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Gel de testosterona - alguém com relatos?

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1 hora atrás, Beta1978 disse:

Eu não tive evolução positiva no exame de sangue com a testosterona, eu comecei a modulação porque a testo estava baixíssima, e diminuiu mesmo com o uso da testosterona em pentravan, melhora física eu vi já no primeiro mês, disposição aumentou muito, e não posso atribuir à nada isoladamente pois uso gestrinona também, eu tenho SOP. 

Eu gostei da oxandrolona pois me sinto mais forte e a musculatura abdominal ficou mais marcada, aparentemente mais seca, embora, como eu disse, eu use gestrinona e os efeitos possam ser dela também. 

Eu não tive colaterais severos, apenas acne, que eu já estava tratando antes de iniciar a modulação e apareceu com a interrupção de contraceptivo oral, e intensificou, mas que já está resolvido.

@Beta1978 Eu também quando mais nova tinha SOP e usei Diane 35 dos meus 18 aos meus 36 anos e já fazem 3 anos e meio que parei o uso dele e não usei mais nenhuma pílula anticoncepcional, quando parei fiquei com medo da SOP voltar mais meu médico disse na época que provavelmente não iria acontecer pela idade que eu já estava pois com o passar dos anos passamos a produzir menos hormônios e realmente nunca mais ela apareceu pois meus hormonios nesses últimos 3 anos para cá caíram bastante inclusive ano passado tive que inciar uma modulação hormonal para otimiza-los, conforme cito no meu post no meu perfil, parar com a pílula foi a melhor coisa que fiz na minha vida, só senti benefícios, por isso resisti bastante em ter que usar agora a gestrinona porque ela tbm inibe a ovulação e eu para ser sincera gosto bastante dos meus períodos ovulatórios rrss..... 

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  • @FitCoupleHimeu e meu marido tb ,... todos na academia também nos chama de casal fit .. somos tão assíduos q todas as propagandas eventos chamam nos dois ou um dos dois ( meu marido nem tão fitness eu

  • Essa é minha esposa.

  • @Beta1978 Eu também quando mais nova tinha SOP e usei Diane 35 dos meus 18 aos meus 36 anos e já fazem 3 anos e meio que parei o uso dele e não usei mais nenhuma pílula anticoncepcional, quando parei

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Em 07/12/2017 em 16:14, Andréas_G disse:

@Beta1978 Eu também quando mais nova tinha SOP e usei Diane 35 dos meus 18 aos meus 36 anos e já fazem 3 anos e meio que parei o uso dele e não usei mais nenhuma pílula anticoncepcional, quando parei fiquei com medo da SOP voltar mais meu médico disse na época que provavelmente não iria acontecer pela idade que eu já estava pois com o passar dos anos passamos a produzir menos hormônios e realmente nunca mais ela apareceu pois meus hormonios nesses últimos 3 anos para cá caíram bastante inclusive ano passado tive que inciar uma modulação hormonal para otimiza-los, conforme cito no meu post no meu perfil, parar com a pílula foi a melhor coisa que fiz na minha vida, só senti benefícios, por isso resisti bastante em ter que usar agora a gestrinona porque ela tbm inibe a ovulação e eu para ser sincera gosto bastante dos meus períodos ovulatórios rrss..... 

@Andréas_G, eu usei Diane 35 por 26 anos, dos 12 aos 38, absurdo, né?!

A gestrinona implante garante a contracepção e suspende a menstruação, em pentravan não, eu uso DIU de cobre e não me adaptei, tenho dor excessiva e vou retirar sexta-feira, mas fui alertada, tanto pelo endócrino quanto pela ginecologista, que apesar de não estar menstruando eu não estou protegida, terei que usar outros métodos contraceptivos.

Em 07/12/2017 em 14:57, FitCoupleHim disse:

 

Eu, particularmente, acredito que os maiores efeitos positivos advém da gestrinona. Tal asserção tem por fundamento o fato de que a gestrinona e a trembolona possuem estruturas químicas semelhantes (ambas 19-nor). Adido à tal semelhança, a trembolona é conhecida pelo seu alto poder anabólico e lipolítico (meninas que lerão este post, alto poder lipolítico não significa que emagrece, ok?!?! O que eu disse vale para um determinado contexto), estes exponencialmente mais potentes que a oxandrolona. 

Por tal razão, acredito que a gestrinona seja a responsável pela maior parte dos resultados, sobretudo, densidade muscular, pele colada e fina.

