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Pouco peso e muita repetição dá músculo? O que dizem os estudos

Com peso leve, o músculo cresce quase igual ao pesado, se cada série for até a falha e a carga não for leve demais. Veja os estudos e onde o pesado ganha.

Pouco peso e muita repetição dá músculo, sim. Nos estudos, quem treinou com carga leve cresceu quase o mesmo que quem treinou pesado, desde que levasse cada série até a falha, o ponto em que não sai mais nenhuma repetição. A carga leve tinha de ser de pelo menos uns 30% da carga máxima que a pessoa levanta uma vez (1RM). Para força, o peso pesado continua na frente.

O tema aparece em "Pesos leves vs pesos pesados", do canal Hábitos Saudáveis, e num teste do canal ATHLEAN-X, de Jeff Cavaliere, em que o mesmo rapaz faz supino com halteres de dois jeitos: com um peso que aguenta 8 a 10 vezes e com outro bem mais leve, que levou até a 24ª repetição antes de falhar.

A ideia antiga: muita repetição só dá resistência

Por muito tempo, a regra foi que repetição alta com peso leve treina resistência e quase não dá músculo, e que a hipertrofia mora nas faixas baixas e moderadas. A frase de Ronnie Coleman resume o espírito: todo mundo quer ser fisiculturista, mas ninguém quer levantar peso pesado. Ainda há quem diga que só se ganha músculo com pelo menos 80% da carga máxima.

O pesquisador americano Brad Schoenfeld conta que também pensava assim: mais de 12 a 15 repetições seria "cardio glorificado". Os estudos do laboratório dele e de outros grupos mudaram essa visão: o músculo cresce de forma parecida numa faixa larga de cargas, até séries de 30 a 40 repetições.

O estudo de 2012 com 18 homens

Um dos primeiros testes veio do grupo de Stuart Phillips, no Canadá. Dezoito homens sem experiência de musculação treinaram na cadeira extensora 3 vezes por semana por 10 semanas, sempre até a falha. Havia três protocolos: 3 séries com 30% da carga máxima, 1 série com 80% e 3 séries com 80%. Cada homem fez dois deles, um em cada perna.

O quadríceps cresceu 6,8% com 3 séries leves, 7,2% com 3 séries pesadas e 3,2% com uma série pesada só. Pela estatística, nenhuma das três diferenças conta: todos cresceram parecido. A força máxima subiu mais com 80%. O volume de treino não foi igualado: cada série ia até a falha, e a série leve tinha muito mais repetições.

A principal crítica foi usar iniciantes. Quem nunca treinou cresce com quase qualquer estímulo, e isso poderia explicar o resultado.

E em quem já treina há anos?

O mesmo grupo repetiu o teste em 2016 com 49 homens que treinavam havia cerca de 4 anos, num treino de corpo inteiro, 4 vezes por semana, por 12 semanas. Um grupo usou 30% a 50% do máximo, com 20 a 25 repetições. O outro usou 75% a 90%, com 8 a 12. Todas as séries foram até a falha.

A massa magra e o tamanho das fibras musculares, tanto as de tipo 1 quanto as de tipo 2, cresceram igual nos dois grupos. A força subiu nos dois, e só o supino teve diferença: 9 kg a mais no grupo leve e 14 kg no pesado. Se a carga muda o tipo de fibra que mais cresce, os estudos ainda não concordam.

Outro estudo com 18 homens treinados chegou ao mesmo ponto. Com 25 a 35 repetições ou 8 a 12, a espessura dos músculos aumentou de forma parecida em 8 semanas. No agachamento, a força subiu 19,6% no grupo pesado e 8,8% no leve.

EstudoQuem treinouLeve x pesadoMúsculoForça máxima
2012, 10 semanas18 homens sem treino30% x 80% do máximo, até a falha+6,8% x +7,2%Maior com 80%
2015, 8 semanas18 homens treinados25 a 35 x 8 a 12 repetiçõesSemelhanteAgachamento +8,8% x +19,6%
2016, 12 semanas49 homens com cerca de 4 anos de treino30% a 50% x 75% a 90% do máximoIgualIgual, menos no supino (+9 kg x +14 kg)

O que as revisões mostram

Depois desses estudos vieram várias revisões, que juntam os resultados de muitas pesquisas. Uma reuniu 21 estudos e achou crescimento igual com carga baixa ou alta, sempre com séries até a falha. Outra, com 28 estudos e 747 adultos, chegou ao mesmo resultado. Uma terceira, com 119 estudos de hipertrofia e 3.364 pessoas, concluiu que todos os jeitos de prescrever o treino fazem o músculo crescer de forma parecida.

