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POKOYO: RELATO DE UM COROA NATURAL

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Quem quer saber como ficar musculoso tem que ver os videos do fisiculturista Diogo Basa pois lá está a dieta padrão bulk/cutt de fisiculturismo.

Nela só tem pães, ovos, claras pausterizadas, creme de arroz ou aveia em flocos, frutas tropicais e temperadas, whey, vegetais, peito de frango e carne tipo patinho que ele consome desfiada/moída e eu prefiro carnes nobres do tipo ancho, filé e bom bom, em pedaços que se prepara rápido.

Pra ficar muito musculoso é bulk/cutt umas 5 ou 6 vezes por semana com mais de 2g/kg de proteína, mas pra ficar só fitness e sarado bastam 1 ou 2 bulks semanais com 2g/kg de proteína e em outros dias consumir de 1 a 1,5 g/kg de proteína....é mais saudável e dispensa cutting.

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Quem quer saber como ficar musculoso tem que ver os videos do fisiculturista Diogo Basa pois lá está a dieta padrão bulk/cutt de fisiculturismo.

Nela só tem pães, ovos, claras pausterizadas, creme de arroz ou aveia em flocos, frutas tropicais e temperadas, whey, vegetais, peito de frango e carne tipo patinho que ele consome desfiada/moída e eu prefiro carnes nobres do tipo ancho, filé e bom bom, em pedaços que se prepara rápido.

Pra ficar muito musculoso é bulk/cutt umas 5 ou 6 vezes por semana com mais de 2g/kg de proteína, mas pra ficar só fitness e sarado bastam 1 ou 2 bulks semanais com 2g/kg de proteína e em outros dias consumir de 1 a 1,5 g/kg de proteína....é mais saudável e dispensa cutting.

E depois de fazer isso a gente percebe quanta bobagem sobre nutrição de fisiculturismo se fala em shorts, vídeos e podcast no Youtubbe.

E essa ideia de 1 a 1,5 g/kg de proteína em outros dias na semana foi dica do Chemini.

Editado em por Pokoyô

@Pokoyô, tem uma premissa atravessada no meio da sua estratégia, e ela é justamente o que te obriga a escolher entre músculo e saúde. Se ela cair, o dilema some.

Você escreveu que aumentar nutrientes circulando no sangue aumenta a deposição de gordura e cálcio nos vasos, e é por isso que segura proteína de segunda a quarta. Não é assim que ateroma se forma. A placa começa quando partículas que carregam apolipoproteína B, essencialmente o LDL, atravessam o endotélio e ficam retidas na parede da artéria. A partir daí vem inflamação local e a placa cresce. Proteína alimentar não participa desse processo. Comer mais frango na segunda-feira não põe uma grama a mais de placa em lugar nenhum.

E o cálcio da placa não é cálcio que veio do prato. Ele aparece depois, como resposta de reparo do organismo a uma placa que já está lá e já sofreu inflamação. É cicatriz, não é depósito de excesso. Aliás, placa calcificada costuma ser mais estável do que placa mole rica em lipídio, que é a que rompe e causa evento. Ou seja, o achado que te assustou não é necessariamente o mais perigoso, é o mais visível.

O que isso significa na prática é bom para você: dá para subir proteína nos três dias de restrição sem alterar em nada o seu risco vascular. Você está pagando um preço em massa magra por uma proteção que não existe.

E vale insistir num ponto porque ele é o coração da questão. Síntese proteica muscular é um evento diário, e por refeição. Cada refeição precisa passar de um limiar de leucina para disparar o processo, e esse limiar sobe com a idade, que é a resistência anabólica de que falamos. Isso quer dizer que um dia com proteína baixa é um dia inteiro em balanço negativo, e comer o dobro na sexta não recupera a segunda. Não existe compensação retroativa. São três dias por semana perdidos, quase metade do ano.

Sobre o exame, e essa é a parte mais prática de tudo: ateroma encontrado por acaso numa tomografia de cabeça é um achado incidental, e o seu cardiologista tem razão em dizer que esse exame não é o instrumento adequado para avaliar isso. Mas isso não encerra a questão, apenas indica que o exame certo é outro. Para o coração, o escore de cálcio coronariano é uma tomografia rápida, sem contraste, barata, e é o exame que estratifica risco de verdade. Para o cérebro, o doppler de carótidas responde o que te preocupa. E, no sangue, vale pedir apolipoproteína B, que conta o número de partículas capazes de entrar na parede da artéria. É uma medida melhor que o LDL isolado, e responde diretamente àquela discussão que você citou sobre LDL alto ser ou não problema. O que se acumula é partícula, e apoB conta partícula.

Um cuidado com a balança de bioimpedância, que no seu caso específico vai te enganar. Ela estima composição corporal a partir da condução elétrica, e o que mais conduz é água. Você faz três dias de caloria e carboidrato baixos e depois um dia de bulk com carboidrato alto. Isso enche e esvazia glicogênio muscular, e glicogênio carrega água junto. A balança vai mostrar massa muscular subindo e descendo dentro da mesma semana, e não é músculo, é água. Se for usar, meça sempre no mesmo dia da semana e na mesma condição, sempre no mesmo ponto do ciclo, e olhe a tendência de meses. Fita métrica na cintura e carga nos exercícios mentem menos.

E uma correção pequena na sua frase de que bulk não é saudável. O que faz mal é excesso crônico de gordura corporal. Comer um pouco acima da manutenção sendo magro e treinado não é um problema de saúde, é logística de construção.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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Há 47 minutos, Cláudio Chamini disse:

@Pokoyô, tem uma premissa atravessada no meio da sua estratégia, e ela é justamente o que te obriga a escolher entre músculo e saúde. Se ela cair, o dilema some.

