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TESTO livre e total / ciclos femininos

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Boa noite . 
 

Gostaria de ouvir relatos sobre índice de testo livre e total em ciclos femininos, quanto era natural, pra quanto que subiu , quanto de dose que usou, e o que usou . 
 

Tenho curiosidade de medir a minha pra ver pra quanto sobe quanto faço ciclo . 

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  • Se  já começou e estiver fazendo com medico, certamente ja terá o acompanhamento com exames de antes e depois - o que , mesmo se for sem o médico, altamente recomendo . Mas o ideal é fazer os exames p

  • Moderador
1 hora atrás, allyne_mns disse:

Boa noite . 
 

Gostaria de ouvir relatos sobre índice de testo livre e total em ciclos femininos, quanto era natural, pra quanto que subiu , quanto de dose que usou, e o que usou . 
 

Tenho curiosidade de medir a minha pra ver pra quanto sobe quanto faço ciclo . 

Vou postar uma resposta a uma pergunta semelhante, que contém a informação que você quer:

 

O enfoque da duração do ciclo é diferente de mulheres para homens. Ciclos longos em homens podem acarretar desregulação do eixo HPT, suprimindo a produção natural de testosterona e eventuais riscos à saúde (fígado, rins, coração, etc). A existência de ciclos para homens ocorre, sobretudo, por causa do eixo HPT.

As mulheres não precisam recuperar o eixo hormonal (HPT), portanto não há motivos para ciclos no mesmo parão masculino. Ciclos longos em mulheres envolvem preocupações quase diferentes: risco de virilização e perturbação do ciclo menstrual. Esses dois fatores serão sempre dose dependentes: maior dose, mais colaterais, menor dose, pouco ou ausência deles.

Mulheres saudáveis tem entre 30 e 80 ng/dl de testosterona em exames de sangue.

As meninas, de regra, não sabem lidar com ciclos, utilizam doses que chegam a 1/3 dos homens e ficam zoadas de colaterais (barba e voz são os piores). Atingem uma testosterona que chega a 500ng/dl, ficam como um adolescente mudando a voz e crescimento de pelos, e, quando acaba o ciclo, voltam a usar anticoncepcionais e suas testosteronas chegam a 0,2ng/dl. Com isso perdem tudo o que ganharam, volta a celulite, perdem a massa, libido, etc.

Por terem perdido tudo, planejam ciclos ainda mais fortes e os colaterais voltam com tudo ...

Como eu disse, a dose é mais do que a droga a ser utilizada. O ideal é ministrar frequentemente em doses calculadas. Mulheres com testosterona até cerca de 100ng/dl, em sua maioria, não apresentam colaterais. Isso significa que mulheres podem, por exemplo, fazer ciclos curtos de 4 semanas (período de maiores ganhos) para, após, manterem o que ganharam usando doses de manutenção.

De 02 a 03 ciclos por ano serão mais do que suficientes, dependendo dos objetivos. Minha esposa, por exemplo, já atingiu o objetivo dela e, se quisesse, nem precisaria mais fazer ciclos, precisaria, apenas usar a dose de manutenção para não deixar ela com uma testosterona abaixo de 100ng/dl.

Atrizes, modelos, panicats, etc, estão em testosterona e HGH ininterruptos (1).

Eu leio muitos artigos indexados. Veja este trabalho em que foi ministrado doses de testosterona em mulheres com a correlação entre a dose semanal de testosterona e a medição sanguínea (2):

013 ng/dl - placebo
083 ng/dl - 3,00 mg / semana
106 ng/dl - 6,25 mg / semana
122 ng/dl - 12,5 mg / semana
250 ng/dl - 25,0 mg / semana

Nandrolona (deca e NPP) é um hormônio que aparece bastante nas publicações, sendo ministrado para mulheres em caso de osteoporose (nuca fizeram estudos com bodybuilders, por isso temos que nos valer dessas publicações). A vantagem da nandrolona é que dificilmente causará queda de cabelo e espinhas (esses colaterais vêm forte com as drogas a base de DHT, as mais indicadas para mulheres: oxandrolona e stanozolol, ambos derivados de DHT). Também a nandrolona é mais anabólica que a testosterona, e menos androgênica, permitindo uma dose total de 20mg/semana (quanto mais dividir as aplicações, melhor). Por esses motivos é que preferimos utilizar a nandrolona quando minha esposa não está ciclando. Ela mantém o que ganhou, não voltam a celulite, perda de massa, etc, o que acontece com todas que ciclam e param com os AS.

As menias usam doses fortes sem necessidade. Por exemplo: no primeiro ciclo de minha esposa, ela ganhou 6k, baixou o BF de 18% para 14% usando somente 5mg de oxandrolona por dia e somente nos dias de treino. Ela usou por 04 meses e não teve nenhum colateral.


É importante fazer exames trimestrais.


Boa sorte !

(1) http://www.globalfitness.com.br/portal/noticias/implantes-hormonais-sao-usados-para-fins-esteticos-entidades-medicas-desaprovam/

(2) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25875779

Se  já começou e estiver fazendo com medico, certamente ja terá o acompanhamento com exames de antes e depois - o que , mesmo se for sem o médico, altamente recomendo . Mas o ideal é fazer os exames para acompanhar e se perceber alguns sintomas iniciais de "alerta" já dá pra perceber que ta dando treta e parar antes que piore algum colateral. Por isso no caso das mulheres acho importante a meia vida curta e muito acompanhamento, sem falar na problemática do mercado negro que vai vender qualquer testo lixo tudo com nomes diferentes, só muda o RG.

