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Hiperlordose ou ATP (anterior pelvic tilt)

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Fala pessoal, é o seguinte: eu não sei se tenho hiperlordose ou ATP, não consigo diferenciar os dois.

Semana passada fui fazer agacho, quando sai já senti uma pequena dor lombar, e logo em seguida fui para o lev. Terra, e meu Deus, quando terminei a primeira série a dor era tanta, que era como se a lombar tivesse me puxando para trás, as minhas costas queriam arquear para aliviar a dor.

Vou enviar duas imagens ai embaixo, queria saber se é uma hiperlordose ou atp. Outra coisa, terei que parar de agachar e terrar? Não é a primeira vez que eu sinto as dores, mas elas nunca foram tão fortes, geralmente era algo bem de boa. Exercícios para correção disso, seria fortalecer o core e alongar o posterior? Obrigado desde já.

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  • Dr. Fernando Britto Barboza
    Dr. Fernando Britto Barboza

    Boa tarde. Nenhuma das duas alterações são motivo para suas dores. Faça fortalecimento de core e reveja a técnica de execução do movimento e a carga utilizada. 

  • Não. Tem apenas que aprender a fazer o movimento correto com a carga adequada pra sua força. Além do fortalecimento da região do core. 

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    fisiculturismo

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46 minutos atrás, Dr. Fernando Britto Barboza disse:

Boa tarde. Nenhuma das duas alterações são motivo para suas dores. Faça fortalecimento de core e reveja a técnica de execução do movimento e a carga utilizada. 

Mas há uma hiperlordose ali?

  • 5 anos depois...

Respondendo à dúvida conceitual que ficou no ar, @EMD: hiperlordose e anteversão pélvica são coisas relacionadas, mas não sinônimas. A anteversão é a posição da pelve, girada para frente, com as espinhas ilíacas anteriores à frente da sínfise púbica. A hiperlordose é o aumento da curvatura lombar, medido em imagem por ângulos específicos. A anteversão costuma acompanhar aumento da lordose, mas dá para ter uma sem a outra, e nenhuma das duas se diagnostica direito por foto, porque o que aparece no espelho depende de postura no momento, gordura local e até de como a pessoa está respirando.

O ponto mais importante é o que o @Dr. Fernando Britto Barboza colocou, e ele está apoiado na literatura: anteversão pélvica e hiperlordose são achados comuns em pessoas sem dor nenhuma, e não têm boa correlação com dor lombar. Ou seja, olhar para a curvatura como causa da sua dor provavelmente é procurar no lugar errado. A explicação mais provável para dor que aparece no agachamento e explode no levantamento terra é técnica sob fadiga, carga acima do que a musculatura estabilizadora sustenta hoje, ou progressão rápida demais.

Do que fazer na prática. Não precisa abandonar agachamento e terra, como o @Locemar já disse, mas vale regredir por algumas semanas: reduza a carga em 20 a 30 por cento, trabalhe em faixas de 5 a 8 repetições com margem, e use variações que reduzem a demanda lombar enquanto você reorganiza a técnica, como terra com barra hexagonal ou a partir de blocos, e agachamento em caixa. Filme de lado e observe se a lombar arredonda ou hiperestende no fim do movimento, que é onde a maioria das dores nasce.

Para o trabalho corretivo, a parte que mais rende não é alongar o posterior, e sim aprender a controlar a posição da pelve e a respirar sob carga. Vale incluir dead bug, prancha frontal e lateral, bird dog, ponte de glúteo e agachamento com foco em manter costelas alinhadas sobre a pelve, junto com mobilidade de flexores do quadril, que costumam estar encurtados em quem passa muito tempo sentado. Glúteo forte ajuda a estabilizar a pelve, e por isso hip thrust e ponte entram bem.

Uma coisa que precisa ser dita: dor que irradia para a perna, formigamento, dormência, perda de força no pé ou qualquer alteração para urinar ou evacuar mudam completamente o quadro e pedem avaliação médica sem demora. Dor lombar localizada, que melhora com repouso relativo e piora com carga, quase sempre é mecânica e responde bem a ajuste de técnica e progressão. Se a dor persistir por mais de duas ou três semanas mesmo com a carga reduzida, vale avaliação presencial com fisioterapeuta ou médico do esporte, que examinam movimento e força, coisa que foto nenhuma substitui.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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