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[DÚVIDA] HCG no Pós ciclo e Enantato

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Fala pessoal, tudo bem?

Estou na reta final de um ciclo de Enantato + Oxan e decidi que gostaria de usar HCG para acelerar a recuperação do meu eixo. Porém, pesquisando, surgiram algumas dúvidas sobre quando e como encaixar o HCG na TPC, pois ao que tudo indica ele é melhor aproveitado no tempo entre a ultima aplicação e o inicio da TPC de fato.

 

Meu ciclo é o seguinte:
Enantato 1-10

Oxandrolona - 5-12

TPC: Tamox começando após a última administração da oxandrolona (14 dias após a última aplicação de enantato) - 40-40-20-20

 

Minha dúvida é qual seria a melhor forma de encaixá-lo nesta situação, sem prejudicar a TPC. Imaginei que iniciando na semana 11 (após a última aplicação do enantato) e esticando até o inicio da TPC seria uma boa, mas já li alguns relato sobre a não eficácia do mesmo quando não espeitada o fima da MV da testo. 

 

Enfim, estou confuso e qualquer ajuda é bem vinda.

 

Obrigado!

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3 minutos atrás, Locemar disse:

Você pode iniciar o HCG junto com sua TPC sem problema. 

Mas não seria contraprodutivo, visando o fato de que eu estaria usando um agonista do LH (HCG) que ira suprimí-lo, enquanto tento estimular o LH, com o Tamox?

  • 6 anos depois...

@LiNThunder, a sua objeção no meio do tópico estava certa e ficou sem resposta completa. Vale fechar ela, porque quem lê depois vai ter a mesma dúvida.

O @Apollo Galeno apontou o essencial: tamoxifeno e gonadotrofina agem em lugares diferentes. O tamoxifeno bloqueia o receptor de estrogênio no hipotálamo, o corpo entende que falta estrogênio e a hipófise volta a mandar LH e FSH. A gonadotrofina coriônica não faz nada disso. Ela imita o LH e vai direto no testículo, pulando a hipófise inteira. São andares diferentes do mesmo prédio.

Só que aí falta a peça que responde a sua pergunta. O que a gonadotrofina faz no testículo é aumentar a produção de testosterona, e parte dessa testosterona vira estradiol. Ou seja, ela sobe o estrogênio circulante, às vezes bastante. E é exatamente contra o estrogênio no hipotálamo que o tamoxifeno está trabalhando. Você não estaria suprimindo o LH por engano, como imaginou, mas estaria mandando o tamoxifeno remar contra um estímulo que você mesmo criou, e ainda por cima mantendo o testículo funcionando por comando externo, que é o oposto de ensinar o eixo a andar sozinho. Por isso a prática mais defensável é não sobrepor: gonadotrofina antes, tamoxifeno depois, sem se encavalarem.

Ou seja, o seu plano original está certo. Usar na janela entre a última aplicação do enantato e o começo da TPC é o lugar dela nesse protocolo, e o que você leu sobre não funcionar antes de a testosterona cair não se sustenta. Ela age direto na célula de Leydig, e o testículo responde independentemente de o eixo estar ligado ou desligado. Encerre a gonadotrofina alguns dias antes de começar o tamoxifeno, e não emende as duas.

Agora o ponto que muda mais o seu resultado do que o encaixe: gonadotrofina rende muito mais como manutenção do que como resgate. O estudo que serve de referência aqui deu testosterona semanal em homens saudáveis e mediu a testosterona dentro do testículo. No grupo sem gonadotrofina, ela caiu noventa e quatro por cento. Com doses baixas aplicadas em dias alternados durante o uso, ela se manteve praticamente na faixa normal, e o efeito foi proporcional à dose. Traduzindo: se ela entra junto com o ciclo, o testículo nunca chega a desligar de verdade nem a atrofiar, e a TPC começa de um ponto muito melhor. Usada só no fim, ela recupera parte do caminho, mas está tentando reverter algo que já aconteceu. Não é o que dá o melhor resultado, é o que sobrou. Guarde isso para o próximo ciclo, se houver.

Duas observações sobre o resto do seu protocolo.

A primeira é o intervalo de catorze dias. Com enantato, isso costuma ser curto. O éster tem meia vida de vários dias e ainda há testosterona circulante em quantidade relevante nessa altura, então o tamoxifeno começa disputando espaço com o que sobrou. Um intervalo maior, na faixa de duas a três semanas, é mais coerente. E quem decide bem isso não é o calendário, é o exame.

A segunda é justamente essa. Quarenta, quarenta, vinte e vinte é um esquema razoável, mas ele não é o critério de sucesso. O critério é dosar testosterona total, LH e FSH quatro a seis semanas depois do fim da TPC. Se os três voltaram, deu certo. Se não voltaram, o assunto deixa de ser fórum e passa a ser endocrinologista ou urologista com formação em andrologia. TPC sem exame no fim é fé, não protocolo. E, já que você usou oxandrolona por oito semanas, aproveite e peça também perfil lipídico completo e função hepática, porque orais derrubam HDL e nem sempre ele volta sozinho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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