O posicionamento do Colégio Americano de Medicina do Esporte, atualizado em 2026, segue a mesma linha: a hipertrofia não variou com cargas entre 30% e 100% do máximo. O que mais ajudou foi fazer 10 ou mais séries por semana e dar ênfase à descida do movimento, a chamada sobrecarga excêntrica.

Há um limite embaixo. Num estudo de 12 semanas com o mesmo volume de treino, a carga de 20% do máximo fez o músculo crescer 8,9%. Com 40%, 60% ou 80%, o crescimento ficou perto de 20%. A carga mínima que funciona fica em algum ponto acima de 20%, e uma revisão de 2021 a situa em torno de 30%.

O peso pesado ainda ganha na força

Para força máxima, a carga faz diferença. Nas revisões, a carga máxima subiu mais com treino pesado, e trabalhar acima de 80% do máximo é o que mais deixa forte. Há quem ache que, a longo prazo, ficar mais forte leve a mais músculo, mas isso ainda não foi demonstrado.

A carga pesada também tem outra vantagem: é mais fácil saber quando a série está chegando ao limite. Com peso leve, as pessoas costumam achar que estão mais perto da falha do que realmente estão.

Com peso leve, a série tem de ir até a falha

Com peso pesado, a falha é clara: a barra sobe ou não sobe. Entre 10 e 12 repetições, ainda dá para perceber bem. Nas séries longas, a ardência aparece muito antes do fim, e muita gente para ali. Ardência não é falha. No teste do supino, se o rapaz parasse na primeira careta, a série leve teria ficado curta.

Um estudo de 8 semanas mediu isso. Com 30% do máximo, levar a série até a falha fez o músculo crescer 7,8%. Parar antes, com cerca de 20 repetições, deu 2,8%, ganho que a estatística não confirmou. Com 80%, ir ou não até a falha deu o mesmo resultado.

Com cargas moderadas ou pesadas, parar a 1 ou 2 repetições da falha dá praticamente o mesmo que ir até o fim. Com carga leve, a falha faz diferença. Como medir a distância até a falha está em treinar perto da falha.

Por que a série longa incomoda tanto

Ir até a falha com repetições altas é bem mais desconfortável. Em homens treinados, 3 séries até a falha com 25 a 30 repetições tiveram nota de desconforto de 8,7, contra 6,7 com 8 a 12. O esforço sentido também foi maior, e a sensação passou de prazer para desprazer.

Esse desconforto pesa na hora de manter o treino, sobretudo nos exercícios grandes, como agachamento. A carga leve continua valendo, só que é mais cansativa e demorada. A carga moderada dá o resultado com menos tempo e menos sofrimento.

Tensão, pump e a descida do movimento

Três estímulos costumam ser citados para explicar o crescimento. Os dois primeiros são a tensão e o estresse metabólico. A tensão mecânica é a força que as fibras do músculo fazem durante a série. O estresse metabólico é o acúmulo de produtos do esforço, que dá a ardência e o pump nas séries longas. Há quem diga que cada carga ativa um mecanismo diferente, mas isso é hipótese. A explicação mais aceita para o empate é outra: perto da falha, o corpo põe para trabalhar quase todas as fibras do músculo, com peso leve ou pesado.

Brad Schoenfeld escreveu que ficar mais forte nos exercícios compostos pesados deve ser a base do treino de hipertrofia, e que provavelmente séries mais longas com descanso curto, depois do trabalho pesado, somam ao estímulo. Ele mesmo pede mais pesquisa para confirmar. A diferença entre os dois tipos de treino está em treino tensional e metabólico.