Eu concordo, e como devo usar a gestrinona por muito e muito tempo, trato SOP com ela, penso em ficar só com ela e a testosterona em pentravan, não devo continuar com a oxandrolona e nem incluir GH.

Eu tenho avaliado o implante, mas não quero nada de longo prazo por agora.

  • 2 meses depois...
  • Autor
Em 05/12/2017 em 19:45, Andréas_G disse:

@Belita e @Cosminha e @Beta1978qual a dosagem de gestrinona e testo que vcs usam ?

Oii Andrea, desculpa a demora em responder... estava sem tempo de entrar por aqui. Então, usava a testo 7,5mg em pentravan, a gestrinona 2,5 mg pentravan e usei a oxa em pentravan tb(por um curto periodo). A medicação que mais senti efeitos tantos bons qt ruins foi a gestrinona. Nos primeiros 3 meses de uso, meu organismo sofreu muito com acne, dor de cabeça, cabelo caindo... mas depois, me acostumei e tudo melhorou. Estou usando atualmente somente a gestrinona, e usando a 8 meses. Amo muito! As outras duas substancias podem ter seus efeitos, mas em mim, não tive grandes resultados.

@Andréas_GA foto de preto foi em 2017 usando só a testo. A foto de laranja agora em 2018 usando só gestrinona.

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  • 2 meses depois...
  • 8 anos depois...

@Beta1978, @Belita, @Srta. Juju, @Andréas_G, este tópico tem quase quarenta e cinco mil visualizações e é provavelmente a principal referência do fórum sobre modulação hormonal feminina. Justamente por isso preciso apontar três coisas, e a primeira é urgente.

Começo pela mais importante.

@Beta1978, você escreveu que o implante de gestrinona garante a contracepção e suspende a menstruação, e que por isso, ao retirar o dispositivo intrauterino de cobre com o qual não se adaptou, ficaria coberta.

A gestrinona não é um método contraceptivo. Ela não tem aprovação para essa finalidade e não oferece a proteção de um contraceptivo. Ela pode suprimir a menstruação, mas suprimir menstruação e impedir ovulação não são a mesma coisa. É perfeitamente possível ovular sem menstruar, e nesse arranjo a pessoa acredita estar protegida justamente quando não está.

Isso importa muito mais no seu caso do que no de outra mulher, e o motivo é o seguinte. A gestrinona é um derivado de dezenove nor com atividade androgênica, e androgênio na gestação produz virilização da genitália do feto feminino, com uma janela crítica entre a oitava e a décima segunda semana. Ou seja, o cenário em que você estaria seria o de exposição fetal a androgênio acreditando estar protegida.

Se você retirou o dispositivo de cobre, isso precisa ser conversado com a sua ginecologista antes de qualquer outra coisa. Existem outras opções, e a ausência de adaptação a um método não significa ausência de método.

Segundo ponto, e ele é uma confirmação de algo que o @FitCoupleHim observou corretamente.

Ele notou que a gestrinona e a trembolona são ambas derivadas de dezenove nor, com estruturas semelhantes, e supôs que boa parte dos efeitos positivos que vocês sentem vem dela. Esse raciocínio está certo, e é a informação mais útil deste tópico.

A gestrinona é um esteroide sintético derivado da nortestosterona, com atividade androgênica. Isso explica por que a @Belita relatou que foi ela a substância em que mais sentiu efeitos, bons e ruins, e por que a @Beta1978 percebeu melhora já no primeiro mês.

E explica também o que precisa ser dito. Quando algo é apresentado como modulação hormonal, ou como regulação, a pessoa entende que está corrigindo um desequilíbrio. Quando o mesmo composto é apresentado como derivado de dezenove nor com atividade androgênica, a conversa passa a ser sobre virilização, e as verificações mudam. É a mesma substância, e a diferença está só no nome que se dá a ela.

Por isso, para vocês três que usaram ou usam gestrinona, valem duas verificações que ninguém mencionou no tópico inteiro.

A primeira é a voz. Grave um mesmo parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guarde com a data e compare adiante. Pergunte também a duas pessoas próximas se notaram diferença. O primeiro sinal de virilização vocal não é a voz engrossar, é a perda das notas altas, e essa é a alteração que não regride, porque envolve mudança estrutural das pregas vocais. A gente não percebe sozinha porque escuta a própria voz por dentro do crânio.

