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ESTOU VOLTANDO!!!!

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Boa tarde pessoal !!

 

Ahh saudades desse espaço.

Primeiro gostaria de desculpar o sumiço mas ano passado foi um ano bem conturbado devido ter mudado de cidade e outras coisas pessoais.

Como se não bastasse, eu tive uma lesão no labrum e fiz uma astroscopia de quadril em setembro. 40 dias de muleta!!

Final de ano corrido, viajei, curti e realmente já estava voltando a uma rotina bem estável quando em março desse ano comecei a sentir uma inflamação no meu silicone, ele estava sendo rejeitado e fiz mais uma cirurgia pra retirada da prótese em maio.

Não estou treinando musculação por conta dessa recuperação, apenas cardio.

Mas se engana aqueles que acham que isso me desanimou, causou algum tipo de depressão ou fez eu perder tudo que conquistei aprendendo aqui com vocês. Na verdade aproveitei para focar em outras coisas e organizar minha vida.

Agora estou aqui desesperada e na ânsia de voltar aos treinos e a rotina que me faz tão bem mas também não vai ser agora. Viajo semana que vem com meu filho e serão mais 15 dias focada nele e não em mim.

Dia 1 de agosto começo com o projeto, farei a atualização e vou atualizando aqui e compartilhando a jornada.

Já estou registrando aqui esse compromisso pra garantir que quando a gente quer não há falhas nem procrastinação.

 

 

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Só algumas informações sobre as minhas cirurgias que podem ajudar outras pessoas.

 

Eu tinha impacto femoracetabular e com quantidade de carga e as progressões isso prejudicou o labrum e a cirurgia foi para reparo do problema e da causa. Ainda tenho impacto na perna esquerda mas só tive a lesão na direita então só operei a direita. Também fiz um procedimento no isquiotibial que era encurtado e que fez eu perder por completo a capacidade de flexão de quadril, mas fiz fisioterapia e hoje quase não sinto nada mas preciso alongar. Também melhorou muito minha flexibilidade que não existia por causa do impacto.

 

A minha rejeição da prótese começou quando eu voltei aos treinos esse ano e perdi peso muito rapidamente, comecei tomando stano e achei muito forte parei em seguida, tava tomando oxandrolona 2,5 mg depois 5 mg, antes de aumentar a dose comecei a ter problemas e parei com tudo inclusive os treinos e fiquei 1 mês tomando antibiótico. Mas apenas para inflamação pública: seios femininos são basicamente gordura e glândula mamária, eu já tinha pouca glândula mamária, com uso de anabolizantes elas diminuiram, associado ao emagrecimento eu fiquei com pele e prótese, a minha pele não aguentou e corpo começou a expulsar. É algo que aconteceu única e exclusivamente comigo, não é uma regra, mas é sempre bom esse ponto de atenção em quem tem prótese. E sim eu recoloquei a prótese por de baixo do músculo para dar mais sustentação e não ter flacidez com ganho e aumento de peso.

  • Autor
Em 11/07/2023 em 13:43, Foston disse:

Chegou a ter alguma doença autoimune? Algo bem comum em mulheres que usam prótese: desenvolvem doenças autoimunes que os médicos não sabem a causa.

sim tem a síndrome do silicone mas não foi meu caso, exames todos dentro do normal e sem outros sintomas 

  • 1 mês depois...
  • Autor

eitaaa que eu prometi mas não voltei..

 

vamos lá, voltei de viagem dia 31 e dia 1 eu já estava treinando e com a dieta… fiquei menstruada na semana seguinte e acabei não tirando as fotos no padrão… mas já estou na terceira semana treinando 4x na semana

 

Idade: 32 anos

Altura: 1,65m

Peso: 67kg

Medicações em uso (Anticoncepcional, antidepressivo,anti hipertensivo, etc...): Não uso anticoncepcional e nenhum remédio 

Problemas de Saúde e histórico de cirurgias: cirurgia estética e astroscopia do quadril

Exames de sangue hormonais recentes OU que tiver recente= tudo ok nos exames pré operatório em maio

Ciclos FEITOS com dose e tempo: oxandrolona 4 meses, npp 2 meses, oxandrolonada em doses de 2,5mg diária… 3 meses sem usar nada

Ciclo PROPOSTO com Aes (Marca) dose e tempo: pensando aqui ainda rs

Divisão de treino e horário do mesmo: 3x na semana de inferiores, foco glúteo e posterior… superior foco dorsal e ombro.. treino alguns dias de manhã outros a noite… cardio 6x na semana… domingo descanso 

 

DIETA = Carbo 230g Proteína 120g Gordura 40g distribuídos em café da manhã, almoço, lanche da tarde, pós treino, jantar e baseado em: proteína (carne frango peixe whey) carbo (arroz, batata, vegetais, legumes, frutas aveia) gordura (azeite, margarina)

 

To seguindo o plano, só na sexta que fui no rodízio de japa com meu filho mas seguir a dieta não é um problema pra mim… os treinos foram difíceis na primeira semana mas agora já está normal.

