Pular para o conteúdo
Imagem sintética e meramente ilustrativa. Não é uma foto real.

Pouco peso e muita repetição dá músculo? O que dizem os estudos

Com peso leve, o músculo cresce quase igual ao pesado, se cada série for até a falha e a carga não for leve demais. Veja os estudos e onde o pesado ganha.

Pouco peso e muita repetição dá músculo, sim. Nos estudos, quem treinou com carga leve cresceu quase o mesmo que quem treinou pesado, desde que levasse cada série até a falha, o ponto em que não sai mais nenhuma repetição. A carga leve tinha de ser de pelo menos uns 30% da carga máxima que a pessoa levanta uma vez (1RM). Para força, o peso pesado continua na frente.

O tema aparece em "Pesos leves vs pesos pesados", do canal Hábitos Saudáveis, e num teste do canal ATHLEAN-X, de Jeff Cavaliere, em que o mesmo rapaz faz supino com halteres de dois jeitos: com um peso que aguenta 8 a 10 vezes e com outro bem mais leve, que levou até a 24ª repetição antes de falhar.

A ideia antiga: muita repetição só dá resistência

Por muito tempo, a regra foi que repetição alta com peso leve treina resistência e quase não dá músculo, e que a hipertrofia mora nas faixas baixas e moderadas. A frase de Ronnie Coleman resume o espírito: todo mundo quer ser fisiculturista, mas ninguém quer levantar peso pesado. Ainda há quem diga que só se ganha músculo com pelo menos 80% da carga máxima.

O pesquisador americano Brad Schoenfeld conta que também pensava assim: mais de 12 a 15 repetições seria "cardio glorificado". Os estudos do laboratório dele e de outros grupos mudaram essa visão: o músculo cresce de forma parecida numa faixa larga de cargas, até séries de 30 a 40 repetições.

O estudo de 2012 com 18 homens

Um dos primeiros testes veio do grupo de Stuart Phillips, no Canadá. Dezoito homens sem experiência de musculação treinaram na cadeira extensora 3 vezes por semana por 10 semanas, sempre até a falha. Havia três protocolos: 3 séries com 30% da carga máxima, 1 série com 80% e 3 séries com 80%. Cada homem fez dois deles, um em cada perna.

O quadríceps cresceu 6,8% com 3 séries leves, 7,2% com 3 séries pesadas e 3,2% com uma série pesada só. Pela estatística, nenhuma das três diferenças conta: todos cresceram parecido. A força máxima subiu mais com 80%. O volume de treino não foi igualado: cada série ia até a falha, e a série leve tinha muito mais repetições.

A principal crítica foi usar iniciantes. Quem nunca treinou cresce com quase qualquer estímulo, e isso poderia explicar o resultado.

E em quem já treina há anos?

O mesmo grupo repetiu o teste em 2016 com 49 homens que treinavam havia cerca de 4 anos, num treino de corpo inteiro, 4 vezes por semana, por 12 semanas. Um grupo usou 30% a 50% do máximo, com 20 a 25 repetições. O outro usou 75% a 90%, com 8 a 12. Todas as séries foram até a falha.

A massa magra e o tamanho das fibras musculares, tanto as de tipo 1 quanto as de tipo 2, cresceram igual nos dois grupos. A força subiu nos dois, e só o supino teve diferença: 9 kg a mais no grupo leve e 14 kg no pesado. Se a carga muda o tipo de fibra que mais cresce, os estudos ainda não concordam.

Outro estudo com 18 homens treinados chegou ao mesmo ponto. Com 25 a 35 repetições ou 8 a 12, a espessura dos músculos aumentou de forma parecida em 8 semanas. No agachamento, a força subiu 19,6% no grupo pesado e 8,8% no leve.

EstudoQuem treinouLeve x pesadoMúsculoForça máxima
2012, 10 semanas18 homens sem treino30% x 80% do máximo, até a falha+6,8% x +7,2%Maior com 80%
2015, 8 semanas18 homens treinados25 a 35 x 8 a 12 repetiçõesSemelhanteAgachamento +8,8% x +19,6%
2016, 12 semanas49 homens com cerca de 4 anos de treino30% a 50% x 75% a 90% do máximoIgualIgual, menos no supino (+9 kg x +14 kg)

O que as revisões mostram

Depois desses estudos vieram várias revisões, que juntam os resultados de muitas pesquisas. Uma reuniu 21 estudos e achou crescimento igual com carga baixa ou alta, sempre com séries até a falha. Outra, com 28 estudos e 747 adultos, chegou ao mesmo resultado. Uma terceira, com 119 estudos de hipertrofia e 3.364 pessoas, concluiu que todos os jeitos de prescrever o treino fazem o músculo crescer de forma parecida.

