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Mal de Parkinson: Mucuna Pruriens

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Olá amigo.

Estou com um parente com problemas de saúde tambem e só eu sei o quanto gostaria que alguem me ajudasse para que essa pessoa pudesse se curar, por isso imagino o que esteja sentindo.

Bom, pelo que fiquei sabendo, parece que a dosagem correta de L-Dopa seria de 1500mg, mas com certeza você já deve ter pesquisado o suficiente e sabe tudo, só não encontra a matéria prima.

Minha esposa ligou em vários laboratórios e não encontrou nenhum que tenha com essa concentração de 50%, até é fácil de achar a matéria prima, mas não com essa concentração.

Te mandei uma mp.

Abraço!

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  • Ola colega, seja Bem Vindo ao forum. L-DOPA, Levodopa ou 3,4- dihidroxifenilalanina. Que eh a mesma substancia, eh um aminoácido percursor da Dopamina. A Levodopa ou L-DOPA, já eh indicada c

  • Marcelo, Obrigado pela sua resposta. Se você ler os artigos que existem nos fóruns de Parkinson nos EUA, verá que a grande maioria dos pacientes que utilizam Sinemet, Cronomet, Prolopa e outros, nu

  • Entendi, Obrigado por sua Explicação. Vou pesquisar sobre Mucuna Pruriens, se tiver algo ou um local de venda da mesma, eu volto a postar nesse topico. Abracos.

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Eu acredito q vc não encontrará o extrato com 50%. Também creio q por mais q a planta possua um percentual menor de l-dopa, sua eficiência será maior, pois não será somente uma substância isolada.

Já dei a dica na msg anterior. Agora vou ser mais direto:

https://www.ebay.com/itm/Mucuna-Pruriens-Extract-Powder-45-L-Dopa-Enhances-Mood-100-Pure-Freeship/123874447697?hash=item1cd77e1151:m:mKQ2ndfDM1pq8pSe2i3SIYw

QQ coisa me mande uma MP.

Abs,

MP

  • 1 ano depois...

MEU PAI ESTÁ COM A DOENÇA DE PARKINSON E FAZ USO DO PROLOPA QUE É A LEVODOPA,UTILIZANDO JÁ A DOSE MÁXIMA,COMO ELE ESTÁ CADA VEZ MAIS RIGIDO TENHO INTERESSE EM OUTROS MEDICAMENTOS MESMO QUE SEJAM IMPORTADOS,POR ISTO MEU INTERESSE EM SABER SE ESTA SUBSTÂNCIA MUCUNA,FOI CONSEGUIDA POR "PARKINSON"E SE DE FATO TEVE EFEITO.SE ALGUMA OUTRA PESSOA TAMBÉM PUDER ME RESPONDER ...

MEU PAI ESTÁ COM A DOENÇA DE PARKINSON E FAZ USO DO PROLOPA QUE É A LEVODOPA,UTILIZANDO JÁ A DOSE MÁXIMA,COMO ELE ESTÁ CADA VEZ MAIS RIGIDO TENHO INTERESSE EM OUTROS MEDICAMENTOS MESMO QUE SEJAM IMPORTADOS,POR ISTO MEU INTERESSE EM SABER SE ESTA SUBSTÂNCIA MUCUNA,FOI CONSEGUIDA POR "PARKINSON"E SE DE FATO TEVE EFEITO.SE ALGUMA OUTRA PESSOA TAMBÉM PUDER ME RESPONDER ...

Nana,

Este tópico já é um pouco antigo. Para sua sorte ainda mantenho contato com o Luiz (criador do tópico) e o ajudo no que posso quanto à importação de suplementos e fitoterápicos para a doença da mãe dele.

Conversamos frequentemente por email.

Seria bom se vocês trocassem ideias diretamente também. Além de ser extremamente inteligente, ele é uma pessoa altamente atenciosa e prestativa. Tenho certeza que ele tentará te ajudar ao máximo, mesmo tendo pouco tempo para responder emails, já que ele cuida da mãe em período integral.

Me envie uma "mp" que eu te passo o email dele.

Abs,

Marcos Paulo

  • 4 anos depois...
Li num antigo post seu sobre parkinson e seu interesse pela Mucuna Pruriens.
Gostaria de saber se vc teve exito na sua procura. Tenho 54 anos e sou portadora de parkinson há 16  anos.
Tb tenho interesse no uso desse suplemento.
Se possivel entre em contato comigo pelo facebook https://www.facebook.com/simplesmenteTT
ou email   stt2209@gmail.com
Fico muito grata se puder me responder.
*TT
 
  • 5 anos depois...
  • 6 anos depois...

