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Qualidade de vida

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  • Moderador
22 horas atrás, Agan81 disse:

Uma pena você não ter atualizado, infelizmente EU não posso continuar pq pedimos o mínimo, uma atualização na data correta, somos adultos, não temos tempo a perder muito menos desperdiçar o tempo de outrem.

 

Unimpressed Viola Davis GIF

Perfeito!

Valorize seu tempo! Valorize o conhecimento que adiquiriu.

Só gaste seu tempo @Agan81 com quem "valoriza".....para quem não valoriza não se sinta culpada com praticar suas "regras"......aqui é Brasil...sempre terá corações moles.

No mais, sugiro vc começar a analisar mais os foruns novos......terá um "vasto" e rico campo de coisas novas a se analisar. Alguns "starts" mentais cutucarão sua mente na hora......pratique a leitura.

No mais siga.....mandou muito bem nesse projeto.

 

 

 

  • Respostas 63
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  • Andressa Souza
    Andressa Souza

    Oiii Olivia, tudo bem? Seja muito bem vinda! Quando conseguir fazer as postagens, coloque o máximo de detalhe possível. Como foi seguir a dieta, se conseguiu seguir os horários,  se com

  • Eita que esse fórum ta movimentado 🤝 seja bem vinda querida ❤️ que você seja mais uma a consegui uma bela transformacão. Parabéns pela iniciativa.

  • E é pra ficar feliz mesmo, parabéns pela evolução,  sua cintura está vindo aí e a barriga deu uma reduzida muito boa. Continua firme Olivia,  se supere a cada dia, não é só por estética,  mas principa

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infelizmente as pessoas que mais precisam, são aquelas que deixam uma oportunidade dessas passar sem dar o valor necessário, o trabalho que vocês fazem aqui no forum e sensacional, e uma equipe foda, com muito conhecimento, que visa a saúde das pessoas, e a unica cobrança aqui e que as pessoas se dediquem nos projetos e atualize nas datas marcadas! mais uma que pulou do barco antes da hora, e não pode reclamar de oportunidades, estava nas mãos dos melhores...  @Agan81 não da para ajudar quem não quer ser ajudado não e mesmo?! você fez a sua parte.. você e foda! 💪

  • 4 anos depois...

Esse tópico tem a pergunta mais importante que eu vi ser feita neste fórum, feita na primeira resposta, e ela nunca foi respondida. Vou começar por ela, porque é assunto de segurança.

A @Olivia chegou com 28 anos, 1,73 m, 96,9 kg, informando que usa remédio para hipertensão e para diabetes, sem exames e com uma semana de academia.

O @Apollo Galeno respondeu, em uma linha: nome dos remédios e dosagem.

Essa pergunta era exatamente a certa, e ela ficou sem resposta durante todo o tópico. Vale explicar por quê, porque isso muda a conduta de forma prática.

Existem remédios para diabetes que praticamente não causam queda de açúcar no sangue, como a metformina. E existem outros que causam, e com facilidade, principalmente as sulfonilureias, que são medicamentos como glibenclamida e gliclazida, além da insulina.

O que aconteceu no tópico foi que ela passou, de uma hora para outra, a comer bem menos do que comia e a se exercitar todos os dias. As duas coisas derrubam a glicose. Se o remédio dela for do primeiro grupo, isso é seguro. Se for do segundo, a dose que estava certa para a alimentação antiga pode ficar alta demais para a nova, e o resultado é hipoglicemia.

Como a resposta nunca veio, ninguém soube em qual cenário ela estava.

Então fica aqui o que ela precisa saber, e vale para qualquer pessoa com diabetes que comece um projeto assim.

Os sinais de hipoglicemia são tremor, suor frio, fome súbita, coração acelerado, tontura, visão embaçada, irritação e confusão. Se aparecerem, a conduta é ingerir algo com açúcar de absorção rápida imediatamente, o equivalente a meio copo de suco ou de refrigerante comum, ou uma colher de sopa de açúcar, e reavaliar em quinze minutos.

E o passo que evita tudo isso é ainda mais simples: avisar o médico que começou dieta e exercício. Essa é a informação que faz o médico reavaliar a dose. Emagrecer com diabetes tratada é ótimo, e é justamente por isso que a medicação costuma precisar ser reduzida ao longo do caminho, e não mantida no piloto automático.