O posicionamento do Colégio Americano de Medicina do Esporte, atualizado em 2026, segue a mesma linha: a hipertrofia não variou com cargas entre 30% e 100% do máximo. O que mais ajudou foi fazer 10 ou mais séries por semana e dar ênfase à descida do movimento, a chamada sobrecarga excêntrica.

Há um limite embaixo. Num estudo de 12 semanas com o mesmo volume de treino, a carga de 20% do máximo fez o músculo crescer 8,9%. Com 40%, 60% ou 80%, o crescimento ficou perto de 20%. A carga mínima que funciona fica em algum ponto acima de 20%, e uma revisão de 2021 a situa em torno de 30%.

O peso pesado ainda ganha na força

Para força máxima, a carga faz diferença. Nas revisões, a carga máxima subiu mais com treino pesado, e trabalhar acima de 80% do máximo é o que mais deixa forte. Há quem ache que, a longo prazo, ficar mais forte leve a mais músculo, mas isso ainda não foi demonstrado.

A carga pesada também tem outra vantagem: é mais fácil saber quando a série está chegando ao limite. Com peso leve, as pessoas costumam achar que estão mais perto da falha do que realmente estão.

Com peso leve, a série tem de ir até a falha

Com peso pesado, a falha é clara: a barra sobe ou não sobe. Entre 10 e 12 repetições, ainda dá para perceber bem. Nas séries longas, a ardência aparece muito antes do fim, e muita gente para ali. Ardência não é falha. No teste do supino, se o rapaz parasse na primeira careta, a série leve teria ficado curta.

Um estudo de 8 semanas mediu isso. Com 30% do máximo, levar a série até a falha fez o músculo crescer 7,8%. Parar antes, com cerca de 20 repetições, deu 2,8%, ganho que a estatística não confirmou. Com 80%, ir ou não até a falha deu o mesmo resultado.

Com cargas moderadas ou pesadas, parar a 1 ou 2 repetições da falha dá praticamente o mesmo que ir até o fim. Com carga leve, a falha faz diferença. Como medir a distância até a falha está em treinar perto da falha.

Por que a série longa incomoda tanto

Ir até a falha com repetições altas é bem mais desconfortável. Em homens treinados, 3 séries até a falha com 25 a 30 repetições tiveram nota de desconforto de 8,7, contra 6,7 com 8 a 12. O esforço sentido também foi maior, e a sensação passou de prazer para desprazer.

Esse desconforto pesa na hora de manter o treino, sobretudo nos exercícios grandes, como agachamento. A carga leve continua valendo, só que é mais cansativa e demorada. A carga moderada dá o resultado com menos tempo e menos sofrimento.

Tensão, pump e a descida do movimento

Três estímulos costumam ser citados para explicar o crescimento. Os dois primeiros são a tensão e o estresse metabólico. A tensão mecânica é a força que as fibras do músculo fazem durante a série. O estresse metabólico é o acúmulo de produtos do esforço, que dá a ardência e o pump nas séries longas. Há quem diga que cada carga ativa um mecanismo diferente, mas isso é hipótese. A explicação mais aceita para o empate é outra: perto da falha, o corpo põe para trabalhar quase todas as fibras do músculo, com peso leve ou pesado.

Brad Schoenfeld escreveu que ficar mais forte nos exercícios compostos pesados deve ser a base do treino de hipertrofia, e que provavelmente séries mais longas com descanso curto, depois do trabalho pesado, somam ao estímulo. Ele mesmo pede mais pesquisa para confirmar. A diferença entre os dois tipos de treino está em treino tensional e metabólico.

O terceiro estímulo é a sobrecarga na descida do movimento, que a diretriz de 2026 conta entre o que mais ajuda a hipertrofia. Ela costuma deixar o músculo dolorido, e a dor dos dias seguintes pode atrapalhar a frequência do treino. O ganho, porém, não vem do dano: num estudo, o crescimento só acompanhou a produção de proteína do músculo depois que o dano diminuiu.