O terceiro estímulo é a sobrecarga na descida do movimento, que a diretriz de 2026 conta entre o que mais ajuda a hipertrofia. Ela costuma deixar o músculo dolorido, e a dor dos dias seguintes pode atrapalhar a frequência do treino. O ganho, porém, não vem do dano: num estudo, o crescimento só acompanhou a produção de proteína do músculo depois que o dano diminuiu.

Como combinar peso pesado e peso leve

Na prática, dá para usar as duas cargas no mesmo treino. Comece pelos exercícios compostos, como agachamento, supino e remada, com peso pesado e poucas a moderadas repetições, e tente ficar mais forte neles. Depois, nos exercícios acessórios, como rosca, extensora e elevação lateral, use peso leve: algumas séries de 25 a 40 repetições até a falha no fim do treino. Outras opções são a pirâmide reversa, em que você começa pesado e tira peso a cada série, e o drop set, em que tira peso e continua a mesma série sem descanso. Esses esquemas exatos ainda não foram testados em estudo.

Há treinadores que dividem o treino por faixas. Para hipertrofia, de cada 4 séries, 1 pesada, 2 moderadas, de 6 a 12 repetições, e 1 leve. Para força, de cada 10 séries, 6 pesadas, 3 moderadas e 1 leve. Para quem passou dos 50, de cada 10, 1 pesada, 5 moderadas e 4 leves. Essas proporções são escolha de treinador, sem diretriz por trás. A faixa moderada aparece em 3 séries de 12 repetições.

Para quem passou dos 50, o peso pesado não deve sumir. Com a idade, as fibras de tipo 2, as mais ligadas à força, encolhem mais que as outras, e o treino consegue fazê-las crescer de novo. Em idosos, a carga alta tende a dar um pouco mais de força e de músculo do que a moderada. Dá para levantar pesado com a descida controlada.

O trabalho leve, mesmo com o peso do corpo, também serve de aquecimento e prepara os músculos auxiliares para as séries pesadas. Um estudo de 8 semanas com protocolos de força, massa e potência está em carga ou repetições. Para montar a divisão, use o gerador de treino.

Conclusão

O peso leve funciona para ganhar músculo, mas cobra um preço: a série tem de ir até a falha de verdade, além da ardência, e a carga não pode ser leve demais. O peso pesado dá o mesmo músculo com menos sofrimento e mais força. Combinar os dois é a aposta mais prática: o caminho é fazer os compostos pesados primeiro e deixar as séries longas para os acessórios, no fim do treino. Que essa mistura supere usar uma carga só ainda falta provar.

Perguntas frequentes

Muito peso e pouca repetição ou pouco peso e muita repetição?

Para músculo, os dois funcionam de forma parecida. Com peso pesado, basta parar a 1 ou 2 repetições da falha. Com peso leve, a série precisa ir até a falha, com pelo menos uns 30% da carga máxima. Para força, o pesado ganha: acima de 80% do máximo é o que mais deixa forte.

Treinar com peso leve dá resultado?

Dá, com duas condições. A carga precisa ser de pelo menos uns 30% da máxima: com 20%, o músculo cresceu menos da metade. E a série precisa ir até a falha: com 30%, parar antes rendeu 2,8% de crescimento, contra 7,8% indo até o fim.