Vale o mesmo raciocínio para o remédio da pressão: perder peso reduz a pressão arterial, e quem emagrece usando anti hipertensivo pode acabar com a pressão baixa demais, com tontura ao levantar. Não é motivo para parar nada por conta própria, é motivo para consulta.

Agora a notícia que ninguém deu a ela, e que eu considero a mais importante de todas.

Ela tem 28 anos e diabetes tipo 2 com quase 97 kg. Isso significa que ela está exatamente no perfil em que existe a possibilidade real de remissão do diabetes, ou seja, de a glicose voltar a níveis normais e de a medicação deixar de ser necessária.

Isso não é promessa nem motivação vazia: é resultado de ensaios clínicos que usaram perda de peso intensiva como tratamento e obtiveram remissão em uma parcela grande dos participantes. E o fator que mais previu o sucesso foi a quantidade de peso perdida, com as maiores taxas em quem perdeu quinze quilos ou mais. O outro fator favorável é tempo curto desde o diagnóstico, e ela é jovem.

Em um mês ela perdeu 4,8 kg, saindo de 96,9 para 92,1 kg, com aderência relatada em cem por cento.

Ou seja, ela não estava só emagrecendo. Ela estava tratando uma doença crônica pelo mecanismo que funciona, e provavelmente ninguém contou isso a ela.

E aqui entra o marcador que faltou no tópico inteiro. Para ela, o número mais importante não é o da balança nem a foto: é a hemoglobina glicada, que mostra a média da glicose dos últimos três meses. Junto dela eu pediria creatinina com avaliação de função renal, exame de urina para albumina, perfil lipídico e avaliação de fundo de olho, que são o acompanhamento padrão de quem tem diabetes.

Esse exame de função renal tem um segundo motivo prático: ele é o que diz se ela pode aumentar a proteína com tranquilidade. A meta de 110 gramas por dia proposta é razoável para 97 kg, e eu normalmente sugeriria subir mais em quem está emagrecendo, para preservar músculo. Só que em pessoa com diabetes de longa data isso depende de como estão os rins. Ou seja, o exame não é burocracia: ele libera ou não o próximo ajuste.

Três observações práticas sobre a rotina dela.

A primeira é sobre o horário. Ela avisou que passaria a treinar às oito da noite por causa do trabalho. Para quem usa remédio que baixa glicose, exercício à noite aumenta a chance de hipoglicemia durante o sono. A medida simples é não treinar em jejum longo e fazer uma refeição depois do treino, o que o plano dela já previa.

A segunda é sobre os pés, e é o tipo de detalhe que ninguém lembra. Quem tem diabetes precisa de tênis adequado e de conferir os pés depois das caminhadas, porque bolha e ferida em pé de pessoa diabética cicatrizam pior e podem evoluir. Cinco minutos de conferência por dia evitam problema grande.

A terceira é sobre a refeição imediatamente após o treino, que estava proposta como dois biscoitos maizena sozinhos. Carboidrato isolado eleva a glicose mais rápido do que quando acompanhado de proteína. Para ela especificamente, juntar uma fonte de proteína ali, ou simplesmente antecipar a refeição seguinte que já tem atum ou frango, deixa a curva de glicose mais estável sem mudar nada do total do dia.

Agora o fim do tópico, que eu preciso comentar.

Ela não postou na data marcada em novembro e recebeu, em sequência, a mensagem de encerramento da ajuda e mais três comentários no mesmo sentido, incluindo o de que era mais uma que pulou do barco e não podia reclamar de oportunidades.

Quem ajuda de graça tem o direito de estabelecer regras, e a exigência de pontualidade é legítima. Mas vale registrar o que estava escrito no próprio tópico antes disso.

Ela teve problema técnico para enviar mensagem, a ponto de precisar avisar o Apollo por mensagem particular. Depois teve problema para postar as fotos por tamanho de arquivo, e demorou dias até conseguir. Escreveu, quando finalmente conseguiu, uma frase que diz muito: por favor, não me abandone. E, na única atualização que conseguiu fazer, entregou 4,8 kg a menos e cem por cento de aderência.

Uma pessoa que escreve não me abandone não é uma pessoa que não valoriza a ajuda. É uma pessoa com dificuldade de acesso, com horário de trabalho mudando e com pouca familiaridade com o site.

E aqui vão os créditos, que são grandes.

