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Qual Profissional buscar para fazer TPC

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8 horas atrás, Guimazo disse:

Fala Galera beleza, os exames eu fiz os novos semana passada, seguem os dados e em seguida os do exame:

 

1-Testosterona livre antes do ciclo: 8.50 

Testosterona total antes ciclo: 490.1 

2 - Estradiol somente pós ciclo: 4,8

3- Prolactina - exame anterior 9.3 /  pós ciclo -> 29

Fui em uma nutricionista esportiva hoje e ela disse que somente minha prolactina estava ruim tirando isso e a vitamina D que está um pouco baixa, meus exames estão perfeitos. abaixo segue os dados após ciclo.

 

 


TESTOSTERONA, soro =======================================================
Método: Imunoensaio competitivo por eletroquimioluminescência

RESULTADO VALORES DE REFERÊNCIA


770 ng/dL                          Homens: 240 a 816 ng/dL
                                   Mulheres: 9 a 63 ng/dL

                                   Crianças pré-púberes
                                   maiores de 1 ano: até 40 ng/dL


TESTOSTERONA LIVRE,soro ==================================================
RESULTADO                          VALORES DE REFERÊNCIA
500,9 pmol/L                       Homens  : 131 a 640  pmol/L

                                   Mulheres: 2,4 a 37,0 pmol/L

Cálculo baseado nos níveis de Testosterona Total e SHBG, segundo
Vermeulen, A et al. J. Clin. Endocrinol Metab 84:3666-72,1999.

TESTOSTERONA: 770 ng/dL

GLOBULINA LIGADORA DE HORMONIOS SEXUAIS (SHBG): 45 nmol/L

NOTA: Para converter pmol/L em ng/dL, multiplicar o valor em pmol/L por
      2,884.

PROLACTINA, soro =========================================================
Método: Ensaio eletroquimioluminométrico

RESULTADO                          VALORES DE REFERÊNCIA
29 microg/L                        Homens: até 20 microg/L

                                   Mulheres não grávidas: até 26 microg/L

 


ESTRADIOL, soro ==========================================================
Método: Imunoensaio competitivo por eletroquimioluminescência

RESULTADO
4,8 ng/dL

VALORES DE REFERÊNCIA
Homens: 1,1 a 4,3 ng/dL

Mulheres
Fase Folicular : 1,2 a 23,3 ng/dL
Pico Ovulatório: 4,1 a 39,8 ng/dL
Fase Lútea     : 2,2 a 34,1 ng/dL
Menopausa      : até 5,5 ng/dL

Crianças de 1 a 10 anos: 0,6 a 2,7 ng/dL

NOTA(1): Para converter ng/dL em pg/mL, multiplicar o valor em ng/dL
         por 10.

 

Obrigado

Prolactina alta eu sempre mando cabergolina (0,35 mcg / dia). Pode arriscar, usando por uns 30 - 45 dias e ir mensurando para ver como ela cai.

Abraços.

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  • Uma dose tão baixa assim eu particularmente nem faria TPC. Vc usou 6 ampolas apenas, isso seu corpo regula naturalmente sem precisar tomar nada.

  • Sim Edson, vc está corretíssimo, foi errado e negligente mesmo. Obrigado pela informação.  Valeu amigo pela dica, mas de qualquer forma eu já fiz o pedido de sangue completo mais hormônios e ou

  • Não adianta insistir porque não é especialização deles. A gente esquece que nós fazemos uso de um medicamento que foi criado para um determinado fim e abusamos da dose buscando outro resultado. O médi

  • 8 anos depois...

O @Guimazo fez uma pergunta que muita gente faz e recebeu boas respostas, mas o tópico terminou com uma leitura de exame invertida e com o problema dele sem solução prática. Como ele postou os números, dá para fechar as duas coisas.

Começo pela correção, com respeito ao @Gamma, que escreveu no último post que o estradiol estava um pouquinho acima da referência.

Está abaixo. O valor dele foi 4,8, e a faixa de referência para homem começa em torno de 10 a 15 conforme o laboratório. Ele não estava com estradiol alto, estava com estradiol baixo.

Faço questão de corrigir porque a consequência prática é grande. Quem lê que o estradiol está alto costuma partir para inibidor de aromatase, e derrubar um estradiol que já está no chão produz exatamente o quadro que as pessoas atribuem ao ciclo: libido baixa, dificuldade de ereção, dor articular, humor ruim e perfil lipídico pior. Estradiol não é vilão no homem, é hormônio necessário.

Dito isso, há uma segunda camada nesse número, e ela é mais interessante ainda.

Um valor de 4,8 num homem provavelmente não é confiável do jeito que foi medido. Estradiol em homem circula em concentrações muito baixas, e os imunoensaios comuns, que são os que quase todo laboratório usa, perdem precisão justamente abaixo de 20. A recomendação técnica é que estradiol em homem seja dosado por método sensível, por espectrometria de massa, que costuma vir descrito no pedido como estradiol ultrassensível ou por LC-MS.

Ou seja, antes de concluir qualquer coisa sobre o estradiol dele, o exame precisaria ser refeito pelo método certo. E isso vale para todo mundo que discute estradiol masculino no fórum com base em imunoensaio comum.

Agora o achado que ninguém explorou, e que é o mais relevante dos exames dele.