Referências

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  2. CSAPO, R.; ALEGRE, L. M. Effects of resistance training with moderate vs heavy loads on muscle mass and strength in the elderly: a meta-analysis. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, [S. l.], v. 26, n. 9, p. 995-1006, set. 2016. DOI: 10.1111/sms.12536. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26302881/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  3. CURRIER, B. S. et al. American College of Sports Medicine position stand. Resistance training prescription for muscle function, hypertrophy, and physical performance in healthy adults: an overview of reviews. Medicine and Science in Sports and Exercise, [S. l.], v. 58, n. 4, p. 851-872, abr. 2026. DOI: 10.1249/MSS.0000000000003897. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41843416/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  4. CURRIER, B. S. et al. Resistance training prescription for muscle strength and hypertrophy in healthy adults: a systematic review and Bayesian network meta-analysis. British Journal of Sports Medicine, [S. l.], v. 57, n. 18, p. 1211-1220, set. 2023. DOI: 10.1136/bjsports-2023-106807. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37414459/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  5. DAMAS, F. et al. Resistance training-induced changes in integrated myofibrillar protein synthesis are related to hypertrophy only after attenuation of muscle damage. The Journal of Physiology, [S. l.], v. 594, n. 18, p. 5209-5222, set. 2016. DOI: 10.1113/JP272472. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27219125/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  6. HÁBITOS SAUDÁVEIS. PESOS LEVES VS PESOS PESADOS (PARA O CRESCIMENTO MUSCULAR). [S. l.], 26 maio 2022. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V2riBm3FTPQ. Acesso em: 3 nov. 2026.
  7. LASEVICIUS, T. et al. Effects of different intensities of resistance training with equated volume load on muscle strength and hypertrophy. European Journal of Sport Science, [S. l.], v. 18, n. 6, p. 772-780, jul. 2018. DOI: 10.1080/17461391.2018.1450898. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29564973/. Acesso em: 3 nov. 2026.
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  9. LOPEZ, P. et al. Resistance training load effects on muscle hypertrophy and strength gain: systematic review and network meta-analysis. Medicine and Science in Sports and Exercise, [S. l.], v. 53, n. 6, p. 1206-1216, jun. 2021. DOI: 10.1249/MSS.0000000000002585. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33433148/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  10. MITCHELL, C. J. et al. Resistance exercise load does not determine training-mediated hypertrophic gains in young men. Journal of Applied Physiology, [S. l.], v. 113, n. 1, p. 71-77, jul. 2012. DOI: 10.1152/japplphysiol.00307.2012. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22518835/. Acesso em: 3 nov. 2026.
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  15. SCHOENFELD, B. J. et al. Effects of low- vs. high-load resistance training on muscle strength and hypertrophy in well-trained men. Journal of Strength and Conditioning Research, [S. l.], v. 29, n. 10, p. 2954-2963, out. 2015. DOI: 10.1519/JSC.0000000000000958. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25853914/. Acesso em: 3 nov. 2026.
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  17. SCHOENFELD, B. J. et al. Strength and hypertrophy adaptations between low- vs. high-load resistance training: a systematic review and meta-analysis. Journal of Strength and Conditioning Research, [S. l.], v. 31, n. 12, p. 3508-3523, dez. 2017. DOI: 10.1519/JSC.0000000000002200. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28834797/. Acesso em: 3 nov. 2026.
  18. SCHOENFELD, B. J.; CONTRERAS, B. The muscle pump: potential mechanisms and applications for enhancing hypertrophic adaptations. Strength and Conditioning Journal, [S. l.], v. 36, n. 3, p. 21-25, jun. 2014. DOI: 10.1519/SSC.0000000000000021. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/271841451_The_Muscle_Pump_Potential_Mechanisms_and_Applications_for_Enhancing_Hypertrophic_Adaptations. Acesso em: 3 nov. 2026.

Vídeo no YouTube sobre o tema

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Comentários Recomendados

  • Moderador
Agora, fisiculturismo disse:

@Foston @MashleMuscle @Batata... @LU. @RenatinhaSA como vocês preferem treinar para ganhar massa muscular? Pesos mais leves ou pesos mais pesados? Alternam os estímulos? Como é a série de vocês quanto ao pesos?

Eu treino sempre pesado. Treinos mais leves eu faço quando sinto que o músculo e articulações precisam de um tempo. Não é algo programado: no dia, na primeira série, eu já sei calcular até onde devo ir com as cargas e repetições.

  • Moderador
19 minutos atrás, fisiculturismo disse:

pesos mais pesados

Pesados kkkkkk

Brincadeira, gosto de manter um equilíbrio, alternando entre período  com menos repetições e mais carga e períodos com menos carga e mais repetições, buscando a falha ou próximo dela, neste último caso.

Acredito que treinamento é quase uma arte, o que dá certo pra um, às vezes não "vinga" para outras pessoas. Acho legal testar variáveis até encontrar o que melhor se encaixe.

Por exemplo, gosto de contabilizar número de séries semanais por grupo muscular, aumentando o volume de acordo com meu foco. Já cheguei a fazer + 40 séries semanais para posteriores de coxa. 

