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Ajuda na montagem de dieta e treino

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  • 3 anos depois...

Li o tópico inteiro e a condução do Batata foi boa, principalmente por ter segurado o protocolo até você dominar treino e alimentação. E a sua dedicação apareceu no resultado em vinte dias, o que não é pouco com dois filhos pequenos em casa. Mas ficaram duas coisas de fora, e as duas são importantes.

A primeira, e é a que mais me preocupou: em nenhum momento alguém te perguntou se você está amamentando. Quando abriu o tópico, o seu bebê tinha três meses e meio, e você já estava usando oxandrolona e primobolan havia uma semana. Esteroides passam para o leite materno. Não é uma questão de dose pequena ou de droga leve, é uma via de exposição direta para um lactente, e não existe faixa segura estabelecida para isso. Se a amamentação estava em curso, essa informação precisa entrar na conversa antes de qualquer ajuste de macro ou de treino, e a orientação sobre isso é do pediatra e do seu obstetra, não de fórum.

A segunda explica algo concreto que você relatou e que passou como se fosse normal. Você contou que quase desmaiou no treino de inferiores, que a pressão caiu, que sentiu fraqueza já no penúltimo exercício, e vem descrevendo ânsia, empachamento e alteração intestinal. Some a isso cardio em jejum praticamente todos os dias, dieta em déficit, duas gestações seguidas com cesárea e um pós-parto recente. Esse conjunto tem um suspeito muito comum e muito fácil de confirmar: anemia e ferro baixo. Perda sanguínea da cesárea, estoques esgotados pela gestação e amamentação são a receita clássica, e o sintoma principal é exatamente esse, fraqueza desproporcional ao esforço com tontura ao levantar. A sugestão da dextrose intratreino ajuda no sintoma imediato, mas se for isso, ela não resolve a causa.

O que eu pediria, e é barato: hemograma completo, ferritina, ferro sérico e saturação de transferrina. A ferritina é a chave, porque ela cai bem antes de a hemoglobina cair, ou seja, dá para estar com o estoque no chão e o hemograma ainda parecer normal. Vale medir também vitamina B12, vitamina D e TSH com T4 livre, que completam as causas mais comuns de cansaço no pós-parto.

E aqui vale amarrar com o que você já vinha fazendo: usar oxandrolona sem nenhum exame de sangue, como você mesma reconheceu não ter, deixa você sem enxergar justamente esse tipo de coisa. O Batata acertou em adiar.

Duas observações menores. Sobre comer de três em três horas, você percebeu sozinha uma coisa correta: número de refeições não muda resultado, o que muda é o total do dia. Se quatro refeições caem melhor no seu estômago e na sua rotina, quatro refeições é o certo para você. E sobre o cardio em jejum, ele não queima mais gordura ao longo do dia do que o cardio alimentado, isso já foi comparado várias vezes. Como você vem relatando fraqueza e queda de pressão, esse é justamente o item que eu trocaria primeiro de horário.

Uma última coisa, que quase nunca é dita por aqui e que interessa a quem teve duas cesáreas seguidas. Vale procurar um fisioterapeuta pélvico para avaliar diástase do reto abdominal e a musculatura do assoalho pélvico antes de intensificar abdominal e exercícios que aumentam muito a pressão intra-abdominal. Não é frescura e não atrapalha o treino: quando existe diástase, alguns exercícios pioram o afastamento e atrapalham exatamente o objetivo de barriga que você busca.

Você estava no caminho certo e com bom acompanhamento. Só faltava olhar para dentro também.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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