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Primeiro ciclo c/ Primobolan

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  • Moderador
9 minutos atrás, Alvespolly disse:

Dieta? Putz não passo com profissionais, mas tenho consciência do que posso ou não posso é não tenho problemas em tirar alimentos do meu cardápio.

Bom, faço assim: não como> feijão, fritura, óleo de soja, trigo(bolacha, pão), açúcar refinado, soja, amido de milho, sal refinado, nada pronto industrializados, defumado, embutido, (salsicha, linguiça, steik), suco em pó ou de caixinha.

Faço geralmente 6 refeições e em 4 tem proteína ( ovo ou frango), tomo leite em pó, geralmente em vitaminas ou mingau, como: couve, brócolis, cenoura, tomate, limão, beterraba, abóbora, batata doce (tbm inglesa), arroz integral (uma vez no dia), vinagre de maçã, chia, aveia, linhaça, canela, cacau em pó.... É isso que tem em casa... Óleo uso: banha, azeite e óleo de coco...

Acho que não esqueci de nada...

Ok, a escolha dos alimentos pode até estar correta, mas e a quantidade que você come de cada um, será que é a ideal?

  • 8 anos depois...
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  • Ok, a escolha dos alimentos pode até estar correta, mas e a quantidade que você come de cada um, será que é a ideal?

  • Isso seria o correto pois o corpo não segue os dias da semana, ele trabalha no ritmo próprio independente se é terça, quarta ou sábado. A questão é saber se você está respeitando esse tempo. Sobr

  • Hum... Fiquei na dúvida  Hum... Fiquei na dúvida  Bem longe do objetivo 

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A @Alvespolly chegou dizendo que quer volume e que tem dificuldade de ganhar. A resposta está em duas coisas que ela descreveu no próprio tópico, e nenhuma delas envolve primobolan.

Começo pela dieta, porque é a mais direta.

Perguntada sobre alimentação, ela respondeu listando o que não come: feijão, fritura, óleo de soja, trigo, bolacha, pão, açúcar, soja, amido de milho, sal refinado, industrializados, defumados e embutidos.

Repare que essa é uma lista de proibições, não uma dieta. Não há em nenhum ponto do tópico um número de calorias nem de proteína.

E o problema, para quem quer ganhar peso, é maior do que parece: ela retirou justamente o feijão, o pão e o trigo, que são das fontes mais baratas e mais fáceis de acrescentar calorias e carboidrato ao dia. Numa dieta de emagrecimento, cortar isso funciona. Numa tentativa de ganhar volume, é remover as ferramentas.

Quem quer crescer precisa de excedente calórico. Não existe outra via, com ou sem hormônio. A dificuldade de ganhar que ela relata é, com altíssima probabilidade, a consequência aritmética dessa lista.

O caminho é o oposto do que ela vem fazendo: calcular a manutenção, acrescentar 250 a 350 kcal, colocar proteína em torno de 1,8 a 2 g por quilo, o que para 71 kg dá algo entre 128 e 142 g, e devolver ao cardápio as fontes de carboidrato que ela retirou. Arroz com feijão todo dia é o mais barato e o mais eficiente que existe para isso.

Agora a segunda coisa, e é a que mais rende no treino dela.

Ela escreveu que treina costas, bíceps e tríceps uma vez por semana, e peito e ombros uma vez por mês.

Uma vez por mês não é treino de manutenção. É destreino com uma sessão ocasional no meio.

A metanálise que comparou frequências, com o volume semanal igualado, mostra que treinar cada grupo pelo menos duas vezes por semana produz mais hipertrofia do que uma vez. Repare no detalhe: com o mesmo total de séries na semana. Não é fazer mais, é distribuir melhor.

Ou seja, ela poderia manter exatamente o trabalho que já faz, redistribuído, e ganhar mais. É a mudança de maior retorno disponível para ela, e não custa um minuto a mais na academia.

E aqui preciso discordar do @Foston, que escreveu que mulheres sem recursos ergogênicos têm incrível dificuldade de desenvolver membros superiores e que nem deveriam se preocupar com isso.

Os dados apontam o contrário.

A metanálise sobre diferenças entre sexos no treino de força encontrou que mulheres tiveram aumento relativo maior de força de membros superiores que homens, 29 por cento contra 17 por cento, com ganhos semelhantes em membros inferiores.

Ou seja, mulheres respondem muito bem ao treino de superiores. O que é menor é o ponto de partida absoluto, não a capacidade de progredir.

E, no caso específico dela, o conselho era ainda menos aplicável: ela própria escreveu que tem, por genética, superiores maiores que inferiores e facilidade de ganho ali. Foi justamente esse grupo que ela reduziu a uma sessão mensal.

Sobre o volume do treino de pernas, o @Locemar fez a melhor observação técnica do tópico e ela merece ser confirmada.

Ele estranhou cinco variações de agachamento num mesmo treino e disse que treino com muitos exercícios dificilmente é puxado. Está certo, e o motivo é que volume e intensidade se trocam entre si: quem sabe que ainda faltam quatro exercícios não leva o primeiro perto do limite real.

E ele acrescentou algo ainda mais importante, quando disse que execução perfeita e falha são conceitos subjetivos. Isso é bem documentado: quando as pessoas escolhem sozinhas o ponto de parar, elas costumam interromper várias repetições antes da falha real, achando que chegaram lá.

O teste é simples e vale para ela: em um exercício isolado e seguro, como a extensora, fazer uma série até não conseguir mover a carga de jeito nenhum, e comparar com o número de repetições que ela faria normalmente. A diferença costuma surpreender.

Sobre o primobolan, que abriu o tópico.

A ressalva sobre autenticidade é pertinente e a metenolona é das substâncias mais falsificadas do mercado, além de ser das mais caras. Isso já torna o custo e benefício ruim.

E há um segundo ponto, técnico: a metenolona é dos androgênios mais fracos por miligrama. Ela é escolhida justamente pelo perfil brando, o que faz sentido para mulher, mas isso significa que ela não é uma boa ferramenta para quem quer volume. Quem busca volume e escolhe a droga mais fraca está pagando o preço integral, financeiro e hormonal, por um retorno pequeno.

E, como ela é derivada de DHT e não aromatiza, os efeitos que ela produz em mulher são os androgênicos: oleosidade, acne, pelo e queda de cabelo.

Os sinais que exigem parada imediata e que não regridem são rouquidão, voz mais grave, dificuldade nas notas altas da fala e aumento de clitóris. Acne, oleosidade, pelo, queda de cabelo e alteração de ciclo regridem.

E, antes de qualquer coisa, dois exames: perfil lipídico completo, porque a queda de HDL é o efeito mais consistente dos androgênios e é silenciosa, e perfil hepático.

Por fim, uma observação prática que ninguém fez e que pode mudar o planejamento dela.

Ela mencionou que pretendia colocar prótese de mama naquele ano, e que por isso não podia secar gordura.

Vale conversar isso com o cirurgião antes de decidir o cronograma. Variação relevante de peso depois de uma mamoplastia de aumento altera o resultado, porque a mama tem componente adiposo e a pele acompanha. Por isso a orientação usual é operar em peso estável e manter esse peso depois.

Ou seja, planejar um período de ganho justamente no ano da cirurgia é uma decisão que pede alinhamento com quem vai operar. Pode ser melhor fazer o ganho antes, estabilizar, e então operar.

Se quiser reorganizar a divisão para colocar cada grupo duas vezes por semana sem aumentar o tempo de treino, o site tem um orientador de treino simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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