Não gosto muito de técnicas avançadas, mas vez ou outra eu coloco nos treinos. FST-7 deu um up nos meus quadríceps. 

 

 

  • Moderador
6 horas atrás, Foston disse:

Treinos mais leves eu faço quando sinto que o músculo e articulações precisam de um tempo. Não é algo programado: no dia, na primeira série, eu já sei calcular até onde devo ir com as cargas e repetições.

Profissional demais! Eu já estava muito tempo com séries pesadas de no máximo 8 repetições. Vou experimentar essa série com 3x12 e 4 segundos por repetição por uns 2 meses. Vamos ver no que dá.

6 horas atrás, MashleMuscle disse:

Gosto de treinar sempre mais pesado , pois sinto maior tensão nos músculos

Sempre foi a minha preferência também!

5 horas atrás, RenatinhaSA disse:

Brincadeira, gosto de manter um equilíbrio, alternando entre período  com menos repetições e mais carga e períodos com menos carga e mais repetições, buscando a falha ou próximo dela, neste último caso.

Leva mais ou menos quanto tempo para alternar o tipo de estímulo? 1 mês? 2 meses?

  • Moderador
2 horas atrás, fisiculturismo disse:
9 horas atrás, Foston disse:

Treinos mais leves eu faço quando sinto que o músculo e articulações precisam de um tempo. Não é algo programado: no dia, na primeira série, eu já sei calcular até onde devo ir com as cargas e repetições.

Profissional demais! Eu já estava muito tempo com séries pesadas de no máximo 8 repetições. Vou experimentar essa série com 3x12 e 4 segundos por repetição por uns 2 meses. Vamos ver no que dá.

Hoje coincidentemente bati meu recorde pessoal no desenvolvimento (máquina com anilhas): 120kg para 15 repetições. Tive a impressão que dava para colocar mais 20kg de cada lado. rs. Mas raramente faço essas peripécias: prefiro ficar em 80kg.

  • Moderador
Em 18/04/2024 em 19:19, fisiculturismo disse:

mais ou menos quanto tempo para alternar o tipo de estímulo? 1 mês? 2 meses

Basicamente dois meses, porém, preciso reduzir as cargas próximo do período menstrual, porque a minha força diminui.

Certa vez baixei as cargas e permaci assim por um tempo mais longo. Quando tentei retornar,  vi que não conseguia nem mesmo 100kg no leg press 45 (costumava fazer com 200Kg).

Atualmente, estou lutando para melhorar essas marcas.

Leg 180Kg

Elev Pélvica 150Kg

Desenv Halter 25Kg (totais) e é difícil aumentar aqui.

Remada Curvada 45KG (sem a barra de 20).

E por aí vai.

 

Em 18/04/2024 em 22:11, Foston disse:

desenvolvimento (máquina com anilhas): 120kg para 15 repetições

Eu com meus 30 quilinhos quase desmaiando rs (10rep) 

  • Moderador
1 hora atrás, RenatinhaSA disse:

Eu com meus 30 quilinhos quase desmaiando rs (10rep) 

Não vejo nas academias as pessoas fazendo desenvolvimento com a barra. A barra permite colocar um pouco mais de peso.

MashleMuscle

Colaborador
(editado)
1 hora atrás, Foston disse:

Não vejo nas academias as pessoas fazendo desenvolvimento com a barra. A barra permite colocar um pouco mais de peso.

Eu Faço militar no Smith, consigo por 20kg de cada lado , mais quando fico livre com halteres consigo fazer com halteres de 24kg vai entender 

Todo mundo diz que no Smith é mais fácil que livre que da de por mais peso , mais comigo é ao contrário kkkk, agacho com 80 a 100 no livre , no Smith 70 to pedindo arrego 

Editado em por MashleMuscle

  • Moderador
1 hora atrás, MashleMuscle disse:

Todo mundo diz que no Smith é mais fácil que livre que da de por mais peso

No smith tem o atrito da guia da barra. No desenvolvimento "solto", o movimento é mais orgânico.