Como combinar peso pesado e peso leve

Na prática, dá para usar as duas cargas no mesmo treino. Comece pelos exercícios compostos, como agachamento, supino e remada, com peso pesado e poucas a moderadas repetições, e tente ficar mais forte neles. Depois, nos exercícios acessórios, como rosca, extensora e elevação lateral, use peso leve: algumas séries de 25 a 40 repetições até a falha no fim do treino. Outras opções são a pirâmide reversa, em que você começa pesado e tira peso a cada série, e o drop set, em que tira peso e continua a mesma série sem descanso. Esses esquemas exatos ainda não foram testados em estudo.

Há treinadores que dividem o treino por faixas. Para hipertrofia, de cada 4 séries, 1 pesada, 2 moderadas, de 6 a 12 repetições, e 1 leve. Para força, de cada 10 séries, 6 pesadas, 3 moderadas e 1 leve. Para quem passou dos 50, de cada 10, 1 pesada, 5 moderadas e 4 leves. Essas proporções são escolha de treinador, sem diretriz por trás. A faixa moderada aparece em 3 séries de 12 repetições.

Para quem passou dos 50, o peso pesado não deve sumir. Com a idade, as fibras de tipo 2, as mais ligadas à força, encolhem mais que as outras, e o treino consegue fazê-las crescer de novo. Em idosos, a carga alta tende a dar um pouco mais de força e de músculo do que a moderada. Dá para levantar pesado com a descida controlada.

O trabalho leve, mesmo com o peso do corpo, também serve de aquecimento e prepara os músculos auxiliares para as séries pesadas. Um estudo de 8 semanas com protocolos de força, massa e potência está em carga ou repetições. Para montar a divisão, use o gerador de treino.

Conclusão

O peso leve funciona para ganhar músculo, mas cobra um preço: a série tem de ir até a falha de verdade, além da ardência, e a carga não pode ser leve demais. O peso pesado dá o mesmo músculo com menos sofrimento e mais força. Combinar os dois é a aposta mais prática: o caminho é fazer os compostos pesados primeiro e deixar as séries longas para os acessórios, no fim do treino. Que essa mistura supere usar uma carga só ainda falta provar.

Perguntas frequentes

Muito peso e pouca repetição ou pouco peso e muita repetição?

Para músculo, os dois funcionam de forma parecida. Com peso pesado, basta parar a 1 ou 2 repetições da falha. Com peso leve, a série precisa ir até a falha, com pelo menos uns 30% da carga máxima. Para força, o pesado ganha: acima de 80% do máximo é o que mais deixa forte.

Treinar com peso leve dá resultado?

Dá, com duas condições. A carga precisa ser de pelo menos uns 30% da máxima: com 20%, o músculo cresceu menos da metade. E a série precisa ir até a falha: com 30%, parar antes rendeu 2,8% de crescimento, contra 7,8% indo até o fim.