A segunda é perfil lipídico com HDL, junto de TGO, TGP e gama GT. São efeitos silenciosos, que não produzem sintoma e que ninguém percebe pela sensação.

E vale registrar a atualização, porque a regra mudou depois deste tópico. Em outubro de dois mil e vinte e quatro, a Anvisa suspendeu a manipulação, a comercialização, a propaganda e o uso de implantes hormonais manipulados, os chamados chips da beleza, que costumam conter testosterona, gestrinona ou outros hormônios. Farmácias que comercializam podem ser interditadas. A medida acompanhou a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três, de abril de dois mil e vinte e três, que veda a prescrição de hormônios androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. O motivo foi ausência de eficácia comprovada para esse uso somada a complicações que incluem aumento de risco de acidente vascular cerebral, dislipidemia, hipertensão e arritmias.

Terceiro ponto, e é sobre uma incoerência que ninguém apontou.

@Beta1978, você mencionou que tem síndrome dos ovários policísticos. @Andréas_G, você também.

A síndrome dos ovários policísticos é, na maior parte dos casos, um quadro de excesso de androgênio. É por isso que ela produz acne, pelos e irregularidade menstrual, e é por isso que boa parte do tratamento é justamente reduzir a ação androgênica.

Acrescentar testosterona e gestrinona por cima disso vai na direção oposta do que a condição pede. Isso não significa que seja proibido em qualquer circunstância, e a decisão é de quem acompanha vocês. Mas é uma pergunta que merece ser feita explicitamente na consulta, e ela é esta. Considerando que eu tenho ovários policísticos, qual a justificativa para acrescentar androgênio?

@Beta1978, há ainda um dado do seu relato que reforça essa pergunta. Você escreveu que a sua testosterona não subiu no exame, e que inclusive diminuiu, mesmo usando testosterona em pentravan. Isso é um achado que merece explicação, e existem poucas possibilidades. Ou a absorção transdérmica não está acontecendo como se esperava, ou a coleta não está padronizada quanto ao horário e ao intervalo desde a aplicação, ou outra coisa no protocolo está interferindo. O que não faz sentido é continuar um tratamento cujo próprio marcador mostra que ele não está entregando, e ainda acrescentar substâncias por cima.

@Srta. Juju, sobre a sua pergunta, dois pontos.

Vinte e cinco miligramas de Androgel é apresentação pensada para homem. Uma mulher produz cerca de zero vírgula três miligrama de testosterona por dia somando ovário e suprarrenal, e as doses de reposição feminina, quando indicadas, ficam nessa ordem de grandeza, com adesivos de cento e cinquenta a trezentos microgramas diários. Mesmo dividindo o sachê, você fica bastante acima disso. Vale sempre perguntar quanto aquilo representa em miligramas por dia e comparar com esse número, porque é o único jeito de saber onde você está.

E sobre o seu raciocínio, ele merece um ajuste que muda a conduta. Você atribuiu a sua testosterona baixa ao uso prolongado de contraceptivo, e isso tem fundamento, porque contraceptivos combinados elevam a SHBG e reduzem a testosterona livre. Só que, se a causa é essa, a solução coerente é rever o método com a ginecologista, e não acrescentar testosterona por fora para compensar o efeito do outro medicamento. Existem formulações com progestágenos de perfil diferente, e existem métodos não hormonais.

E um alerta sério sobre outra coisa que você mencionou. Você citou mulheres usando testosterona com o objetivo de engravidar, dividindo o sachê. Existe pesquisa sobre androgênio em contextos muito específicos de reprodução assistida, com dose baixa, população selecionada e supervisão. Mas usar testosterona por conta própria enquanto se tenta engravidar é exatamente a situação de maior risco que existe nesse assunto, pelo que expliquei acima sobre a janela de virilização fetal. Se o objetivo é gestação, isso é conversa de especialista em reprodução, e não de rateio de sachê.

Por fim, @Beta1978 e @Andréas_G, um registro sobre o Diane trinta e cinco, já que vocês duas usaram por muitos anos.

O componente antiandrogênico dele é o acetato de ciproterona. Existe uma associação documentada entre ciproterona e meningioma, que é um tumor geralmente benigno das membranas que envolvem o cérebro, e essa associação levou a agência europeia de medicamentos a restringir o uso. É importante ser preciso aqui, para não assustar sem motivo. O risco encontrado é fortemente dependente da dose acumulada, e os casos se concentram em doses altas, de vinte e cinco miligramas por dia ou mais, mantidas por anos. O Diane trinta e cinco contém dois miligramas, ou seja, está muito abaixo dessa faixa.