  • Moderador
2 horas atrás, Foston disse:

Não vejo nas academias as pessoas fazendo desenvolvimento com a barra. A barra permite colocar um pouco mais de peso

Eu faço às vezes, quando a máquina ou os bancos estão ocupados. Peguei essa dica com a Joaninha, naquela época, fazendo para frente e também para atrás da cabeça. Mesmo assim não passo dos 30 quilos totais 🫠

Acredito que um dos fatores limitantes é a nossa própria mente. Hoje mesmo fiz 7 rep na elev pélvica com 150kg, depois, subi para 160 e fiz 8, com pico de contração no alto (foram 10kg de uma vez). Coisas estranhas acontecem rs

  • Moderador
28 minutos atrás, RenatinhaSA disse:

Eu faço às vezes, quando a máquina ou os bancos estão ocupados. Peguei essa dica com a Joaninha, naquela época, fazendo para frente e também para atrás da cabeça. Mesmo assim não passo dos 30 quilos totais 🫠

Acredito que um dos fatores limitantes é a nossa própria mente. Hoje mesmo fiz 7 rep na elev pélvica com 150kg, depois, subi para 160 e fiz 8, com pico de contração no alto (foram 10kg de uma vez). Coisas estranhas acontecem rs

A melhor forma de subir as cargas é fazer a pirâmide invertida: se, antes, você terminava elevação pélvica com 160kg, no próximo treino, você deve aquecer os glúteos com uma ou duas séries com peso leve e umas 20 repetições, para, em seguida, armar a barra com 180kg, sendo essa a sua primeira série. Depois vai baixando o peso (ou não) conforme as séries avancem.

Durante toda a semana que antecede o próximo treino, você já vai programando a mente para a próxima pirâmide invertida: 200kg. E assim sucessivamente.

  • Moderador

Você faz a técnica a apneia antes de levantar o peso? Eu não vejo nenhum instrutor moderno ensinar o aluno a respirar durante os exercícios.

Tem de encher o pulmão e prender o ar e só solta quando termina o movimento: aumenta um pouco a sensação de tontura, mas a força aumenta absurdamente.

 

  • Moderador
Em 20/04/2024 em 22:58, Foston disse:

Tem de encher o pulmão e prender o ar e só solta quando termina o movimento: aumenta um pouco a sensação de tontura, mas a força aumenta absurdamente.

Não sei se é a mesma coisa que você mencionou, mas eu costumo prestar bastante atenção na respiração. Faço o "bracing" durante os exercícios e também treino separadamente apenas a técnica de respiração. Durante a execução do exercício, procuro inspirar na fase excêntrica e expirar na fase concêntrica. Seria isso?

 

  • Moderador
3 horas atrás, RenatinhaSA disse:

procuro inspirar na fase excêntrica e expirar na fase concêntrica. Seria isso?

Eu fui buscar alguns vídeos mais atuais sobre o tema. O melhor que encorei foi esse:

 

Mas, quando me refiro à apneia, estou me referindo àqueles exercícios REALMENTE pesados, como é o caso do agachamento (e, para mim, ao menos, o supino).

Veja Ed. Corney agachando. Essa apneia dá mais força:

 

 

Na real? Tente fazer a apneia e veja se o peso não fica "mais leve", se não se adaptar, pode respirar normalmente.

  • Moderador
9 horas atrás, Foston disse:

Tente fazer a apneia e veja se o peso não fica "mais leve", se não se adaptar, pode respirar normalmente.

Entendi. Aproveitando, pretendo voltar com a flexão nórdica, que anda meio esquecida nos meus treinos. Acha que posso incluir como primeiro exercício, tipo aquecimento, ou é mais interessante do meio pro final da sessão de treino? Tem questão de lombar também.

  • Moderador
47 minutos atrás, RenatinhaSA disse:

Acha que posso incluir como primeiro exercício, tipo aquecimento

Se seu objetivo é subir as cargas, "guarde" seu músculo para o exercício com esse fim. Faça apenas um prévio aquecimento (não é exaustão) e um pouco de alongamento e parta de logo para a carga máxima. Foque na carga e deixe esse exercício para o final.

Mas tenha bom-senso: exercícios como o agachamento, por exemplo, não é possível começar, já na primeira séries após o aquecimento, com a carga máxima.