Referências

  1. ATHLEAN-X. Heavy vs Light Weights for Muscle Growth (WHICH WORKS BETTER). [S. l.], 7 mar. 2024. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qx4vTFBSofk. Acesso em: 3 nov. 2026.
  2. CSAPO, R.; ALEGRE, L. M. Effects of resistance training with moderate vs heavy loads on muscle mass and strength in the elderly: a meta-analysis. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, [S. l.], v. 26, n. 9, p. 995-1006, set. 2016. DOI: 10.1111/sms.12536. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26302881/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  3. CURRIER, B. S. et al. American College of Sports Medicine position stand. Resistance training prescription for muscle function, hypertrophy, and physical performance in healthy adults: an overview of reviews. Medicine and Science in Sports and Exercise, [S. l.], v. 58, n. 4, p. 851-872, abr. 2026. DOI: 10.1249/MSS.0000000000003897. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41843416/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  4. CURRIER, B. S. et al. Resistance training prescription for muscle strength and hypertrophy in healthy adults: a systematic review and Bayesian network meta-analysis. British Journal of Sports Medicine, [S. l.], v. 57, n. 18, p. 1211-1220, set. 2023. DOI: 10.1136/bjsports-2023-106807. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37414459/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  5. DAMAS, F. et al. Resistance training-induced changes in integrated myofibrillar protein synthesis are related to hypertrophy only after attenuation of muscle damage. The Journal of Physiology, [S. l.], v. 594, n. 18, p. 5209-5222, set. 2016. DOI: 10.1113/JP272472. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27219125/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  6. HÁBITOS SAUDÁVEIS. PESOS LEVES VS PESOS PESADOS (PARA O CRESCIMENTO MUSCULAR). [S. l.], 26 maio 2022. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V2riBm3FTPQ. Acesso em: 3 nov. 2026.
  7. LASEVICIUS, T. et al. Effects of different intensities of resistance training with equated volume load on muscle strength and hypertrophy. European Journal of Sport Science, [S. l.], v. 18, n. 6, p. 772-780, jul. 2018. DOI: 10.1080/17461391.2018.1450898. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29564973/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  8. LASEVICIUS, T. et al. Muscle failure promotes greater muscle hypertrophy in low-load but not in high-load resistance training. Journal of Strength and Conditioning Research, [S. l.], v. 36, n. 2, p. 346-351, fev. 2022. DOI: 10.1519/JSC.0000000000003454. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31895290/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  9. LOPEZ, P. et al. Resistance training load effects on muscle hypertrophy and strength gain: systematic review and network meta-analysis. Medicine and Science in Sports and Exercise, [S. l.], v. 53, n. 6, p. 1206-1216, jun. 2021. DOI: 10.1249/MSS.0000000000002585. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33433148/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  10. MITCHELL, C. J. et al. Resistance exercise load does not determine training-mediated hypertrophic gains in young men. Journal of Applied Physiology, [S. l.], v. 113, n. 1, p. 71-77, jul. 2012. DOI: 10.1152/japplphysiol.00307.2012. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22518835/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  11. MORTON, R. W. et al. Neither load nor systemic hormones determine resistance training-mediated hypertrophy or strength gains in resistance-trained young men. Journal of Applied Physiology, [S. l.], v. 121, n. 1, p. 129-138, jul. 2016. DOI: 10.1152/japplphysiol.00154.2016. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27174923/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  12. NILWIK, R. et al. The decline in skeletal muscle mass with aging is mainly attributed to a reduction in type II muscle fiber size. Experimental Gerontology, [S. l.], v. 48, n. 5, p. 492-498, maio 2013. DOI: 10.1016/j.exger.2013.02.012. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23425621/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  13. REFALO, M. C. et al. Influence of resistance training proximity-to-failure on skeletal muscle hypertrophy: a systematic review with meta-analysis. Sports Medicine, [S. l.], v. 53, n. 3, p. 649-665, mar. 2023. DOI: 10.1007/s40279-022-01784-y. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36334240/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  14. RIBEIRO, A. S. et al. Acute effects of different training loads on affective responses in resistance-trained men. International Journal of Sports Medicine, [S. l.], v. 40, n. 13, p. 850-855, nov. 2019. DOI: 10.1055/a-0997-6680. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31499564/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  15. SCHOENFELD, B. J. et al. Effects of low- vs. high-load resistance training on muscle strength and hypertrophy in well-trained men. Journal of Strength and Conditioning Research, [S. l.], v. 29, n. 10, p. 2954-2963, out. 2015. DOI: 10.1519/JSC.0000000000000958. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25853914/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  16. SCHOENFELD, B. J. et al. Loading recommendations for muscle strength, hypertrophy, and local endurance: a re-examination of the repetition continuum. Sports, [S. l.], v. 9, n. 2, art. 32, fev. 2021. DOI: 10.3390/sports9020032. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33671664/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  17. SCHOENFELD, B. J. et al. Strength and hypertrophy adaptations between low- vs. high-load resistance training: a systematic review and meta-analysis. Journal of Strength and Conditioning Research, [S. l.], v. 31, n. 12, p. 3508-3523, dez. 2017. DOI: 10.1519/JSC.0000000000002200. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28834797/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  18. SCHOENFELD, B. J.; CONTRERAS, B. The muscle pump: potential mechanisms and applications for enhancing hypertrophic adaptations. Strength and Conditioning Journal, [S. l.], v. 36, n. 3, p. 21-25, jun. 2014. DOI: 10.1519/SSC.0000000000000021. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/271841451_The_Muscle_Pump_Potential_Mechanisms_and_Applications_for_Enhancing_Hypertrophic_Adaptations. Acesso em: 3 nov. 2026.