Esse tópico continua sendo encontrado por quem procura Mucuna Pruriens para Parkinson, então vale deixar a informação correta, porque a premissa que orientou a busca toda estava errada.

Primeiro, o @Mestre acertou na correção e ela é importante: o tratamento não é dopamina sintética. A dopamina não atravessa a barreira hematoencefálica, por isso ela não serve como medicamento por via oral. O que se usa é a levodopa, que é a precursora e atravessa a barreira, sendo convertida em dopamina já dentro do cérebro.

Agora o ponto central. Foi dito no tópico que a L-dopa dos medicamentos não é natural, ao contrário da Mucuna. Isso não procede. Levodopa é levodopa. A molécula extraída da semente de Mucuna pruriens e a molécula do comprimido são quimicamente idênticas, indistinguíveis entre si. Não existe uma versão natural e outra artificial da mesma substância.

E existe uma diferença entre as duas, só que ela vai na direção oposta da que se imaginava.

Sinemet, Prolopa e similares não contêm apenas levodopa. Eles trazem junto um inibidor da dopa-descarboxilase periférica, a carbidopa ou a benserazida. A função dele é impedir que a levodopa seja convertida em dopamina fora do cérebro. Sem esse inibidor, a maior parte da dose é transformada na circulação periférica, o que provoca náusea, vômito e queda de pressão, e faz com que apenas uma fração pequena chegue ao sistema nervoso central.

A Mucuna não tem esse inibidor. Ou seja, do ponto de vista farmacológico ela é a versão incompleta, não a versão melhorada.

Sobre a discinesia, a preocupação era legítima e continua sendo. Ela é uma complicação real do tratamento prolongado. Mas a causa não é a origem da molécula. Ela decorre da estimulação dopaminérgica em picos e vales ao longo de anos, somada à progressão da própria doença. Como a Mucuna entrega a mesma molécula com meia-vida curta, ela tem, em princípio, o mesmo potencial de causar o mesmo problema.

Atualizando o que a pesquisa mostra hoje, dezesseis anos depois: existem ensaios clínicos com Mucuna em Parkinson, e os resultados são interessantes. Alguns encontraram início de ação mais rápido, tempo maior no estado "on" e, em uso agudo, menos discinesia do que a levodopa isolada. Só que uma revisão sistemática recente reuniu os estudos disponíveis e encontrou cinco ensaios somando pouco mais de cem participantes no total. É pouco. Há um ensaio maior, de doze meses, conduzido na África subsaariana, e ele aponta justamente para onde a Mucuna faz mais sentido: contextos em que o acesso ao medicamento industrializado é limitado.

Então o resumo honesto é: promissora, com base real, e ainda sem evidência suficiente para substituir o tratamento padrão em quem tem acesso a ele.

E aqui está a parte mais importante, a que envolve segurança. A dificuldade que o autor do tópico encontrou, de farmácias que sequer sabiam informar o teor de L-dopa do extrato, não é um detalhe burocrático. É o problema central. Produto botânico não padronizado varia de lote para lote, e a semente tem naturalmente entre 4 e 6 por cento de L-dopa, sendo os extratos concentrados. Em uma doença em que a dose é ajustada com precisão e em que dose de menos significa travar e dose de mais significa discinesia, não saber quanto se está administrando é inviável.

E um alerta que precisa ser dito com clareza para quem pensa em trocar por conta própria: a suspensão abrupta da levodopa pode desencadear uma síndrome grave, com rigidez intensa, febre alta e alteração de consciência, que é emergência médica. Nunca se troca ou se interrompe esse medicamento sem acompanhamento do neurologista.

O caminho útil para quem chega aqui com essa angústia é outro. Leve essa literatura ao neurologista e converse sobre o que de fato reduz discinesia dentro do tratamento estabelecido: fracionar mais as doses ao longo do dia para evitar os picos, usar formulações de liberação prolongada, associar inibidores de COMT ou de MAO-B, e a amantadina, que tem indicação específica para discinesia induzida por levodopa. Em casos selecionados existe ainda a estimulação cerebral profunda.

E, sobre a preocupação com quedas e equilíbrio, que foi o que mais angustiava o autor: a intervenção com melhor evidência para isso não é medicamento nenhum. É fisioterapia e exercício físico regular, com treino específico de marcha e equilíbrio. Isso reduz quedas de forma mensurável, está bem estabelecido e é justamente o que mais costuma ser deixado de lado.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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