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Relato DIANABOL + CICLO-6

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Beleza!!!

Galera tenho que confessar que estou começando a ficar preocupado. Já estou na metade da terceira semana do ciclo e ainda nenhum ganho de peso significativo. E tbm nem sinal dos efeitos do enantato, nem aumento de libido, nada! O unico efeito que tive até agora foi mesmo o aumento de força, mas mesmo assim isso ainda pode ser apenas psicológico....

Tava pensando em tentar devolver o bujão de ciclo-6 que ainda está lacrado, e talvez descolar umas duras pra terminar o ciclo.

O que vcs acham? Será que devo esperar mais algum tempo?

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  • 2 semanas depois...

Dúvida!

Caso eu não sinta grandes efeitos até o final do ciclo, FAÇO ou NÃO FAÇO a TPC ???

Seria bom se eu pudesse guardar as drogas para um ciclo futuro....

Particularmente eu faria, afinal, a falta de resultados pode não ser efetivamente por causa dos Ae's. Mtas coisas podem influenciar, como dieta, descanso, etc ... melhor ñ arriscar.
  • 5 anos depois...
  • 8 anos depois...

O @marcosrock terminou esse tópico com a melhor pergunta que alguém pode fazer nessa situação: se não senti efeito, faço ou não faço a terapia pós ciclo?

E o @Matheusbp deu a resposta certa em uma linha: faça um exame de sangue, nada melhor para saber a necessidade.

Vou desenvolver, porque aquele exame respondia duas perguntas de uma vez e ninguém percebeu.

O exame é LH, FSH e testosterona total, colhido depois de esperar a saída do éster.

Se o LH e o FSH estiverem normais, significa que o eixo não foi suprimido, ou seja, não entrou androgênio suficiente. Nesse caso não há o que recuperar, e não há motivo para terapia pós ciclo.

Se estiverem suprimidos, houve androgênio agindo, e aí a terapia se justifica.

Repare no que mais esse exame entrega: ele responde também a pergunta que atravessou o tópico inteiro, sobre se o produto era falsificado. Eixo suprimido é prova de que algo entrou. Eixo intacto depois de oito semanas é prova de que não.

Um exame de trinta reais teria encerrado as duas discussões.

Mas há um detalhe importante no caso específico dele, e ele muda a resposta.

Ele não usou só o injetável. Usou também dianabol, 40 mg por dia durante quatro semanas.

O dianabol é oral e de ação rápida, e ele mesmo relatou dois sinais compatíveis com estar agindo: aumento de força já na primeira semana e azia forte, que é queixa clássica dos orais.

Ou seja, mesmo que o injetável fosse falso, o oral provavelmente não era. E oral suprime o eixo. A dúvida dele, portanto, tinha uma resposta provável antes mesmo do exame: sim, provavelmente havia o que recuperar.

O @-HUNTER- chegou perto disso ao dizer que não valia arriscar.

Agora sobre a dose desse dianabol.

A dose original de bula da metandienona era de 5 a 10 mg por dia para homens. Quarenta miligramas é quatro a oito vezes isso, num oral 17 alfa alquilado, mantido por quatro semanas junto com um injetável.

E a azia que ele relatou como o colateral mais incômodo merece atenção maior do que recebeu.

Desconforto gástrico e azia são comuns com orais alquilados. O problema é que os sintomas iniciais de sofrimento hepático são justamente inespecíficos: náusea, azia, desconforto abdominal alto e cansaço. Tratar isso diariamente com sal de frutas alivia e apaga o sinal.

Os sinais que exigem médico no mesmo dia: urina escura como chá, fezes claras, amarelado nos olhos, coceira pelo corpo sem lesão de pele, dor no lado direito de cima da barriga e cansaço desproporcional.

E, sobre a silimarina que ele cogitou usar depois: não existe evidência de que silimarina ou qualquer outro suplemento dito hepatoprotetor previna a lesão dos 17 alfa alquilados. Nenhum ensaio clínico testou isso em pessoas usando esteroide oral. O que protege o fígado é dose menor e tempo menor.

Agora um sintoma que foi atribuído ao clima e que merece uma segunda leitura.

Ele relatou sangramento nasal, e concluiu, com o @ninga, que era o tempo seco. Pode ter sido, e umidificar o ambiente é uma boa ideia de qualquer forma.

Mas existe uma causa comum de epistaxe que ninguém mencionou e que é diretamente relevante: pressão arterial elevada. E tanto a testosterona quanto o dianabol elevam pressão, o dianabol especialmente, por retenção de sódio e água.

Um aparelho de pressão de farmácia custa pouco e resolve a dúvida. Vale medir antes de começar qualquer ciclo e uma vez por semana durante. Pressão alta não dá sintoma até dar, e sangramento nasal é justamente um dos primeiros avisos.

Junto com isso, hemograma com hematócrito. Testosterona eleva a produção de glóbulos vermelhos, e sangue mais viscoso também contribui.

Duas correções e um elogio.

A correção mais importante é ao raciocínio dele sobre autenticidade. Ele escreveu que, se estivesse aplicando azeite, já estaria todo caroçado, e que como não estava, provavelmente o produto era real.

Óleo estéril injetado em pequeno volume no músculo costuma ser absorvido sem formar nódulo. Ausência de caroço não prova nada sobre o conteúdo do frasco. E, do outro lado, produto legítimo também pode formar nódulo, dependendo do solvente e da técnica.

O que separa as duas hipóteses não é a reação local. É o exame de sangue.

A segunda correção é sobre a dose esquecida do dianabol, que o deixou chateado por causa da meia vida curta. O @ninga acertou ao dizer para não se prender tanto a isso. Duas doses perdidas em quatro semanas não mudam nada num total de aproximadamente 112 doses.

E o elogio, que é genuíno e raro por aqui: ele escreveu que o tamoxifeno estava engatilhado e que só usaria se aparecesse sensibilidade nos mamilos.

Essa é exatamente a conduta correta, e ela é minoria absoluta no fórum. A maioria toma inibidor de aromatase ou modulador de receptor de forma preventiva, sem sinal nenhum, e acaba derrubando o estradiol, o que produz libido baixa, dor articular e humor ruim. Ter o remédio disponível e usar só diante do sinal é a decisão mais bem fundamentada de todo o tópico.

E o sinal que ele descreveu é o certo: dor ou nódulo endurecido embaixo do mamilo, diferente de gordura mole. Aparecendo isso, é avaliação no mesmo momento, porque o tecido que fibrosa não regride depois com remédio.

Por fim, sobre o @CarlosF ter alertado para as articulações com o dianabol: ele tinha razão, e o mecanismo vale ser dito. O dianabol produz aumento rápido de força, e tendão, ligamento e cartilagem se adaptam bem mais devagar que o músculo. Quem sente a carga subir depressa tende a acompanhar com o peso, e é aí que a lesão acontece. Subir carga mais devagar do que se é capaz é a única proteção real.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e o que cada um responde, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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