Vídeo no YouTube sobre o tema

Feedback do Usuário

Comentários Recomendados

  • Moderador
Em 25/04/2024 em 01:39, Foston disse:

Mas, quando me refiro à apneia, estou me referindo àqueles exercícios REALMENTE pesados, como é o caso do agachamento (e, para mim, ao menos, o supino).

Outro exemplo :

 

 

Fonte:

https://www.instagram.com/reel/C6RL3bPL1vM/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

  • Moderador
7 horas atrás, Foston disse:

Muito interessante. Vou fazer dessa forma (inspirar na fase inicial, fazer o bracing, manter a apneia durante todo o movimento, e expirar na fase final, repetindo o processo). Essa forma de respiração é interessante para todos os exercícios ou é específica para o agachamento?

  • Moderador
5 horas atrás, fisiculturismo disse:

Essa forma de respiração é interessante para todos os exercícios ou é específica para o agachamento?

O benefício da apneia é o aumento de força, porém, ela induz à tontura. O ideal, quando isso ocorrer, é respirar bastante antes do póximo moviemento da repetição.

Por conta dessa tontura, a apneia só é interessante com cargas pesadas.

Assim, quando é possível fazer repetições acima de 12 (peso mais leve), a apneia pode atrapalhar, ao invés de ajudar.

Portanto, essa forma de respiração é interessante para todos os exercícios mais pesados.

 

 

Cláudio Chamini

Colaborador
Em 30/04/2024 em 14:48, RenatinhaSA disse:

Tema excelente para um artigo, pois sempre surge a mesma pergunta: existe um momento certo para incluir esse tipo de exercício nos treinos? Por exemplo, uma iniciante que possui volume extremamente reduzido nos glúteos, seria melhor focar em exercícios multiarticulares, como leg press e agachamento, inicialmente? E a relação entre as cargas baixa e alta? 

São muitos temas interessantes para novos artigos. A produção não pode parar...

4 horas atrás, Foston disse:

O benefício da apneia é o aumento de força, porém, ela induz à tontura. O ideal, quando isso ocorrer, é respirar bastante antes do póximo moviemento da repetição.

Po conta dessa tontura, a apneia só é interessante com cargas pesadas.

Assim, quando é possível fazer repetições acima de 12 (peso mais leve), a apneia pode atrapalhar, ao invés de ajudar.

Assim sendo, essa forma de respiração é interessante para todos os exercícios mais pesados.

Acho que esse artigo sobre a melhor forma de respirar durante os exercícios poderia ser escrita pelo @Foston que já manja muito do assunto!

Pokoyô

Membro
(editado)
Em 18/04/2024 em 13:38, RenatinhaSA disse:

Pesados kkkkkk

Brincadeira, gosto de manter um equilíbrio, alternando entre período  com menos repetições e mais carga e períodos com menos carga e mais repetições, buscando a falha ou próximo dela, neste último caso.

Acredito que treinamento é quase uma arte, o que dá certo pra um, às vezes não "vinga" para outras pessoas. Acho legal testar variáveis até encontrar o que melhor se encaixe.

Por exemplo, gosto de contabilizar número de séries semanais por grupo muscular, aumentando o volume de acordo com meu foco. Já cheguei a fazer + 40 séries semanais para posteriores de coxa. 

Não gosto muito de técnicas avançadas, mas vez ou outra eu coloco nos treinos. FST-7 deu um up nos meus quadríceps. 

 

 

Eu acho que a Renatinha está certíssima.

Fazer periodização alternando treinos leves com pesados com pesos para mais ou menos repetições e até a falha ou perto dela.

Pretendo fazer a mesma coisa...mas o ciclo será SEMANAL.

Nos dias leves da semana quero ir perto da falha e não até  a falha com 20 reps em todas as séries e com um peso apenas...sem ficar progredindo pesos no mesmo exercicio.

No dia pesado usarei peso pesado pra chegar perto da falha com 4 a 8 reps.

Como o ciclo é semanal poderei manter a PROGRESSÃO de força. 

Vejamos o que acontece.

E que tal trocar MATÉRIA por MATÉRIA  - LEIA E OPINE.

 

Editado em por Pokoyô

  • Moderador
1 hora atrás, Pokoyô disse:

Fazer periodização alternando treinos leves com pesados com pesos para mais ou menos repetições e até a falha ou perto dela.

Pretendo fazer a mesma coisa...mas o ciclo será SEMANAL.

Estamos precisando de uma matéria atualizada sobre periodização de treino @Cláudio Chamini!

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.