A @Agan81 fez a pergunta certa sobre horário de treino antes de montar a dieta, montou um programa completo de quatro semanas de graça para alguém que não tinha ficha nenhuma, e respondeu ao não me abandone com paciência. A @Andressa Souza montou por conta própria o comparativo das fotos para que a Olivia conseguisse enxergar a própria evolução. E o @Smac ensinou o jeito certo de registrar os pesos com as datas, que é o que torna qualquer acompanhamento legível.

Se a Olivia estiver lendo isto, é isto que eu diria a ela.

Os 4,8 kg que ela perdeu em um mês valem muito mais do que ela imagina, e não pela foto. Ela é jovem, o diagnóstico é recente e existe caminho documentado para o diabetes dela entrar em remissão com perda de peso mantida. As duas coisas que faltam custam pouco: levar a lista dos remédios ao médico e contar que começou dieta e treino, e fazer a hemoglobina glicada.

O tópico dela terminou por causa de uma data. O projeto dela não precisa terminar por isso.

Para quem quiser montar a dieta com os números na mão, o site tem um gerador de dieta em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ , que serve como ponto de partida para ajustar com acompanhamento.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

  • Autor
Há 30 minutos, Cláudio Chamini disse:

Esse tópico tem a pergunta mais importante que eu vi ser feita neste fórum, feita na primeira resposta, e ela nunca foi respondida. Vou começar por ela, porque é assunto de segurança.

A @Olivia chegou com 28 anos, 1,73 m, 96,9 kg, informando que usa remédio para hipertensão e para diabetes, sem exames e com uma semana de academia.

O @Apollo Galeno respondeu, em uma linha: nome dos remédios e dosagem.

Essa pergunta era exatamente a certa, e ela ficou sem resposta durante todo o tópico. Vale explicar por quê, porque isso muda a conduta de forma prática.

Existem remédios para diabetes que praticamente não causam queda de açúcar no sangue, como a metformina. E existem outros que causam, e com facilidade, principalmente as sulfonilureias, que são medicamentos como glibenclamida e gliclazida, além da insulina.

O que aconteceu no tópico foi que ela passou, de uma hora para outra, a comer bem menos do que comia e a se exercitar todos os dias. As duas coisas derrubam a glicose. Se o remédio dela for do primeiro grupo, isso é seguro. Se for do segundo, a dose que estava certa para a alimentação antiga pode ficar alta demais para a nova, e o resultado é hipoglicemia.

Como a resposta nunca veio, ninguém soube em qual cenário ela estava.

Então fica aqui o que ela precisa saber, e vale para qualquer pessoa com diabetes que comece um projeto assim.

Os sinais de hipoglicemia são tremor, suor frio, fome súbita, coração acelerado, tontura, visão embaçada, irritação e confusão. Se aparecerem, a conduta é ingerir algo com açúcar de absorção rápida imediatamente, o equivalente a meio copo de suco ou de refrigerante comum, ou uma colher de sopa de açúcar, e reavaliar em quinze minutos.

E o passo que evita tudo isso é ainda mais simples: avisar o médico que começou dieta e exercício. Essa é a informação que faz o médico reavaliar a dose. Emagrecer com diabetes tratada é ótimo, e é justamente por isso que a medicação costuma precisar ser reduzida ao longo do caminho, e não mantida no piloto automático.

Vale o mesmo raciocínio para o remédio da pressão: perder peso reduz a pressão arterial, e quem emagrece usando anti hipertensivo pode acabar com a pressão baixa demais, com tontura ao levantar. Não é motivo para parar nada por conta própria, é motivo para consulta.

Agora a notícia que ninguém deu a ela, e que eu considero a mais importante de todas.

Ela tem 28 anos e diabetes tipo 2 com quase 97 kg. Isso significa que ela está exatamente no perfil em que existe a possibilidade real de remissão do diabetes, ou seja, de a glicose voltar a níveis normais e de a medicação deixar de ser necessária.

Isso não é promessa nem motivação vazia: é resultado de ensaios clínicos que usaram perda de peso intensiva como tratamento e obtiveram remissão em uma parcela grande dos participantes. E o fator que mais previu o sucesso foi a quantidade de peso perdida, com as maiores taxas em quem perdeu quinze quilos ou mais. O outro fator favorável é tempo curto desde o diagnóstico, e ela é jovem.

Em um mês ela perdeu 4,8 kg, saindo de 96,9 para 92,1 kg, com aderência relatada em cem por cento.

