Pular para o conteúdo

Como auto-aplicar anabol? Se pegar na veia dá problema?

Respostas em Destaque

  • Respostas 14
  • Visualizações 9,5mil
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Postagens Mais Populares

  • Arnaldo Santos.
    Arnaldo Santos.

    Amigo se por um acaso injectar na veia algum tipo de esteroide anabolisante em que a sua base seja oleosa, o procedimento mais correcto sera chamar uma ambulancia e rezar para que nao tenha injectado

  • Vinicius Monteiro
    Vinicius Monteiro

    Exato. 'A prevenção é a melhor cura"

  • mariana fontana
    mariana fontana

    Sim, ja olhei varios videos no youtube. Só a minha duvida é: tem algum problema se injetar em uma veia? rsrs

6 horas atrás, Roger Fabrício disse:

MAS no caso do stanozolol. Se eu aplicar no vaso, por mais que eu aspire. Eu fico tremendo de nervosismo sempre. E meu medo eh a agulha decer mais ou subir e pegar o vaso e acabar injetando mo vaso. Stanozolol nao eh oleoso. O que aconteceria se eu injetasse stanozolol na veia?

Se não for oleoso o perigo deve ser menor! Mas mesmo assim acho que o melhor é não arriscar!

Se fica nervoso quando aplica no vasto, experimenta aplicar no ombro ou no glúteo costuma ser bem mais tranqüilo.

  • 8 anos depois...

@Roger Fabrício, sua pergunta é a mais específica do tópico e recebeu um talvez. Vou responder direto.

Não, o fato de o stanozolol ser aquoso não torna a injeção intravascular segura. O raciocínio de que o perigo é menor por não ser oleoso está incompleto, e a razão é a forma física do produto.

O stanozolol injetável não é uma solução, é uma suspensão. Ou seja, ele não está dissolvido no líquido, ele está em suspensão como microcristais sólidos. Quando esse material entra na circulação, ele chega ao pulmão como partícula. E existe um fenômeno bem conhecido de quem usa, que é aquela tosse súbita com aperto no peito logo após a aplicação, atribuída justamente a partículas alcançando a circulação pulmonar. Ou seja, o próprio efeito que o pessoal trata como curiosidade é a demonstração de que material entrou onde não devia.

Então a conclusão prática é a mesma para os dois casos. Óleo na veia é mais grave, com risco de embolia pulmonar, e o @Arnaldo Santos. está correto nessa parte. Suspensão aquosa na veia não é inofensiva. Nenhum dos dois é para acontecer.

Agora vou ao que realmente resolve o seu problema, porque a discussão inteira ficou em o que fazer se der errado, e quase nada em como não dar errado. E existe resposta objetiva.

A escolha do local é o fator que mais reduz risco, mais do que qualquer técnica de aspiração. E o local com melhor perfil é o ventroglúteo, que fica na lateral do quadril, e não no glúteo de trás que todo mundo usa. A diferença é anatômica e mensurável. A distância média do ponto de aplicação até o nervo ciático é de cerca de nove centímetros no glúteo posterior e de cerca de dezoito centímetros no ventroglúteo. É o dobro. Além disso, o ventroglúteo tem menos vasos na região e menos tecido subcutâneo por cima do músculo, o que também reduz a chance de a substância ficar depositada fora do músculo.

E aqui está o número que responde diretamente a sua preocupação. Nas aplicações feitas no glúteo posterior, a aspiração retorna sangue em torno de quinze por cento das vezes. Ou seja, encostar em vaso não é evento raro, é comum. O seu medo tem base, e a resposta certa para ele não é ter mais coragem, é mudar de local.

Sobre aspirar, vale um esclarecimento, porque a orientação mudou em outros contextos e isso gera confusão. Para vacinas e injeções de pequeno volume em locais como o deltoide, a recomendação atual em geral dispensa a aspiração. Aqui a situação é diferente, porque se trata de volume maior, veículo oleoso ou suspensão, em região onde o retorno de sangue acontece em quinze por cento dos casos. Nesse cenário, aspirar continua fazendo sentido. Se voltar sangue, retire, troque a agulha e escolha outro ponto.

Como o tópico inteiro respondeu que não dá para explicar por escrito e mandou assistir vídeo, e o @antifragil ainda pediu recomendação de vídeo, vou deixar o essencial escrito, porque dá sim para escrever.

Sobre assepsia, que não foi mencionada nenhuma vez neste tópico e é o que mais causa problema real. Lavar as mãos antes. Limpar o topo da ampola ou do frasco com álcool setenta por cento e esperar secar. Limpar a pele com álcool e esperar secar de verdade, porque álcool úmido arde e não desinfetou ainda. Usar agulha estéril nova a cada aplicação, e usar uma agulha para aspirar o conteúdo e outra para aplicar, já que a primeira perde o fio ao furar a borracha. Nunca reaproveitar, nunca compartilhar, e nunca encostar o dedo na parte da agulha.

Sobre a aplicação em si. Aquecer o frasco nas mãos antes deixa o óleo menos viscoso e a entrada bem mais confortável. Injetar devagar, algo em torno de dez a vinte segundos, porque boa parte da dor vem da distensão brusca do tecido. Dividir volumes grandes em mais de um ponto. E revezar os locais, para que a mesma área não acumule aplicações repetidas.

Sobre o que você citou de ficar tremendo ao aplicar no vasto lateral, que é a coxa, essa é uma reação comum e ela piora justamente quando a pessoa hesita e faz o movimento devagar na entrada. A entrada da agulha deve ser firme e rápida, e a injeção do líquido é que deve ser lenta. Se o vasto te deixa nervoso, o ventroglúteo tende a ser mais tranquilo, e o @Arnaldo Santos. já tinha sugerido mudar de local.

E o item mais importante, que também não apareceu no tópico. O problema mais frequente da autoaplicação não é acertar vaso, é infecção. Se depois de uma aplicação a região ficar cada vez mais vermelha, quente, endurecida e dolorida, principalmente se vier febre, calafrio ou sensação de flutuação embaixo da pele, isso é possível abscesso ou celulite e precisa de atendimento no mesmo dia, não de compressa e anti-inflamatório. Anti-inflamatório inclusive atrapalha, porque abaixa a febre e mascara justamente o sinal que indicaria a gravidade. Caroço que persiste por semanas ou meses também merece avaliação com ultrassom.

E os sinais que exigem emergência imediata durante ou logo após uma aplicação são falta de ar, dor no peito persistente, tosse que não cede em pouco tempo, tontura forte ou desmaio. Nesse caso é serviço de emergência, e vale contar exatamente o que foi aplicado, porque isso muda a conduta de quem for atender.

@mariana fontana, respondendo a sua dúvida original de forma resumida, já que ela ficou entre duas respostas diferentes. Encostar em um vaso pequeno e sangrar um pouco é comum e não é grave, e foi isso que os colegas descreveram. Injetar dentro de um vaso é outra coisa e é grave, e foi isso que o Arnaldo descreveu. As duas respostas estavam certas, só falava-se de situações diferentes. O que evita a segunda é escolher o local certo e aspirar antes.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conteúdo Semelhante

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.