Você escreveu que aumentar nutrientes circulando no sangue aumenta a deposição de gordura e cálcio nos vasos, e é por isso que segura proteína de segunda a quarta. Não é assim que ateroma se forma. A placa começa quando partículas que carregam apolipoproteína B, essencialmente o LDL, atravessam o endotélio e ficam retidas na parede da artéria. A partir daí vem inflamação local e a placa cresce. Proteína alimentar não participa desse processo. Comer mais frango na segunda-feira não põe uma grama a mais de placa em lugar nenhum.

E o cálcio da placa não é cálcio que veio do prato. Ele aparece depois, como resposta de reparo do organismo a uma placa que já está lá e já sofreu inflamação. É cicatriz, não é depósito de excesso. Aliás, placa calcificada costuma ser mais estável do que placa mole rica em lipídio, que é a que rompe e causa evento. Ou seja, o achado que te assustou não é necessariamente o mais perigoso, é o mais visível.

O que isso significa na prática é bom para você: dá para subir proteína nos três dias de restrição sem alterar em nada o seu risco vascular. Você está pagando um preço em massa magra por uma proteção que não existe.

E vale insistir num ponto porque ele é o coração da questão. Síntese proteica muscular é um evento diário, e por refeição. Cada refeição precisa passar de um limiar de leucina para disparar o processo, e esse limiar sobe com a idade, que é a resistência anabólica de que falamos. Isso quer dizer que um dia com proteína baixa é um dia inteiro em balanço negativo, e comer o dobro na sexta não recupera a segunda. Não existe compensação retroativa. São três dias por semana perdidos, quase metade do ano.

Sobre o exame, e essa é a parte mais prática de tudo: ateroma encontrado por acaso numa tomografia de cabeça é um achado incidental, e o seu cardiologista tem razão em dizer que esse exame não é o instrumento adequado para avaliar isso. Mas isso não encerra a questão, apenas indica que o exame certo é outro. Para o coração, o escore de cálcio coronariano é uma tomografia rápida, sem contraste, barata, e é o exame que estratifica risco de verdade. Para o cérebro, o doppler de carótidas responde o que te preocupa. E, no sangue, vale pedir apolipoproteína B, que conta o número de partículas capazes de entrar na parede da artéria. É uma medida melhor que o LDL isolado, e responde diretamente àquela discussão que você citou sobre LDL alto ser ou não problema. O que se acumula é partícula, e apoB conta partícula.

Um cuidado com a balança de bioimpedância, que no seu caso específico vai te enganar. Ela estima composição corporal a partir da condução elétrica, e o que mais conduz é água. Você faz três dias de caloria e carboidrato baixos e depois um dia de bulk com carboidrato alto. Isso enche e esvazia glicogênio muscular, e glicogênio carrega água junto. A balança vai mostrar massa muscular subindo e descendo dentro da mesma semana, e não é músculo, é água. Se for usar, meça sempre no mesmo dia da semana e na mesma condição, sempre no mesmo ponto do ciclo, e olhe a tendência de meses. Fita métrica na cintura e carga nos exercícios mentem menos.

E uma correção pequena na sua frase de que bulk não é saudável. O que faz mal é excesso crônico de gordura corporal. Comer um pouco acima da manutenção sendo magro e treinado não é um problema de saúde, é logística de construção.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Chemini concordo com você em muitos pontos e discordo em alguns.

Veja que tenho insistido em dizer aqui que o aumento de massa muscular ocorre quando se come quantidades altas de proteínas e carbs..Comer como um leão como diria o Batata.

Você me convenceu a não comer baixa proteína pra emagrecer e agora como no mínimo 1 g/kg 1,5..que não é considerado pouco para natural.

Mas bulk de verdade é no mínimo 2,0 e não acredito em bulk com pouco carb.

Mas eu prefiro não fazer bulk todo dia por alguns motivos..eu ficaria roliço e teria de cortar muito carb em um cutt mantendo alta proteina e ficaria neste ciclo de gordo/magro que não me interessa.

Cada dia acrescenta ou retira em músculos o que você comeu ou deixou de comer em proteína e carb.

Sexta ganho mais músculos com 2,0g/kg, nos outros dias ganho menos com 1,0 ou 1,5 mas acredito que a lógica é essa..verifiquei por 40 anos que o pump (anabolismo) dura 36 horas.

Dessa forma não desenvolvo muito mas não preciso de cutt.

É uma abordagem nova essa do bulk de um dia com outros dias de menor anabolismo.

Tudo pra evitar a fórmula padrão do bulk/cutt.

Quanto ao ateroma de fato o que se diz é que resultam de lesão/inflamação nas paredes dos vasos.

Eu havia dito em tópico anterior que fiz exames completos do coração inclusive dopler de carótidas e não foi constatado ateromas nesses exames.

Vou em um neuro breve mas sei que se confirmada a doença o tratamento depende da situação, mas passa por anticoagulantes pra evitar soltura de placas e controle do colesterol com estatina.

Meu colesterol era de 215 a 220. Acima da taxa normal...agora caiu pra 196 porque descobri um meio de conseguir isso sem estatina..mas o médico pode querer baixar mais.

A estratégia pra manter baixo o colesterol não passa por bulk com muita proteína e carb.

Acho mais fácil controlar meu colesterol com uma dieta de 1,0 a 1,5g/kg sem altas calorias.

Vamos ver no que vai dar tudo isso.

Editado em por Pokoyô

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