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Como usar anastrozol para baixar o estradiol?

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Olá galera, faço uso contínuo de testo a muitos anos, agora diminui a dose bastante para 250mg pir semana, porém, fiz exame para dosar o estradiol e ta batendo 77ng, eu já estou com uma caixa de estradiol (30 comprinidos)... Mas estou receioso em usar, pois tenho algumas dúvidas:

Pode usar mesmo fazendo uso contínuo da testo, e depois que baixar o estradiol parar de usar o abastro, o mesmo tornará a subir? 

Usando durante um mês apenas, teria risco do efeito rebote? 

E qual seria a dosagem ideal?

Colateral aparente: Ereção fraca 

Editado em por jowes

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  • Não se pode avaliar o estradiol separado da testosterona. Se a sua testo está suprafisiológica, é normal que o estradiol também suba pra manter o equilíbrio. A ereção fraca é porque você estava num ní

  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Poste os resultados de seus exames....bem como o nome correto das medicações que disse que fara uso.

  • Moderador

Não se pode avaliar o estradiol separado da testosterona. Se a sua testo está suprafisiológica, é normal que o estradiol também suba pra manter o equilíbrio. A ereção fraca é porque você estava num nível de testo e agora diminui a dosagem. Por mais que ainda esteja acima do normal, ela está menor do que antes e esse  colateral pode aparecer.

O ideal seria fazer um exame bem mais detalhado.

  • 6 anos depois...

@jowes, antes de falar de dose de anastrozol, tem um problema no ponto de partida: pela sua descrição, você quer tratar um exame que provavelmente está normal.

Comece pela unidade. Estradiol em homem não se dosa em nanogramas, se dosa em picogramas por mililitro. Se o seu resultado fosse mesmo 77 ng, isso equivaleria a 77.000 pg por mililitro, um valor que não existe em ser humano vivo. Então o seu exame quase certamente diz 77 pg/mL. E aí a leitura muda completamente. Para um homem que usa 250 mg de testosterona por semana, ou seja, cerca de quatro vezes a produção natural, um estradiol de 77 pg/mL é exatamente o que se espera. O @Locemar apontou o essencial: estradiol não se interpreta sozinho, ele se interpreta ao lado da testosterona que o gerou. Testosterona suprafisiológica produz estradiol proporcionalmente mais alto, e isso não é efeito colateral, é aritmética da aromatase. O que define excesso de estrogênio não é o número isolado, são os sintomas: retenção de líquido, mamilo sensível ou endurecido, oscilação de humor, gordura em padrão feminino. Você não relatou nenhum deles.

Um detalhe técnico que vale conhecer, porque muda resultado: o estradiol dosado pelo imunoensaio comum foi validado para mulheres, em faixas de concentração muito mais altas, e superestima o valor em homens. O exame correto para homem é o estradiol por espectrometria de massas, às vezes chamado de ultrassensível. Se o seu foi feito pelo método comum, o número real pode ser ainda mais baixo do que 77.

Agora a parte mais importante, e ela inverte a sua conclusão. O único sintoma que você relatou foi ereção fraca, e o remédio que você está prestes a tomar é uma das causas mais conhecidas justamente disso. O estrogênio não é um vilão no organismo masculino, ele é necessário para libido, para função erétil e para o próprio funcionamento sexual. Homem com estradiol derrubado por inibidor de aromatase classicamente perde libido, perde ereção, fica com articulação dolorida, seca e com humor deprimido. Se você tomar o anastrozol, a chance maior é de piorar o sintoma que te incomoda, não de melhorar.

E o mais provável é que a explicação para a ereção fraca já esteja no seu próprio relato, como o @Locemar levantou: você reduziu bastante a dose. O corpo estava adaptado a um nível muito mais alto, e a queda, mesmo terminando ainda acima do normal, produz sintomas de abstinência relativa. Isso costuma acomodar em algumas semanas, sem intervenção nenhuma.

Sobre as suas perguntas objetivas, respondendo uma a uma. Pode usar inibidor de aromatase junto com testosterona, sim, é o cenário em que ele é usado. Ao suspender, o estradiol torna a subir, sim, porque a enzima volta a operar e a testosterona que você continua aplicando continua sendo substrato. E existe rebote, sim: além da retomada da aromatização, durante o uso do inibidor o eixo tende a liberar mais hormônio, e a suspensão pode levar o estradiol acima de onde ele estava antes. É por isso que retirada de inibidor de aromatase se faz de forma gradual e não de uma vez. Quanto à dose ideal, não existe dose ideal para corrigir um exame que não está alterado, e mesmo quando há indicação real, o ajuste é feito por titulação com exame repetido e acompanhamento médico, porque a janela entre reduzir e derrubar demais é estreita.

Vale ainda um alerta sobre o que você não está medindo. Você faz uso contínuo de testosterona há muitos anos e o único exame que citou foi o estradiol, que é justamente a variável menos perigosa da lista. O efeito adverso mais frequente e mais grave da testosterona suprafisiológica crônica é o aumento do hematócrito, que engrossa o sangue e eleva risco de trombose. Peça hemograma completo com hematócrito e hemoglobina, e trate esse número como prioridade. Junto com ele: PSA, perfil lipídico, função hepática e renal, glicemia com hemoglobina glicada, e medida de pressão arterial em casa. Vale também acrescentar que inibidor de aromatase usado de forma contínua em homem reduz densidade óssea ao longo do tempo, porque quem sustenta o osso masculino é o estradiol, o que é mais um motivo para não iniciar sem necessidade comprovada.

Resumindo o que eu faria no seu lugar: guardar a caixa, refazer o estradiol pelo método sensível junto com testosterona total e livre, hemograma e SHBG, esperar algumas semanas para a adaptação à dose menor, e levar tudo isso a um endocrinologista.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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