A prolactina saiu de 9,3 antes para 29 depois. Ela triplicou e ficou bem acima da referência.

Prolactina elevada em homem é causa reconhecida de libido baixa e disfunção erétil, e produz isso mesmo com testosterona normal. A nutricionista que o atendeu apontou corretamente que era o único valor claramente alterado, e ela estava certa.

O que faltou foi o passo seguinte. Antes de tratar, repete-se, porque prolactina é o hormônio mais fácil de alterar por bobagem: estresse na coleta, punção difícil, exercício antes, refeição, sono ruim e estímulo de mamilo elevam de forma transitória. A coleta correta é em jejum, em repouso e sem ter treinado. E, na repetição, pede-se junto a pesquisa de macroprolactina, que é a prolactina ligada a anticorpo, sem atividade biológica, e que aparece no exame como se fosse hormônio de verdade.

Se confirmar, aí a investigação segue com revisão de medicamentos em uso e, dependendo do valor, imagem de hipófise.

Agora o ponto técnico que muda a interpretação de todo o resto, e que é a coisa mais útil que eu tenho para acrescentar aqui.

Ele mediu a testosterona três semanas depois da última aplicação de durateston e encontrou 770, contra 490 antes do ciclo. Isso foi lido no tópico como prova de que o eixo tinha se recuperado sozinho, e a conclusão animou todo mundo.

O problema é que esse exame não mediu a produção dele. Mediu o que ainda restava do medicamento.

Durateston é uma mistura de quatro ésteres de testosterona, e o mais longo deles é o decanoato, cuja liberação se estende por semanas. Três semanas após a última ampola, boa parte do que apareceu naquele exame ainda era droga em circulação. Uma testosterona de 770 nesse momento não diz nada sobre a capacidade dos testículos dele de produzir.

E há uma confirmação disso dentro dos próprios números: se aquilo fosse produção própria retomada, o estradiol não estaria em 4,8, porque testosterona endógena em bom nível aromatiza e sustenta estradiol.

O exame que responderia à pergunta certa não foi feito em momento nenhum: LH e FSH. São eles que dizem se a hipófise voltou a mandar sinal. Testosterona sozinha, logo depois de um ciclo, é o exame mais fácil de interpretar errado que existe.

O que eu faria: repetir o painel de seis a oito semanas após a última aplicação, com testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol sensível e prolactina em jejum e repouso. Aí sim os números significam alguma coisa.

Isso não invalida o que o @Locemar e o @Guilherme Candeira disseram, e é justo registrar. Um ciclo curto, de seis semanas com uma ampola por semana, num homem de 32 anos, tem alta probabilidade de recuperação espontânea, e isso está descrito. O que eu ajusto é só a conclusão de que ela já tinha acontecido em três semanas, porque os exames não mostravam isso.

Agora a questão central do tópico, que era encontrar profissional, e onde eu acho que está a solução prática que ele não recebeu.

Ele foi a quatro médicos, incluindo endocrinologista, e ouviu que não sabiam o que era TPC.

O @Locemar deu a melhor resposta da conversa, e ela merece ser repetida: prefiro um médico que diz que não sabe a um que finge saber. E ele estava certo também ao dizer que a sigla não existe na literatura médica. TPC é vocabulário de fórum.

Mas há um detalhe que resolve o impasse, e que é a informação que faltava.

O quadro existe na medicina, só que com outro nome. Ele se chama hipogonadismo induzido por androgênio exógeno, e na literatura internacional aparece como ASIH. É descrito, estudado, tem artigos de diagnóstico e tratamento em revistas de urologia e endocrinologia reprodutiva, e apresenta-se tipicamente como hipogonadismo hipogonadotrófico após a interrupção.

Ou seja, quando ele chegou dizendo TPC, a médica ouviu uma sigla de internet. Se ele tivesse dito que usou testosterona exógena por seis semanas, que queria avaliar supressão do eixo e recuperação, e pedido dosagem de LH, FSH, testosterona total e livre, estradiol e prolactina, provavelmente teria tido outra conversa.

E o profissional que mais costuma dominar isso não é o endocrinologista geral: é o urologista com foco em saúde do homem e infertilidade masculina, porque é ele quem atende no dia a dia homens com eixo suprimido, seja por uso de androgênio, seja por reposição mal indicada. Vale como sugestão para quem chegar aqui pela busca com o mesmo problema.

Duas observações menores.

O @Edson Rodrigues deu a orientação prática mais usada, de começar dezoito dias depois da última aplicação de durateston, e o raciocínio dela é o correto: espera-se a queda do éster mais longo. Só que esse número é convenção de fórum, e a decisão honesta se toma com LH e FSH na mão, não com contagem de dias.

E o @Miguel V fez exatamente as perguntas certas ao longo do tópico, pedindo testosterona livre e total, estradiol e prolactina, antes e depois. Faltou só o LH e o FSH na lista, que é o que teria fechado o caso.

Por fim, o mais importante: ele relatou não estar sentindo nada de errado três semanas após o ciclo. Isso é bom sinal e vale mais do que qualquer protocolo profilático. Terapia pós ciclo não é obrigação automática, é conduta para quem tem eixo comprometido demonstrado. Quem está bem e com exames adequados não precisa tratar exame de fórum, precisa apenas confirmar, na hora certa, que a produção própria voltou.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e em que momento cada um faz sentido, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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