  • Moderador
Em 20/04/2024 em 22:58, Foston disse:

Você faz a técnica a apneia antes de levantar o peso? Eu não vejo nenhum instrutor moderno ensinar o aluno a respirar durante os exercícios.

Tem de encher o pulmão e prender o ar e só solta quando termina o movimento: aumenta um pouco a sensação de tontura, mas a força aumenta absurdamente.

 

Muito interessante @Foston! A recomendação geral e expirar na excêntrica e inspirar na concêntrica, certo? Esse tema merece um artigo.

Em 20/04/2024 em 13:42, Foston disse:

A melhor forma de subir as cargas é fazer a pirâmide invertida: se, antes, você terminava elevação pélvica com 160kg, no próximo treino, você deve aquecer os glúteos com uma ou duas séries com peso leve e umas 20 repetições, para, em seguida, armar a barra com 180kg, sendo essa a sua primeira série. Depois vai baixando o peso (ou não) conforme as séries avancem.

Durante toda a semana que antecede o próximo treino, você já vai programando a mente para a próxima pirâmide invertida: 200kg. E assim sucessivamente.

Essa técnica da pirâmide para romper os limites de carga também merece um artigo. Vamos colocar o @Cláudio Chamini para pesquisar e elaborar!

Em 20/04/2024 em 09:11, RenatinhaSA disse:

Basicamente dois meses, porém, preciso reduzir as cargas próximo do período menstrual, porque a minha força diminui.

Um artigo sobre treino de mulheres e ciclo menstrual também parece interessante. 
 

Caso queiram sugerir artigos, podem ir comentando nos artigos para que o @Cláudio Chamini seja direcionado para as pesquisas dos artigos mais atuais sobre os temas e elabore um artigo para o site.

  • Moderador
4 horas atrás, fisiculturismo disse:

Muito interessante @Foston! A recomendação geral e expirar na excêntrica e inspirar na concêntrica, certo? Esse tema merece um artigo.

Essa técnica da pirâmide para romper os limites de carga também merece um artigo. Vamos colocar o @Cláudio Chamini para pesquisar e elaborar!

Um artigo sobre treino de mulheres e ciclo menstrual também parece interessante. 
 

Caso queiram sugerir artigos, podem ir comentando nos artigos para que o @Cláudio Chamini seja direcionado para as pesquisas dos artigos mais atuais sobre os temas e elabore um artigo para o site.

Sugestão ao @Cláudio Chamini: Os princípios Weider e como eles ainda são usados atualmente. Quase todos os treinos atuais copiam o que os princípios Weider já haviam dito.

Cláudio Chamini

Colaborador

Temas anotados para pesquisa:

  • respiração durante os exercícios de musculação;
  • pirâmide decrescente para superar os limites de peso;
  • ciclo menstrual e treino feminino;
  • princípios de treino do Joe Weider.
  • Moderador
Em 20/04/2024 em 13:42, Foston disse:

barra com 180kg,

E hoje foi, barra (20Kg) +180Kg em anilhas.

2 séries de 15 rep com carga baixa, seguindo para 180 Kg. Como a primeira série não ficou tão boa, decidi fazer mais duas. Total de 7 séries efetivas, carga decrescente.

Antes, sentia mais o glúteo nas primeiras séries com carga baixa, porém essa consciência corporal diminuia com o aumento do peso. Hoje, senti muito desde a primeira série. Curti.

Vamos ver se chegarei nos 200🫠

 

  • Moderador
1 hora atrás, RenatinhaSA disse:

E hoje foi, barra (20Kg) +180Kg em anilhas.

2 séries de 15 rep com carga baixa, seguindo para 180 Kg. Como a primeira série não ficou tão boa, decidi fazer mais duas. Total de 7 séries efetivas, carga decrescente.

Antes, sentia mais o glúteo nas primeiras séries com carga baixa, porém essa consciência corporal diminuia com o aumento do peso. Hoje, senti muito desde a primeira série. Curti.

Vamos ver se chegarei nos 200🫠

 

Essa é a ideia! Rumo aos 240kg!

Pode explorar esse exercício em destaque. Se preciso for, corte as séries dos outros. Pode até mesmo fazer 08, 10, 12 séries só desse exercício. Se especialize nele.