Não consegui parar pra tirar as fotos no padrão e sei como elas são importantes pra medir a evolução. De qualquer forma vou colocar aqui foto fora do padrão de um ano atrás e de hoje

 

 

 

 

IMG_4969.jpeg

eu só vou pensar em hormonizar quando estiver regrada na dieta e nos treinos!! por enquanto seguimos assim, estou feliz de treinar!! Foram 3 meses sofridos sem pisar na academia 

 

ahh e lembrando que eu voltei de uma viagem que comi mal e bebi de mais hahahahah agora chega de farra… foco!!!

  • 3 anos depois...

@luhccardoso, o detalhe mais importante do seu relato passou quase despercebido no tópico: você contou que ainda tem impacto femoroacetabular na perna esquerda, sem cirurgia, e que está retomando inferiores três vezes por semana com foco em glúteo e posterior. Vale saber exatamente o que provoca o impacto, para não repetir do lado esquerdo o que levou o direito à mesa de cirurgia.

O impacto acontece quando o colo do fêmur ou a borda do acetábulo se aproximam demais e comprimem o labrum. A posição que mais provoca isso é a combinação de flexão profunda do quadril com adução e rotação interna, ou seja, quadril dobrado além de certo ponto, joelho vindo para dentro e pé girando para dentro. É exatamente a posição que aparece no fim de um agachamento profundo com base estreita, no leg press quando os joelhos vêm em direção ao peito, no búlgaro muito profundo e no agachamento feito com os pés paralelos e juntos.

Na prática, para treinar glúteo e posterior sem provocar o impacto: limite a profundidade ao ponto imediatamente anterior ao momento em que a pelve começa a rodar para trás, aquele arredondamento da lombar no fundo do agachamento, porque é ali que o labrum recebe a carga. Use base mais aberta com as pontas dos pés levemente para fora, o que aumenta o espaço disponível no quadril. No leg press, suba a plataforma e reduza a amplitude em vez de buscar o joelho no peito. E, principalmente, aproveite que os melhores exercícios para o seu objetivo são justamente os que exigem pouca flexão de quadril: elevação pélvica com barra, ponte de glúteo, stiff e levantamento terra romeno, extensão de quadril na polia e abdução em pé ou deitada de lado. Dá para construir glúteo e posterior sem nunca entrar na amplitude que agride o labrum.

Um sinal de alerta prático: dor em fisgada na virilha, dor profunda na região anterior do quadril ou sensação de travamento e estalo com bloqueio momentâneo do movimento são motivo para interromper o exercício e reavaliar amplitude, não para insistir. E, como você mesma escreveu, alongar é parte do plano, mas com cautela nas posições de flexão extrema, que são as mesmas que provocam o impacto.

Sobre a retomada após a artroscopia do lado direito, vale reforçar que a progressão de carga precisa ser mais lenta que a sua tolerância aparente. Reparo de labrum leva meses para maturar, e a ausência de dor não significa que o tecido já suporta a carga que você levantava antes.

Sobre a prótese, dois pontos. Primeiro, uma correção ao que ficou registrado no tópico. Foi dito que é bem comum mulheres com prótese desenvolverem doenças autoimunes sem causa conhecida. Essa afirmação vai além do que a evidência sustenta. O conjunto de sintomas descrito como doença do silicone, ou síndrome ASIA, é relatado, mas os grandes estudos de coorte e as revisões que compararam mulheres com e sem implantes não confirmaram aumento consistente de doenças autoimunes definidas, como lúpus ou artrite reumatoide. É um tema em aberto, não um fato estabelecido, e apresentá-lo como comum assusta sem base. Você mesma respondeu que não foi o seu caso e que seus exames estavam normais.

Segundo, sobre a atribuição que você fez da rejeição à perda rápida de peso somada ao stanozolol e à oxandrolona. Não existe relação estabelecida entre uso de esteroides e rejeição de implante ou contratura capsular. As causas conhecidas de complicação tardia são outras, principalmente contratura capsular, infecção de baixo grau com formação de biofilme e coleção de líquido tardia ao redor do implante. Vale registrar, para quem lê, que coleção tardia surgindo anos após a cirurgia é sempre investigada com análise do líquido, porque existe uma condição rara associada a implantes de superfície texturizada que se manifesta assim, e o diagnóstico precoce muda o desfecho. No seu caso a prótese já foi retirada e os exames estavam normais, mas a informação é útil para outras leitoras.

Por fim, sobre os compostos. Oxandrolona por quatro meses somada a fenilpropionato de nandrolona por dois merece um comentário, porque a nandrolona é das piores escolhas em protocolo feminino. Ela tem afinidade alta pelo receptor androgênico, gera metabólitos ativos e é conhecida por potencial virilizante expressivo, além de supressão marcada e prolongada do eixo. Os três efeitos que não regridem depois de instalados continuam sendo alteração do timbre da voz, aumento de pelos faciais e crescimento de clitóris. Se houver um novo protocolo à frente, esse é o item que eu reavaliaria primeiro, e com médico, não com fórum.

E vale dizer o óbvio que o seu relato demonstra: passar por artroscopia de quadril, quarenta dias de muleta e uma segunda cirurgia em menos de um ano, e voltar sem perder a estrutura que você construiu, é o resultado mais difícil de todos os que aparecem por aqui.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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