A menos que vc vá competir (e nesse caso você já estaria sendo acompanhada por um profissinal)  não vejo necessidade de nada além de uma oxandrolona ou até um stano. Quando digo acompanhando não é  só exames, mas percebendo o seu corpo, mesmo. Qualquer coisa além disso já acho um risco desnecessário se não for sua carreira. E sempre haverá colaterais, importante é acompanhar pra minimizar o máximo possível. Nem acho que foi isso que vc perguntou, desculpe kkkk.

Bons treinos

Editado em por SHE-DEVIL

  • 2 anos depois...

A pergunta é ótima e quase ninguém a faz, então vale responder com cuidado, porque tem uma armadilha grande no meio dela.

Você quer medir a sua testosterona para ver quanto ela sobe durante o ciclo. Isso só faz sentido se a substância usada for testosterona. Se for oxandrolona, estanozolol, primobolan, nandrolona ou qualquer outro esteroide que não seja testosterona, o exame não vai mostrar aumento nenhum, porque o laboratório dosa a molécula testosterona especificamente, e essas outras são moléculas diferentes. Você pode estar em plena virilização e com a testosterona baixa no papel.

Aliás, o mais provável é o oposto do que se espera: nesse caso a testosterona costuma cair, porque o esteroide de fora desliga o sinal que o cérebro manda para o ovário produzir. Ou seja, um exame com testosterona baixa durante um ciclo de oxandrolona não é sinal de segurança, é só o exame medindo a coisa errada.

E aqui eu discordo, respeitosamente, de um ponto que apareceu acima. Foi dito que mulher não precisa recuperar o eixo, e que por isso ciclos longos são uma preocupação diferente. Mulher também suprime o eixo. A diferença é que, no homem, isso aparece como testosterona no chão, e na mulher aparece como ciclo menstrual irregular, atrasado ou ausente, que é exatamente um dos efeitos que todo mundo relata. Menstruação bagunçada não é um detalhe estético, é o aviso de que o eixo foi suprimido. E ele costuma voltar depois de parar, mas quanto mais longo o uso, mais demorado.

Se, ainda assim, você quiser fazer o acompanhamento por exame, vão duas informações técnicas que fazem diferença.

A primeira é que dosagem de testosterona em mulher é notoriamente imprecisa nos métodos mais comuns de laboratório. Aqueles métodos foram calibrados para a faixa masculina, que é dez a vinte vezes maior, e por isso erram bastante nos valores baixos, que são justamente os femininos. Se for medir, vale perguntar ao laboratório se o método é espectrometria de massas, que é o mais confiável nessa faixa, e usar sempre o mesmo laboratório e o mesmo método para poder comparar. Comparar exame de laboratórios diferentes, nessa faixa, é comparar coisas incomparáveis.

A segunda é sobre a testosterona livre, que na maioria dos laboratórios não é medida diretamente, é calculada a partir da total e da SHBG. E aí entra um detalhe que muda tudo: esteroides orais derrubam a SHBG bastante. Como a SHBG é a proteína que segura a testosterona, quando ela cai, a fração livre sobe mesmo que a total permaneça igual ou até menor. Isso explica por que muita mulher com exame aparentemente tranquilo apresenta sinais de virilização. Se for acompanhar por exame, peça a SHBG junto, senão o número perde metade do sentido.

Agora o ponto principal, que vale mais que qualquer número.

O exame não é o seu sistema de alarme. Ele é lento, é impreciso nessa faixa e não acompanha o que interessa. Quem avisa primeiro é o corpo, e a lista é curta e vale decorar: rouquidão ou voz mais grave, aumento do clitóris, pelos em local novo, acne forte nas costas e no rosto, queda de cabelo nas entradas, e alteração do ciclo menstrual. Os dois primeiros são os que frequentemente não voltam ao normal, e não vale a pena esperar a confirmação de exame nenhum para agir. Se aparecer, o certo é interromper, não reduzir e observar. E, para a voz, peça a alguém de confiança para te avisar, porque a própria pessoa é sempre a última a perceber.

Um complemento ao que a SHE-DEVIL escreveu, com o qual concordo em quase tudo. Ela está certíssima sobre acompanhar de perto, sobre preferir substância de meia vida curta, que é o que permite desligar rápido se algo aparecer, e sobre a incerteza do que se compra fora de farmácia. Só ajustaria uma coisa: a ideia de que o colateral é sempre proporcional à dose. A dose pesa, e muito, mas existe sensibilidade individual. Já apareceu neste fórum mais de um caso de mulher que virilizou com dose considerada baixa de oxandrolona, que é a mais branda de todas. Não existe dose garantidamente segura, existe dose com menos risco.

E, para fechar respondendo o espírito da sua pergunta: se a curiosidade é saber onde você está antes de qualquer coisa, faça os exames agora, sem usar nada, com ciclo menstrual anotado, incluindo testosterona total, SHBG, perfil lipídico completo, hemograma e função hepática. Esse conjunto, feito antes, é o que dá sentido a qualquer exame feito depois. Sem o antes, o depois não diz nada.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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