Ou seja, ela não estava só emagrecendo. Ela estava tratando uma doença crônica pelo mecanismo que funciona, e provavelmente ninguém contou isso a ela.

E aqui entra o marcador que faltou no tópico inteiro. Para ela, o número mais importante não é o da balança nem a foto: é a hemoglobina glicada, que mostra a média da glicose dos últimos três meses. Junto dela eu pediria creatinina com avaliação de função renal, exame de urina para albumina, perfil lipídico e avaliação de fundo de olho, que são o acompanhamento padrão de quem tem diabetes.

Esse exame de função renal tem um segundo motivo prático: ele é o que diz se ela pode aumentar a proteína com tranquilidade. A meta de 110 gramas por dia proposta é razoável para 97 kg, e eu normalmente sugeriria subir mais em quem está emagrecendo, para preservar músculo. Só que em pessoa com diabetes de longa data isso depende de como estão os rins. Ou seja, o exame não é burocracia: ele libera ou não o próximo ajuste.

Três observações práticas sobre a rotina dela.

A primeira é sobre o horário. Ela avisou que passaria a treinar às oito da noite por causa do trabalho. Para quem usa remédio que baixa glicose, exercício à noite aumenta a chance de hipoglicemia durante o sono. A medida simples é não treinar em jejum longo e fazer uma refeição depois do treino, o que o plano dela já previa.

A segunda é sobre os pés, e é o tipo de detalhe que ninguém lembra. Quem tem diabetes precisa de tênis adequado e de conferir os pés depois das caminhadas, porque bolha e ferida em pé de pessoa diabética cicatrizam pior e podem evoluir. Cinco minutos de conferência por dia evitam problema grande.

A terceira é sobre a refeição imediatamente após o treino, que estava proposta como dois biscoitos maizena sozinhos. Carboidrato isolado eleva a glicose mais rápido do que quando acompanhado de proteína. Para ela especificamente, juntar uma fonte de proteína ali, ou simplesmente antecipar a refeição seguinte que já tem atum ou frango, deixa a curva de glicose mais estável sem mudar nada do total do dia.

Agora o fim do tópico, que eu preciso comentar.

Ela não postou na data marcada em novembro e recebeu, em sequência, a mensagem de encerramento da ajuda e mais três comentários no mesmo sentido, incluindo o de que era mais uma que pulou do barco e não podia reclamar de oportunidades.

Quem ajuda de graça tem o direito de estabelecer regras, e a exigência de pontualidade é legítima. Mas vale registrar o que estava escrito no próprio tópico antes disso.

Ela teve problema técnico para enviar mensagem, a ponto de precisar avisar o Apollo por mensagem particular. Depois teve problema para postar as fotos por tamanho de arquivo, e demorou dias até conseguir. Escreveu, quando finalmente conseguiu, uma frase que diz muito: por favor, não me abandone. E, na única atualização que conseguiu fazer, entregou 4,8 kg a menos e cem por cento de aderência.

Uma pessoa que escreve não me abandone não é uma pessoa que não valoriza a ajuda. É uma pessoa com dificuldade de acesso, com horário de trabalho mudando e com pouca familiaridade com o site.

E aqui vão os créditos, que são grandes.

A @Agan81 fez a pergunta certa sobre horário de treino antes de montar a dieta, montou um programa completo de quatro semanas de graça para alguém que não tinha ficha nenhuma, e respondeu ao não me abandone com paciência. A @Andressa Souza montou por conta própria o comparativo das fotos para que a Olivia conseguisse enxergar a própria evolução. E o @Smac ensinou o jeito certo de registrar os pesos com as datas, que é o que torna qualquer acompanhamento legível.

Se a Olivia estiver lendo isto, é isto que eu diria a ela.

Os 4,8 kg que ela perdeu em um mês valem muito mais do que ela imagina, e não pela foto. Ela é jovem, o diagnóstico é recente e existe caminho documentado para o diabetes dela entrar em remissão com perda de peso mantida. As duas coisas que faltam custam pouco: levar a lista dos remédios ao médico e contar que começou dieta e treino, e fazer a hemoglobina glicada.

O tópico dela terminou por causa de uma data. O projeto dela não precisa terminar por isso.

Para quem quiser montar a dieta com os números na mão, o site tem um gerador de dieta em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ , que serve como ponto de partida para ajustar com acompanhamento.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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