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Como ciclar stano + propianato?

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Thi, tem uma palavra no seu post que muda tudo e que passou batido: você escreveu que é atleta.

Se isso significa competir em federação, confederação ou qualquer evento filiado, essas duas substâncias estão na lista de proibidas, e é aí que a conversa deveria começar, não na dose. E o stanozolol tem uma particularidade cruel nesse aspecto: os metabólitos dele ficam detectáveis na urina por muito tempo depois da última dose, bem mais que a maioria. Foi por ele que caiu o caso mais famoso da história do antidoping. Ou seja, parar meses antes da competição não garante nada. Já o propionato é curto e sai rápido, mas ainda assim aparece em teste feito perto do uso, e existe também o exame que compara a razão entre testosterona e epitestosterona, que denuncia hormônio de fora mesmo quando o éster já saiu.

O que está em jogo aí não é colateral, é suspensão de anos e resultado anulado. Se você compete, essa é a resposta ao seu tópico inteiro e ela não tem meio-termo. Se atleta, no seu caso, quer dizer que você treina sério mas não disputa nada federado, então esquece este parágrafo e vamos ao resto.

Sobre o que fazer antes, durante e depois, que é o que você perguntou. Antes: exames de sangue com data anterior ao início, incluindo testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico completo, glicemia, função renal e enzimas do fígado, além de pressão arterial aferida. Isso não é burocracia, é o seu ponto de comparação. Sem o exame de antes, o exame de depois não diz quase nada. Durante: repetir hemograma, perfil lipídico, enzimas hepáticas e estradiol lá pela metade, e medir pressão com regularidade. Depois: aguardar a saída da substância antes de dosar, e conduzir a recuperação com base em número, não em roteiro copiado de fórum.

Duas observações sobre essa combinação especificamente, já que você citou as duas.

O stanozolol é do tipo modificado para atravessar o fígado sem ser destruído, e é justamente essa modificação que o torna hepatotóxico, mesmo na versão injetável. Ele também é o campeão de queda do HDL entre as substâncias comuns, e costuma causar dor e ressecamento articular, o que atrapalha bastante quem treina pesado. O propionato, por sua vez, é éster curto e exige aplicação em dia sim dia não para o nível não oscilar. Somando aos dias de stano, isso dá muita aplicação, e o stano injetável é suspensão em água, notoriamente dolorida e propensa a inflamação no local.

E ficou faltando o principal para que alguém possa te ajudar direito: idade, há quanto tempo treina, qual esporte, qual o objetivo concreto desse ciclo, como está a alimentação em quantidades, e se já usou algo antes. Setenta quilos em um metro e sessenta, para quem treina sério, pode ser um shape bem denso ou pode ser outra coisa completamente diferente, e a resposta muda conforme o caso.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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