Então isso não é motivo para alarme no caso de vocês. Menciono porque as duas relataram uso por décadas, porque é o tipo de informação que não chega, e porque, se em algum momento houver sintoma neurológico persistente, como dor de cabeça de padrão novo, alteração visual ou convulsão, esse histórico é relevante para o médico saber.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Olá @Cláudio Chamini Eu acabei de ler seu post e gostaria de acrescentar a informação que dei sobre a SOAP , eu tive quando mais jovem na adolescência, quando parei de usar o Diane por causa de nódulos no fígado, o médico disse que eu já não tinha mais esse problema pq meus hormônios andrógenos já não estavam mais em superprodução como antes, pelo contrário tinham decaído, por isso entramos com a modulação hormonal .

Sobre a Gestrinona informo que fiz uso dela em forma de gel transdérmico por aproximadamente 3 meses por indicação de tratamento de miomas uterinos e parei por não estar mais aguentando os efeitos colaterais (sangramento contínuo) mas assim que parei repetimos os exames e constatamos a regressão dos miomas na época, o tratamento foi um sucesso. Após a retirada mantivemos os outros géis (testo+progestreona) e entramos com a Ox sublingual, tratamento que faço uso até hj com colaterais controlados .

@Andréas_G , obrigado pelo complemento. Ele esclarece dois pontos importantes e vale destrinchar, porque o seu histórico é um bom exemplo de como esses quadros mudam com o tempo.

Sobre a síndrome dos ovários policísticos ter deixado de aparecer, isso é coerente com o que se observa na prática. A síndrome não some, mas a expressão dela muda ao longo da vida. Com o avanço da idade e a queda progressiva da reserva ovariana, o excesso de andrógeno tende a se reduzir, e mulheres que eram claramente hiperandrogênicas na adolescência frequentemente passam a ter valores normais ou até baixos depois dos trinta e poucos anos. O que costuma permanecer, mesmo com os hormônios já comportados, é a parte metabólica, ou seja, resistência à insulina, tendência ao acúmulo de gordura abdominal e alteração de perfil lipídico. Por isso, no seu acompanhamento, glicemia, insulina de jejum e perfil lipídico continuam sendo tão importantes quanto os hormônios sexuais, mesmo com o diagnóstico antigo tendo perdido a cara original.

Sobre os nódulos hepáticos com o Diane, essa é a informação mais relevante do seu relato e ela precisa de destaque para quem lê o tópico hoje. Adenoma hepático associado a contraceptivo oral é raro, mas é bem documentado e tem relação com tempo de uso. E aqui está a conexão que interessa. Se o seu fígado já demonstrou reagir formando nódulo sob estímulo hormonal, isso coloca você num grupo em que qualquer esteroide 17 alfa alquilado merece cuidado redobrado, porque justamente essa classe é a mais associada a alterações hepáticas, incluindo adenoma e peliose. Oxandrolona é 17 alfa alquilada, e ela mantém essa característica na apresentação sublingual, ainda que a via reduza a passagem inicial pelo fígado. Como você usa até hoje, eu incluiria no acompanhamento não só as enzimas hepáticas, mas ultrassom de abdome periodicamente. Enzima normal não exclui nódulo, e é exatamente por isso que exame de imagem faz falta nesse cenário específico.

Sobre a gestrinona, o desfecho que você relatou é bastante informativo. Regressão dos miomas em três meses é resultado real, e o sangramento contínuo que te fez parar é justamente o efeito adverso mais comum dessa classe no início do tratamento, porque o endométrio afina de forma irregular antes de estabilizar. Vale registrar isso no tópico porque mostra a diferença entre uso com indicação clínica, que é o seu caso, e uso estético, que foi o que a Anvisa e o Conselho Federal de Medicina passaram a restringir nos últimos anos.

Um último ponto sobre a oxandrolona de uso prolongado com colaterais controlados. O que costuma escapar do monitoramento nesse cenário não são os sinais visíveis, e sim o perfil lipídico. Derivados 17 alfa alquilados derrubam HDL de forma marcante e esse efeito não dá sintoma nenhum, além de se manter enquanto o uso durar. Se o seu acompanhamento trimestral já inclui isso, ótimo. Se não incluir, é o exame que eu acrescentaria primeiro.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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