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Baixa de libido durante ciclo

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  • Se você está fazendo isso com acompanhamento médico, o correto seria relatar isso para seu médico, não?? No mínimo, ele teria que pedir exames pra ver o que está desregulado. Não tem como saber o

  • se for obeso pode ser E2 mesmo... mas pra dar problema assim deveria estar muito alto o E2... o que não é muito provável acontecer com 1 mera ampola por semana.

  • Cara boa tarde... Não sei pq o texto q escrevi não foi. Vou explicar já. Desculpa mesmo.     O que o é o seguinte... Olhei muito aqui no fórum e me identifiquei muito com o que o cria

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6 horas atrás, Bravo Costa disse:

Quanto mais vezes aplicar melhor para não ter oscilação dos níveis séricos... Então, 2x fica melhor... Mas pode ser 3x, 4x...

Já sabe preparar? 

Para que a solução de HCG dure 30 dias deve usar água bacteriostática, e não a que vem no produto.

Boa tarde mestre.... Então referente ao preparo estou pesquisando aqui pra nao fazer cagada. Embora eu more em SP eu não conheço muita gente aqui então o cara q vou comprar provavelmente vai me ajudar com essa parte eu. Agora estou na dúvida, tem q ser aquele veterinário né o CHORULON né?

 

Desde já agradeço

1 hora atrás, Felipe201114 disse:

Boa tarde mestre.... Então referente ao preparo estou pesquisando aqui pra nao fazer cagada. Embora eu more em SP eu não conheço muita gente aqui então o cara q vou comprar provavelmente vai me ajudar com essa parte eu. Agora estou na dúvida, tem q ser aquele veterinário né o CHORULON né?

 

Desde já agradeço

Eu usei a Choriomom de uso humano. Dá para comprar pela 4Bio (telefone) farmácia... Só vão pedir o nome e CRM do médico...

Editado em por Bravo Costa

  • 7 anos depois...

Esse tópico tem dois casos diferentes, e nos dois há uma explicação simples que não apareceu. Começo pelo do @Jdbjj, que abriu a conversa e nunca teve resposta.

Ele estava na segunda aplicação de deposteron, uma ampola por semana, prescrita pela endocrinologista, e relatou queda de libido, ejaculação rápida e dificuldade de ereção. Foi levantada a hipótese de estradiol alto, e o @davidevh observou com razão que uma ampola por semana dificilmente elevaria o estradiol a esse ponto.

A explicação mais provável é de farmacocinética, e ela é direta.

O cipionato de testosterona tem meia vida em torno de oito dias. Isso significa que o nível estável no sangue só é atingido depois de aproximadamente cinco meias vidas, ou seja, cerca de quarenta dias, algo entre cinco e seis semanas.

Na segunda aplicação, ele estava no oitavo dia.

E aqui está o problema: a supressão do eixo é rápida. Bastam poucos dias de testosterona exógena para o organismo desligar a produção própria. Já a subida do nível exógeno até o platô é lenta.

Ou seja, existe uma janela nas primeiras semanas em que a produção natural já foi desligada e a reposição ainda não chegou ao nível que vai atingir. É exatamente nessa janela que ele estava, e é exatamente aí que costumam aparecer queda de libido e dificuldade de ereção em quem começa.

Isso costuma se resolver sozinho conforme o nível estabiliza, e é por isso que quase ninguém relata esse problema no fim do ciclo. Não é sinal de que algo deu errado, é o formato normal da curva.

E existe uma forma de reduzir muito esse efeito, que o @Apollo Galeno sugeriu mais adiante para o outro participante e que vale igualmente aqui: dividir a ampola semanal em duas ou três aplicações menores ao longo da semana. Com meia vida de oito dias e injeção única semanal, a variação entre pico e vale é grande, e é essa oscilação que muita gente sente como altos e baixos de libido e humor. Aplicações menores e mais frequentes achatam a curva.

O @Locemar deu a resposta correta ao dizer que aquilo era assunto para a médica dele, e ele fez isso.

Só que a lista de exames que ela pediu, testosterona total, TGO e TGP, tem uma ausência importante que ninguém notou no tópico, e que vale para qualquer pessoa em uso de testosterona: hematócrito.

Testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos. Homens em tratamento têm cerca de quatro vezes mais chance de ultrapassar 50 por cento de hematócrito do que quem recebe placebo, e as diretrizes orientam suspender acima de 54 por cento até normalizar, retomando com dose menor. É o efeito adverso que mais frequentemente exige ação, ele não dá sintoma até ficar alto, e um hemograma simples resolve. As diretrizes recomendam checar aos três, seis e doze meses.

