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  • Vamos de 2° atualização !! PESO INICIAL / PESO ATUAL= 68,7 - 68.90 - KG FORÇA/RESISTÊNCIA/CARGAS= Mantive/Mantive/Aumentei ACNE= um pouco pelo corpo, costas,rosto, nada demais...  

  • Fase 1 - Base = Hipertrofia (3 semanas) Intensidade: 70 a 75% 1RM - 12 a 15 RM (repetições máximas). Descanso entre as series: 1 min (superior) 2 minutos (inferiores e drops/combinados de su

  • já sequei e fiquei sem volume, faz parte!!! os frutos colhemos depois com muita fartura. ótima evolução, bora encher essa carcaça homiiii

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  • 4 anos depois...

Esse é um dos relatos mais bem resolvidos que eu li nesta rodada, e vale dizer isso de saída, porque ele é raro pelo motivo certo.

O @Clutch chegou com 68,7 kg, perguntando o que fazer, e recebeu a resposta que quase ninguém recebe: não há indicação de esteroide no seu caso, vamos ajustar dieta, cardio, treino e descanso. Essa orientação foi repetida em pelo menos quatro atualizações diferentes, inclusive quando ele já estava evoluindo e a tentação seria maior. Ele seguiu.

E o resultado, quando se olha a série completa, é exatamente o que se espera de alguém fazendo o básico bem feito: 68,7 para 68,9, depois 69,75, 70,75, 70,90 e 72,30 kg, com o peitoral saindo de 88,5 para 93 cm e as fotos mudando visivelmente.

São cerca de três quilos e meio em seis meses. Isso não parece muito escrito assim, e é justamente por isso que vale nomear: para alguém natural que já treinou antes, ganhar entre 250 e 500 gramas por mês, mantendo a maior parte disso como massa, é uma taxa boa. Quem promete mais que isso está prometendo água, gordura ou farmacologia.

Ele mesmo escreveu, em dezembro, que queria acelerar um processo que já é lento. É lento mesmo, e a resposta que ele recebeu naquele momento foi a certa: arrancar o máximo do natural primeiro.

Agora a correção técnica que eu preciso fazer, porque ela é específica, é útil para todo o fórum e passou como um detalhe.

Ele fez uma bateria de exames e, quando perguntaram como tinha se preparado, respondeu: treinei perna um dia antes, e fiz jejum a partir das 22h para colher às 8h.

A resposta que ele recebeu foi perfeito, tudo muito bem.

O jejum estava certo. O treino de perna na véspera, não.

Treino intenso, especialmente de membros inferiores, eleva de forma acentuada a creatino quinase, que é a enzima liberada pelo músculo. E, junto com ela, elevam se também TGO, ureia e creatinina, porque essas medidas não vêm só do fígado e do rim: parte vem do músculo.

Isso importa muito mais do que parece, e por um motivo que aparece em vários tópicos daqui. É comum alguém colher exames depois de treinar pesado, ver TGO alterado e concluir que está com problema hepático, quando a origem é muscular. E é comum o contrário também: alguém em uso de oral 17 alfa alquilado atribuir ao treino uma alteração que é da droga.

A regra prática que resolve os dois casos é a mesma: quando o exame incluir enzimas hepáticas, creatino quinase, ureia ou creatinina, evite treino intenso nas 48 a 72 horas anteriores à coleta. Custa nada e evita conclusão errada nas duas direções.

No caso dele os exames vieram bons, o que é ótimo. Só vale saber que a leitura de alguns daqueles números estava carregada pelo treino da véspera.

O segundo ponto é sobre a gastrite, e aqui há um crédito e uma lacuna.

O crédito: ele foi ao gastroenterologista quando pediram, voltou e relatou. Isso é o que se deve fazer e quase ninguém faz.

A lacuna: o retorno dele foi gastrite leve, orientação alimentar e nenhuma medicação. Isso é uma conduta possível e razoável. Mas há um exame que faz parte da investigação padrão de gastrite e que não aparece em nenhum momento do tópico, que é a pesquisa de Helicobacter pylori.

Vale porque a bactéria é a causa mais comum de gastrite crônica, é bastante prevalente no Brasil, e tem tratamento definido, com antibiótico por tempo determinado. Ou seja, é uma das poucas causas de sintoma crônico que pode simplesmente acabar. Se isso não foi pesquisado, é a pergunta a levar no próximo retorno.

E a orientação que ele recebeu do médico, de não ficar mais de quatro horas em jejum, virou piada no tópico, mas ela tem lógica: intervalos longos sem comer costumam piorar sintoma em quem tem gastrite. Isso conflita frontalmente com jejum intermitente e com treino em jejum, que são recomendados aqui o tempo todo. No caso dele, a orientação do médico ganha.

Agora três notas menores.

A primeira é sobre as medidas. Entre a primeira e a terceira atualização, o braço direito saiu de 34,5 para 34 cm e o esquerdo de 33,5 para 33 cm, enquanto o peitoral subiu quatro centímetros e meio.

Braço não encolheu. Fita métrica tem erro de meio a um centímetro dependendo de onde exatamente ela é posicionada, de quanto é apertada e de quem mede. A regra é simples: diferença menor que um centímetro entre duas medidas é ruído, e não informação. O que vale é a tendência ao longo de várias medições, não a comparação entre duas.

A segunda é a cintura, que subiu de 73 para 77 cm enquanto ele ganhava três quilos e meio. Isso é normal e não é problema. Quem ganha peso ganha alguma gordura junto, e a proporção depende da velocidade. Se a cintura subisse muito mais rápido que o resto, aí sim seria sinal de que o superávit está grande demais. No caso dele, a proporção está boa.

A terceira é uma frase que apareceu no tópico e que eu comento sempre que vejo: que se a pessoa não passar mal no treino, nem volta no dia seguinte.

Dor e mal estar não são a medida do treino. Dor muscular tardia é sinal de estímulo pouco habitual, e diminui à medida que a pessoa se adapta, justamente enquanto os ganhos continuam. O que prevê resultado é o que ele já estava fazendo: carga subindo ao longo das semanas com execução mantida. E, no caso específico dele, que tem gastrite, treinar até passar mal tem um custo extra que não vale a pena.

Fecho com o que eu de fato acho desse relato.

Ele perdeu o físico depois de uma dengue, ficou anos longe da musculação, voltou na pandemia e reconstruiu do zero, com atualizações no prazo, exames por iniciativa própria e uma consulta médica feita porque pediram. Ganhou três quilos e meio de forma limpa, natural, e recusou o atalho toda vez que ele apareceu.

Se alguém quiser um exemplo, dentro deste fórum, de que o básico bem feito funciona, é esse tópico. E o mérito maior é que ele ainda estava natural na última atualização, seis meses depois, num lugar em que essa é a exceção.

Para quem quiser montar a dieta com os números na mão, o site tem um gerador de dieta em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ , que serve como ponto de partida para ajustar com acompanhamento.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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