade masculina: mais gordura converte mais testosterona em estradiol, o estradiol alto sinaliza para o cérebro reduzir o estímulo aos testículos, a testosterona própria cai, e a queda de testosterona favorece mais gordura.

Duas consequências práticas.

A primeira é que, no seu percentual de gordura, quinhentos por semana vão aromatizar muito, e a tentativa de segurar isso com anastrozol vira uma cabo de guerra difícil de acertar. E anastrozol em dose alta derruba o estradiol demais, o que piora lipídios, prejudica osso e derruba libido e disposição, ou seja, cria sintomas que a pessoa atribui ao ciclo estar fraco e responde subindo dose. Repare que o seu próprio plano está confuso nesse ponto, porque você escreveu de três em três dias e um miligrama diário na mesma linha. Inibidor de aromatase se usa por sintoma e com estradiol dosado, e não em esquema fixo desde o primeiro dia.

A segunda é a mais útil: se a sua testosterona estiver baixa hoje, existe uma boa chance de ser por causa do peso, e esse tipo é reversível. Revisões que juntaram vários estudos mostram aumento significativo da testosterona com perda de peso. Ou seja, perder vinte quilos pode resolver de graça o problema que você está tentando resolver com quinhentos miligramas por semana.

Terceira coisa, o objetivo. Você escreveu cutting. Testosterona não queima gordura. Ela ajuda a preservar e a construir músculo, e quem tira gordura é o déficit calórico. E aqui está a parte boa: com cento e vinte e nove quilos, o seu potencial de perda com dieta bem feita é enorme e rápido, muito maior do que o de qualquer pessoa magra. Você está no ponto de partida em que menos se precisa de ajuda farmacológica para ver resultado.

Sobre a oxandrolona, sessenta miligramas por dia por quatro semanas é dose alta de um oral dezessete alfa alquilado, que é a classe que sobrecarrega o fígado. Somada a quinhentos de testosterona e a anastrozol, é muita coisa entrando ao mesmo tempo num primeiro ciclo, e fica impossível saber a quem atribuir qualquer efeito que apareça.

E vale checar o seu percentual de gordura. Você anotou vinte e cinco por cento. Com cento e vinte e nove quilos, isso significaria quase noventa e sete quilos de massa magra, o que é mais do que a maioria dos homens alcança treinando a vida inteira. É bem mais provável que o seu percentual real esteja bastante acima disso. Isso não é crítica, é que o número está sendo usado para justificar um plano, e se ele estiver errado o plano inteiro está apoiado no lugar errado. Uma fita métrica na cintura e a foto do mesmo ângulo a cada quinze dias te informam melhor do que o aparelho da academia.

Então, na ordem que eu faria: hemograma com hematócrito, glicemia e hemoglobina glicada, lipidograma, TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas, pressão medida em casa, testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol, e a conversa sobre ronco e sono. Com esses exames na mão, você vai saber se o seu problema é hormonal ou se é o peso empurrando o hormônio para baixo. E, seja qual for a resposta, os primeiros vinte quilos você tira com comida e caminhada, e eles vão melhorar tudo o que estiver alterado nessa lista.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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