Um hemograma custa pouco e responde a pergunta que nenhum outro exame da lista responde.

Agora o segundo caso, do @Felipe201114, que é mais delicado.

Ele fez quatro aplicações, sentiu dor nos testículos, fez exames e encontrou LH e FSH quase zerados e prolactina alta. A leitura que recebeu foi de que estava em situação preocupante e que precisaria abortar o ciclo e entrar em terapia pós ciclo imediatamente.

Preciso discordar do ponto de partida.

LH e FSH quase zerados durante o uso de testosterona exógena não são um achado alarmante. São o achado esperado. É literalmente o que a testosterona exógena faz: o cérebro percebe androgênio suficiente no sangue e para de mandar o sinal. Todo mundo que aplica testosterona tem LH e FSH no chão enquanto aplica.

O @Apollo Galeno disse exatamente isso, que a hipófise está parada e que é normal que estejam lá embaixo, e ele estava certo. Vale destacar porque a conversa seguiu na direção oposta.

O que esse exame não diz é justamente o que ele queria saber, que era se o eixo dele iria voltar. Isso só se mede depois, quando a droga sai. LH e FSH dosados no meio do ciclo não têm valor prognóstico nenhum.

Então ele interrompeu o ciclo por causa de um exame que estava apenas confirmando o funcionamento normal do medicamento.

Sobre a dor nos testículos, que foi o sintoma que mais o assustou.

A explicação levantada, de atrofia em quatro dias, não é plausível. Atrofia testicular por supressão leva semanas a meses e, além disso, não dói. Testículo que atrofia diminui, e não dói.

Dor testicular aguda é outra categoria de problema e merece exame físico, não fórum. As causas que precisam ser afastadas são torção testicular, que é emergência cirúrgica com janela de horas, epididimite, que é infecciosa e tem tratamento, e varicocele. Um exame físico com ultrassom com doppler resolve em uma consulta.

Esse era o único ponto verdadeiramente urgente do tópico, e foi o que menos atenção recebeu.

Sobre a prolactina alta, que virou o centro da conversa.

A hipótese apresentada foi que o produto talvez contivesse nandrolona ou trembolona, o que elevaria prolactina. É uma hipótese possível e ela foi apresentada honestamente como suposição. O problema é que, três mensagens depois, ela já era tratada como certeza, e ele concluiu que era aquilo com certeza.

Antes de aceitar isso, o caminho é o mesmo de sempre: repetir a prolactina em jejum, em repouso, sem ter treinado antes e sem coleta estressante, com pesquisa de macroprolactina junto. Prolactina é o hormônio mais fácil de vir falsamente alto que existe. Se confirmar, aí se investiga.

E vale lembrar que a explicação que ele recebeu sobre a prolactina e o período refratário depois do orgasmo está correta no essencial. Prolactina sobe após o orgasmo e participa da queda de desejo que vem em seguida. Uma prolactina cronicamente alta produz esse estado o tempo todo.

Agora três pontos sobre as condutas sugeridas.

O primeiro é sobre onde procurar ajuda. Foi dito a ele que dificilmente encontraria um médico, endocrinologista ou urologista, que soubesse lidar com essas alterações. Discordo, e essa crença é o que mantém as pessoas resolvendo isso em fórum.

O quadro tem nome na medicina: hipogonadismo induzido por androgênio exógeno, ou ASIH na literatura internacional. Existem artigos de diagnóstico e tratamento em revistas de urologia e de medicina reprodutiva. O especialista que mais lida com isso na prática é o urologista com foco em saúde do homem e infertilidade masculina. Chegando com esse vocabulário em vez da sigla de fórum, a conversa muda.

O segundo é sobre o HCG veterinário. Produto de uso veterinário tem limites de esterilidade, de partículas e de endotoxina definidos para a espécie de destino, e não para pessoas. Não é a mesma coisa, ainda que o princípio ativo seja.

O terceiro eu digo de forma direta e sem sermão: comprar medicamento controlado informando nome e CRM de um médico que não atendeu você é falsificar prescrição, e não vou orientar por esse caminho. O caminho que resolve o mesmo problema é a consulta com o urologista descrito acima, que pode prescrever de verdade e ainda acompanhar o resultado.

Por fim, o que ele decidiu no fim do tópico, de parar, se recuperar e voltar a estudar antes de tentar de novo, foi uma decisão madura e ele merece o crédito. Ele estava sem trabalho, com dinheiro contado, e escolheu não jogar dinheiro fora. Só acrescento que a interrupção precipitada, no caso dele, foi motivada por uma leitura equivocada de exame, e que a dor testicular, que era o que realmente importava, continuou sem investigação.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e em que momento cada um responde alguma coisa, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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