De todas as variáveis, a mais importante continua sendo a carga.

Em outro momento, depois de algum tempo, pode-se fazer o mesmo trabalho com outro exercício, como o stiff ou o terra sumô com os straps e elásticos.

  • Moderador
18 horas atrás, RenatinhaSA disse:

2 séries de 15 rep com carga baixa, seguindo para 180 Kg. Como a primeira série não ficou tão boa, decidi fazer mais duas. Total de 7 séries efetivas, carga decrescente.

Fez 2 séries de 15 para "esquentar" a musculatura apenas, muito leves? Ou já chegando na falha com 15 repetições?

Fez mais 5 séries com pirâmide decrescente?

Quanto tempo de descanso deu entre as séries?

Quantas repetições em cada série pesada?

Qual velocidade de execução na fase excêntrica e concêntrica?

15 horas atrás, Foston disse:

Gosto muito desse vídeo:

 

 

Uau! Esse perfil é real?

  • Moderador
Em 29/04/2024 em 12:22, fisiculturismo disse:

Fez 2 séries de 15 para "esquentar" a musculatura apenas, muito leves? Ou já chegando na falha com 15 repetições?

Nada de falha, apenas para "esquentar". Deixei algumas repetições na reserva. 

Usei apenas 60kg totais. 

 

Em 29/04/2024 em 12:22, fisiculturismo disse:

Fez mais 5 séries com pirâmide decrescente?

Foram 7 séries desconsiderando as duas primeiras de aquecimento. Total de 9 séries. 

Em 29/04/2024 em 12:22, fisiculturismo disse:

Quanto tempo de descanso deu entre as séries?

Com peso máximo, descansei por 3 minutos. À medida que reduzi a carga, diminuí o tempo para 2 minutos e, por fim, para um minuto.

Em 29/04/2024 em 12:22, fisiculturismo disse:

Quantas repetições em cada série pesada?

Na primeira série consegui apenas 6 repetições, acho que o corpo estava se adaptando. Já na segunda e terceira, consegui 10 movimentos com 180kg.

Em 29/04/2024 em 12:22, fisiculturismo disse:

Qual velocidade de execução na fase excêntrica e concêntrica?

Na fase concêntrica, acredito que 2 a 3 segundos, com uma parada em cima de 1 segundo. 

A excêntrica já não foi tão boa, acabei usando mais os steps do que eu gostaria, movimento em torno de 2 segundos.

No geral, fiquei satisfeita com esse primeiro desempenho.

 

 
  • Moderador
Em 28/04/2024 em 20:25, Foston disse:

Gosto muito desse vídeo:

Elevação Pélvica é um excelente exercício e vi meu glúteo explodir a partir do momento que aumentei cargas (era comum executar com no máximo 40kg). 

Tema excelente para um artigo, pois sempre surge a mesma pergunta: existe um momento certo para incluir esse tipo de exercício nos treinos? Por exemplo, uma iniciante que possui volume extremamente reduzido nos glúteos, seria melhor focar em exercícios multiarticulares, como leg press e agachamento, inicialmente? E a relação entre as cargas baixa e alta? 

@Cláudio Chamini @fisiculturismo

 

  • Moderador
2 horas atrás, RenatinhaSA disse:

Tema excelente para um artigo, pois sempre surge a mesma pergunta: existe um momento certo para incluir esse tipo de exercício nos treinos? Por exemplo, uma iniciante que possui volume extremamente reduzido nos glúteos, seria melhor focar em exercícios multiarticulares, como leg press e agachamento, inicialmente? E a relação entre as cargas baixa e alta? 

Boa sugestão! Vamos estimular o @Cláudio Chamini a pesquisar.

2 horas atrás, RenatinhaSA disse:

Foram 7 séries desconsiderando as duas primeiras de aquecimento. Total de 9 séries. 

Muitas séries! E faz essa quantidade para todos os exercícios da sessão de treino? Quantos exercícios no total?

Em 29/04/2024 em 12:56, Foston disse:

Sim, essa menina é conhecida pela incrível evolução. Tem canal no YouTube. É super feminina também.

Que legal @Foston! Vamos segui-la!

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